domingo, 31 de maio de 2015

Considerações extemporâneas sobre dois eventos importantes......

NO DIA 12 DE MAIO REALIZOU-SE MAIS UMA  REUNIÃO DO ANUÁRIO  DO D. ESTEFÂNIA   QUE ESTE  ANO
 CONTOU COM  A PRESENÇA DO MINISTRO DA SAÚDE   PAULO MACEDO. 
A SOLENIDADE  DO EVENTO JUSTIFICOU-SE  PELO FACTO DA FUNDAÇÃO EDP TER DOADO AO NOSSO HOSPITAL  UM ENDOSCOPIO PEDIÁTRICO   E UM MICROSCÓPIO PARA INTERVENÇÕES EM OFTALMOLOGIA QUE INCORPORAM   A  TECNOLOGIA MAIS AVANÇADA DO MUNDO. 

Esta escolha só honrou  o Hospital mais antigo do Pais . Salientamos  que a totalidade das intervenções dos Palestrantes,  implicitamente reiteraram a importância da existência   um Hospital Pediátrico em Lisboa
Desta forma consideramos  um mero  "um acto falhado" , ou ainda menos grave,   um  mero erro de grafismo,    o texto do cartaz de fundo  na sala , que informava que a oferta  EDP se destina  "As Alas Pediatricas" dos Hospitais Gerais. ( ver fotografia) 
Não retirando  a importância da intervenção da Administradora do Centro Hospitalar  que reiterou o seu  apoio ao HDE, queremos aqui  sublinhar   pertinência da intervenção do  Director da  Pediatria do HDE que  em linhas gerais  afirmou  que "  ao contrário de outros que desejavam um "Novo Hospital" ( tendo eventualmente  implícito  de que neste a Pediatria poderia vir a ser apenas uma  pequena ala como  no antigo projecto do HTS) ele  se contentaria apenas  com a construção das  novas instalações da Urgência Médico - Cirugica para o HDE "  , cujos planos sabemos que  já estarão concluídos e orçamentados  aguardando  agora  apenas o seu  financiamento. 
Para alem dos pressupostos  implícitos,  a declaração do Director Clínico da Pediatria  ganha  particular  actualidade   e relevância , pois   não são  aceitáveis  num Hospital de Referência  da Capital do Pais,  as condições  de atendimento  ( degradantes )  crianças e seus familiares  e  de exercicio  dos profissionais,  que ali  diariamente exercem em condições sofrivies.



http://anuariohde.com/index.php/o-que-somos

Um mero lapso ou erro de grafismo considerarem o HDE uma "ala de um Hospital Geral"



HOSPITAL D. ESTEFÂNIA BERÇO DA PEDIATRIA DA PORTUGUESA


Voce sabia que o Hospital D. Estefânia foi o berço da Pediatria da Pediatria Portuguesa 

O Serviço de Cirurgia do Hospital Dona Estefânia e o Colégio de Cirurgia
Pediátrica vão organizar na Ordem dos Médicos no dia 6 de Junho, uma sessão de reflexão  análise sobre a cirurgia pediátrica e a sua relação com as especialidades
 envolventes.



domingo, 3 de maio de 2015

4º CORRIDA D. ESTEFÂNIA 2015 .......UM SUCESSO......APESAR DA CHUVA.....UM SUCESSO.......APESAR DO FIM DE SEMANA PROLONGADO.....UM SUCESSO....LISBOA NÃO PRESCINDE DO SEU HOSPITAL PEDIATRICO.....



DIZ O POVO....O QUE TEM QUE SER ...TEM MUITA FORÇA.......
 NADA NOS FARÁ  DESISTIR.....
LISBOA NÃO PRESCINDE DO SEU HOSPITAL PEDIATRICO AUTONOMO



"Foi um evento  motivador e  mesmo emocionante ....Apesar da chuva e feriados , ver  tantas pessoas  ,  familias e Associações  de doentes e de Apoio a Criança . reunidas ...num ambiente acolhedor  simples  alegre e confiante.....

".....A Estefânia esta de Parabens....."




