Sábado, 4 de Julho de 2009

Nome do Futuro Hospital de Todos os Santos alvo de contestação judicial e providência cautelar !


Um projecto muito contestado...

...Inicialmente elaborado apenas com opinião das "Parcerias privadas "senhoras e rainhas do projecto ... e preocupadas apenas com a rentabilidade ....Foi contestado e alvo de impugnação por uma da firmas construtoras que se considerou prejudicada pela inexplicavel exclusão do seu projecto .......e agora com uma providência cautelar pela utilização indevida do seu nome....
.........e o mais importante : Contestado por 80.000 Portugueses em dois Abaixo Assinados pois retrocede 100 anos no modelo de Assistência Hospitalar diferenciada a criança !...


Da nossa parte , não teriamos nada contra o nome de " Todos os Santos",.. desde que se respeitasse á verdade histórica e se cumprissem alguns quesitos fundamentais.
A saber:

1ª - O Hospital D. Estefânia não teve nada a ver na sua origem com antigo Hospital de Todos os Santos . Aquele foi destruído após incêndio pelo Terremoto de 1789.
O Hospital Pediatrico foi um projecto moderno que correspondeu a um avanço civilizacional , pois até a data da sua construção não se respeitava a especificidade Pediatria e as crianças eram tratadas em promiscuidade com os adultos.

2ª - O fim do Hospital Pediátrico e a sua diluição no novo mega projecto de forma arbitraria de ultima hora pois não constava dos planos iniciais.

3ª - Que numa perspectiva de modernidade criasse um novo Hospital Pediátrico para Lisboa com relações de proximidade.

4ª - Que o actual espaço do Hospital de D.Estefânia continue ao Serviço da mãe e criança e não entre no circuito de especulação imobiliária


Talvez seja o momento de voltar atrás neste caminho precipitado e contestado e iniciar de imediato um novo, mais consentâneo com a verdade histórica e necessidade dos cuidados hospitalares pediatricos diferenciados à que as crianças do Sul do Pais também tem direito!
.
Voltem atrás que ainda é tempo !



DIARIO DE NOTICIAS , HOJE
Hospital de Lisboa não pode chamar-se Todos-os-Santos
ANA TOMÁS RIBEIROHoje



O Tribunal de Comércio de Lisboa deu razão a uma providência cautelar pedida pela clínica privada de Todos-os-Santos. O Estado está agora sujeito a pagar multa de cada vez que usar o nome

O Estado não vai poder usar o no-me de Todos-os-Santos para o novo mega-hospital de Lisboa, a construir em terrenos do Parque da Bela Vista, até 2012 (ver caixa). Pelo menos por enquanto. E se o fizer pagará uma multa de 500 euros por cada dia que utilizar aquela designação em qualquer documento ou meio de divulgação. É isto mesmo que determina uma sentença do Tribunal de Comércio de Lisboa de 16 de Junho, que vem dar razão à providência cautelar interposta pela clínica privada de Todos-os-Santos, que não quer ver o seu nome confundido com o do hospital.

A clínica de cirurgia plástica reconstrutiva e estética, criada em em 1973 pelo médico Baptista Fernandes, em Lisboa, pediu a cessação imediata do uso da designação "sob qualquer forma, em todos os documentos e/ou meios de divulgação em que a mesma já tenha sido utilizada pelo Estado". E requereu ao tribunal "a fixação de uma sanção pecuniária compulsória de valor não inferior a 500 euros, a ser paga pelo Ministério da Saúde, por cada dia de atraso no cumprimento da intimação" .

Uma receita que reverterá em 50% para os cofres do Ministério da Justiça e em 50% para a clínica em questão, explicou ao DN o responsável do escritório de advogados que interpôs a providência cautelar, Luís Morais Cardoso.

A clínica considerou que o Estado, ao usar o mesmo nome para o hospital, estaria a violar os seus direitos de propriedade industrial, bem como a potenciar a concorrência desleal.

Nos documentos da sentença, a que o DN teve acesso, a clínica alega ser titular da denominação social, marca, insígnia, nome de estabelecimento e marca comunitária e exercer a actividade há mais de 30 anos.

O Ministério da Saúde, por seu lado, defende-se dizendo que a clínica é uma unidade privada de saúde, enquanto o hospital é uma unidade integrada no Serviço Nacional de Saúde, para a prestação "tendencialmente" gratuita de cuidados de saúde a todos os cidadãos. Pelo que considera não existir entre as duas entidades "qualquer relação de concorrência", lê-se no documento.

O Tribunal do Comércio de Lisboa acabou por dar razão à clínica. E pa- ra essa decisão foi de- terminante o facto de aquela entidade ser titular do registo da insígnia e nome de estabelecimento, como uma marca. Os titulares do direito de uma marca podem "impedir terceiros de usarem, sem o seu consentimento, sinal igual ou semelhante em produtos ou serviços idênticos", de acordo com as regras do Código da Propriedade Industrial. Ora o tribunal considerou que os sinais são idênticos e confundíveis e que essas "semelhanças são susceptíveis de induzir em erro o consumidor médio".

Em declarações ao DN, José Baptista Fernandes, um dos donos e responsáveis da Clínica de Todos-os-Santos, mostrou-se satisfeito com a decisão do tribunal e diz que vai avançar com uma acção no prazo de 30 dias, "eventualmente pedindo uma indemnização ao Estado. Porque estas coisas têm danos".

O responsável da clínica explicou que só avançaram com o pedido de providência cautelar "depois de várias tentativas falhadas de chegarem a um acordo sobre o nome com o Ministério da Saúde". Tentativas que se iniciaram ainda com Correia de Campos como ministro da Saúde, que "não nos queria nem ouvir", disse ao DN José Baptista Fernandes.

Contactado pelo DN, o Ministério da Saúde confirmou ter conhecimento da decisão do tribunal. E fonte oficial garante que o assunto "está a ser analisado no sentido de vir a ser tomada uma decisão". Para já não há mais comentários , nem mesmo sobre se o Governo vai deixar de usar o nome, ou se vai recorrer da decisão.

O jurista Luís Morais Cardoso sublinhou que "se o Estado não cumprir a providência cautelar, não só paga a multa como poderá incorrer em crime". E adianta que se o Governo decidir meter recurso da decisão esse não terá "efeito suspensivo", ou seja, a providência cautelar, embora seja uma medida provisória, mantém-se em vigor até nova decisão do tribunal.


Tags: Portugal, Sul


Projecto do Hospital de Todos os Santos - "Mega Hospital Monobloco , Tecnológico da decada de 50 do século passado"



Domingo, 28 de Junho de 2009

No Novo Fardamento do Centro Hospitalar esta excuida a identidade Pediatrica.!



A aniquilação do Hospital Pediátrico de Lisboa prossegue a bom Ritmo .
No novo fardamento consta apenas o símbolo do Centro Hospitalar . Uma identidade centenária ao Serviço da Criança é abafada por símbolo amorfo de um Centro hospitalar , inespecifico que poderia se chamar ALFA ou BETA.
Trata-se se uma inaceitável alteração da verdade histórica, à de incluir o Hospital de D. Estefânia no Hospital de Todos os Santos. Aquele foi extinto pelo terremoto de 1789, e os seus restos foram acomodados nos Hospitais Civis . O Hospital de D. Estefânia nasceu pujante quase um século depois. Vivemos como bons vizinhos HCL e assim devemos continuar agora e no futuro Hospital de Todos os Santos! Não aceitemos projectos redutores que tem significado para as parcerias mas nenhum para a criança!

Exijamos o respeito pela nossa identidade quer na forma quer no conteúdo!
Exijamos o respeito pela cultura e o que de moderno se pratica no mundo civilizado que acarinham e desenvolvem os seus Hospitais Pediatricos! Sigamos o exemplo de Coimbra e Porto!


TENHA SEMPRE CORAGEM DE DIZER O QUE PENSA !

Reunião da Plataforma com a "Comissão de Saúde da Assembleia da Republica"


Conforme o noticiado no Boletim nº 6 " A Estefânia " a Plataforma de Defesa do Hospital Pediátrico foi recebida pela Comissão da Assembleia da Republica .
A reunião foi orientada pelo Ilmo. Deputado Relator nomeado Dr.Carlos Miranda. Estiveram representados membros de todos os grupos parlamentares
A reunião decorreu em clima de dialogo agradável e construtivo e participado . Os Senhores deputados mostraram grande interesse em compreender as nossas razões.
A síntese das duvidas colocadas ao Deputado Relator Dr.Carlos Miranda e a ser entregue a Presidente da Comissão de Saúde M.I. Deputada Maria de Belém Roseira e depois a Ministra da Saúde solicitando esclarecimentos sobre o plano funcional do H.T.S. foram :

1. O concurso público lançado para o projecto de arquitectura do futuro Hospital de Todos-os-Santos prevê, no respectivo caderno de encargos, a construção de um edifício autónomo para o atendimento aos recém-nascidos, crianças e adolescentes ou, pelo contrário, a sua inclusão física no edifício destinado a utentes adultos?
2. O modelo que o Ministério da Saúde seleccionou para o atendimento aos recém-nascidos, crianças e adolescentes no futuro Hospital de Todos-os-Santos prevê a respectiva autonomia física e funcional, ou, pelo contrário, a sua integração no hospital geral principal?
3. Ponderou alguma vez o Governo – ou foi ponderado pelo Conselho de Administração do Centro Hospitalar de Lisboa Central –, a construção de um novo Hospital Pediátrico para Lisboa em espaço contíguo ou próximo ao de outro hospital geral e, designadamente ao reservado para o futuro Hospital de Todos-os-Santos?
4. Foi a Câmara Municipal de Lisboa alguma vez contactada pelos serviços competentes do Ministério da Saúde, designadamente pelo Conselho de Administração do Centro Hospitalar de Lisboa Central, com vista a inquirir a sua disponibilidade para, no caso de os terrenos actualmente reservados para a construção do futuro Hospital de Todos-os-Santos se revelarem insuficientes para incluir a edificação de um novo Hospital Pediátrico para Lisboa em espaço contíguo ou próximo ao reservado para aquele, ceder ou alienar um novo espaço para a construção do referido Hospital Pediátrico?
5. Admite o Governo a possibilidade do atendimento ao recém-nascido, à criança e ao adolescente no futuro Hospital de Todos-os-Santos ser dotado de “total autonomia, não só em termos de localização, como também de autonomia do ponto de vista técnico, administrativo e financeiro”, ou seja, de constituir um hospital pediátrico fisicamente separado do hospital geral embora associados num campus sanitário comum que permita partilhar alguns equipamentos comuns e serviços de apoio não-clínico?*
6. Pode o Governo garantir que, no futuro Hospital de Todos-os-Santos, no caso de a respectiva comissão de ética hospitalar ser incumbida de se pronunciar sobre a situação ou os tratamentos clínicos a aplicar a doentes menores de idade, terá apenas ou maioritariamente a participação de profissionais de saúde possuidores de habilitações e formação comprovadamente ligadas à saúde e à condição da criança?
7. Entende ou não o Ministério da Saúde que a criança tem características muito próprias e específicas ( não sendo apenas um adulto em ponto pequeno ) e que em casos de grande relevância social o problema dos custo inicial de construção deverá ser secundarizado face aos valores maiores em causa?
8. Pode o Governo garantir que, no futuro Hospital de Todos-os-Santos, no caso de a respectiva comissão de farmácia e terapêutica ser incumbida de se pronunciar sobre medicamentos a administrar a recém-nascidos, crianças adolescentes, terá apenas ou maioritariamente a participação de médicos e farmacêuticos possuidores de habilitações e formação comprovadamente ligadas à saúde e à condição da criança?
9. Pode o Governo garantir que, no futuro Hospital de Todos-os-Santos, só em casos absolutamente excepcionais sem alternativa na área pediátrica, os utentes menores de idade serão observados e objecto de tratamentos de saúde determinados por médicos e outros profissionais de saúde cujo treino e formação não seja predominante ligado à criança?
10. Pode o Governo garantir que, no futuro Hospital de Todos-os-Santos, em caso consultas programas, em internamento ou em urgência com necessidade de observação por especialidades verticais (ex: ORL, Oftalmologia que num hospital geral atendem indiferentemente todas as idades) as crianças serão tratadas por profissionais com treino e formação especificamente dedicada a este grupo etário e em circuitos, salas de espera e salas de tratamento independentes dos adultos?
11. Pode o Governo reconfirmar que, tal como está inscrito no único plano funcional conhecido para futuro Hospital de Todos-os-Santos, as crianças com perturbações mentais e comportamentais graves voltarão a ser internadas em conjunto com adultos portadores de doença mental ao contrário do que se passa hoje no Hospital pediátrico de Lisboa?
12. Pode o Governo informar quais o cut off que considera critico para que, em cada técnica médica, as crianças possam ser tratadas com equipamentos próprios e por profissionais com treino e formação especifica neste grupo etário?
13. Pode o Governo informar qual o modelo, nacional ou estrangeiro, que serviu de base à decisão de encerramento do Hospital Pediátrico da Capital e a integração dos cuidados pediátricos especializados num Hospital Geral não universitário como o futuro Hospital Geral de Todos os Santos?**
14. Pode o Governo informar esta Comissão sobre os seus conceitos de Serviço de Pediatria e de Hospital Pediátrico?
15. Pode o Governo informar-nos quais as razões para que seja brevemente inaugurado o novo Hospital Pediátrico de Coimbra (200.000 crianças em referência), hospital público, e em Lisboa (650.000 crianças em referência) não esteja programado um Hospital Pediátrico em substituição do actual?


Pela Plataforma estiverão representados:
Dra. Ana Paula Soudo
Prof. António Gentil Martins
Dr. José Pedro Vieira
Dr, Mário Coelho
Dr. Pedro Paulo Mendes
Dra.Teresa Rocha

Convidada da plataforma :
Dra. Teresa Neto

Os porta vozes nomeados pela Plataforma foram: :

Professor António Gentil Martins
Dr. Mário Coelho

Sexta-feira, 19 de Junho de 2009

LEIA BOLETIM Nº 6 - DIA 23 DE JUNHO - A PLATAFORMA NA ASSEMBLEIA DA REPUBLICA !







Quinta-feira, 28 de Maio de 2009

HAVERÁ ESPERANÇA ?


PUBLICAMOS ALGUNS EXCERTOS DO DISCURSO DA DRA.MARIA DE BELÉM EM 2005, QUANDO AINDA CANDIDATA PELO P.S.
ELEITA PELA ACTUAL MAIORIA É A RESPONSÁVEL PELA COMISSÃO DE SAÚDE NA ASSEMLEIA DA REPUBLICA QUE IRÁ RECEBER A PLATAFORMA DE DEFESA DO HOSPITAL DE UM NOVO HOSPITAL PEDIATRICO PARA LISBOA, E DO PATRIMÓNIO DO HOSPITAL D. ESTEFÂNIA, NO DIA 23 DE JUNHO DE 2009 ÀS 14;30 HORAS.
JULGAMOS QUE HÁ RAZÕES PARA ESPERANÇA !


JORNAL O PUBLICO
Legislativas de 20 Fevereiro 2005
Criado sexta-feira, 4 de Fevereiro de 2005 Última actualização quarta-feira, 2 de Março de 2005



"No final de uma visita ao Hospital D. Estefânia, a actual deputada e candidata número três do PS pelo círculo de Lisboa considerou que os "aspectos negativos" suplantam os positivos no que se refere à alteração do modelo de gestão das unidades de saúde públicas"

"A ex-governante salientou ainda que, em saúde, "produtividade pode não ser sinónimo de qualidade", pelo que, neste domínio, é desaconselhável "uma mera gestão nos mesmos termos em que são actividades produtivas normais".

Na visita ao hospital pediátrico, Maria de Belém chamou a atenção para o que considerou serem outras "incongruências no discurso do actual Governo" em matéria de saúde, exemplificando com o facto de esta unidade ter merecido uma das piores classificações "em termos de indicadores de eficiência", na mesma altura em que recebia "acreditação de uma organização internacional altamente prestigiada".

"Tudo isto tem que ser visto na sua especificidade e complexidade. A saúde não é só indicadores de gestão. São, sobretudo, indicadores de qualidade, sendo que a gestão é um instrumento para que os cuidados de saúde sejam cada vez melhores", reiterou."

Terça-feira, 26 de Maio de 2009

Correcção de erro de informação sobre divulgação do Plano Funcional do futuro Hospital de todos os Santos.





Fui agora informado por um colega que estava em erro ao afirmar que o Plano Funcional do futuro Hospital de todos os Santos teve a sua divulgação limitada a observação presencial , pois é possivel a sua consulta no "Portal Saúde" .
Esclareço o que considero a verdade dos factos:
Durante quatro meses teve de acordo com o afirmado a possibilidade de consulta apenas presencial ( entre 30 de Outubro de 2007 e 21 de Fevereiro de 2008 nos Conselhos de Administração dos Hospitais do Centro).
Com podem confirmar esta com a Chancela da Intersalus, não era considerada " provisório"






Soube só agora que em 21 de Fevereiro de 2008 foi posta uma disposição uma versão em PDF , digital no Portal Saúde.





Esta versão, com o carimbo de" provisório" surgiu assim posteriormente a nossa critica e dela não tive conhecimento . Ao agora consulta-la tem um apresentação formal diversa á que me refiro, do de consulta apenas presencial.
De qualquer forma e apesar de na altura em que consultei o plano estarmos em verdade , agora depois da divulgação em PDF , coloquei-me erro relativamente as afirmações do secretismo pois já será publico e deixaram de ser verdadeiras.
Tais duvidas penso se explicarem pela existencia de dois planos funcionais formalmente distintos:
- Um mais restrito com Chancela da Intersalus , que nos referimos e que vigorou até 21 de Fevereiro de 2008
-e um mais recente publico do Ministério da Saúde que justifica a presente declaração e que esta desde aquela data disponivel em versão PDF no Portal Saúde.
Assim aqui reconheço publicamente tal facto e desculpo-me perante os então visados que deixaram dedesde 21 de Fevereiro de 2008 merecer qualquer critica de divulgação restrita do plano funcional a consulta presencial.

Pedro Paulo Machado Alves Mendes


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SAUDAMOS A CAMPANHA DO "JOÃOZINHO "!





Cidadãos Portuenses ! Administradores Hospitalares , Empresários e Imprensa escrita do Norte! Parabéns !
A população de Lisboa e do Sul do Pais, felicita-os !
A Vossa atitude è um sinal de que existe hipotese de futuro para Portugal! È a prova de que o Porto hoje como no passado ainda é a reserva ética de onde parte esperança!

Agradecemos o contributo exemplar que trazem com Vossa atitude para a nossa luta em Defesa de um Hospital Pediatrico para Lisboa!
Talvez com o Vosso exemplo e iniciativa , os actuais responsáveis pelo Plano Funcional,se sintam com argumentos e ânimo para rever o anterior, alheio a opinião do corpo profissional pediatrico , da população de Lisboa.

O único obice constrangedor é de que o "nosso" Estado não financia o vosso projecto, de interesse nacional, que orça em 14 milhões de euros mas cobre os gastos da gestão especulativa bancária que orçam em cem vezes mais...... Opções que que dizem respeito aos nossos impostos e que assim pensamos deveriam merecer discussão publica mais alargada.....


Subscreve Pedro Paulo Machado Alves Mendes ,artigo assinado pela jornalista "Manu" em representação da "Associação a Arquinha" , http://www.ojoaozinho.com

Sábado, 16 de Maio de 2009

Agendada para o dia 17 de Junho apreciação da Petição na Assembleia da Republica

No dia 17 de junho às 11 Horas será apreciada na Assembleia da Republica a petição em favor de um novo Hospital Pediatrico para Lisboa e da defesa do Património do actual Hospital D. Estefânia. ( inclusive o seu nome).
È fundamental o apoio de todos.

Domingo, 19 de Abril de 2009

Ainda os Hospitais Pediatricos - Artigo da Dra Teresa Neto






Por excelente, por nele se reflectirem opiniões importantes, digitalizamos e damos a conhecer o Artigo da Dra. Teresa Neto, publicado na revista " Ordem dos Médicos " .
Para lê-lo basta fazer duplo clique em cima da pagina.