Sites com fotografias e reportagem da  corrida

Para ver os diaporamas clique nas imagens  dos Cartazes  na  coluna ao  lado . Cada um deles dá acesso a um diaporama diferente.






http://sicnoticias.sapo.pt/arquivo/2015-05-03-Corrida-em-Lisboa-contesta-fecho-do-Hospital-Dona-Estefania






 
......AGRADECEMOS  A REPRESENTAÇÃO  DA CAMÂRA MUNICIPAL DE LISBOA ATRAVÉS DO VEREADOR DO DESPORTO , JORGE MÁXIMO , DA CANTORA  MENINA CONSTANÇA  SOUSA E MELO E DO ANIMADOR CARLOS AREIAS.....














HOSPITAL DA BONECADA




OS FANTASTICOS "NARIZ VERMELHO"



domingo, 22 de março de 2015

CONVITE A 4ª CORRIDA D.ESTEFÂNIA - DIA 3 DE MAIO DE 2015 - Defende o Hospital Pediatrico - Apoia a Associação de Deficientes de Alfa 1 Antitripsina




Se apoias a causa , mesmo que não te tenhas inscrito .....participa.....a entrada é livre........e  a tua presença e apoio são  importantes.....


video




www.aa1p.pt

  Links para as inscrições  e   facebook 


Xistarca



https://app.weventual.com/detalheEvento.action?iDEvento=1761

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Ligue-se no facebook: Defesa Hospital Crianças Lisboa
https://www.facebook.com/corridaestefania


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Este ano a  Associação que é coo responsável pelo pelo evento e beneficiaria no caso de existir saldo,   é a  de Portadores do deficit de Alfa 1 Antitripisina de Portugal
Visite o Site abaixo,  onde também poderá  aceder as inscrições:






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CONVITE À PARTICIPAÇÃO NA 4ª CORRIDA D. ESTEFÂNIA