Domingo, 29 de Março de 2009

O que declarou a Ilma. Administradora do Centro Hospitalar ao "Expresso" 28/03/2009.





Para alguns tudo se no final se resumirá apenas ao dinheiro....e o põe acima de todas as coisas..

..Nós ao contrário e acompanhando o mundo civilizado ,temos um ordem de valores inversa...a criança estará sempre em primeiro lugar......








EM DEFESA DA MODERNIDADE, VERDADE CIENTIFICA E DOS SUPERIORES INTERESSES DA CRIANÇA.

( em resposta a entrevista da Dra. Teresa Sustelo ao Jornal Expresso em 28 de Março de 2008)



Dra. Teresa Sustelo rejeita em entrevista ao Jornal Expresso em 28 de Março de 2008, a reivindicação da Petição de “um novo Hospital Pediátrico para Lisboa”, afirmando que;

“ o hospital pediátrico individualizado esta contra o mais moderno que esta a fazer no mundo” ainda que os “Hospitais do futuro vão ser multi disciplinares com biólogos e até matemáticos e concentrados ao invés de unidades especialidades e isoladas




A PLATAFORMA QUE ORGANIZOU E JÁ ENTREGOU A ASSEMBLEIA DA REPUBLICA A PETIÇÃO ( VER AO LADO)CONSIDERA SUA OBRIGAÇÃO ESCLARECER PUBLICAMENTE O QUE CONSIDERA DE EQUIVOCO NESTA DECLARAÇÃO.


Faz assim saber que :


Os Hospitais modernos do mundo actual , sejam estes Pediátricos ou Generalistas , já se dedicam a investigação e ensino e assim obrigatoriamente integram equipas multi disciplinares que incluem físicos , matemáticos e biólogos.

Citamos como exemplo desta prática , o São João, do Porto, Hospital Generalista, de que todos ouvimos referencias de suas investigações e projectos em várias áreas de como portugueses temos razão de nos orgulhar.

O próprio Hospital D. Estefânia já teve alguns Serviços de referência e com prémio internacional. Citamos o exemplo de um laboratório de imuno alergogia ( que segundo dizem palavras de um seu ex-Director , encerrou já na actual administração do centro hospitalar pelo não provimento de uma funcionaria imprescindível ao seu funcionamento....!!!??)

Com vista a esclarecer todos que nos lêem , por uns momentos os convidamos que nos acompanhem e assim esqueçamos este nosso presente tão cheio de palavras e interrogações. Deitemos um breve olhar ao “futuro” . Sim ao futuro que passa ao nosso lado, à que se refere a Dra. Teresa Sustelo

Façamos um pesquisa na Google , ( dizem que esta é agora considerada o melhor amigo do homem, afirmação com o que concordamos pois entendemos que " A Verdade , Informação e Conhecimento" são a chaves da emancipação do homem).

Fazer futurologia em Portugal é mais fácil e cómodo do que em outros lugares . Basta olharmos o que se faz actualmente nos países mais avançados , pois infelizmente estão há 20 anos do nosso horizonte. Tão longe que explicará que alguns já não conseguirão entreve-lo ( "handicap" este sempre menor do que se fossem aqueles "cegos" que não querem ver, ou mais grave se fruto de pressões democraticamente ilícitas )
Se o dizemos é porque apesar das nossas divergências fundamentais estas afirmações surgem incompatíveis com o domínio da matéria que reconhecemos em outras entrevistas à Dr. Teresa Sustelo.



Iniciemos a nossa pesquisa. Comecemos pelo titulo : Hospital Necker-Enfants malades, http://www.necker.fr/ Esta pesquisa não é inocente. Escolhemos propositadamente o mais antigo Hospital Pediátrico do Mundo, fundado em Paris em 1778 .

Esperaríamos segundo a tese da Dr. Teresa Sustelo , encontra-lo em vias de encerramento como apenas mera referencia histórica pois estaria contra “contra tudo o que de mais moderno se faz no mundo”.

Ao contrario daquele pressuposto sombrio , de imediato surgem seleccionados 35.600 títulos , a maioria com a área da investigação cientifica de que é uma das principais referencias no mundo moderno em pediatria e não só. Envolve mais de mil especialistas em todas as áreas ( incluindo biólogos e matemáticos…. ).

Afinal não estão não só a destruí-lo mas ainda a melhora-lo e substitui-lo por outro ultra moderno, um Hospital Pediátrico com 400 camas, a finalizar em 2013 . Notamos que respeitam e se orgulham da sua história e conservam o seu nome .

Sugerimos assim que visitem o site www.nouveau-necker.aphp.fr e como nós se regozijem pois comprovam que existem ainda governos sensatos e se preocupam com as suas crianças.



Mas o que se passará por outros lados !!?


Já agora e depois de convencemos-nos do óptimo estado de saúde do Hospital mais antigo do mundo , vamos dar mais um passeio pela Google e ver o que se passa por outros lados. .

Alarguemos assim a pesquisa. em inglês , com o titulo mais genérico “ News Chidren’s Hospitals . Adicionemos a opção de “imagens”, para ver e crer..

Talvez sintam como nós, emoção contida pelas dezenas de fotografias dos lindos e coloridos novos hospitais pediátricos que estão a ser construídos neste exacto momento por todo o mundo .

Comprovem !Vejam e acreditem ! 26.600.000 títulos !.

Escolhamos um titulo “ ao calhas “: Queensland, Royal Childrens’ Hospital”, 2008.

No Site do novo Hospital encontramos a pergunta :
"Porque um novo Hospital Pediátrico”
Presumimos ali formulada para informação os leitores , ainda não esclarecidos .
Ea eles, assim respondem:



“estamos a construir o futuro das nossas crianças !“

…..Quando mais os nossos serviços pediátricos se tornam altamente especializados mais os benefícios de um serviço unificado….

…...Os saberes clínicos especializados serão concentrados e a duplicação de recursos evitada resultando em melhores serviços para as crianças e sua famílias.

……Crianças com c. congénitas serão dirigidas para um Hospital Terciário o que é consistente com o de melhor na pratica mundial. ……Este hospital tratará adolescentes e jovens até a idade dos 18 anos.

……Este hospital estará na proximidade de um Hospital de Adultos e de uma maternidade



Estes argumentos são idênticos ao que defende a nossa Plataforma pois são verdades universais .

Invictam-nos de saudosistas e antiquados., mas estranhamente somos nós e não os nosso detractores que estamos em total consonância com o outro mundo , o tal mundo moderno que corre, infelizmente tão longe, mas mesmo ao nosso lado.



Em conclusão:

A Plataforma considera que as afirmação da Dra.. Teresa Sustelo configura equívocos graves que tem o direito de esclarecer :

- Desconhece do que de mais modernos se esta a fazer no mundo em matéria de cuidados terciários em matéria de Saúde Materno infantil

-Confunde uma pratica comum já há muitos anos em todos os hospitais modernos sejam os Pediátricos exemplares como o “Hôpital Necker-Enfants malades “ ou Generalistas como o São João do Porto em que se conjuga a investigação multiinterdisplinar , como apanágio dos hospitais generalistas, quando esta é hoje uma característica de todos os hospitais centrais ou terciarios modernos sejam pediátricos ou generalistas.

- Não será ainda conceptualmente correcto colocar esta qualidade de investigação , como um adjectivo distintivo e de prestigio e de propaganda do futuro hospital de todos os Santos, pois trata-se de pratica generalizada no mundo moderno há bem mais que vinte anos.

-Esquece-se ainda que o que esta em causa é a investigação em Pediatrica e esta implica concentração de meios e massa critica em único hospital pediátrico da zona sul através de redes de referenciação nacionais.

-Que dar meios para a investigação implica a divisão de trabalho e competências e centros de excelência entre Lisboa, Porto e Coimbra no tratamento de doenças especificas e complexas e que se não fizermos destruiremos também ai a nossa capacidade e independência perante os centros estrangeiros e da vizinha Espanha.

-Que se não o fizermos perderemos credibilidade perante os povos de lingua portuguesa com quem temos relações culturais e economicas e que o intercambio no saber médico é um dos aspectos imprescindiveis nesta inter relação. ( como já o faz o Hospital Pedaitrico de Coimbra com o de Luanda )

-E que o investimento na saúde das nossas mães crianças é um bem precioso demais para ser moeda de troca nos tostões que a pareceria privada pensa ganhar com a imposição deste plano redutor.

-Confunde “Modernidade” em construções hospitalares , com o “Modelo Tecnológico Monobloco” hoje considerado desumanizado de que actual plano funcional do futuro Hospital de Todos os Santos é exemplo e já esta ultrapassado há cerca de vinte anos.

Em conclusão a Dra.. Teresa Sustelo argumenta com conceitos estranhos a realidade de toda a pratica do que se faz no actual mundo civilizado.

Gostaríamos que a suas afirmações resultassem apenas um equivoco de interpretação jornalística e não da deficiente informação dos arquitectos e tutores responsaveis pelas parecerias do projecto do futuro hospital de Todos os Santos. . Caso não seja assim agradecemos que nos enviem as suas fontes que as de imediato as publicaremos e nos autocriticaremos.







...SÃO CONTRA O QUE DE MAIS MODERNO SE ESTA A FAZER NO MUNDO....OS HOSPITAIS DO FUTURO VÃO SER MUTIDISPLINARES...COM BIOLOGOS E MATEMATICOS...

Apresentamos alguns exemplos de imagens de Hospitais Pediatricos que estão a ser construidos em todo o mundo
De facto o mundo anda as avessas do nosso Ministerio da Saúde......
Propomos assim que a Administração do Centro Hospitalar notifique a Google por transmitir informação desactualizada.




Nos paises desenvolvidos, as crianças são o melhor investimento.
Eis os Hospitais Pediatricos que estão a ser construidos ou projectados neste momento
..


















Outro exemplo :

ORoyal Children’s Hospital

Value $946 million (Net Present Value June 2007)
Status Contract Let
Department or agency Department of Human Services, Royal Children’s Hospital
Private sector partner Children's Health Partnership consortium, comprising Babcock & Brown as sponsors, Bovis Lend Lease as builder, Spotless Group as facilities manager and architects Billard Leece, Bates Smart and HKS (US).
Description The new Royal Children’s Hospital project is the largest hospital redevelopment undertaken by the State Government of Victoria. The outcomes of the project will have a major impact on the quality of tertiary health services to be delivered to children in both metropolitan Melbourne and rural/regional Victoria.

On 21 November 2007 the Premier announced that the Children's Health Partnership would design, build, finance and maintain the hospital for a 25-year period, as well as provide a significant range of extra facilities to benefit sick children, their families and hospital staff.

The new hospital will be built immediately to the west of the existing site on Flemington Road in Parkville. The Research Precinct Building and the Front Entry Building will be retained.

The new RCH will:
have capacity to treat an additional 35,000 patients each year;
provide over 2000 carpark and more than 500 bicycle spaces;
provide more accommodation and other facilities for parents;
have more play areas, better park access and expanded childcare facilities;
include state of the art research and education facilities and;
include a range of shops and services for staff, patients, families, carers and visitors.
The new hospital will open in 2011. Following the relocation, much of the old site will be demolished and reinstated as parkland.

All health services will continue to be publicly operated in accordance with government policy that core services should be provided directly by the government.
Downloads Royal Children's Hospital Project Summary - February 2008
Contact information Royal Children's Hospital project team
Phone: 1300 1 NEW RCH (1300 1 639 724)
Email: info@newrch.vic.gov.au
Related information The new Royal Children's Hospital
Download the Contract T0607018
Ministerio da Saúde de Victória , Autralia , também estará assim desactualizado.

Não quereriamos tanto, contentariamo-nos com um Hospital Pediatrico de 50 milhões de euros, o suficiente para a nossa pequena dimensão e mesmo assim com um custo bastante inferior aos 75 milhões de euros em que o Estado se sentiu defraudado pela gestão da parceria privada no Amadora Sintra e que obrigou o Sr. Primeiro Ministro à exclui-las da Gestão Clinica dos Hospitais Publicos .
Parcerias estas ainda incomprenssivelmente com tanta influência no destino da Pediatria Portuguesa que se cruzam com o actual, mas antiquado plano funcional do Hospital de todos os Santos


Post- scriptum
Resposta do Professor Gentil Martins , aquela entrevista publicada no numero seguinte do Expresso:

Moção que interessa a todos as Portugueses não considerada pelo espartilho da lógica de grupo partidário !





Para todos que conhecem a composição da Plataforma sabem que mais plural impossível!
Será assim inaceitável a rejeição em bloco pelos dois grandes partidos ligados a governação de uma moção apresentada na Assembleia Municipal, por outro, se se preocuparem com a justiça e correcção elementar da mesma.
E óbvio que nos grupos parlamentares daqueles dois partidos existem Pais, Mães e Avós. Indagamos-lhes :
por que será que votaram contra a sua dignidade e a justiça tão elementar ???! Terão ainda coragem de olhar "olhos nos olhos" dos seu pequenos familiares ou das crianças com que cruzarem na rua???
Não acreditamos, julgamos que seria estatisticamente impossivel termos elegido um grupo de deputados totalmente homogeneo e sem espirito critico e com resposta uniforme.
Temos assim ainda esperança que fizeram displicientemente sem o devido conhecimento da causa e por já estarem cansados devido uma ordem de trabalhos demasiado longa. De qualquer forma agradecemos ao PCP e Verdes ter tomado esta iniciativa, mas estamos confiantes que os outros partidos reconsiderem esta tomada de posição,



Recomendação rejeitada

RECOMENDAÇÃO


Em Junho de 2008 a Assembleia aprovou uma Recomendação, apresentada pelo Partido Ecologista Os Verdes, onde se pedia ao Governo que analisasse a situação criada pela decisão de extinguir o Hospital de Dona Estefânia e sua substituição por um serviço de pediatria no futuro Hospital de Todos os Santos.

Esta resolução do Governo tem merecido o repúdio de profissionais da Pediatria e de milhares de cidadãos, consubstanciado numa petição com 76.000 assinaturas em 2008, que foi entregue e ignorada pelos responsáveis pela situação, bem como na formação de uma “Plataforma em Defesa do Património do Hospital de Dona Estefânia e de um Novo Hospital Pediátrico para Lisboa”.

O encerramento do Hospital Dona Estefânia, considerado “O Berço da Pediatria Portuguesa” implica que Lisboa perca o seu único hospital pediátrico, com graves prejuízos para as crianças, e é considerado um retrocesso civilizacional único em capitais da Europa e do mundo desenvolvido, segundo os especialistas nesta áreas.

A substituição deste hospital por um serviço de pediatria no Hospital de Todos os Santos, ao misturar crianças e adultos, não garante àquelas o espaço adequado à sua especificidade, com utilização de equipamentos de adultos, contrariando assim a evolução dos padrões de assistência à criança defendidos nos países desenvolvidos.

Neste contexto, o Grupo Municipal do PCP propõe que a Assembleia Municipal de Lisboa, reunida em 24 de Março de 2009, delibere:

1- Reiterar junto do Governo que analise a decisão de encerramento do Hospital de Dona Estefânia.
2- Recomendar à Câmara uma tomada de posição sobre esta matéria, que, a concretizar-se, dará a ideia de uma capital que está a regredir nos cuidados à criança.
3- Dar conhecimento desta Recomendação ao Governo e à Assembleia da República.

Pelo Grupo Municipal do PCP

O Deputado Municipal

- António Modesto Navarro -

HOSPITAL DE TODOS OS SANTOS - CONCURSO IMPUGNADO !


















OXALÁ ESTA IMPUGNAÇÃO VENHA A RESULTAR NA APROVAÇÃO DE UM NOVO PROJECTO ARQUITECTONICO QUE COMTEMPLE UM HOSPITAL PEDIATRICO INDIVUDUALIZADO !
UM PROJECTO ELABORADO PARA SERVIR O DOENTE E NÃO APENAS A RENTABILIDADE DAS PARCERIAS COMO O ANTERIOR.
É NECESSÁRIA A MOBILIZAÇÃO DE INFLUÊNCIA DE TODOS PARA APROVEITARMOS ESTA OPORTUNIDADE !
SOLICITEMOS SE POSSIVEL QUE AS RAZÕES DA IMPUGNAÇÃO SEJAM DIVULGADAS .
EM PRIMEIRA E ULTIMA INSTANCIA TRATA-SE DA APLICAÇÃO DE DINHEIRO DOS NOSSOS IMPOSTOS QUE NÃO DEVE SER DECIDIDA APENAS DOS ARRANJOS ENTRE GABINETES DE GESTORES , FIRMAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL E GRUPOS FINANCEIROS !A ENTIDADES LIGADAS A SAUDE DA CRIANÇA TEM ALGUMA COISA A DIZER!

Sexta-feira, 27 de Março de 2009

Baseamos as nossas criticas em factos ! Os nossos opositores deviam fazer o mesmo ! Se existe , divulguem "Novo Plano Funcional do HTS"


" Amplie e leia : "define-se como hospital de dia cirúrgico , boxes polivalentes, adultos e pediatricas "


A REALIDADE DOS FACTOS:

Desde o momento em que iniciamos a denuncia da destruição do Hospital Pediátrico os nossos opositores (honestamente e cumprindo o papel que lhes incumbiram ) nas entrevistas aos meios de comunicação social (que só acontecem devido a nossa campanha) objectivamente desacreditam-nos afirmando que o que o projecto em curso contempla um espaço físico pediátrico com total individualidade da diversas especialidades pediatricas sejam transversais ou horizontais.
Em fim se dizem o "mesmíssimo" que nós.. indagará o leigo :porque então aqueles da tal plataforma , fazem tanto barulho..devem querer é protagonismo....( de que já nos tem acusado...)
Tornando tudo ainda mais confuso para o publico, ..apresentam ao mesmo tempo nas entrevistas argumentos contrarios a existência de hospitais pediatricos.
Indaga-se assim se querem esclarecer os factos , ou apenas confundir a opinião publica.....
Admitindo que não seja esta a sua intenção consciente ,estes zelosos defensores oficiosos objectivamente colocam os defensores do hospital pediatrico na situação delicada de boateiros detractores da verdadeira realidade do factos....
Não sustentam contudo estas afirmações em qualquer documento escrito ou publico oficialmente divulgado pelas entidades responsáveis.( que por certo esperamos que pelo menos eles tenham acesso) .... Foi assim na ultima entrevista da Antena 1.
O Plano Funcional do futuro Hospital de todos Santos teve uma divulgação incompreensivelmente restrita e é esta ausência a informação democratica que permite esta confusão relativamente ao esclarecimento de um assunto de interesse publico.Segundo ouvimos dizer o justificartam para não se gastar papel ! Venham o exemplo da actitude contraria no Centro Materno Infantil do Norte!
Nós da Plataforma apesar de todos os limites restritivos impostos a consulta e acesso do Plano funcional (esteve guardado numa sala do Conselho de Administração, visitavel apenas no horário de trabalho e sujeito a identificação dos interessados) em defesa do interesse da criança, fomos analisa-lo.
E foi nesta analise que baseamos nossas criticas e posições, conhecidas e divulgadas no Blog e Boletins.

Neste momento podemos provar documentalmente o que afirmamos pois um leitor anónimo , enviou-nos fotografias do Plano Funcional original que não existe nenhuma outra versão conhecida e portanto é o que esta em curso.
Esta fotografias com má qualidade técnica podem ser melhor analisadas se ampliadas.
Consideramos contudo insustentável que um processo que se quereria transparente, chegue ao publico de uma forma semi clandestina como se tratasse de qualquer projecto secreto.




FINALMENTE EIS AQUI A ÚNICA MAQUETA DO FUTURO HOSPITAL CONHECIDA,TRATA-SE E UM BLOCO DE CIMENTO ENGRAVATADO E PINTADO DE AZUL......
DESAFIAMOS, A MOSTRAREM OS PROJECTOS DAS OUTRAS, A QUE DIZEM EXISTIR COM A QUAL NOS DES AUTORIZAM E O NOVO PLANO FUNCIONAL CORRESPONDENTE ....
TALVEZ ASSIM NOS ENTENDÊSSEMOS E DÉSSEMOS POR FIM E JUSTIFICADA A ARDUA CAMPANHA EM PROL DA CRIANÇA QUE TRAVAMOS ...

Quinta-feira, 26 de Março de 2009

Hoje 26 de março na Antena 1 às 13H:30

Hoje na Antena 1 , ás 13h30 ( durante 20 minutos ), debate entre o Professor António Gentil Martins e Gonçalo Cordeiro Ferreira sobre Hospitais Pediatricos.
Divulguem

Domingo, 22 de Março de 2009

Entregamos o Abaixo Assinado na Assembleia da Republica.



Na ultima 4ª Feira, dia 18 a Plataforma de Defesa do Hospital D. Estefânia entregou o abaixo assinado na Assembleia da Republica na pessoa do seu Presidente o do Dr. Jaime Gama.
Fomos cordialmente recebidos e foi-nos possível transmitir as nossas preocupações e interpretação dos factos e razões.
Fomos ouvidos com atenção e solicitados vários esclarecimentos .
Informou-nos que a Petição seria enviada a Comissão de Saúde e agendada como de direito discussão em Plenário.
Solicitamos brevidade ( face ao interesse das Parcerias em abreviar a discussão, pois à estas interessa uma politica de facto consumado devido a proximidade das eleições.....) .
Agradecemos ao Exmo Presidente da Assembleia da Republica , Dr. Jaime Gama toda a sua simpatia e interesse.


Nota:


Informa-se que continuamos com a recolha de assinaturas quer através da Internet quer presenciais.
È essencial o apoio activo de todos nesta fase delicada e nomeadamente a divulgação e publicitação do processo.




Denunciemos todas as tentativas de atropelo à uma decisão que não deveria ser "de gabinete " mas sim tomada em consciência e ponderada em conjunto com quem mais de direito : Os representantes de Instituições de Apoio ou Profissionais de Saúde da criança!



Agradecemos todos os orgãos de impressa escrita e falada que divulgaram este processo ! ( Radio Renascença, TSF, Diário de Noticias, Revista Visão entre muitos outros.

Sábado, 14 de Março de 2009

A Nova Petição dirigida a Assembleia da Republica vai ser entregue no dia 18 de Março.


















NA PRÓXIMA 4ª FEIRA DIA 18 DE MARÇO , ÀS 11 HORAS" A PLATAFORMA DE DEFESA DO PATRIMÓNIO DO HOSPITAL DE D. ESTEFÂNIA E DE UM NOVO HOSPITAL PEDIÁTRICO PARA LISBOA, EM REPRESENTAÇÃO DE TODOS AQUELES QUE SER IDENTIFICAM COM ESTE PROJECTO, ENTREGARÁ NA ASSEMBLEIA DA REPUBLICA A NOVA PETIÇÃO.
AGRADECEMOS A TODOS OS PROFISSIONAIS QUE NOS AJUDARAM A RECOLHER AS ASSINATURAS NECESSÁRIAS E PODERÃO ESTAR CERTOS QUE PROCURAREMOS SER DIGNOS DA CONFIANÇA DEPOSITADA.

INFORMA-SE DE FORMA RESUMIDA PARA OS QUE DESCONHECEM, OS OBJECTIVOS DESTA PLATAFORMA :

O que é um Hospital Pediátrico

Os Hospitais pediátricos definem-se na época moderna como um equipamento de saúde diferenciado (terciario) da comunidade que pertence a rede de cuidados materno-infantis, e são instituições próprias e caracteristicas e existentes nas grandes cidades do mundo desenvolvido actual.
Ali se centralizam os meios humanos e recursos técnicos especializados necessários ao diagnostico e tratamento de algumas patologias complexas e graves da criança ,que permitem-se a existir devido a existencia de “massa critica “ que o justifique em termos de investimento. (massa critica quer dizer "um numero significativo de crianças doenças que acorrem a instituição")
Para alem dos moradores o Hospital Pediátrico atende crianças provenientes das redes de referência das unidades saúde periféricas e nomeadamente dos Hospitais Distritais.
A presença desta "massa critica" e corpo especializado permitem que estes hospitais se constituam em centro de investigação, ensino e formação pré e pós graduada.
É igualmente deles que dependem a criação de algoritmos normativos no tratamento de doenças e patologias com implicações na saúde publica e o tratamento nas doenças da crianças para os outros médicos e hospitais.
O valor e resultados e benefícios da sua acção para a comunidade medem-se assim não pelos gastos imediatos, mas pelos imensuráveis benefícios futuros na prevenção, na investigação, no tratamento .
Apesar de desapoiado pelos poderes constituídos e evidente degradação das instalações o Hospital D. Estefânia tem sido um exemplo deste modelo e por ter sido bem sucedido é amado pelas populações.

Porque o Hospital de Todos os Santos não serve os interesses da criança ?

No Hospital de Todos os Santos deixa de existir Hospital Pediátrico e passará a existir apenas um departamento de pediatria partilhando as crianças e adultos múltiplos Serviços transversais com os adultos.
Neste Hospital as crianças serão entregues a profissionais e equipamentos preparados primariamente para adultos e assim não pode estender a sua acção a pediatria diferenciada especializada nem cumprir nenhum dos desígnios de qualidade global a assistência a criança
Trata-se de um Hospital Generalista com uma concepção do tratamento da criança limitada ao campo assistencial e absolutamente alheia a uma concepção estratégica de Hospital terciário , integrado em rede de Serviços de Saúde Materno Infantil, com capacidade de formação especifica em pediatria e privilegiando um ambiente pediátrico.
Não poderia deixar de ser assim , pois da sua concepção estiveram afastados os médicos pediatras e foi apenas concebido por gestores preocupados com a diminuição de custos de forma a alcançar melhor rentabilização .Resta indagar em beneficio de quem ?.

O que defendemos ? Um novo Hospital Pediátrico para Lisboa e o Patrimônio do actual Hospital D. Estefânia.





ASSIM ESTAMOS CONVICTOS QUE OS SENHORES DEPUTADOS ESTARÃO DE ACÔRDO COM AS PALAVRAS COM QUE O DR. MARIO COELHO NA QUALIDADE DE REPRESENTANTE DA PLATAFORMA CIVICA ENCERROU O RECENTE FÓRUM SÔBRE OS HOSPITAIS PEDIATRICOS :

"NADA TEM MAIS SIGNIFICADO PARA AS FAMILIAS E O SUCESSO COLECTIVO DE UM POVO QUE A SAÚDE DAS SUAS CRIANÇAS"

TEXTO EM DEFESA DOS HOSPITAIS PEDIATRICOS EM INGLES


Em atenção aos responsáveis do actual plano funcional do HTS, transcevemos um texto em lingua Inglesa.
`E da Associação Norte Americana de defesa dos Hospitais Pediatricos (Site esta indicado ao lado do Blog, NACHRI)
O fazemos de forma que lhes seja mais facil compreender que existem na America outras preocupações com a Saúde para alem da dos Bancos e Seguradoras.
Nesta America defendem como nós os Hospitais Pediatricos Diferenciados.



All Children Need Children's Hospitals - Introduction


All children need hospitals focused solely on their unique needs.
You’ve heard the saying countless times: Children are not small adults. Children are unique individuals with their own specialized needs.

This is never more apparent than when a child needs health care, whether it’s a highly specialized surgical procedure, a simple treatment for an early childhood infection, an immunization or such preventive care as nutritional counseling.

Children are different. And they need different health care that focuses on their unique needs, involves their parents from start to finish and is provided in places designed to be kid-sized and child friendly. Because they’re growing and developing, children’s health care needs are constantly changing. They require extra time, extra monitoring, specialized medications, and caregivers with the skills and compassion to understand the needs of children. For example, hospitalized children under age 2 require 45 percent more routine nursing care.

That’s why all children need children’s hospitals. Whether freestanding acute care hospitals, freestanding specialty and rehabilitation hospitals, or hospitals organized within larger medical centers, children’s hospitals provide quality medical care, every day, to children all over the country. They are the backbone of the nation’s pediatric health care infrastructure. Children’s hospitals represent less than 5 percent of all hospitals in the United States, but they are critical resources to shaping the health of all of the nation’s children. By combining compassionate, personalized care with the world’s most innovative technology, children’s hospitals devote themselves to making sick children healthy and transforming health care for all children for the better.

Children’s hospitals are regional centers for children’s health, meeting the health care needs of children from distant rural areas to the streets of suburban America and inner city neighborhoods. Because they draw children from all over the region, children’s hospitals treat the majority of children with chronic conditions or congenital abnormalities present from birth, such as heart disease.

Children’s hospitals are also vital centers of education in pediatric medicine, training the next generation of pediatricians and family practice physicians, nurses, social workers, dentists and others who will care for tomorrow’s children. And as centers of cutting-edge research in children’s health, these unique hospitals are responsible for lifesaving discoveries such as vaccines, gene therapies and specialized surgical techniques that not only benefit children, but adults as well.

We don’t like to think that children in America are vulnerable, but they are. They represent the largest segment of the population living in poverty. They are medically and economically vulnerable and vulnerable to loss of insurance. More than half of our children live in low income or poor families, and nearly 38 percent rely on publicly financed health coverage or are uninsured. And because they represent less than 11 percent of all personal health care spending, they have little clout in the marketplace compared to adults.

Children’s hospitals protect this unique population. They are dedicated to ensuring that every child has access to high quality, cost effective, primary, preventive and specialty care services tailored to fit their needs. Although few in number, they provide a disproportionately large share of the nation’s clinical care, health professions training and research aimed at producing the best possible medical outcomes — and that benefits all children.

This report provides a snapshot of how children’s hospitals together with their national trade association the National Association of Children’s Hospitals and Related Institutions achieve their four-fold mission of clinical care, education, research and advocacy. It also highlights critical challenges facing children’s hospitals today — challenges that NACHRI is striving to address and that should be of concern to everyone who wants to make sure children’s hospitals are there for their children and for all children.

Sexta-feira, 6 de Março de 2009

Estivemos presentes na Comemoração do Aniversário dos 150 anos da Rainha D. Estefânia !

NOTA INFORMATIVA:

A CÂMARA DE LISBOA REALIZOU NO DIA 4 DE MARÇO NO "PALÁCIO BEAU SÉJOUR " EM BENFICA , UMA SESSÃO SOLENE DE COMEMORAÇÃO DOS 150 ANOS DA RAINHA DE D.ESTEFÂNIA.
A PLATAFORMA DE DEFESA DO HOSPITAL, COMO NÃO PODERIA DEIXAR DE SER, ESTEVE PRESENTE E DISTRIBUIU, O COMUNICADO QUE ABAIXO TRANSCREVEMOS NA INTEGRA.
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NÃO DESTRUAM O SONHO DA RAINHA D.ESTEFÂNIA !

Há 150 anos, a Rainha Dona Estefânia, monarca culta e sensível, recém-casada com D.Pedro V, sonhou construir em Lisboa um Hospital só para crianças. Desejava que estas fossem tratadas em ambiente apropriado e não em conjunto com adultos enfermos, como até então acontecia. Nesse tempo, já havia quem considerasse um desperdício, ter um hospital dedicado às crianças. Por isso, a Rainha ofereceu o seu dote para que a obra se concretizasse, tendo falecido pouco depois. A ideia foi continuada pelo Rei que deu o terreno da Casa Real e contou com a contribuição financeira dos comerciantes de Lisboa para a construção do Hospital de Dona Estefânia. Desde então, manteve-se como uma referência na saúde das crianças cumprindo a sua missão de hospital pediátrico.
Contrariando a história e a abertura de novos hospitais pediátricos no mundo desenvolvido, Lisboa vê anunciada a extinção do Hospital de Dona Estefânia e o retorno ao modelo de tratamento das suas crianças misturadas com os adultos, para se obterem irrisórias reduções no custo do futuro Hospital geral Todos os Santos a criar em Chelas.
Pediatras e outros médicos ligados à saúde das crianças não se conformam com a situação, pugnam pela construção de um hospital pediátrico moderno em Lisboa, para o que continuam a apelar à reflexão do poder político. Para tal, iniciaram o movimento cívico “Plataforma em Defesa do Património do Hospital de Dona Estefânia e de um Novo Hospital Pediátrico para Lisboa”.
Mais de 76.000 cidadãos assinaram uma petição apelando ao poder politico para que Lisboa não fique sem o seu hospital pediátrico. Até hoje nada se modificou. Uma nova petição, agora dirigida à Câmara Municipal de Lisboa e à Assembleia da Republica foi colocada na Internet e listas em papel. Entre os milhares de apoiantes que já a assinaram, figuram os seguintes cidadãos:

Armando Leandro Luís Vilas Boas
Ana Maria Borja Santos Manuela Eanes
Barbara Guimarães Carrilho Margarida Pinto Correia
Dulce Rocha Maria da Glória Garcia
Fernanda Freitas Maria João Seixas
Gentil Martins Mercedes Balsemão
Henrique Carmona da Mota Paula Costa
José Manuel Pavão Teresa Costa Macedo

Não permita que retirem a Lisboa o seu Hospital de Crianças!
Apoie esta causa e assine a petição em www.petitiononline.com/18772008

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Quinta-feira, 19 de Fevereiro de 2009

A Campanha ganha a cidade! Não permitiremos que seja a lógica da parceria privada a ditar o horizonte da Assist. Hosp. Pediatrica especializada !


A Plataforma em defesa do Hospital Pediátrico para Lisboa tem multiplicado as iniciativas de divulgação da sua campanha:

Salientamos a importante entrevista do Professor António Gentil Martins a SIC Notícias , orientada pelo Jornalista Mário Crespo, que tem originado inumeros apoios a nossa causa e de Sectores mais diversos.
Trata-se de uma luta de todos os Portugueses , independente do seu credo religioso ou filiação politico-partidária . Aderir é dever cívico!
.
Salientamos o Apoio unanime e explicito de várias Juntas de Frequesia de Lisboa!

Circulam para alem de vários Boletins " A Estefânia " , comunicados de iniciativa de membros da
Plataforma. Optamos assim pela diversificação da divulgação. Todos os simpatizantes do movimento podem e devem faze-lo.

Publicamos um dos comunicados em divulgação e que poderá ser copiado e distribuído por quem quiser nos apoiar :



Pais e Mães ! Amigos das Crianças de Portugal !
Lisboetas !

Não permitamos que retirem a Lisboa o seu Hospital de Crianças !



Não nos iludamos! São só simpáticas na aparência as palavras dos responsáveis, mas o facto é que o Ministério da Saúde, na continuidade da politica do Dr. Correia de Campos, pretende substituir um Hospital para Crianças (o Hospital de D. Estefânia) por um simples Serviço para Crianças num novo Hospital para Adultos (o futuro Hospital de Todos os Santos, em Chelas.)
No projecto actual, as Crianças repartirão múltiplos espaços, circuitos, técnicos e aparelhos com os Adultos (Bloco Operatório, Anestesia, Radiologia, Laboratório, Cuidados Intensivos, Queimados, Medicina Física e Reabilitação). E até hoje, para além de palavras que o vento pode levar no fim das eleições, nenhum documento oficial conhecido afirmou o contrário.
Defendemos que as crianças de Lisboa e Zona Sul do Pais devem continuar a ter direito a um espaço próprio, com ambiente adequado e construído e organizado de forma a propiciar o respeito integral pelas suas particularidades físicas e psicológicas.
Embora nos seja dito que no novo Hospital, se fará "tudo o que for possível" para separar as Crianças dos Adultos, tal é altamente improvável concretizar-se, pois apenas um Hospital Pediátrico individualizado é a forma de o garantir.
Predominará nos executores uma lógica puramente gestionária e isto explica-se por se tratar de um plano a custos controlados pelas parcerias económicas simultaneamente interessadas em ganhar com o projecto de arquitectura, construção civil e futura contratualização dos serviços de apoio.
Tudo parece assim orientar-se no sentido do máximo para alguns e do mínimo para a criança
O tempo urge, esta grave decisão, que está em fase final de implementação, será tomada já em Abril próximo.
Se assim acontecer, ficar-se-á perante uma situação de "facto consumado", eventualmente irreversível.
Lisboa ficará assim privada do seu Hospital Pediátrico e torna-se numa capital de excepção no mundo dito civilizado.
Ao invés de convergirmos, caminhamos em sentido contrário ao das capitais de quase todo o mundo e em particular das da Europa, onde dizemos nos integrar.
Temos a convicção que o poder político só será sensível à mobilização activa da Sociedade Civil (de todos nós!)
Cidadãos!
Ajudem-nos, antes que as crianças portuguesas venham a sofrer as drásticas consequências de um erro histórico, que lhes reduzirá as possibilidades de uma assistência humana e técnica mais diferenciada, essencial e que faz a diferença de uma sociedade civilizada.
Apelamos mesmo que já tenham assinado o antigo, divulguem e novamente assinem este novo abaixo-assinado .
www.PetitionOnline.com/18772008
http://campanhapelohde.blogspot.com/

Domingo, 8 de Fevereiro de 2009

Boletim nº 5-Nova Petição! Assina e Divulga!Esgota-se o tempo em defesa do Hospital Pediatrico! A parceria impõe à Força um hospital generalista !



FAZ SENTIDO MANTER OS HOSPITAIS PEDIATRICOS ?

A evolução das políticas dirigidas para a saúde materno infantil percorreu um longo caminho.
Na Antiguidade as crianças eram olhadas como seres imperfeitos num estado de transição para a idade adulta e não tinham nenhum estatuto de protecção pela sociedade. Pelo contrário o abandono das crianças era frequente. As crianças doentes ou com defeitos congénitos eram abandonadas ou mesmo sacrificadas.
Na Idade Média as crianças não eram igualmente objecto de qualquer espécie de atenção ou protecção pela sociedade. A elevada mortalidade nestas épocas afectava grandemente as crianças e a mortalidade infantil rondava os 50%.
As crianças abandonadas por falecimento dos pais, por doença ou deformidade congénita, proveniência de uma relação ilegítima ou de prostituição ou simplesmente de famílias pobres e muito numerosas estiveram até ao século XVII sob a protecção da Igreja em geral em circunstâncias de asilo bastante precárias
A separação entre a Igreja e o Estado, a partir da Revolução Francesa, esteve na origem da criação das primeiras Instituições Públicas destinadas a acolher crianças abandonadas. Surgiu então pela primeira vez a necessidade de criar uma politica de saúde materno-infantil. Primordialmente esta politica não era ainda virada para a criança (como um individuo com entidade própria e com direitos) mas apenas significava o reconhecimento de que as epidemias e uma alta taxa de morbilidade e mortalidade constituíam um problema de saúde pública. A epidemiologia desta época assentava antes pelo contrário nos conceitos de que a fragilidade e a vulnerabilidade das crianças provenientes de um meio ambiente sem adequadas condições sanitárias e um meio familiar defeituoso nos princípios morais necessitava de uma intervenção educativa e de correcção desempenhada pelo Estado capaz de permitir uma evolução para um adulto responsável e integrado na sociedade.
Entre os séculos XIX e XX deu-se uma mudança significativa quanto a esta visão «sanitarista» ou «higienista», que ocorreu em paralelo com movimentos de contestação social e de exigências crescentes dos cidadãos. As pessoas em geral e mesmo a ideologia dominante passaram a considerar os males sociais como a resultante de condições de vida inadequadas e o Estado teria o dever de suprir as necessidades e garantir a observação dos direitos dos seus elementos mais desfavorecidos.
Na sua origem os Hospitais foram Instituições Religiosas, com fins caritativos, recolhendo os pobres, sem alojamento e os enfermos. A prática da Medicina nestes locais era também de natureza caritativa, embora tivesse um componente académico.
No século XIX foram criados os primeiros Hospitais Pediátricos com o propósito de retirar as crianças doentes de um ambiente promíscuo de coabitação com os adultos.
Embora os conceitos epidemiológicos de saúde materno-infantil venham do século XVIII a Pediatria como um ramo individualizado da Medicina só se estabeleceu mais tarde, nos finais do século XIX, em paralelo com a criação de Hospitais pediátricos.
Os Hospitais Pediátricos foram criados nos finais do século XIX em todas as grandes cidades do Mundo Ocidental e para além desta função social em muitos casos desempenharam um importante papel na aquisição de novos conhecimentos em Pediatria.
Os avanços da Medicina no século XX desencadearam, nas Sociedades industrializadas, um extraordinário declínio de todos os indicadores de mortalidade e um considerável prolongamento na expectativa de vida das pessoas.
Os gastos com os Sistemas de Saúde cresceram exponencialmente e os Hospitais Pediátricos são agora fortemente visados nas tentativas de conter esses custos porque são considerados como um dos elementos dos Sistemas de Saúde geradores de maiores gastos.
Por outro lado estes Hospitais, pelas características peculiares de serem locais de atendimento e de prestação de cuidados de Saúde exclusivamente destinados ás crianças, conquistaram uma posição de preferência junto dos cidadãos e deram contributos relevantes para a evolução da Pediatria.
O Hospital de Dona Estefânia data de 1877 e representa para a nossa História do século XIX uma experiência civilizacional e um reconhecimento precoce da necessidade de acompanhar a experiência e o pensamento dos países mais desenvolvidos.
A verdade é que nenhum País desenvolvido deu como terminada a sua experiência com Hospitais Pediátricos nem é evidente sequer que haja uma tendência para a sua extinção. A extinção do Hospital de Dona Estefânia, o único Hospital Pediátrico de Lisboa, representa uma verdadeira excepção no panorama das sociedades ocidentais e é um claro indicador da escassa consistência e da fragilidade do nosso desenvolvimento económico, cultural e, em geral, civilizacional.
Conseguirá o Hospital de Dona Estefânia resistir à ameaça de extinção???