Em 20 de Junho do corrente ano completam-se  oito anos sobre o início da nossa    campanha  contra o encerramento do  Hospital Pediátrico de Lisboa.  Não desistimos e não  nos resignamos; e  nem  poderia ser de outra forma, pois que o direito das nossas crianças a uma assistência hospitalar especializada é inalienável.
Recordamos que este processo teve inicio em 2007,  quando o    Ministro da  Saúde  em exercício, sem qualquer preocupação com a história ou a especificidade da instituição, não respeitou  o parecer da Comissão Médica e  integrou  o  Hospital de D. Estefânia  (HDE), considerado o berço da pediatria portuguesa , no  Centro  Hospital de Lisboa Central (CHLC), quando  dele até  não fazia parte .
             Tal determinação intempestiva surgiu  desinserida de   qualquer análise do   papel  internacionalmente reconhecido aos  hospitais pediátricos na  rede de referenciação e  carta hospitalar materno-infantil.  Procedeu-se  ignorando  os  documentos  e   acções emanados de vários ministérios  e  gerações de profissionais  que,  nas duas últimas décadas , elevaram Portugal  dos últimos  para os primeiros lugares nos  indicadores da saúde materno-infantil a nível mundial
Julgámos inicialmente  que aquela   iniciativa governativa seria apenas desconexa e apressada . Esta percepção revelou-se contudo  ingénua,   ao  tomarmos aos poucos  consciência de  que o futuro  “Hospital de  Todos os Santos “  (agora redenominado  futuro  “Centro Hospitalar de Lisboa Oriental”) fora  considerado  “prioritário”  no âmbito da  2ª vaga  das   Parcerias Público- Privadas para a  Saúde  (PPPS) e contava com um empréstimo de cerca 300 milhões de euros a juros residuais do Banco de Investimento Europeu (BIE). Para alem da construção, admitia-se que como em Loures a PPP abrangesse a gestão clínica.  A magnitude  do retorno dos dividendos previstos já fora contabilizada pelos   grupos  financeiros e os seus  representantes   designados  em sede governativa.  Deste modo, o   projecto  inicial foi construído à medida dos dividendos esperados;  e resumia-se  a um hospital generalista com 800 camas, não se entendendo (?)  como viria ele substituir as  cerca de 2000 camas dos hospitais que integram o  CHLC.(nota 1) À pediatria ficavam reservadas apenas 60 camas. De acordo com o Plano Funcional, formatava-se  um projecto  de  PPP   para a  construção,  mas  a  filosofia  subjacente a gestão clínica também era privada prevendo-se  rentabilização  dos   espaços e dos  profissionais à revelia da sua  diferenciação  e sem a preocupação com a especificidade,  circuitos  e ambiente pediátricos. 
Inconformados  com o retrocesso civilizacional  que tal  projecto consubstanciava,  entendemos desafiar a  barreira de silêncio imposta aos média  e promovemos dois  abaixo-assinados  endereçados aos órgãos de soberania, tendo-se reunido cerca de   85.000 assinaturas . Foi assim possível aprovar uma moção  na Assembleia da República e duas na Assembleia Municipal de Lisboa .  Realizámos  um referendo interno,  em que 97 % dos profissionais votaram a favor de um hospital pediátrico autónomo . Conseguimos que em sede do PDM de Lisboa , os terrenos do HDE  permanecessem  sob o  domínio publico  Somaram-se  ainda várias   intervenções escritas e orais nos media , Assembleia Municipal,(nota2) Ordem dos Médicos , editamos 14 Boletins em defesa da causa... um Blog com 47.000 acessos e  já  estamos a 4ª ... corrida D. Estefânia....
 A nossa acção  suscitou e incentivou o debate  público em torno de um projecto que na sua formulação inicial era  lesivo dos interesses da comunidade. E o nosso alerta   veio   contribuir  para a  ilegalização daquele  concurso.  A sua insuficiência   veio a ser reconhecida   publicamente  pela  nova  Comissão  nomeada  pelo  Ministério da Saúde para conduzir  novo concurso;  e, mais recentemente,  veio a ser oficialmente declarado que  ao contrario do anterior,    neste já não seria  desajustada a oferta de camas , insuficiente no anterior ”  e que  “a  especificidade e ambiente pediátricos   seriam melhor  acautelados”.
Aguardamos   assim que  o novo Plano Funcional venha à  discussão pública para nos pronunciarmos sobre a substância destas declarações.
             Esta nova fase apresenta ainda outro  pressuposto que melhor  a qualifica  relativamente ao concurso anterior . Nenhuma  alteração  numa  carta hospitalar poderá  existir  sem que a prévia definição das redes de referenciação  hospitalar a  justifique. E só agora os seus princípios gerais estão sendo definidos.  Neste momento   encontra se  a decorrer a  discussão sobre um “Documento Síntese “,  integrando a  proposta para uma  Rede Nacional de Especialidade Hospitalar e de Referenciação Materna, da Criança e do Adolescente”,  em que se caracterizam os diferentes níveis e modelos organizativos dos Serviços . 
Tal  documento  inclui  o C.H.C.L  com um dos dois centros de  atendimento diferenciado materno- infantil na Zona Sul,   classificando-o e integrando-o no   “Grupo III”. Este grupo caracteriza-se, entre outros aspectos,   por ser dotado de Serviços de Atendimento Neonatal  diferenciados e de uma  Urgência  Pediátrica Polivalente.
As características das unidades Hospitalares do Grupo III correspondem  às dos Hospitais Pediátricos de que o  Hospital de D. Estefânia  foi precursor em Portugal.
Estranhamente,  nos últimos anos o seu nome   tem sido  sistematicamente  omitido,  não  apenas naquele mas   nos  diversos  documentos oficiais ,   sempre que se faz referência à rede hospitalar.   Tal omissão, certamente  intencional,  procura insinuar a   desidentificação  e o  esquecimento desta instituição centenária que foi  berço da  pediatria portuguesa,  o que não devemos consentir .
Dito isto, entendemos ser urgente exigir que o Hospital Pediátrico seja   explicitamente contemplado na  nova  “Rede de Especialidade e de Referenciação Materna e da Criança “;  e  exigir simultaneamente  que o novo Plano Funcional do futuro CHLO seja publicamente discutido.



Texto de opinião de Pedro Paulo M.A .Mendes -Membro Plataforma Cívica em defesa Hospital Pediátrico em Lisboa



         Nota1-    tem obviamente a ver com os interesses dos grupos de saúde  financeiros privados  
                            em disputa de camas como SNS  como denunciou o Bastonário da Ordem dos Médicos.
            Nota2-    Nas iniciativas na CML agradecemos a iniciativa dos Cidadãos por Lisboa e de todas as
                           outras as forças politicas que nos tem apoiado



Participa e inscreve-te na 4ª Corrida Dona Estefânia

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 LÊ O BOLETIM A ESTEFÂNIA Nº 14 

PARA AMPLIAR FAÇA DUPLO CLIQUE SOBRE O TEXTO

























Inscrição 4º Corrida D. Estefânia

domingo, 22 de fevereiro de 2015

Hospital de Todos os Santos - Um fantasma que volta a cena - Não permitamos que projectos desta importância tenham a sua discussão coartada "por a fazerem coincidir" com o periodo de ferias e o calendário eleitoral


Abrir hiperligação para ver no " Observador "Notícia sobre o Hospital de Todos os Santos"


http://observador.pt/2015/02/20/futuro-hospital-de-lisboa-vai-ser-maior-que-inicialmente-previsto/


Futuro hospital de Lisboa vai ser maior do que inicialmente previsto
O Hospital de Lisboa Oriental vai ser maior do que o que tinha sido estipulado inicialmente. O concurso deverá ser lançado no segundo trimestre em modelo de PPP.