Artigo enviado para publicação

Dr. José Pedro Vieira
Agradecemos este valioso contributo.









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Sexta-feira, 16 de Janeiro de 2009

Carta dos Médicos Ingleses aos Colegas Canadianos, um reflexo tardio do que o estão aqui a impor.Lá foram aguas passadas e ruinosas!



Mas por cá, apesar de atrasadas , e a más horas, iniciaram por destruir o Hospital Pediátrico de Lisboa .....

Recebemos a carta que abaixo transcrevemos na integra. Data de 2005 , e faz uma analise critica do que acontece( eu) no S.N.S na Inglaterra. Fala de interesses "estrangeiros". Quais ? Não nos esqueçamos que estávamos no auge da era do ultra liberalismo , responsável pela gravíssima recessão mundial que agora vivemos. O que dizem os Representantes dos Médicos Graduados Ingleses do lá passado desde há quase 20 anos, surge-nos com contornos idênticos do que só agora esta acontecer em Portugal ( e naquilo que nos interessa, estranhamente parece reflectir-se na integra o Plano Funcional do futuro HTS e que é responsável pela diluição e descaracterização sistematizada do único Hospital Pediátrico de Lisboa!)
Interessa assim indagar se a entidade entidade responsabilizada pelo actual plano funcional é estrangeira , e se sim , se naturalmente , desconhecedora da nossa realidade , porque alienou os médicos pediatras e profissionais de saúde portugueses arrogantemente prescindido da sua opinião.
Julgamos que como cidadãos, profissionais de saúde, eleitores, etc, temos o direito e dever de saber quem são os seus responsáveis em Portugal, quem os critérios de quem os contactou e contratou etc...etc....
Analise este texto fundamental feito de experiência, emita sua opinião , concorde , discorde e o divulgue !


(le français suit l'anglais)
OPEN LETTER TO THE CMA FROM BRITISH DOCTORS
=================================================
Dr. Ruth Collins-Nakai, MD
President-elect, Canadian Medical Association
c/o CMA Convention headquarters
Shaw Conference Centre, Salon 4
9797 Jasper Avenue
Edmonton AB T5J 1N9
Canada
BY FAX (780) 442-0728
(Original to follow by post)

Dear Dr. Collins-Nakai and colleagues,
We are writing this open letter to Canadian doctors as representatives from the Canadian medical profession gather at the general meeting of the Canadian Medical Association. We understand that delegates to the meeting will participate in a critical debate tomorrow about privatisation of public health care.
Those in favour of privatisation often point to Britain as an example of how the private sector can “save” public health care. We are writing, as British doctors, to share what we have learned firsthand about the dangers of private sector involvement in health care, in the hopes that our colleagues in Canada can learn from our country’s mistakes and reject private care and other market-style policies.
The British National Health Service (NHS), one of the earliest and most-studied publicly funded health systems in the world, has been under increasing threat from privatisation for some time.
Similar but more recent systems in other countries are now being subjected to the same pressures to privatise.
The NHS has suffered from decades of underfunding relative to other developed countries. As a result, despite its inherent efficiency (before the imposition of market-based policies, administrative costs were less than 6%), critics were able to point to long waiting lists and ageing hospitals.
To its credit, the current government has finally recognised the underlying problem and announced that spending will rise annually until it reaches the European average by 2008. Indeed, the annual health budget is already double that of 1997. So far so good. But although there have been some improvements, mainly in elective surgery, doctors and the public are puzzled that despite the extra funding there are still shortages in other parts of the service, with hospitals having to close beds and whole units to avoid financial deficit.
The answer to this puzzle is that much of the additional money is being diverted from its proper purpose – that is, providing front-line care – by the government’s other policies. Presented to the public as “modernisation,” these include payment by results, Private Finance Initiatives (PFI), competing providers, and the “patient choice” agenda.
Firstly, the money is going into private profit. Short-term improvements in easily counted and politically important areas like waiting lists are being achieved by expensive deals with the private
sector. These include not only using spare capacity in existing private facilities, but now the
establishment of “independent sector treatment centres” (ISTCs), often owned and staffed by foreign commercial concerns.
These ISTCs are offered long-term contracts with guaranteed income – at costs up to 40% higher than the NHS. They “cherry pick” the simple cases and have little responsibility for complications or followup. Their clinical governance arrangements are currently unclear and there are already concerns about the quality of care in ISTCs.
The removal of much elective surgery from the NHS is putting training in some specialities at risk.
Because fewer of the low-risk cases are being seen in NHS hospitals, young surgeons are no longer getting the training they need. In addition, the concentration on short-term episodic care is diverting attention and funds from the majority of patients, whose needs are for the longer-term management of chronic disease or disability.
The concept was initially “sold” as a short-term measure to tackle the backlog until the NHS was able to take on all its commitments but it is now clear that the government intends the growing private sector to remain and compete with the publicly provided NHS, frequently on an unfair basis.
The resulting “contestability” is seen by the government as producing a “creative discomfort” which will improve the service.
There is no evidence to support this assumption. There is, however, mounting evidence of the problems it is causing. Yet, the government has said that it is quite prepared to see units and even entire hospitals close under the new competitive regime.
We believe that you have already experienced PFI (known in Canada as P3s or public private partnerships) for hospital construction. This is another example of governments choosing quick, politically useful results without concern for the long-term consequences. Inevitably PFI hospitals are more expensive, as borrowing is at a higher rate and there has to be profit for the shareholders.
As a result, our first hospitals were too small. Now, although PFI hospitals must be at least as large as those they replace, many defects are appearing and the repayments – the first charge on the hospital’s budget – are causing financial problems. It is difficult to find anyone in the UK now prepared to support PFI except those in government and those set to profit from it.
Secondly, both financial resources and staff time are being wasted on the bureaucracy inherent in trying to run a competitive market system.
The Conservative government introduced “competition” in the early 1990s, and as a result
administrative costs doubled. The key feature was the splitting of the service into “purchasers” and “providers.” While in opposition, the Labour Party opposed the market and PFI. But after gaining power in 1997, they retained both PFI and the artificial separation in which one part of the service (the “purchaser”) has to buy services from the other (the “provider”) which markets and sells them.
This purchaser/provider split is the absolutely crucial factor.
Without it a market cannot operate, but with it, the service is wide open to privatisation, as we are now seeing.
The hospital service, split into separate semi-independent “Trusts” with boards of directors under the Conservatives, is now to be even more autonomous, as “Foundation Trusts” enter the market with the power to borrow money and sell assets. To repay money borrowed, they will need to attract patients from outside their normal area. As all hospitals are scheduled to become Foundations within the next few years, there will be a very unstable competitive situation with the government accepting that some hospitals may be forced to close. Foundation Trusts will no longer be responsible to Parliament but to an independent regulator – interestingly, exactly the system which governs our now-privatised railways, telephone, gas, electricity and water industries.
“Payment by results” means that every item of treatment will be marketed, sold and billed for. The public sector will find it hard to compete with the private sector on this basis as the latter does not have to provide expensive emergency and intensive care. The private sector is also not responsible for teaching and training, the costs of which have not been factored into the tariffs.
The government rhetoric is that we must have a diversity of providers, which it justifies as
promoting choice. But the public has demonstrated that its first priority is a good local hospital,
without the need to “shop around.” It is the system of local hospitals that is now in jeopardy.
This is indeed privatisation – in fact if not yet in name – although some have suggested that
commercialisation is a better description, as even those parts which remain in the public sector are being forced to act like commercial enterprises. These reforms are driven by ideology and there is as yet no evidence that a competitive market improves outcomes in health care.
There is much more we could say. It is important to insist that any new and controversial system is piloted and independently evaluated before, rather than after, its general introduction and that the longer-term effects are fully considered.
Beware the recurrent reorganisations which we have suffered over the years, which have damaged the morale of both clinicians and managers whilst totally bewildering patients and harming care. The most cost-effective system is the simplest – an organisation with a budget to provide services for the people of its area and democratically accountable to them.
In closing, do not be persuaded that any improvements in the NHS are due to the government reforms. The reality is that vastly increased expenditure has produced only modest results precisely because of privatisation and commercialisation’s negative effects.
We welcome any opportunity to further share our experiences and research with you, and hope this letter can initiate a meaningful dialogue and exchange about these critical issues.
Yours sincerely,
(Original signed by)
PETER FISHER
President
NHS Consultants’ Association
JACKY DAVIS
Consultant Radiologist
NHSCA Executive Committee
c.c. Editor, Canadian Medical Association Journal





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NATIONAL HEALTH SERVICE
CONSULTANTS' ASSOCIATION
Hill House
Banbury
Oxon. OX17 1QH
Tel. and Fax: 01295 750407
E-mail: nhsca@pop3.poptel.org.uk
Dre Ruth Collins-Nakai
Présidente élue, Association médicale canadienne
a/s Bureau de congrès de l’AMC
Centre des congrès Shaw, Salon 4
9797, avenue Jasper
Edmonton (Alberta) T5J 1N9
Canada
Par télécopieur : (780) 442-0728
(Original par la poste)
Le 15 août 2005
Docteure Collins-Nakai et collègues,
Nous écrivons cette lettre ouverte aux médecins canadiens au moment où les représentants de la profession médicale canadienne sont réunis à l’occasion de l’assemblée générale de l’Association
médicale canadienne. Selon ce que nous avons appris, les délégués à cette rencontre participeront demain à un débat extrêmement important sur la privatisation du système public des soins de santé.
Lorsqu’il est question de démontrer comment le secteur privé peut « sauver » le système public des soins de santé, les partisans de la privatisation citent souvent l’exemple de l’Angleterre. Nous sommes des médecins britanniques et nous vous écrivons aujourd’hui afin de partager ce que notre expérience directe nous a appris sur les dangers de la participation du secteur privé aux soins de santé. Notre espoir est que nos collègues du Canada seront en mesure d’apprendre des erreurs commises par notre pays et qu’ils rejetteront les soins de santé privés et autres politiques basées sur les lois du marché.
Le National Health Service d’Angleterre (Service national de la santé, NHS), un système public de soins de santé parmi les plus anciens et les plus étudiés est, depuis un certain temps, soumis à d’importantes menaces de privatisation. Dans d’autres pays, des systèmes similaires, quoique plus récents, sont aussi sujets à d’intenses pressions en faveur de la privatisation.
Depuis des décennies, le NHS souffre de sous-financement en comparaison aux autres pays
développés. En conséquence, malgré son efficacité reconnue (avant l’imposition de politiques basées sur les lois du marché, ses coûts administratifs étaient de moins de 6 %), ses détracteurs ont dénoncé ses longues listes d’attente et ses hôpitaux vieillissants.
Il faut constater que le gouvernement actuel a finalement reconnu le problème de base du système et a annoncé que le financement annuel sera majoré chaque année jusqu’en 2008, soit jusqu’à ce qu’il rejoigne la moyenne européenne. En effet, le budget de la santé a déjà doublé par rapport à son niveau de 1997. C’est un bon début. Même si la situation s’améliore, particulièrement dans le cas des interventions chirurgicales non urgentes, les médecins et le public ne comprennent pas pourquoi, malgré l’augmentation du financement, d’importantes lacunes demeurent dans d’autres secteurs de ce service. Ainsi, les hôpitaux sont forcés de fermer des lits et des services entiers pour éviter un déficit.
La solution est simple; la plus grande partie des nouveaux fonds investis est détournée de sa fonction
première – assurer les soins de première ligne – sous l’effet des autres politiques gouvernementales.
Présentées au public comme une « modernisation », ces politiques sont : le paiement en fonction des résultats, les Initiatives de financement privé (PFI), les soumissions en régime de concurrence et le programme du « choix du patient ».
D’abord, l’argent va aux profits du secteur privé. Des améliorations à court terme facilement mesurables et politiquement rentables dans des secteurs comme les listes d’attente sont obtenues grâce à des ententes dispendieuses avec le secteur privé. Ces ententes comprennent non seulement l’utilisation des ressources disponibles dans les établissements privés existants, mais elles vont maintenant jusqu’à la création d’Independent sector treatment centres (Centres de traitement indépendants, ISTC), qui souvent, sont des entreprises dont le personnel et la propriété dépendent d’intérêts étrangers.
Ces ISTC se voient offrir des contrats à long terme leur assurant un revenu garanti – à des coûts pouvant dépasser ceux du NHS de 40 %. Ces centres choisissent les cas les plus légers et n’assument aucune responsabilité pour ce qui est des complications et du suivi. Les ententes portant sur les politiques de gestion des services cliniques ne sont pas claires et des inquiétudes ont déjà été soulevées quant à la qualité des soins dispensés dans les ISTC.
La diminution du nombre d’interventions chirurgicales non urgentes dans le réseau du NHS fait en sorte que la formation est menacée dans certaines spécialités. Parce que les cas légers vus dans les hôpitaux du NHS ne cessent de diminuer, les jeunes chirurgiens n’ont plus accès à la formation dont ils ont besoin. De plus, la concentration des ressources sur les soins de courte durée résulte en un financement qui ne sert plus aux besoins de la majorité des patients, soit le traitement à long terme de maladies chroniques et de handicaps.
Le concept avait initialement été vendu comme une mesure à court terme destinée à rattraper l’accumulation de cas, le temps que le NHS soit en mesure de respecter l’ensemble de ses engagements. Mais il est maintenant clair que l’intention du gouvernement est que le secteur privé en croissance demeure en place et qu’il entre en concurrence avec le NHS, souvent sur des bases tout à fait inéquitables. La « contestabilité » qui en découle est perçue par le gouvernement comme étant une source « d’inconfort créatif » qui suscite l’amélioration des services. Aucune preuve n’existe en
soutien à cette théorie. Par contre, les problèmes entraînés par cette façon de faire sont de mieux en mieux documentés et les preuves ne cessent d’augmenter. Pourtant, le gouvernement a déclaré qu’il était prêt à faire face aux fermetures de services et même d’hôpitaux entiers qui pourraient être provoquées par ce nouveau régime de concurrence.
Nous croyons que vous avez déjà fait l’expérience des PFI (connus au Canada sous le nom de PPP
ou partenariats public-privé) pour la construction d’hôpitaux. Il s’agit d’un autre exemple de gouvernement qui choisit les retombées politiques rapides sans égard aux conséquences à long terme. Il est inévitable que le coût des hôpitaux PFI soit plus élevé car les coûts d’emprunt sont supérieurs à ceux du secteur public et que les actionnaires doivent toucher des profits. Résultat, nos premiers hôpitaux étaient trop petits. Maintenant, malgré le fait que les hôpitaux PFI doivent être aussi grands que ceux qu’ils remplacent, plusieurs défauts de construction font surface et le remboursement – l’élément le plus important des budgets des hôpitaux – cause des problèmes financiers. Au Royaume-Uni, il est devenu pratiquement impossible de trouver une seule personne qui soit en faveur des hôpitaux PFI, à l’exception des gens qui sont au gouvernement et des entrepreneurs qui sont à la recherche de profits. Ensuite, les ressources financières et le précieux temps du personnel sont perdus par la faute de la bureaucratie, nécessaire à la gestion de ce marché en régime de concurrence. Le gouvernement conservateur a introduit la concurrence au début des années 90, qui a eu pour effet le doublement des coûts administratifs. L’élément principal en était la division du service entre « acheteurs » et « fournisseurs ». Lorsqu’il était dans l’opposition, le parti Travailliste s’était opposé aux lois du marché et aux PFI. Mais suite à son élection en 1997, il a adopté le concept des PFI et celui de la séparation artificielle par laquelle une partie du service (l’acheteur) doit acheter des services à l’autre
(le fournisseur) qui met en marché et vend ces services. Cette division entre « acheteur » et
« fournisseur » constitue un élément absolument fondamental. Sans elle, le marché est incapable de fonctionner et grâce à elle, la porte est grande ouverte à la privatisation, comme nous le constatons maintenant.
Le service hospitalier qui, sous les conservateurs, a été divisé en fiducies semi-indépendantes avec conseils d’administration est maintenant appelé à devenir encore plus autonome, alors que des « Fondations de fiducies » possédant le pouvoir d’emprunter et de vendre des actifs feront leur entrée sur le marché. Pour rembourser l’argent, elles devront attirer des patients de l’extérieur de leur
secteur normal d’activités. Comme tous les hôpitaux doivent devenir des « fondations » au cours des cinq prochaines années, le régime de concurrence sera déstabilisé et le gouvernement devra accepter des fermetures d’hôpitaux. Les « Fondations de fiducies » ne seront plus responsables devant le parlement mais plutôt devant un organisme de contrôle indépendant. Il est très intéressant de constater qu’il s’agit exactement du même système qui aujourd’hui, régit les systèmes privatisés de train, de téléphone, de gaz, d’électricité et d’eau.
Le « paiement en fonction des résultats » signifie que tous les éléments d’un traitement seront mis en marché, vendus et facturés. Le secteur public aura beaucoup de difficultés à faire compétition au secteur privé dans ces conditions, parce que ce dernier n’a pas à assurer les services les plus dispendieux comme l’urgence et les soins intensifs. De plus, le secteur privé n’est pas responsable de l’enseignement et de la formation, deux éléments dont on ne tient pas compte dans la tarification.
La rhétorique gouvernementale est qu’il doit y avoir une diversification des fournisseurs au nom du droit au choix. Mais le public a amplement démontré que son premier choix est d’avoir un bon hôpital local et de ne pas avoir à « magasiner les services ». C’est le système des hôpitaux locaux dont l’existence est maintenant menacée.
Il s’agit effectivement de privatisation, même si son utilisation n’est pas encore commune. De fait, certaines personnes suggèrent que commercialisation serait une description plus juste, parce que même les éléments qui demeurent au sein du secteur public sont forcés d’agir comme des entreprises commerciales. Ces réformes sont menées strictement sur une base idéologique et il n’y a aucune preuve que le régime de concurrence améliore la prestation des soins de santé.
Nous pourrions vous parler de bien d’autres choses. Mais le plus important est d’insister que tout système, nouveau et controversé, soit essayé et évalué de façon indépendante avant – et non pas après – son implantation et que ses effets à long terme soient pris en considération.
Méfiez-vous des réorganisations récurrentes que nous avons connues au cours des dernières années; elles ont eu un effet dévastateur sur le moral des cliniciens et des gestionnaires, elles ont désorienté les patients et ont grandement détérioré les soins. Le système le plus efficace et le plus rentable est le plus simple – une organisation dotée d’un budget devant servir à dispenser des services aux gens de sa région et ayant le devoir démocratique de leur rendre des comptes.
En conclusion, ne vous laissez pas convaincre que les améliorations apportées au NHS sont dues aux réformes gouvernementales. La réalité est que l’augmentation énorme des dépenses n’a produit que des résultats modestes, précisément en raison des effets négatifs de la privatisation et de la commercialisation.
C’est avec plaisir que nous profiterons de toutes les occasions qui nous seront offertes de partager plus à fond notre expérience et nos recherches avec vous. Nous souhaitons que cette lettre aura pour effet de susciter un dialogue et un échange constructifs sur ces enjeux extrêmement importants.
Sincèrement,
(Original signé par)
PETER FISHER
Président
Association des consultants du NHS
JACKY DAVIS
Radiologue Consultante
Comité exécutif du NHSCA
C.C. Rédacteur en chef, Journal de l’Association médicale canadienne
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Sábado, 10 de Janeiro de 2009

A população de Lisboa através dos seus representantes movimenta-se na Defesa do Hospital Pediatrico !

Trechos de uma Moção que nos foi enviada e circula por entre as Juntas de Freguesia de Lisboa e já aprovada por unanimidade na Ajuda e em Santo Estevão.

A SAÚDE É UM DIREITO NÃO É UM NEGÓCIO!


Considerando que o Governo, decidiu encerrar os Hospitais dos Capuchos, S. José, Desterro, Santa Marta e Dona Estefânia, que no seu conjunto têm 2.000 camas, substituindo-os por o Hospital de Todos os Santos a ser construído em Chelas e que irá ter somente 800 camas, agravando profundamente o acesso dos habitantes da nossa Cidade aos serviços de saúde de proximidade, pondo em risco, muitas vezes por isso, a vida de muitas pessoas;

Considerando que com esta medida, as populações de 18 Freguesias da Cidade Lisboa, que vai desde a Baixa, a Alfama, à Encosta do Castelo até ao Alto Pina, Penha de França e Graça, para ir a um Hospital, terão de se deslocar até à Freguesia de Marvila;

.........
Considerando que todas as pessoas moradoras nessas Freguesias que irão ser afectadas, principalmente as mais idosas, que normalmente têm muito baixos rendimentos, suportarão maiores despesas com a deslocação ao Hospital de Todos os Santos, contribuindo esta medida para criar ainda mais dificuldades a quem já muito as tem;

Considerando que o futuro encerramento do Hospital Dona Estefânia, considerado “O Berço da Pediatria Portuguesa”, está desde 1877, data da sua fundação, ao serviço da mulher e da criança, e que é um Hospital com Acreditação Internacional “Health Quality Service”, tem merecido uma forte contestação não só das classes profissionais ligadas à Saúde como também da população em geral, que já subscreveu uma petição com mais de 76.000 assinaturas;

Considerando que esta forte contestação popular prende-se com o facto de não se poder aceitar que seja encerrado o único Hospital Pediátrico especializado de Lisboa e de toda a zona Sul do País, sendo criado em sua substituição um serviço de Pediatria num espaço do Hospital de Todos os Santos, cuja construção foi projectada fisicamente para servir a população adulta;

Considerando que com o encerramento do Hospital Dona Estefânia, deixa de haver na Cidade de Lisboa um Hospital Pediátrico, o que contraria a evolução dos padrões da assistência à criança a nível dos Países Desenvolvidos e que com esta medida Portugal e a sua Capital passam a adoptar conceitos no que se refere à assistência à criança próprios do 3º Mundo;


1 – Rejeitar a forma como o Governo conduziu todo o Processo do possível encerramento dos Hospitais constantes nos considerandos desta Moção, que irão ainda tornar mais difícil o acesso às Unidades Hospitalares de Saúde à População de Lisboa;

2 – Opor-se ao encerramento do Hospital Dona Estefânia, por considerar que esta medida irá piorar os padrões de assistência à criança, actualmente existentes e que irá dar de Portugal e de Lisboa, a ideia da Capital de um País que está a regredir no que se refere aos modernos conceitos sanitários de assistência à criança de um País Desenvolvido;

...................
3 – Enviar esta Moção a todas as 18 Juntas de Freguesia cujas Populações são afectadas, à Câmara Municipal de Lisboa, à Assembleia Municipal de Lisboa, Primeiro Ministro, Ministra da Saúde, Presidente da Assembleia da República, todos os Grupos Parlamentares da Assembleia da República, Hospital Dona Estefânia, Plataforma de Defesa do Património do Hospital Dona Estefânia e Órgãos da Comunicação Social.


, 15 de Dezembro de 2008



Com os melhores cumprimentos,



A Presidente da
Assembleia de Freguesia de

M.I.H.L.F.

Este é o teor de outras moções que nos chegaram de forças partidarias distintas . Muito lhes agradecemos mas não as identificamos pois esta luta deverá envolver todos os cidadãos e forças partidarias.

Sexta-feira, 9 de Janeiro de 2009

Sobre o Concurso para o futuro Hospital de Todos os Santos - Ler com atenção ! Tudo igual à dantes! Planos alheios as palavras Criança e Pediatria !

ARTIGO I
"Hospital de Todos os Santos em concurso até início de Abril"

A apresentação do projecto do Hospital de Todos os Santos esteve a cargo de João Wemans, responsável pela Estrutura de Missão Parcerias.Saúde, e de Pedro Dias Alves, que preside à Comissão de Acompanhamento que está a preparar o dossier respeitante ao lançamento do concurso para esta nova unidade hospitalar.
Conforme salientou João Wemans, os elementos apresentados "estão ainda sujeitos à validação final pelos ministros das Finanças e da Saúde". Contudo, é certo que o "investimento total é de 450 milhões de euros, sendo o da construção superior a 200 milhões de euros".
O objectivo, "é obter um edifício de qualidade indiscutível, de referência, porque se for apenas razoável não cumprirá as metas", explicou, acrescentando que "o preço, esse sim, deverá ser razoável".

Prazos mais curtos para apreciação

O futuro Hospital de Todos os Santos é o primeiro da segunda fase das parcerias entre o Estado e o sector privado para a construção de unidades de saúde, a ser lançado a concurso público, o que deverá ocorrer, o mais tardar, no início do próximo mês de Abril. O segundo empreendimento, desta fase, a implementar será o Hospital Central do Algarve, estando o respectivo concurso agendado para Julho ou Agosto deste ano, anunciou João Wemans.
O processo dos concursos respeitantes às parcerias para a saúde "foi totalmente reformulado para esta segunda fase", procurando "corrigir os elevados custos de transacção e a excessiva complexidade e morosidade". Assim, explicou aquele responsável, a escolha dos concorrentes terá que ser feita num prazo máximo de seis meses, enquanto a duração global do processo concursal não poderá ultrapassar os 22 meses.
O novo modelo de contratação, referiu, "foi desenvolvido pelo Instituto Superior Técnico", sendo que a selecção dos estudos prévios das propostas será feita tendo por base os necessários requisitos de qualificação e um projecto preliminar de solução arquitectónica. Seguir-se-á uma nova fase de avaliação, da qual resultarão três concorrentes "que serão convidados, então, a desenvolver as suas propostas e, por fim, os dois melhores irão apresentar o chamado BAFO - Best and Final Offer, ou seja, a melhor oferta final".
Conforme destacou João Wemans, este novo modelo "permite libertar mais depressa os concorrentes que não são seleccionados, para que possam direccionar as suas sinergias para outros projectos".
Para Pedro Dias Alves, "só uma parceria muito eficiente pode reduzir os prazos e obter um produto final que seja uma referência, tal como se deseja".

Projecto com muitos desafios

O Hospital de Todos os Santos vai substituir cinco das actuais unidades que se situam no centro de Lisboa e ficará localizado num terreno com cerca de 14 ha, "no prolongamento da Avenida Estados Unidos da América, sensivelmente nas traseiras da Zona J de Chelas, pré-definido para uso hospitalar desde 1980", lembrou Pedro Dias Alves.
O primeiro desafio deste empreendimento é o facto dele ocupar "duas parcelas de terreno separadas por uma avenida", considerando que se prevêem "cerca de 150.000 m2 de área bruta de construção, sem parqueamento, e de mais de 200.000 m2, com o estacionamento".
Em matéria de engenharia de estruturas, e segundo este responsável, "são muitos os desafios que se colocam, como o pretendermos construir salas de operações com 80 m2 que não podem ter pilares ao meio, ou o termos de encontrar um local para o heliporto, que seja facilmente acessível às Urgências, sem prejudicar a acessibilidade deste serviço a partir de outros pontos". A estes desafios acrescem ainda os relacionados com os factos desta unidade ir ter "800 camas para internamento, de todos os quartos serem individuais, de integrar a vertente de ensino, de ser um hospital totalmente informatizado, com altos padrões de habitabilidade e conforto e um elevado grau de flexibilidade e adaptação futura", o que implica ponderar a evolução que a medicina terá e não apenas as alterações populacionais. Refira- -se que, em caso de catástrofe ou de epidemia, o hospital está preparado para albergar mais 200 camas.
De igual forma, "queremos minimizar o impacte ambiental durante todas as fases, desde a construção até ao final do período de exploração", acrescentou Pedro Dias Alves.
O contrato a celebrar respeita à gestão do edifício hospitalar (excluindo a clínica) "e envolve a concepção, o projecto, a construção, o equipamento hospitalar (não médico) e administrativo, o financiamento e a manutenção, incluindo os serviços de gestão energética e os utilities e o estacionamento".
O parceiro privado que vencer o concurso irá também assegurar a prestação dos chamados Serviços de Apoio, "como a alimentação, lavandaria, esterilização, limpeza, gestão de resíduos, serviços comerciais, segurança e controlo de infestação", entre outros.
No que respeita à gestão do edifício, Pedro Dias Alves referiu que o contrato tem um prazo de 30 anos, enquanto para os serviços de apoio é de dez anos, "três de construção e sete após a abertura do hospital".
A construção deverá ser feita em 36 meses, "sendo que os dois últimos meses referem-se à chamada fase de certificação e de instalação dos serviços transferidos dos outros hospitais".

Pagamentos
e correcção de preços

Já no que concerne à comparticipação financeira do Estado, Pedro Dias Alves referiu que esta se inicia "ao fim de três anos", ou seja, depois de terminada a construção e traduzir-se-á numa remuneração mensal de base, estabelecida de acordo com o edifício e os serviços prestados.
O contrato prevê também a possibilidade de se executarem correcções de preço decorrentes de variações de volume.
Exemplificando, Pedro Dias Alves referiu que "partimos do princípio que o hospital tem 800 camas e uma média de ocupação de 640 por dia", um número que terá oscilações e que "em Agosto poderá ser apenas de 500, mas já no pico do Inverno atingir as 800". No primeiro caso, "trata-se de um intervalo da ordem dos cinco por cento que não é sujeito a correcção porque é assumido como o risco natural, ao contrário do que sucederá se esse intervalo for de 15 por cento".
Já no que respeita ao prazo para apresentação das candidaturas iniciais, Pedro Dias Alves esclareceu que ele "dura dois meses e nelas incluem-se a documentação de candidatura e a proposta preliminar de solução arquitectónica", com a memória descritiva da organização dos serviços de apoio, "ou seja, pretendemos que o concorrente explique como propõe organizar estes serviços". A solução pretendida "refere-se sobretudo à funcionalidade e não a um projecto de especialidades, o que seria impossível num espaço de tempo tão curto".

Capacidade técnica é o principal requisito

Já a fase de "selecção das candidaturas tem um prazo de três meses e o principal critério de admissão é o dos concorrentes terem capacidade para executar uma obra que se pretende da maior qualidade", quer a nível técnico, quer financeiro. Para tal, "deverão ter executado um edifício de utilização pública nos últimos sete anos e registado capitais próprios de 25 milhões de euros nos últimos três anos", concretizou Pedro Dias Alves, acrescentando que o técnico responsável pelo projecto terá que ser licenciado em arquitectura "há pelo menos dez anos".
A fase de elaboração detalhada das propostas "tem um prazo de cinco meses e a sua selecção, para a qual o preço terá um peso de 35 por cento e a qualidade de 65 por cento, durará um máximo de três meses". Segue-se, então, um período de negociação com os três finalistas, do qual resultará "o BAFO, etapa durante a qual se acorda aquilo que nós consideramos que pode ser melhorado e em que o privado nos apresenta também melhores soluções". As propostas reformuladas serão, depois, sujeitas a uma última avaliação e "ao 21º mês teremos a proposta de adjudicação".
Pedro Dias Alves referiu ainda a possibilidade dos segundo e terceiro classificados poderem receber um prémio de compensação, embora diferenciado, "uma hipótese ainda em estudo, que a legislação já prevê mas que é pouco habitual ainda em Portugal". Contudo, "esta proposta terá que ser sujeita à aprovação da tutela".

Uma unidade funcional

O futuro Hospital de Todos os Santos vai ser construído numa zona de malha urbana não consolidada e classificada como de risco sísmico alto-médio.
O Hospital será constituído por 19 áreas funcionais, repartidas por quatro grupos distintos: assistencial, de suporte clínico, de apoio geral e de ensino e investigação.
Numa perspectiva alargada, o Programa Funcional do hospital destaca alguns aspectos aos quais deve ser dada particular atenção na elaboração da solução arquitectónica e do projecto. Entre eles, destaca-se a necessidade da arquitectura minimizar o impacte ambiental do empreendimento ao longo de todo o seu ciclo de vida, desde o início da construção, passando pela utilização até ao fim do ciclo de vida útil. Para tal, deverão ser utilizadas soluções ecológicas na construção e apostar nas fontes renováveis de energia, bem como na racionalização dos consumos durante a exploração.
O edifício deverá ser concebido para ser flexível, comportando as adaptações necessárias às oscilações da procura e às mudanças no modelo de cuidados. Segundo o Programa Funcional, as tendências apontam para uma diminuição das necessidades de internamento, enquanto se estima um aumento na assistência ambulatória, ou seja, consulta externa, hospital de dia e cirurgia de ambulatório. Deste modo, a flexibilidade deverá assentar num projecto modular e estandardizado dos espaços, considerando os processos e não os departamentos e seguindo um modelo de arquitectura no qual as áreas de previsível crescimento sejam projectadas como grandes zonas, divididas com separações modulares móveis.
Refira-se que o Programa Funcional foi elaborado de forma a garantir que o edifício projectado responda à procura esperada no ano 2025.

Objectivos de conforto e habitabilidade

Os níveis de habitabilidade e conforto são também objecto de particular atenção. O Programa destaca a necessidade de assegurar a existência, em todos os espaços, de luz directa ou de segunda luz, incluindo os quartos de internamento e de isolamento, os postos de cuidados críticos e de hospital de dia, os gabinetes de consulta, as áreas de trabalho de enfermagem e administrativas e as salas de espera.
Os acessos são outra vertente fundamental num edifício hospitalar, pelo que deverão ser criadas acessibilidades separadas para Entrada Geral, Consultas Externas, Urgências, Pessoal e Fornecedores. O mesmo princípio de separação deve ser aplicado nos percursos internos para os diferentes utilizadores do Hospital, dando especial atenção à acessibilidade e circulação de pessoas com restrições de mobilidade. Igualmente importante é a separação entre circuitos técnicos e de utentes, com a adequada disposição das cozinhas e das áreas de eliminação e tratamento de resíduos, entre outras.

Integrar o ensino

Os espaços assistenciais do Hospital de Todos os Santos foram dimensionados tendo em conta a valência de ensino e investigação: os gabinetes de consultas e as salas de operações, por exemplo, incluem um espaço suplementar para minimizar a interferência da presença dos alunos no acto clínico.
As actividades de ensino devem ser integradas no funcionamento do hospital, embora considerando que requerem condições de habitabilidade, segurança e conforto específicas, inserindo-se num ambiente físico próprio. A título indicativo, refira-se que o Hospital deverá ter uma afluência de 800 a 1.000 alunos por dia.
Ao nível dos espaços clínicos propriamente ditos, a concepção dos quartos deverá valorizar aspectos como o isolamento acústico e o facto do utente permanecer deitado uma grande parte do tempo, ganhando particular importância a arquitectura do desenho do tecto e da iluminação.
Já a concepção das diferentes unidades terá que considerar as especificidades inerentes ao fim a que se destinam. O Programa Funcional refere, por exemplo, que a Unidade de Psiquiatria deverá localizar-se no rés-do-chão e dispor de um acesso directo a um pátio ou a um jardim exterior. Os vidros serão todos de segurança e a abertura das janelas deve ser totalmente controlável e regulável.
As superfícies a utilizar nesta Unidade não deverão permitir a auto-lesão. Nas instalações sanitárias dos utentes, os duches terão que ser fixos.

Estacionamento diferenciado

Quanto ao estacionamento, o Programa Funcional considera um coeficiente viatura/ /cama de 2,5, situando-se numa zona próxima aos acessos e desenvolvendo-se, sempre que possível, uma ligação às áreas de acesso interno.
Preferencialmente, o parqueamento à superfície deverá ser reservado a ambulâncias e veículos de estacionamento temporário e devidamente autorizados. No que respeita às ambulâncias, será criada uma zona específica com capacidade para um mínimo de seis veículos em estadia permanente e uma zona de descarga protegida próxima da entrada da Urgência Geral. A concepção de circuitos diferenciados deverá evitar eventuais interferências de veículos particulares nas deslocações e manobras das ambulâncias.

Atenção especial às Urgências

As Urgências de Adultos deverão ocupar uma área com 2.430 m2 e existirão seis salas de espera, das quais uma pediátrica (os espaços de pediatria, embora transversais aos serviços, terão um tratamento específico).
O átrio de entrada das Urgências terá 200 m2 e deverá ser amplo e estar preparado com as instalações técnicas necessárias para situações de catástrofe ou epidemia. Para além dos espaços para os utentes, o serviço incluirá ainda uma área técnica (salas de tratamentos, exames e de observação intensiva, etc.), uma de logística (para macas e cadeiras de rodas, o armazém geral, entre outros), uma de pessoal (gabinetes de trabalho, salas de reuniões, quarto para o médico de serviço, etc.) e uma para familiares e visitas.

Não permitamos que interesses financeiros eventualmente bancários privem as crianças de Lisboa do seu Hospital Pediátrico !







Hipótese : Serão o "O plano funcional e o projecto arquitectónico" do futuro Hospital de Todos os Santos , feitos sob medida e em interesse de alguns ?!!!!!






Os responsáveis pelo plano funcional do Hospital de Todos os Santos, Os Engenheiros responsáveis pelo plano funcional e aprcerias, defendem um plano funcional encomendado à uma empresa multinacional, "Intersalus". Não sabemos da metodologia de sua escolha!
Que se saiba nenhum deles é médico, nenhum deles profissional de saúde e nomeadamente ligado a saúde infantil.
Um é arquitecto o outro igualmente gestor(este último antes do seu actual cargo exerceu funções no Amadora Sintra quando ainda em gestão privada).

Os princípios éticos definidos como orientadores no Plano de Saúde do S.N.S. referente a pediatria na Inglaterra ( ver artigo no Blog) são explícitos:

"As construções hospitalares devem ser concebidas para servir e se adaptar as necessidades das pessoas e populações e não para servir estruturas (por outras palavras :eventuais projectos comerciais lucrativos) "

Este principio não foi respeitado, pois caso sim este plano funcional teria nascido de uma interacção criadora entre a sociedade civil e médicos e os gabinetes de arquitectura proponentes.

Torna-se assim plausível a possibilidade de ter sido um plano funcional feito apenas a medida de interesses gestionarios e financeiros de que a criança é
Ou seja um projecto que contemple um edifício pediátrico individualizado , ( apesar de integrado no conjunto do Centro Hospitalar) .