O ministro Paulo Macedo sempre defendeu a construção do Hospital de Lisboa Oriental
JOÃO RELVAS/LUSA

O futuro hospital de Lisboa – Hospital de Lisboa Oriental (HLO) – vai ser maior do que estava inicialmente previsto. A confirmação foi dada ao Observador por uma fonte do Ministério da Saúde que tem estado envolvida nos trabalhos de apreciação e relançamento do projeto de construção desta unidade de saúde.
“Fez-se uma redefinição do plano funcional e adaptou-se à casuística atual. Na prática, o hospital será maior do que o previsto inicialmente. Houve redimensionamento de áreas, como a da cirurgia em ambulatório”, explicou a mesma fonte, acrescentando que o hospital terá, desde logo, mais camas e uma produção maior.
O problema do subdimensionamento já tinha sido identificado há algum tempo. Só um exemplo: tinham sido projetadas de início para o HLO perto de 800 camas, que corresponde a metade das que existem atualmente nos seis hospitais de Lisboa Central (S. José, Capuchos, Santa Marta, Estefânia, Curry Cabral, Maternidade Alfredo da Costa) que se vão concentrar neste novo hospital. Mas até meados do ano passado, pelo menos, a ideia de redimensionamento da unidade parecia estar posta de parte por implicar aumento de encargos. Na altura, em cima da mesa estava a hipótese ou de manter um ou dois hospitais do Centro Hospitalar Lisboa Central abertos, ou reencaminhar utentes para outros hospitais de Lisboa, como Loures, Vila Franca de Xira, S. Francisco Xavier e Cascais. E em qualquer um desses casos, também os profissionais de saúde seriam distribuídos pelas diferentes unidades.
Neste momento a questão já ficou resolvida, garantiu a mesma fonte ao Observador, sem querer dizer qual a implicação financeira desta redefinição do plano.

Construção avançará em PPP

Outro ponto que já está praticamente fechado, ficando a faltar uma última reunião com membros da Saúde e das Finanças, é o modelo em que vai avançar a construção desta unidade de saúde. O Ministério da Saúde quer mesmo que seja em parceria público-privada (PPP), como da primeira vez, até porque desta forma há uma garantia de que a despesa não derrapará, ao contrário do que aconteceria se optassem pela empreitada. O Banco Europeu de Investimento (BEI) também já se mostrou disponível para voltar a avaliar o projeto com vista a financiá-lo.
Por esta altura estão a ser ultimadas as peças do concurso, “que deverá ser lançado no 2º trimestre de 2015″, avançou ao Observador outra fonte envolvida no processo. No Orçamento do Estado para 2015 o Governo dava como prazo limite para este lançamento o 1º trimestre deste ano.
Com este calendário, a construção deverá arrancar só no início do próximo ano e demorará cerca de três anos, pelo que o Hospital de Lisboa Oriental só deverá abrir portas aos utentes em 2019, três anos depois da data apontada que tinha sido apontada quando este Governo assumiu os comandos.
Claro ficou desde o início que este ministro da Saúde, Paulo Macedo, estava a favor da concretização deste hospital e fez questão de o repetir inúmeras vezes ao longo da legislatura. Mas depois de obter o aval da troika, decidiu mandar rever todo o processo e constituiu um grupo de trabalho, liderado pelo ex-ministro da Saúde, Luís Filipe Pereira, que acabou por ditar a anulação do concurso anterior, no final de 2013. De lá para cá, esse mesmo grupo tem analisado a matéria, nomeadamente as fontes de financiamento e só agora se está a chegar ao fim dos trabalhos.
Acontece que com eleições legislativas no segundo semestre de 2015, todo este processo passará para as mãos do próximo Governo. Em caso de vitória socialista, será importante saber o que pensa António Costa sobre o processo – embora se saiba já que não está contra a obra em si: Enquanto presidente da Câmara de Lisboa, ainda no ano passado Costa dizia que a nova unidade terá “melhor qualidade, estará mais perto das pessoas e terá melhores acessos” do que os atuais hospitais da colina de Santana.