Voltamos assim a alertar que o único projecto arquitectónico em concurso que interessa a Pediatria e crianças portuguesas, e que sabemos contemplar um edifício individualizado, estaria a ser desconsiderado.

FINALIZANDO :

INSTAMOS AOS CONCORRENTES QUE NO SEU PROJECTO CONTEMPLEM UMA TORRE PEDIATRICA ISOLADA DEVEM PUBLICITA-LO DE FORMA A QUE O APOIEMOS E AJUDEMOS A DEFENDE-LO.

FICARÍAMOS GRATOS SE JORNALISMO DE INVESTIGAÇÃO E OS GABINETES DE ARQUITECTURA CONCORRENTES QUE SE APRESENTAM AO PROJECTO ESTEJAM ATENTOS A EVENTUAIS IRREGULARIDADES PROCESSUAIS E QUE NOMEADAMENTE QUE INDICIEM QUE PROJECTO O CONSIDERADO COMO VENCEDOR RESULTASSE DE REGRAS PRÉ CONHECIDAS E CONCEBIDAS.

ALERTAMOS MAIS UMA VEZ PARA O RECONHECIDO RISCO SÍSMICO DO LOCAL DE IMPLANTAÇÃO DO HOSPITAL DE TODOS OS SANTOS EM CHELAS E ASSIM DE SER OBRIGATÓRIO QUE A AVALIAÇÃO DA SUA MINORAÇÃO NOS DIVERSOS PROJECTOS RESULTE DA APRECIAÇÃO DE ORGANISMOS OFICIAIS E PERSONALIDADES INDEPENDENTES A COMISSÃO DE ESCOLHA .



AGUARDAMOS QUE O MINISTÉRIO DA SAÚDE CONVIDE AS PERSONALIDADES REPRESENTATIVAS DA PEDIATRIA PORTUGUESA, ASSOCIAÇÕES DE PAIS E DE DEFESA DA CRIANÇA A PRONUNCIAR SOBRE OS PROJECTOS ARQUITECTÓNICOS CONCORRENTES, POIS É A NÓS QUE ELES DIZEM RESPEITO!

Conclusão :
Não pomos e nunca poríamos em causa o "Bom Nome" destes dois Senhores, mas a sua persistência em defenfender um Hospital Generalista, sem respeito integral pela especificidade da criança , com argumento de rentabilização máxima de quadros, espaços e equipamentos, indica que temos pontos de vista opostos. Se fala-lhes tão alto a rentabilização de espaços, sejam coerentes : comecem por aplica-lo na propria casa e cedam-na aos vizinhos nos momentos que a não utilizam! Aluguem os quartos dos vossos filhos quando ausentes , e se por excesso de procura durmam por turnos ou deles separados por biombos .
Em fim permitam utilização comunitária do vosso equipamento de alto valor acrescentado ( automóveis , casas de férias etc...)
Para quem não o saiba esta é a essência e filosofia que preside este "maravilhoso Plano Funcional" do futuro Hospital de Todos Santos, (só que provavelmente não será para os filhos e netos utilizarem , estes irão para algum Pais desenvolvido com Hospital Pediatrico dedicado)
Assiste-nos assim o direito, não só em nome da sã concorrência e transparência das leis do mercado, e defesa da correcta aplicação dos nossos impostos mas principalmente dos superiores interesses da crianças alertar aos Pais e Mães de Lisboa e Portugal para os interesses que pretenderiam desapossar os seus filhos do seu Hospital Pediátrico !


APOIA E DIVULGA O NOVO ABAIXO ASSINADO !






Nota :
Agradecemos que se disponham de informações concretas que nos informem .
Vivemos em democracia e julgamos que as informações sobre os planos de saúde para as crianças portuguesas devem ser do conhecimento de todos!

Estranhamos a grande pressa em aprovar este projecto...Um projecto que nasce aparentemente desligado dos profissionais portugueses ligados a dedesa dos interesses da Criança e da Pediatria Portuguesa e nomeadamente de personalidades da antiga comissão médica que emitiram o seu parecer.
O curriculum especifico e competência dos autores do plano , pelo que sabemos das pesquisas na Net, atem-se a gestão , a finança e a construção civil.
As condicionantes do projecto como leem já estão pré - estabelecidas, de acordo, o antigo plano funcional que os profissionais do hospital criticaram , a Ministra e o Conselho de Gestão do Centro Hospitalar afirmaram publicamente ultrapassado e em reformulação!

Thomas Jefferson referiu-se a emissão da moeda e infelizmente estamos a comprova-lo. Indaga-se se esta lógica não se aplicará ao sector da saúde!









«Acredito que as instituições bancárias são mais perigosas para as nossas liberdades do que o levantamento de exércitos. Se o povo Americano alguma vez permitir que bancos privados controlem a emissão da sua moeda, primeiro pela inflação, e depois pela deflação, os bancos e as empresas que crescerão à roda dos bancos despojarão o povo de toda a propriedade até os seus filhos acordarem sem abrigo no continente que os seus pais conquistaram.»


Thomas Jefferson, 1802

Palavras insuspeitas e proféticas ! Partem de um defensor da democracia pluralista e da livre iniciativa !

As nossas duvidas tem todo o fundamento ! Se alcançarem destruir o Serviço Nacional de Saúde e nomeadamente o Hospital Pediátrico de Lisboa, e impor a sua lógica de seguros e serviços privados financiados pelo estado (a nossa banca não investe no sector produtivo e parece querer viver à sombra do estado e serviços, como já o assinalou criticamente o anterior Presidente da Republica Dr. Jorge Sampaio) para alem de descapitalizarem o estado de fundos tão necessários para outros fins, imporão um serviço de saúde exclusivamente baseado na lógica do lucro, e em que as crianças já estão a ser as primeiras vitimas!
A destruição do Hospital Pediátrico Publico, seria um exemplo desta lógica implacável. Diz-se da existência de planos para construção de um torre materno-infantil em um Hospital Privado . Construam a sua torre! Mas não impeçam que crianças de Lisboa e Portugal tenham o seu Hospital Pediátrico Publico!
Na saúde e em particular das nossas crianças , deve ser o interesse publico a regular o interesse privado e não o contrario



Divulga o novo Abaixo Assinado em defesa do Património Hospital de D. Estefânia e de um novo Hospital Pediátrico para Lisboa !

Assina : Pedro Paulo Machado Alves Mendes, em representação da Associação a "Arquinha", " E "Este o Faria".

Quinta-feira, 27 de Novembro de 2008

Por um Novo Hospital Pediátrico para Lisboa Petition

FAVOR DAS CRIANÇAS DOENTES
- É UMA NOVA PETIÇÃO
DIRIGIDA À ASSEMBLEIA DE REPUBLICA E À CAMARA MUNICIPAL DE LISBOA
"Por um novo Hospital Pediátrico para Lisboa"
http://www.PetitionOnline.com/18772008


Leia o texto, assine e divulgue a contactos de e-mail, colegas e amigos.

Seja solidário com os mais pequenos que ainda não têm voz!

- Caros amigos que acreditam na criança como o maior património do nosso futuro colectivo
- Caros amigos que não aceitam que, com a extinção do Hospital de Dona Estefânia em 2012), as crianças deixem de ter o seu Hospital dedicado e passem a ser assistidas em conjunto com os adultos no futuro Hospital geral de Chelas (Hospital de Todos os Santos)
- Caros simpatizantes da causa de um novo Hospital Pediátrico de Lisboa

Por razões prioritariamente financeiras, as crianças de Lisboa e do Sul do Pais vão perder o seu Hospital Pediátrico (Hospital de Dona Estefânia) e ser encaminhadas para um sector integrado num Hospital geral a construir em Chelas.
Adultos e crianças doentes vão ai partilhar muitos espaços, salas de espera, gabinetes de técnicas e vários profissionais que tratarão indiscriminadamente idosos de longo idade e de seguida bébes de semanas e meses, por vezes muito prematuros.
Contra esta situação, quase 80.000 cidadãos assinaram uma primeira petição dirigida ao Sr Presidente da Républica e também entregue ao Ministério da Saúde. Apesar disso, os projectos continuaram inalterados.
Terão de ser os adultos de hoje a voz das crianças que ainda não nasceram, as que se encontram em gestação e as ainda de tenra idade que irão encontrar um hospital geral com adultos como local onde futuramente serão tratadas se sofrerem de doenças raras ou muito graves ou complexas.

Por favor, assine e divulgue esta petição da melhor forma que puder.

Tentemos mais uma vez sensibilizar os governantes e responsáveis, que felizmente vão inaugurar um novo Hospital Pediátrico para as crianças de Coimbra em 2009, para essa necessidade também em Lisboa.

Um minuto seu agora pode significar muito para as criança doentes de amanhã.

Agradecimentos da
Plataforma Cívica em Defesa do Património do Hospital de Dona Estefânia e de um Novo Hospital Pediátrico em Lisboa









Por um Novo Hospital Pediátrico para Lisboa Petition

Domingo, 16 de Novembro de 2008

DIVULGA E COMPARECE DIA 27 DE NOVEMBRO ÀS 12 HORAS , FORUM EM DEFESA DOS HOSPITAIS PEDIATRICOS SALA DE CONFERÊNCIAS H.D.E.



FORUM EM DEFESA DOS
HOSPITAIS PEDIÁTRICOS

SALA de CONFERÊNCIAS - HOSPITAL DONA ESTEFÂNIA

27 Novembro 2008 - 12horas

Oradores: Porto, Coimbra, Lisboa
Debate:
- Lançamento do Movimento “Em defesa dos Hospitais Pediátricos”
- Lançamento de um novo Abaixo-Assinado, agora dirigido à Assembleia da República e à Câmara Municipal de Lisboa

“Os abaixo-assinados defendem a existência de um novo Hospital Pediátrico em Lisboa, moderno em conceitos e em tecnologia, orientado para os superiores interesses da Criança e do Adolescente (assim incluindo a Assistência, o Ensino e a Investigação), com total separação entre Crianças e Adultos doentes.
Ele deve possuir completa autonomia técnica, administrativa e financeira, muito embora com relações privilegiadas com outras estruturas próximas e diferenciadas do Serviço Nacional de Saúde, de que será exemplo o futuro Hospital de Todos os Santos, mas considera-se manifestamente inadequada para a condição da Criança, a Cidade e o País, a programada transformação do actual Hospital Pediátrico de Dona Estefânia num simples serviço de pediatria desse futuro hospital geral de adultos”.


ORGANIZAÇÃO: Plataforma Cívica (Ana Paula Soudo (Fisiatria); António Gentil Martins (Cirurgia Pediátrica); Carlos Azevedo (Capelania); Fátima Alves (Cirurgia Pediátrica); José Pedro Vieira (Neuropediatria); Mário Coelho (Pediatria Médica); Pedro Paulo Mendes (Radiologia); Teresa Rocha (Anestesia)

Contacto e-mail: estefania.boletim@gmail.com

Domingo, 2 de Novembro de 2008

: A criação da Associação "A Arquinha" . Fabulação infantil ou realidade ?!!!!









Noticia de Ultima Hora : Constituição da Associação “ A Arquinha”
Imaginação infantil ou realidade ?
Recebemos informação de uma jornalista credenciada que escreve com o pseudonimo de Manu, reportagem sobre uma importante reunião que criou uma nova associação "Arquinha".
A Jornalista , Manu, convidada de honra para da cobertura jornalística a esta reunião, informou-nos ainda que Assembléia decorreu em clima de acalorada discussão mas em que dominou a cordialidade.
A escolha do nome decorreu de duas razões uma mítica outra em contraponto a dos adultos que defende o hospital com o nome de a “ A Arca de Noé” “ .
As duas associações são contudo absolutamente distintas e não se coo responsabilizam pelas diversas acções .

Reportagem da Assembleia constitutiva :

- Em intervenções emocionadas e indignadas justificou-se a criação da nova associação pela necessidade de concentrar esforços em acções imediatas pois chegaram informações seguras , de que novo plano funcional do HTS não contempla o Hospital Pediátrico de Lisboa e que podem estar a ganhar tempo em manobras de diversão.

- Devido a inexistência de resultados concretos do anterior abaixo assinado , a assembléia aprovou por unanimidade apoiar a divulgação de um novo agora endereçado diretamente a todos políticos e partidos com representação na A.R. , agradecendo que expliquem aos eleitores onde estava escrito nos seus programas eleitorais o proposito de destruição de D. Estefânia e ou Hospital Pediátrico de Lisboa e caso não e se em desacordo que exijam responsabilidades.

Foi criada uma comissão para colaborar no projecto e concretização das diversas iniciativas .

-Envidar-se-ão igualmente esforços na união de outras congêneres em defesa do H.Pediátrico.


- Apesar de divergências sobre as funções , constituição e forma de controlo foi decidida a criação do SIDHP ( Serviço de Informações em Defesa do Hospital Pediátrico) A função essencial deste departamento será a de defender a “ A Arquinha” ou os seus membros de qualquer ataque inesperado . Definiu-se que os “ fins não justificam os meios e que a principal forma de obter informações era a utilização do “ jogo das coincidências” .Todos os portugueses e lisboetas poderão participar independente de serem sócios. O jogo consiste em procurar na Net os nomes de todos os intervenientes no processo de construção do actual projecto do H.T.S., quem os Ministros da Saúde elogiaram nos seus discursos, encontrar coincidências nas suas relações e de eventuais interesses e vivências em comum e inclusive se foram alvo de processos judiciais em conjunto e quem custeou a sua defesa quando réus - Deliberou-se ainda o pacto de honra e silencio na protecção de todas as fontes que colaborem com a Arquinha e uma anistia a todos os que tenham colaborado com os destruidores do H. pediátrico mas que estejam sinceramente arrependidos contanto que não tivessem à ver com a ver com a familia dos " homens cinzentos que querem a todo o custo lucrar com a saúde das crianças e dizem que dissimuladamente estarão infiltrados nos organismos dos ministérios.



- Na seqüência da anterior decisão, refere-se uma interessante intervenção com o titulo “ Não há apenas carapaus com o rabo entre as pernas a brincar na praia, quando os tubarões atacam os "carapauzinhos de corrida " em alto mar“.
Informaram com convicção que estavam preparados para engolir os pequenos “pacotes de informação desde que autenticados SIDHP” e caso os tubarões atacassem os membros da Arquinha libertaram "tipo bombas de fragmentação retardada" e com disseminação a distancia.( uma espécie de Kamikazes de informação)
Apesar de aplausos decidiu-se “ Arquinha” só em ultimo caso e desespero de causa absoluto se ponderariam acções radicais deste tipo.

- Finalmente, a relações entre causa e efeito do que acontece em Portugal, ponderou-se a hipótese de enviar uma missão aos EUA, para informar-se junto ao Ex.mo Sr. Obama se pretendia continuar com o mesmo modelo de assistência materno-infantil ou se partilharia de alguma das opiniões de Michael Moore.
Apesar dos pressupostos verdadeiros esta moção foi rejeitada pela assembleia como ingênua pois o critério de alguns dos interessados no actual plano funcional não seria copiar o que há de bom , mas sim copiar ou rejeitar o que há de bom ou mal obedecendo ao criterio de "ganhar o maximo possivel nos novos hospitais ( e num pediatrico que dizem que estão já a construir) e diminuir todos gastos no S.N.S. para capitaliza-los em seu beneficio " mesmo que a custa da saúde das nossas crianças. Decidiu-se por via das duvidas dar-lhes o beneficio da duvida e mostrar em actos a todos que estavam enganados.


Nota do editor:

Felicitamos a criação da “Arquinha “
Agradecemos a Manu a cobertura jornalística desta importante reunião.
Aproveitamos para divulgar uma das mais importantes historias, desta corajosa jornalista ( quando da luta contra os homens cinzentos).divulgada no seu livro “ Manu a menina que sabia ouvir”.
(e cujo enredo parece assemelhar-se ao do que estamos a presenciar.....)

A publicação desta reportagem vincula exclusivamente e individualmente Pedro Paulo Mendes ( Ao faze-lo defende a Liberdade de imprensa das crianças e o seu livre Direito Constitucional de Livre Associação e Opinião e e ainda por estar de acordo com a máxima ;
"Na resolução dos pequenos acontecimentos talvez encontremos a chave para a solução dos grandes "

Sexta-feira, 17 de Outubro de 2008

Entregamos o Abaixo Assinado mas as manifestações de apoio continuam ! Aguardemos a publicação do " Novo Plano Funcional"

21/03/2002 - LISBOA
76674. Clarisse Maria Trindade Barradas Andrade Por FAVOR...! NÃO FECHEM ESTE HOSPITAL !!! A minha filha também ali esteve internada com um traumatismo craniano e foi especialmente muito bem tratada!!! Como é que é possível fechar um Hospital destes ???! Espero que único hospital de Lisboa que dá garantias às famílias no acompanhamento das suas crianças nunca feche porque o Bom Senso tem que Imperar.
Esta Instituição é fundamental pelos serviços que presta às crianças. É imperativo que Lisboa não perca o único hospital pediátrico que tem. Esta Instituição é fundamental pelos serviços que presta às crianças.
É Muito Importante que este hospital se mantenha a funcionar porque é um dos que tem um Excelente Serviço Boas Instituições deste PAÍS devem ser acarinhadas Lisboa não pode prescindir do único Hospital Pediatrico que tem. as crianças precisam deste hospital que tem características únicas. Tenho esperança que LISBOA não vai perder o precioso e único HOSPITAL PEDIÁTRICO.
76673. Maria Gida Lourenço 5332222 76672. Ana Lúcia Rachon Paulo 76671. Ana Lúcia Rachon Paulo 76670. Maria Eugénia Esteves 6040448
76669. Ana Salvado As
76668. José Francisco 76667. Santana Calisto 76666. Cremilda Teixeira...

A todos que tem apoiado e divulgado a Campanha, saudamos e informamos que foi anunciado em Boletim Informativo do Centro Hospitalar de 2 de Outubro a publicação de um Novo Plano Funcional.
Aguardemos; oxalá não se frustrem expectativas e que este plano não só justifique o seu adjectivo de " NOVO" como, ao contrário do antigo, contemple no futuro espaço do Hospital de Todos os Santos um Hospital Pediátrico Especializado e autónomo de acordo com o modelo do actual Hospital de D. Estefânia.
Aguardemos igualmente a oficialização, por escrito e em lei, de que espaço do actual Hospital continue pertença publica e exclusivamente dedicado à criança e à pediatria, de acordo com os fins para que foi doado.
Caso tal não aconteça não baixaremos os braços !

Quinta-feira, 16 de Outubro de 2008

A razão dos Hospitais Pediatricos especializados e sua relação com os Hospitais Polivalentes na rede de cuidados terciarios em pediatria



Abaixo transcreve-se o apontamento do Site da "Sociedade Portuguesa de Pediatria" e que se reporta ao problema essencial :

Transcrição do texto :

NewsletterNome E-mail Notícias
O Hospital de Dona Estefânia completa 131 anos no dia 17 de Julho de 2008
O processo de extinção do único Hospital Pediátrico de Lisboa e Sul do País tem levantado alguma polémica.

"Numa altura em que se discute o futuro da pediatria em Portugal, vale a pena reflectir sobre este caso em particular e sobre o papel dos hospitais pediátricos polivalentes em geral. Conheça a posição da Plataforma Cívica de defesa do Património do Hospital de Dona Estefânia e de um Novo Hospital Pediátrico para Lisboa".
( sublinhado nosso )

----------------------------------------------------------------------------------------------

Algumas considerações sobre tema proposto : "Vale a pena reflectir sobre este caso em particular e sobre o papel dos hospitais pediátricos polivalentes em geral"


A razão desta campanha, justifica-se para alem do pressuposto fundamental de que "as crianças têm direito a um espaço e ambiente adequados à sua especificidade", considerarmos que a existência de Hospitais Pediatricos Especializados são um factor de garantia na qualidade da formação e consequente reprodução de quadros profissionais especializados em pediatria necessarios nos diversos patamares assistenciais na rede de cuidados infantis e inclusive nos Hospitais Distritais . .
O facto de nos Hospitais Centrais polivalentes os equipamentos e especialidades serem participados em comum com os adultos limita a expectativa de desenvolvimento e aperfeiçoamento profissional pediátrico . Esta consideração não implica qualquer juízo sobre excelência dos seus profissionais e reporta-se as consequências e limitações organizativas do modelo polivalente.
Pensamos assim, que foi a concentração casuística de patologias complexas em hospitais terciários infantis que permitiu a acumulação de experiência para que a maioria seja tratada no nosso Pais e não no estrangeiro.
Foi no Hospital D. Estefânia que se desenvolveu a Cirurgia Pediatrica (e mais recentemente outras sub especializações), que veio a ser exercida noutros centros, de renome nacional e internacional.
Na mesma linha de pensamento os Hospitais pediatricos justificam-se pela necessidade de concentrar a casuística de todas as patologias que, pela morbilidade e efeitos na saúde pública, obriguem à criação de "Guide Lines" verticais, que assegurem cuidados adequados baseados nas redes de acompanhamento consistentes de casos referenciados após primeiras consultas ( nefrologia e nefro urologia são um exemplo vivo , na prevenção da doença renal cronica ou das suas complicações com consequências gravíssimas para a criança família e economia em erário publico como neste e noutros campos se faz no HDE)
Estes Centros, que concentraram o saber pediátrico, constituem também espaços de diálogo, formação continua e actualização, não só dos nossos profissionais, mas também dos congéneres de língua portuguesa, de que todos já são exemplo, mas de que sublinhámos Coimbra através da Tele medicina em colaboração com Hospital Pediátrico de Luanda.
Não tenhamos dúvidas que, se não assumirmos este papel, outros países em nosso desprestigio o farão.
Lembramos assim aos políticos que os laços culturais e económicos se concretizam muito mais na prática humanismo do que na retórica dos banquetes e que o capital dos Hospitais Pediatricos não pode ser desbaratado por razões conjecturais e interesses da parcerias privadas , que na sua visão puramente gestionaria e economicista não se apercebem que com a destruição deste equipamento de Serviço Publico comprometerá a sua própria viabilidade pois corta pela raiz a reprodução e desenvolvimento do saber médico pediatrico.

Finalizando, referimos ainda como valor acrescentado dos Hospitais pediatricos, o facto de serem :

- Pólos geradores de afecto transversal a todos os grupos e classes sociais que dele indistintamente usufruem
- Um factor de coesão e identidade nacional (assente em valores mais consistentes e menos perenes que o futebol )
- O estabelecimento de laços com países de língua portuguesa que perduraram no futuro.
- Prestígio e sinal de civilidade das cidades que os acarinham ( no caso Lisboa )


Esclarecemos que não temos uma perspectiva isolacionista relativamente aos Hospitais de Adultos pois, ao assumimos a necessária independência e autonomia do hospital pediátrico, compreendemos como imprescindível a colaboração inter pares, quer em todas as situações clínico assistenciais com implicação multi disciplinar quer na complementaridade da troca de saberes e formação especializada, aliada a alguma poupança em economia de escala.

Consideramos não coerentes as opiniões que hiper valorizam experiências pessoais em unidades em hospitais polivalentes centrais ou distritais contrapondo-as aos erros de gestão e opções passadas eventualmente graves do Hospital D. Estefânia, pois não são de todo equiparáveis níveis assistenciais completamente distintos e não se justifica com os erros de gestão estratégicos do passado ou insuficiências no presente a destruição de um modelo e de um conceito imprescindíveis na rede dos cuidados de saúde materno - infantil de qualquer país desenvolvido.
Assim, por validas que estas experiências tenham sido, não podemos esquecer que só foram possíveis devido á existência do conceito e modelo de Hospital Pediátrico e que contribuíram ou vieram a permitir a sua formação como profissionais destes hospitais.
- De outra forma o consideramos relativamente aos Hospitais Centrais Mono bloco da década de 1950 em que os Serviços de Pediatria perdem-se nas prioridades e especialidades dos adultos e cuja concepção arquitectónico e administrativa tem implícita uma visão mais tecnocrática e desumanizada do acto médico pediátrico que dependerá mais da circunstancia e esforço os profissionais dedicados a pediatria pois estão desprovidos do apoio de personalidade representativa administrativa autónoma.

Uma entre outras conclusões....
Do acima exposto julgamos licito concluir que : A luta do Hospital D. Estefânia pelo conceito de " Hospital Pediátrico especializado", de que é precursor, deve ser entendida como do interesse da Pediatria Portuguesa e não como um problema localizado e do exclusivo domínio dos profissionais daquela instituição centenária .

Uma Ideia ao ar ......
Indagamos se não seria mutuamente digno e licito ponderar se o espaço do actual HDE, que deverá continuar obrigatoriamente relacionado com a Pediatria, não poderia vir a ser local de uma das sedes da Sociedade em epigrafe, que ali se idealizou e nasceu .



Nota:
Artigo de opinião , subscrito por um dos membros da Plataforma que se pretende apenas dinamizador de outras opiniões mais fundamentadas que gostaríamos de ouvir e publicar.

Domingo, 12 de Outubro de 2008

Valeu ( e valerá sempre....) a pena lutar pelo Hospital D. Estefânia

Valeu a pena lutar !

Sim ! Valeu e valerá a pena lutar pelo Património do Hospital D. Estefânia e por um novo Hospital Pediátrico para Lisboa .


Já decorrem quase 15 meses, desde o início de nossa luta contra o processo de desarticulação do Hospital de D. Estefânia! É inacreditável que isto possa acontecer com um hospital cujo valor singular é amplamente reconhecido pela sua dedicação secular aos cuidados médicos da infância além de suas contribuições passadas e actuais no desenvolvimento da pediatria portuguesa. Os resultados positivos de sua actuação na esfera dos cuidados médicos infantis, foram tacitamente ignorados. Ilação óbvia, ao constatarmos que tanto em Coimbra como no Porto, assume-se a necessidade de Hospitais Pediátricos dos quais este foi o precursor!
A táctica para implementação deste acto irracional , ditado por opções conjunturais e eventual especulação imobiliária , foi o da táctica da surpresa e do acto consumado. Dissolveram os órgãos executivos e consultivos , ignorou-se o parecer da Comissão Médica. ( ver Boletim Estefânia nº 1, publicado no Blogue), contrario a diluição do HDE no Centro Hospitalar. Em síntese menosprezaram o corpo profissional do hospital alienando-o de qualquer prerrogativa consultiva ou decisória real.. Figurativamente disseram "Calem-se!" O Hospital Pediátrico autónomo deixou de existir e queremos poucas conversas.

A reacção não se fez esperar....


Sentimos esta (in)evolução como um golpe seco no nosso animo. Mas nossa reacção não se fez esperar. Os sonhos belos são imprescindíveis, pois tem força anímica própria, e o sonho vivo e forte de D. Estefânia, materializado no Hospital Pediátrico , impeliu-nos a acção:
Criou-se um espaço de discussão na Internet ( Blogue de Defesa do Hospital de D. Estefânia, património da mãe e da criança). Neste espaço trouxemos a luz do dia as incongruências do antigo plano funcional previsto para o futuro H.T.S , plano que ignorava as opiniões do corpo clínico do hospital e que agora é publicamente reconhecido como falido e renegado pelas actuais chefias do C.H.
Surgiu na consciência a importância de quebrar o muro de silencio com que rodearam esta medida impopular e fazer chegar informação a população e aos outros órgãos de soberania. Tomou-se então a iniciativa de um abaixo assinado dirigido ao representante máximo da nação português. A divulgação foi limitada a Internet e alcançou 76.000 assinaturas, obra de todo o corpo profissional e amigos do Hospital que assumiram esta tarefa como sua!
Foi editado o Boletim Estefânia ( já está no 4º numero!) onde divulgamos nossas razões e iniciativas.
Procuramos alertar os órgãos de comunicação para esta problemática.
Divulgamos nossa luta por todos os partidos presentes na Assembleia da Republica e demais personalidades influentes.
Podemos dizer que devido nossa actuação conseguimos expressar nossas intervenções em discurso directo na Assembleia Municipal, fomos cordialmente recebidos e ouvidos pela nova Ministra da Saúde e finalmente pelo Presidente da Republica Portuguesa que nos ouviu com simpatia e aconselhou-nos .
. Assim com a entrega do Abaixo Assinado, encerrou-se um ciclo e retrospectivamente concluímos :


Valeu a pena lutar !



Algumas ilações e lições sobre a obrigação do exercício do direito de cidadania e neste caso particular a defesa do superior interesse da criança

Individualmente fomos colocados sobre duas solicitações ambivalentes mas só aparentemente de sinal contrario. Por um lado o limite sobre nossa expressão livre no local de trabalho, pela nossa obrigação institucional como funcionários públicos e por outro lado a obrigatoriedade de expressa-la imposta por nossa consciência e de utiliza-la na luta, denunciando a destruição do Hospital Pediátrico que considerávamos contra o interesse publico.
1- Esta dualidade deve ser assumida com dignidade sem atentar contra nossa consciência:
Respeitando as obrigações institucionais apesar de discordar de orientações somos obrigados a acata-las e implementa-las. Esta atitude passiva nunca deverá será entendida como um acto de capitulação. Decorre da necessidade de o funcionamento dos Serviços públicos estar preservado de situações de crise conjectural.
Assumir este imperativo não significa contudo, que sejamos sujeitos acríticos e subservientes. A nossa responsabilidade profissional , obriga que paralelamente ao cumprimento das orientações deveremos fazer chegar através canais institucionais a nossa opinião alternativa construtiva sobre medidas que nos pareçam lesivas ao interesse da criança ou ao eficaz funcionamento dos Serviços . Em síntese, só existe uma atitude digna: ao cumprir com as orientações que nos pareçam incorrectas não prescindir do direito de opinião fazendo-a chegar pelos canais institucionais. Esta atitude não implica que lutemos para que os antigos órgão de decisão e consultivos pediátricos sejam reactivados. É a ausência destes canais de comunicação e o atraso nas respostas dos novos interlocutores insensíveis a especificidade Pediátrica que condicionam desalento e frustração e a revolta de muitos profissionais. Este impasse devemos procurar superar criativamente. Assim, seguiremos obedecendo mas de cabeça erguida, responsavelmente criticando e não assumindo a menoridade que nos tentaram impor.


- A obrigação do pleno exercício de cidadania e obrigação de defesa do superior interesse da Criança .


Se a obrigação anterior limita parcialmente o direito de expressão, esta ao contrario nos obriga a exerce-la e desenvolve-la.
O nosso dever de cidadãos actuantes participantes de uma comunidade, obriga-nos , pela nossa consciência, condenar , uma acção contraria ao interesse publico e da nação. Devemos corajosamente manifesta-lo e divulga-lo. Devemos fazer chegar nossa critica construtiva aos órgãos de soberania, capazes de inquirir e ouvir os outros executivos, inteirando-os de nossas razões. Só assim não sentiremos a sensação incomoda da sombra interrogadora sobre nossas consciências, das expectativas frustradas em nós, em detrimento das futuras gerações. Sentimos que o abaixo assinado , o Blogue e agora o Boletim tem sido meios eficazes no exercício deste dever de cidadania. Poderia-se fazer uma leitura inversa e atribuir a nossas acções como um desejo de protagonismo caso a intenção seja minimizar os efeitos e consequências da adopção das medidas que tentam nos impor.
Cumpre salientar que ao encetarmos e divulgarmos nossa luta cada um de nós teve igualmente, um papel fundamental independente de nossas relações interpessoais de amizade ou trabalho.


Conclusão

Não nos sujeitamos aos que nos procuraram vencer através do medo ou indecisão.
Assumimos e lutamos para que nossas expectativas a respeito do Hospital Pediátrico de Lisboa: este não só deve continuar a existir mas ainda o queremos mais moderno e melhor! Lutaremos contra a alienação deste património doado a mãe e criança. Enfim procuraremos não nos escudamos na inacção imposta pela preguiça, covardia e outras justificações individuais! Valeu a pena lutar!
A plataforma que iniciou o movimento é plural e aberta a todos que queiram colaborar. Considera-se contudo que foi e será apenas uma parte deste processo e que individualmente ou com outras formas de organização que todos somos livres de criar ou aderir teremos obrigação de procurar levar a bom porto.

O H.D.E esta de parabéns ! Mas...... ainda não baixaremos os braços ! Novas fases , novos caminhos , eventos e participantes.

Sapere Aude ! ( Kant)
Texto de Opinião
Pedro Paulo Mendes

Quinta-feira, 9 de Outubro de 2008

Uma primeira nota informativa sôbre a Audiência com a Presidência da Republica.




Outubro 2008 - 00h30 CORREIO DA MANHÃ

Presidente da República recebe plataforma cívica a favor da construção de hospital pediátrico
Cavaco escuta pediatras
O Presidente da República, Cavaco Silva, recebeu ontem o movimento Plataforma Cívica para escutar os argumentos em defesa da construção em Lisboa de um hospital especializado em Pediatria.


http://www.correiodamanha.pt/noticia.aspx?channelid=F48BA50A-0ED3-4315-AEFA-86EE9B1BEDFF&contentid=3EA63059-40C3-4653-90AE-56BF8AAB3A96
( para ler noticia copiar o titulo acima e inscreve-lo no motor de busca )



Agradecemos o facto da Presidência da República ter recebido a Plataforma Cívica em representação de 76.000 portugueses.
Agradecemos a atenção e amabilidade e compreensão com que o Sr. Presidente ouviu os nossos pontos de vista.
Evitando os subjectivismos e interpretações emotivas que naturalmente afloram em assunto desta importância mas que não devem nem podem ter lugar em breve elaboraremos um resumo desta reunião.

A audiência com o Sr. Presidente da Republica Portuguesa foi amplamente noticiada .....

Resultados da pesquisa na Google da Audiência do Presidente Anibal Cavaco Silva a Plataforma de defesa do Hospital D. Estefânia :


"Cavaco Silva recebe Gentil Martins em Belém - 11 horas atrás
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7 Out 2008 ... Saúde: Plataforma Cívica apresenta a Cavaco Silva "razões" a favor da construção de hospital pediátrico. Lisboa, 07 Out (Lusa) - O movimento ...
ww1.rtp.pt/noticias/index.php?article=366829&visual=26&rss=0 - 9 horas atrás - Páginas Semelhantes
4. Cavaco Silva recebe apoiantes de hospital pediátrico
7 Out 2008 ... Cavaco Silva recebe apoiantes de hospital pediátrico.
www.destakes.com/redir/f8bc2c1c7360d970c711dfd4d4fd13d9 - 9 horas atrás - Páginas Semelhantes
5. PUBLICO.PT
7 Out 2008 ... Plataforma Cívica apresenta a Cavaco Silva "razões" a favor da construção de hospital pediátrico. 07.10.2008 - 14h28 Lusa ...
ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1345188 - 8 horas atrás - Páginas Semelhantes
6. Portal da Saúde - Hospital da Estefânia visitado pelo Presidente ...
Cavaco Silva justificou que a escolha desta unidade de saúde residiu no facto de considerar o Hospital D. Estefânia um bom exemplo do que se faz no país na ...
www.min-saude.pt/portal/conteudos/a+saude+em+portugal/noticias/arquivo/.../presidentevisitaestefania.htm - 23k - Em cache - Páginas Semelhantes
7. - Maria Cavaco Silva - Página Oficial da Presidência da República ...
Discurso da Drª Maria Cavaco Silva no Jantar Anual de Solidariedade da Liga dos Amigos das Crianças do Hospital D. Maria Pia ...
www.presidencia.pt/mariacavacosilva/?idc=33&idi=1207 - 17k - Em cache - Páginas Semelhantes
8. Renascença - Música e Informação Dia a Dia
7 Out 2008 ... Cavaco Silva recebe apoiantes de hospital pediátrico. O Presidente da República recebe hoje elementos de uma Plataforma que está contra a ...
www.rr.pt/InformacaoDetalhe.Aspx?AreaId=11&ContentId=262345&SubAreaId=53&ZoneId=11 - 7 horas atrás - Páginas Semelhantes
9. Visão - Últimas Notícias
Saúde: Plataforma Cívica apresenta a Cavaco Silva "razões" a favor da construção de hospital pediátrico. 2008-10-07 13:40:26 ...
aeiou.visao.pt/Pages/Lusa.aspx?News=200810078861152 - 9 horas atrás - Páginas Semelhantes
10. IOL Diário - Cavaco Silva inicia «outra fase»
Visita de Cavaco Silva ao Hospital D. Estefânia. O Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, indicou hoje que irá iniciar «uma outra fase» na sua acção ...
diario.iol.pt/noticia.html?id=668204&div_id=4071 - 35k - Em cache - Páginas Semelhantes"
Etc...
11. Plataforma Cívica apresenta a Cavaco Silva "razões" a favor da ...

Quinta-feira, 2 de Outubro de 2008

Boletim Estefânia nº 4 . O Presidente da República recebe na 3ª Feira às 12 horas a Plataforma de Defesa do Hospital Pediatrico de Lisboa!