Primeiro concurso foi lançado em 2008

Foi em 2008, no Governo do então primeiro-ministro socialista José Sócrates, que o concurso público para a construção da parceria público-privada (PPP) deste hospital foi lançado, com vista a ter o novo hospital de Lisboa de pé em 2012. Começou por ser chamado de Hospital de Todos-os-Santos, mas em 2009 foi rebatizado para Hospital de Lisboa Oriental, na sequência de uma decisão do Tribunal do Comércio de Lisboa, que deu razão a uma providência cautelar interposta pela clínica privada de Todos-os-Santos.
O consórcio Salveo – Novos Hospitais, da Soares da Costa, MSF e Alves Ribeiro chegou mesmo a vencer o concurso, mas entretanto Portugal recebeu ajuda externa e só depois de a troika ter aceite a PPP o Governo se manifestou sobre a obra. E a decisão, após serem conhecidas as conclusões do grupo de trabalho criado para analisar o projeto, no final de 2013, foi não adjudicar a obra.
Porquê? Entre outros motivos, porque na proposta do consórcio vencedor havia a “exigência (…) de fiança pelo Estado Português ao BEI”, que se tinha chegado à frente com cerca de metade do financiamento da obra. Isso comportava “riscos e problemas”. Além de que a impossibilidade de prestação da fiança pelo Estado a favor do BEI determinava que a proposta da fosse “insustentável, implicando a inviabilidade da respetiva adjudicação do contrato”, lê-se no despacho de não-adjudicação assinado pelas Finanças e pela Saúde.
Para além dessa questão, o Governo sublinhava os “riscos relacionados com a insustentabilidade e o caráter desatualizado e com condições menos vantajosas para o Estado” que faziam com que as condições “não correspondessem aos fins de interesse público subjacentes à constituição da parceria”. A obra custaria cerca de 600 milhões de euros, sendo que o Banco Europeu de Investimento já tinha garantido metade desse valor.

Poupanças de milhões de euros

Em 2014 iniciou-se um novo trabalho de reavaliação do projeto e preparação do processo de lançamento do hospital, com elaboração de um novo comparador público e a análise do custo-benefício.
Embora lançado pelo governo PS, o Hospital de Lisboa Oriental tem sido considerado uma prioridade também por este Governo, sobretudo porque permitirá ao Estado poupar com o encerramento dos seis hospitais de Lisboa Central.
De acordo com o Grupo Técnico para a Reforma Hospitalar, o hospital pagar-se-á por si próprio e no final dos 30 anos de parceria para a construção o Estado ainda terá poupado 72 milhões de euros. Já a ex-ministra da Saúde, Ana Jorge, falava em poupanças anuais de 40 milhões de euros com este novo hospital. Por último, a atual tutela chegou a prever uma poupança de 166 milhões de euros com a construção deste hospital – incluindo não só os custos com as infraestruturas mas também com a transferência dos vários serviços espalhados pela cidade para o novo edifício, o que permitirá economias de escala e acabar com duplicações.

 
COMENTÁRIO:


Este  governo , em sintonia com o anterior ,em fim de mandato que deixar "obra feita". 
-Devemos exigir  a discussão publica do plano funcional do futuro HTS.  
Devemos exigir  que os argumentos de poupança com que os Gestores  justificam o actual projecto  , sejam documentados, fundamentados  e  divulgados para que não se afigurem como mera publicidade e  que justifica e esconde os interesses das PPP  envolvidas e interessadas em rendas usuárias e tem "pressa" em aprovar o projeto ( poupanças de 40 milhões ou 150 milhões em que ficamos.......?!!!....)
Devemos  como cidadãos exigir que  os  eventuais contratos de PPP sejam do âmbito publico e que sejam banidas  todas as clausulas secretas, pois  se não o  fizermos o dinheiro que deveria ser gasto com a educação e saúde das nossas crianças irá parar as Off Shores  e por omissão somos cooresponsáveis.
-Exijamos os que  planos para a    Pediatria sejam divulgados e discutidos publicamente de forma a que o Hospital Pediátrico autónomo seja contemplado.
 -Indagamos, como anteriormente já o fizemos  com que  direito pretendem a continuar  se arrogar do direito de  decidir solitariamente  de projectos que  dizem respeito a todos os contribuentes   portugueses.
-Recordemos o logro do anterior projecto , que foi publicitado "como o que de  mais moderno existia. " e  que então denegriam os membros da Plataforma   "saudosistas",  e que os hoje são os  mesmos organismos oficiais e de gestão que  reconhecem como "inadequado".
Não permitamos que opções estratégicas na saúde e que terão implicações nas próximas décadas e gerações , não sejam devidamente  discutidas pois  as fazem coincidir com o calendários eleitorais período de férias de forma  a esvaziar a  sua discussão e fazer prevalecer  os interesses dos grupos  financeiros, como aconteceu no anterior projeto
Esta foi a tática  utilizada no ano passado na C.M. de Lisboa o vereador M. Salgado ( Espirito Santo)  para aprovar projectos de condomínios de luxo nos espaços dos antigos Hospitais da Colina de Santana e que só  não foi avante devido a oposição da arquiteta Helena  Roseta que obrigou  a sua discussão publica  ( ver artigos neste  Blog )


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Enquanto nossos amigos e filhos emigram, sem trabalho ,  "outros"  se auto elegem sem concurso publico e por  "ajuste directo"  para eventualmente fazerem "estudos" e tomarem decisões que não sabemos (?!!!) quem irá beneficiar....



domingo, 18 de janeiro de 2015

ESPECIALISTAS DE ADULTOS E PEDIÁTRICOS - RESPEITAR AS COMPETÊNCIAS ESPECIFICAS ( Revista Ordem dos Médicos - Dezembro de 2014 - pagina 73)


como se o pluralismo, que Portugal também tem, não tivesse um cimento que é a comunidade

O artigo de opinião publicado na Revista da Ordem dos Médicos nª 30 pelos  Colegas da sub especialidade de  "Gastroenterologia Pediatrica "   que   digitalizamos  e divulgamos  , é apenas  um  reflexo de algumas  politicas de cariz  mercantilista do   Ministério da Saúde que tem sido concretizadas   de forma sistematizada nos últimos anos.   Um dos  paradigmas desta ideologia  , é agenda   implementada  no Centro Hospitalar de Lisboa Central, que tem por objectivo a descaracterização  do Hospital Pediátrico e a sua diluição no Centro Hospitalar, abrindo-se  caminho para o seu encerramento quando da mudança  para o Hospital generalista em Chelas. O projecto em curso  põe em causa,  não  apenas à  uma, mas a todas as outras sub especialidades pediatricas .  
Devem-se a estas sub especialidades ,  e que na sua maioria são  reconhecidas internacionalmente,  os grandes avanços das  ultimas décadas ,quer no diagnóstico quer , no  tratamento em pediatria
Estas sub especialidades   adquirem  a plena   justificação para a sua existência ,  quando  integradas  como até agora, num conjunto coerente a que  habitualmente chama-se    "Hospital Pediátrico Terciário" e  que define-se como um espaço holistico  diferenciado inteiramente  centrado e adaptado ao atendimento da criança em todas as suas vertentes.
Tem por substância o afecto e que a comunidade através dos profissionais tem pelas  suas crianças (1)
Estes equipamentos , símbolo de civilização , constituem hoje , os  centros de  referência e  de  formação  em pediatria  em todos o grandes  centros populacionais do mundo civilizado ( e de que Lisboa prepara-se para ser uma triste excepção..... )
Julgamos  que só a  ignorância , insensibilidade e subalternidade dos responsáveis  a outros  interesses,  é que podem justificar  esta sua acção..... mas  pensamos que ainda não  será  tarde para que voltem a razão ......humana......
Nesta linha de ideias não  podemos deixar de afirmar a nossa  solidariedade , com a tomada de posição publica  destes  colegas de gastroenterologia pediatrica, que abaixo divulgamos.....

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Estamos assim  de acordo com Joana Carneiro quando escreve  no seu artigo "Descapacitar o Interno..."

"Tenho a garantia que os que governam o meu país apenas nos querem rotular como executantes de  um plano meramente economicista, redutor e  intransigente "-  pagina 86 - Ordem dos Médicos- Nov-Dez de 2014

......se o pluralismo, que Portugal também tem, não tivesse um cimento que é a comunidade de afectos.....Prof. Adriano Moreira