Texto integral do Boletim Estefânia nº 4

No dia 2 de Outubro, irá ser entregue na Presidência
da República a Petição Pública com mais de 76.000
assinaturas de cidadãos em defesa do Património do
Hospital de Dona Estefânia e de um Novo Hospital
Pediátrico para Lisboa.
Na sequência deste acto, às 12 horas do dia 7 de
Outubro, Sua Exª o Presidente da República
receberá a Plataforma Cívica que procurará
transmitir as suas preocupações sobre a delicada
situação de retrocesso em que o modelo programado
para o futuro Hospital de Todos os Santos coloca a
assistência pediátrica especializada de Lisboa e do
Sul do País.
No dia 15 de Julho, a “Plataforma em Defesa do
Hospital de Dona Estefânia e de um novo Hospital
Pediátrico para Lisboa” foi recebida pela Srª Ministra da
Saúde em resposta a um pedido de audiência. Estiveram
presentes, a Senhora Ministra, Dra. Ana Jorge e a sua
Chefe de Gabinete e, em representação da Plataforma,
Ana Soudo, António Gentil Martins, Fátima Alves e
Pedro Paulo Mendes. Os principais aspectos da reunião,
que decorreu num clima de cordialidade e diálogo aberto
e construtivo, resumem-se ao seguinte:
- A Srª Ministra foi informada da existência do abaixo
assinado com mais de 76.000 assinaturas, dirigido ao
Senhor Presidente da República, que defende a
preservação do património do Hospital Pediátrico Dona
Estefânia e um novo Hospital Pediátrico para Lisboa.
Por outro lado, recebeu o “Manifesto” da Plataforma
Cívica expressando as nossas preocupações quanto ao
futuro da assistência hospitalar pediátrica especializada,
tal como prevista no Plano Funcional conhecido para o
futuro Hospital de Todos os Santos
- Face às dúvidas e objecções apresentadas, a Srª
Ministra recordou que, ao assumir as suas funções, se
defrontou com um projecto em andamento, não o
conhecendo em pormenor, mas (o que já fizera, em
parte) defenderia o primado da assistência pediátrica em
ambiente próprio e com técnicas especializadas, salvo
excepções pontuais, se claramente justificadas.
- Esclareceu que o Plano funcional divulgado pelo
Conselho de Administração já não era válido e que tinha
detectado vários pontos com que discordava,
manifestando uma posição favorável “à maior
individualização possível” dos Serviços de Crianças em
relação aos de Adultos, nomeadamente referindo as
áreas de Queimados, Cuidados Intensivos, Medicina
Física e Reabilitação e Pedopsiquiatria.
- No sentido dessa “maior individualização” a
Plataforma manifestou o seu entendimento sobre a
imprescindibilidade de um edifico pediátrico autónomo
(Hospital Pediátrico) comunicando com o hospital de
adultos e a autonomia de gestão da área pediátrica que
sublinhou ser absolutamente indispensável à defesa dos
interesses da criança. A Plataforma insistiu na
necessidade da completa separação funcional e
arquitectónica, entre crianças e adultos.
- A Srª Ministra mostrou entender a necessidade de
existir um “Quadro Pediátrico próprio”, a todos os
níveis, em particular nas valências e técnicas mais
complexas e especializadas. Referiu a necessidade de ter
os meios técnicos apropriados e individualizados para
todas as sub-especialidades com massa crítica suficiente
para justificar e rentabilizar os investimentos. A
Plataforma insistiu que tal deveria ser considerado,
nomeadamente em relação ao Serviço de Radiologia e
técnicas de hemodiálise que a Sra. Ministra, de
momento, admite comuns a crianças e adultos.
Reunião da Plataforma Cívica
com a Srª Ministra da Saúde
Entrega da Petição em defesa
do Hospital Pediátrico de
Lisboa a Sua Excelência o
Presidente da República
2
- A Sra. Ministra afirmou que iria reexaminar em detalhe
o Plano funcional actual e, face às preocupações da
Plataforma, lembrou que os aspectos arquitectónicos
ainda estão por definir. Avançou que o menor número de
camas pediátricas previsto resultava da actual duração
dos internamentos no Hospital, que considerava longa, e
da aposta na Cirurgia Ambulatória.
- A Srª Ministra assegurou que estava salvaguardada a
preocupação da Plataforma sobre o actual edifício do
Hospital de D. Estefânia e terreno envolvente que nunca
serão alienados para negócios imobiliários, continuando
dedicados à causa da criança, havendo já contactos com
a Câmara Municipal de Lisboa nesse sentido.
- A Plataforma considera a reunião globalmente positiva,
pesem embora as discordâncias manifestadas e
indefinições existentes. Nestas condições, urge divulgar
um novo plano funcional que, desde inicio, esteja
acessível ao Corpo Clínico do Hospital de Dona
Estefânia, evitando o mal-estar e suspeições sobre a
aparente continuidade do Plano Funcional actualmente
conhecido e rejeitado por vários sectores técnicos e
políticos. Neste panorama, estranha-se que
Coordenadores/Directores de Serviço do Hospital de D.
Estefânia continuassem a ser abordados pelo Conselho
de Administração para opinar sobre aquisição de
equipamentos para o futuro Hospital de Todos os Santos
com base num plano funcional que, como se viu, está
desactualizado e ultrapassado.
- A Plataforma colocou-se ao dispor da Srª Ministra para
eventuais reuniões/esclarecimentos, só úteis após
divulgação do novo plano funcional ao Corpo Clínico do
Hospital de Dona Estefânia.
A Plataforma Cívica: Ana Soudo (Fisiatria), António Gentil
Martins (Cirurgia), Carlos Azevedo (Capelania), Fátima Alves
(Cirurgia), José Pedro Vieira (Neuro-Pediatria), Pedro Paulo Mendes
(Radiologia), Teresa Rocha (Anestesia)
Em 15 de Julho, a Plataforma Cívica interveio na Sessão
da Assembleia Municipal de Lisboa (AML) e, perante os
órgãos da CML e formações políticas representadas,
alertou para a desclassificação da cidade de Lisboa
quanto à assistência pediátrica especializada se, como
projectado, o Hospital de Todos os Santos-Chelas leve à
destruição do Hospital de Dona Estefânia sem criar um
novo Hospital Pediátrico em Lisboa. A Presidência da
AML enviou as nossas questões aos órgãos adequados
solicitando respostas que, igualmente, aguardamos.
Contacte-nos pelo e-mail: estefania.boletim@gmail.com
Ficha Técnica: Edição da Plataforma em Defesa do Património do Hospital de Dona Estefânia e de um
novo Hospital Pediátrico para Lisboa; Coordenador de edição: Mário Coelho; Formatação: Miguel Félix;
Distribuição gratuita em papel e via Internet
Opinião: “Que linda janela virada para o rio”
-Ainda a Reunião do Conselho de Administração
com os profissionais do Hospital (Junho 2008)
Nós, os menos esclarecidos, ficámos a saber, na reunião
promovida pelo Conselho de Administração (CA), que
os mais esclarecidos não sabem muito bem o que fazer...
Verificou-se existir uma confusão generalizada entre
“ambiente” e “espaço” e, sem nunca se esclarecer o que
é o “espaço” ou “ambiente” pediátrico, assim se
desenrolou uma reunião de mais de três horas falando
sobre este tema. Ficámos com a vaga ideia de que existe
uma preocupação sim, com o “espaço” e o “ambiente”
pediátrico e que ninguém quer misturar crianças com
adultos; mas, de acordo com o plano funcional do futuro
Hospital de Todos os Santos, em tudo o que são
especialidades “transversais”, aí, aparecem misturadas
as crianças e os adultos, numa promiscuidade
permanente e, para mim, condenável. Ficam assim o
“espaço” e “ambiente” pediátricos confinados aos
sanitários com 20 cm de altura, enorme preocupação
revelada no referido plano?
Na campanha promocional do Hospital de Todos os
Santos fala-se de História, mas da nossa história, de anos
de diferenciação, custeados pelos profissionais das
especialidades “transversais”, para conseguirmos uma
equipa dedicada exclusivamente à pediatria, ninguém
fala com o respeito que as crianças merecem.
O Departamento, ou Pólo, ou lá o que chama hoje em
dia o Hospital Dona Estefânia, tem técnicos com
formação pediátrica como nenhuma outra instituição
neste País e deveria estar orgulhoso disso e prestar, a
quem não tem, estes serviços, essa mais valia poderosa que
são técnicos com "olho pediátrico" capazes de avaliar, picar e
tratar crianças e bébés....à primeira e com gosto.
Nós, os menos esclarecidos, ficámos a saber pelos mais
esclarecidos que o “número de crianças está a diminuir
no País, que essas crianças são mais
saudáveis....portanto não precisam de tanto espaço...”
Oh! Sr. Dr Dirigente., olhe que os meninos são menos,
mas os que adoecem estão mesmo doentes, têm
síndromas complicados, muitos têm malformações e
doenças crónicas. Não há nenhuma enfermaria deste
hospital onde se entre que não se reconheça 2 ou 3 dos
doentes que lá estão! Resumindo:
- Existe um plano funcional para o futuro hospital mas
tudo o que tem a ver com o funcionamento são questões
de pormenor e ainda não estão pensadas.
- Não nos temos que preocupar porque o novo Hospital
vai ser o “Máximo” e tudo vai ser bonito....
Uma sugestão: quando abrirem concurso para o
fardamento do pessoal do “ambiente” ou “espaço”
pediátrico, introduzam uns ténis de “rodinhas”; é que vai
facilitar! Além disso, eu diria, dá “ambiente” pediátrico.
Ah! É verdade, o que mais gostei na vossa apresentação
virtual foi ... daquela linda janela virada para o rio.....
Xana MC – Terapeuta Ocupacional HDE
A Plataforma Cívica na Assembleia
Municipal de Lisboa

Sábado, 27 de Setembro de 2008

Um novo Hospital Pediatrico para Lisboa , uma reevendicação já de 1953....





" Hospitais pediatricos são um direito de todas as crianças do mundo..."

Domingo, 7 de Setembro de 2008

Coimbra lutou pelo seu Novo Hospital Pediatrico e merecidamente o terá ! E Lisboa ?


O mesmo Ministro que assinou o fim do Hospital Pediátrico de Lisboa, em Coimbra disponibilizou verbas para uma mais rápida finalização do Novo Hospital Pediátrico! Uma incongruência,um golpe ao coração da pediatria portuguesa que urge corrigir!

História em dois capítulos :

1 :A LUTA

No Euro de 2004, Manuel Correia membro da Comissão de acompanhamento do novo Hospital Pediatrico de Coimbra escrevia:

O HOSPITAL PEDIÁTRICO DE COIMBRA
Manuel Correia

"O novo Hospital Pediátrico é um imperativo de cidadania que a todos e a todas deve unir"
A situação vivida em torno da construção do novo Hospital Pediátrico de Coimbra configura um claro e triste exemplo do que é a incapacidade e incompetência dos sucessivos detentores do poder executivo, no sentido de estabelecerem hierarquias de prioridades que respondam, de facto, às reais necessidades e verdadeiros interesses colectivos.
A gravidade da situação não é de molde ao exercício da demagogia. Porém, fica-nos um profundo amargo de boca ao constatar o novo-riquismo e esbanjamento de recursos públicos em torno do Euro 2004. Triste espectáculo de insensibilidade e insanidade que levou à construção de mais estádios do que os necessários e a gastar dinheiro que não tínhamos, qualquer coisa como 1035 milhões.
Para gáudio de alguns milhares de adeptos mobilizaram-se vontades, asseguraram-se financiamentos, hipotecaram-se investimentos nas autarquias. De 15 em 15 dias acorrem as multidões rejubilando com as vitórias, entristecendo com as derrotas. A cidade e os cidadãos pouco ou nada ganharam.
Ao Hospital Pediátrico de Coimbra também, diariamente, acorrem multidões de crianças, famílias e equipas de profissionais dedicados e empenhados. Os primeiros chegam carregando a ansiedade, o receio e a esperança de vitória sobre a sorte adversa. Os segundos, sabem que os espera mais um difícil desafio, diariamente acumulam stress, carregando frustrações de promessas adiadas. Entram em campo e tudo esquecem, empenhando-se com energia e denodo procuram vencer os adversários mais resistentes de patologias e enfermidades várias. A crónica falta de condições físicas, materiais e humanas, não poucas vezes, dificulta-lhes o driblar da doença, impondo-lhe uma inexorável derrota. Todos os dias, crianças, famílias e profissionais saem ora rejubilando com as vitórias alcançadas, ora vergados pela tristeza da derrota pontual......
Estádio de futebol e Hospital Pediátrico são bem o espelho da nossa sociedade e da nossa cultura. A diferença de tratamento, a hierarquia de prioridades, a falta de vontade no desbloqueamento de situações, deixa-nos chocados, mas não imobilizados.
. Era e é um problema de saúde para a sua população. A cidade e a região devem unir-se mais uma vez e com redobrada energia para defender um projecto que não é apenas de Coimbra mas de toda uma região e do país. O novo Hospital Pediátrico é um imperativo de cidadania que a todos e todas deve unir.
JN - Manuel Correia, Membro da Comissão de Acompanhamento do Hospital Pediátrico de Coimbra #





2- A VITÓRIA DA RAZÃO EM COIMBRA E EM LISBOA UMA CONTRADIÇÃO INEXPLICAVEL QUE URGE DESFAZER

O mesmo Ministro Correia de Campos que assinou a diluição ( DESTRUIÇÃO) do Hospital Pediátrico D. Estefânia no Centro Hospitalar, antes de se demitir, em visita ao Hospital Pediátrico de Coimbra assumiu o compromisso explicito de abreviar a sua construção : (Artigo do J.N. )

-

"O Ministro da Saúde anunciou esta sexta-feira a antecipação em dez meses do prazo de conclusão do novo Hospital Pediátrico de Coimbra, que assim ficará pronto em Junho de 2009, noticia a agência Lusa.

Actualmente, a obra, cujo valor ascende a quase 45 milhões de euros, encontra-se executada em 34 por cento, mas hoje foi assumido publicamente um compromisso com o empreiteiro para encurtar os prazos, que estavam fixados em Maio de 2010.

«Há um duplo compromisso», declarou Correia de Campos durante a visita à obra, admitindo que a avaliação que irá ser feita sobre os benefícios e custos da antecipação apontem para «um equilíbrio, um resultado neutro».

Obra já teve vários atrasos

Confrontado com os atrasos que esta obra já teve, devido a imprevistos surgidos ao longo da execução dos trabalhos, nomeadamente com as linhas de água no subsolo, o governante salientou que o seu interesse «não é escarafunchar no passado», mas viabilizar o mais rápido possível um equipamento para as crianças da Região Centro.

Na opinião do ministro, é possível também, durante a obra, ir instalando os equipamentos, para que entre em funcionamento de imediato, ou pouco tempo depois. Os equipamentos para o novo Hospital Pediátrico de Coimbra estão orçados em 25 milhões de euros.

O mesmo assunto foi retomado por Correia de Campos na visita que efectuou ao actual Hospital Pediátrico de Coimbra, onde não chegou a realizar-se a anunciada ligação de telemedicina com Angola, que o iria pôr em contacto com o ministro da saúde angolano, devido a um problema técnico - uma ruptura num cabo óptico.

Correia de Campos referiu ser possível uma aquisição antecipada dos equipamentos para o novo hospital e exortou os presentes a colaborarem nesse processo, para acelerar a sua entrada em funcionamento.

163 camas para doentes
..........
«Não venho aqui assumir o compromisso, e que vocês fiquem de asa solta a fazer críticas» observou em relação ao novo hospital, que terá 163 camas para doentes, e uma área de construção de 90 mil metros quadrados.
O Hospital Pediátrico de Coimbra (HPC) e o Hospital Pediátrico David Bernardino, de Luanda, inauguraram no início de Novembro último uma consulta de telemedicina, que já permitiu avaliar os casos clínicos de 34 crianças em 8 sessões semanais


CONCLUSÃO:

Do acima exposto depreende-se que não existiu uma linha coerente de actuação relativamente aos cuidados Hospitalares de Saúde Terciários em Pediatria :
Lisboa a Capital do Pais ficaria destituída do Hospital Pediátrico mais antigo da Península Ibérica ao contrario de Coimbra e Porto que merecidamente e por esforço próprio terão os seus novos Hospitais Pediatricos.
Aguardamos assim com esperança do Novo Ministério uma declaração Publica de sinal contrário e que venha a desfazer este paradoxo inexplicavel que constitue um golpe no coração da Pediatria Portuguesa.
É obrigatório desde já reinstituir a autonomia e identidade Pediatrica dos orgãos de decisão do Hospital de D. Estefânia !

Apoia a Plataforma na luta por um Novo Hospital Pediátrico para Lisboa !

Nota: Artigos publicados e transcritos da Net. Omitimos alguns parágrafos alheios ao tema em discussão.

Quinta-feira, 24 de Julho de 2008

INFORMAÇÃO DA REUNIÃO "PLATAFORMA" COM A SRA. MINISTRA DA SAÚDE

Reunião da “Plataforma” com a Sra. Ministra da Saúde
Em 15 de Julho de 2008

Este encontro decorreu em ambiente de grande cordialidade e disponibilidade, resultando num diálogo aberto e construtivo. Nela estiveram presentes a Senhora Ministra, Dra. Ana Jorge e a sua Chefe de Gabinete e, em representação da Plataforma, Ana Soudo, António Gentil Martins, Fátima Alves e Pedro Paulo Mendes.
A Sra Ministra foi informada da existência de um abaixo assinado com mais de 76.000 assinaturas, dirigido ao Senhor Presidente da República, sendo-lhe entregue o “Manifesto” da Plataforma, representando as preocupações quanto ao futuro da Assistência Hospitalar Pediátrica especializada, no previsto Hospital de Todos os Santos, face ao Plano Funcional oficialmente conhecido.
Face ás dúvidas e objeções apresentadas, a Sra. Ministra recordou que, ao assumir as suas funções, encontrou um projecto já em andamento, não o conhecendo em todos os pormenores, mas para o qual (o que já em parte fizera), defenderia o primado da assistência pediátrica em ambiente próprio e com técnicas especializadas, salvo raras excepções muito pontuais e devidamente justificadas.
Ficou desde logo a saber-se que o plano divulgado já não era válido e que a própria Sra. Ministra já tinha encontrado várias discordâncias, tendo uma posição favorável “à maior individualização possível” entre Serviços de Crianças e de Adultos, nomeadamente referindo as àreas de Cuidados Intensivos, Queimados, Medicina Física e Reabilitação e Pedo-Psiquiatria.
É no sentido desta “ maior individualização possível” que a Plataforma manifestou a sua clara preferência, não só por um edifício autónomo ( embora com fácil ligação ao Hospital de adultos ), como também por uma autonomia de Gestão da área Pediátrica, indispensável para uma mais completa defesa dos interesses da criança. A Plataforma insistiu pois na necessidade da existência de uma clara separação, não só funcional mas mesmo arquitetónica, entre crianças e adultos.
Mostrou entender a necessidade de existir um “Quadro Pediátrico próprio”, a todos os níveis, em particular nas valências e técnicas mais complexas e especializadas. Referiu nomeadamente a necessidade de ter os meios técnicos apropriados e individualizados para todas as sub-Especialidades com massa crítica suficiente para rentabilizar os investimentos. Isto poderá vir a ter de ser considerado, nomeadamente em relação ao Serviço de Radiologia, que a Sra. Ministra, neste momento, pensa comum ( bem como o de Hemodiálise ).
A Sra. Minstra afirmou que iria de novo examinar em detalhe o Plano funcional actualmente existente, face ás posições definidas pela Plataforma, lembrando que os aspectos arquitectónicos ainda estão por definir.
Comentou também que o menor número de camas previsto para as crianças resultava dos internamentos, que se consideravam excessivamente longos no Hospital de D. Estefânia,e da aposta na Cirurgia Ambulatória.
Finalmente assegurou que o actual edifício do Hospital de D. Estefânia e o seu terreno envolvente, nunca seriam alienados para negócios imobiliários, continuando dedicados á causa das crianças ( referindo mesmo contactos já havidos com a Câmara Municipal de Lisboa ).
Os Membros da Plataforma presentes na Reunião pensam que ela foi, globalmente, positiva, pesem embora as indefinições e discordâncias, ainda aparentemente existentes. Nestas condições considera-se que urge oficializar um novo plano funcional e que este deve ser de fácil e prévio livre acesso ao Corpo Clínico do Hospital, evitando os mal-entendidos que resultam de uma aparente continuidade do projecto actualmente conhecido ( dado que vários Coordenadores - Directores de Serviço do Hospital de D. Estefânia foram já chamados a pronunciar-se sobre a aquisição de equipamentos para o futuro Hospital de Todos os Santos ).
A Plataforma colocou-se incondicionalmente ao dispor da Sra. Ministra para novas Reuniões, só úteis após ser conhecido o novo plano funcional, supostamente, definitivo.

A Plataforma

Documento entregue à Sra. Ministra da Saúde:
"Construímos esta Plataforma Cívica porque:
Somos defensores
:
- Do direito de Lisboa ( e do Sul do País) a ter um Hospital Pediátrico especializado, conceptual e tecnologicamente moderno e avançado, de acordo com os superiores interesses da criança, como vem sucedendo na esmagadora maioria das grandes cidades da Europa e da América do Norte, no espírito que levou à criação do Hospital de D.ª Estefânia por D.Pedro V e de acordo com os desejos de sua mulher, a raínha D.ª Estefânia, há cerca de 130 anos.
- Do direito das crianças a terem um espaço próprio, com ambiente hospitalar adequado, construído e organizado por forma a propiciar o respeito integral pelas suas particularidades, físicas e psicológicas. Isso implica a concentração de meios, a nível transversal e vertical, de todas as áreas de assistência e apoio necessárias à criança e ao adolescente (mas sem que transversalidade possa significar partilha com adultos, como por vezes sugere o plano do futuro Hospital de Todos os Santos).
- Que os planos para a saúde materno-infantil devem nortear-se por directrizes que contemplem não só o presente, mas sobretudo o futuro. E nesse aspecto também um Hospital Pediátrico é prioritário, num País que justifica, justa e realisticamente, promover a natalidade.
- Que o actual espaço ocupado pelo Hospital de D.ª Estefânia é património cultural e afectivo da criança, da cidade e mesmo do País, há 131 anos (sendo um dos mais antigos da Europa), e que a ela deve manter-se dedicado, mesmo se o hospital pediátrico que defendemos possa vir a concretizar-se noutro local, reconhecendo as vantagens que poderão advir da proximidade (mas objectiva separação)com um Hospital para adultos.
Discordamos:
- Que o Hospital de D.ª Estefânia possa eventualmente ser transformado em mais um Serviço de Pediatria Médico-Cirúrgica, agregado ao futuro Hospital de Todos os Santos, com a condição da criança afastada dos núcleos de decisão. Um abaixo-assinado, com mais de 76 000 assinaturas, vem certamente dar razão a esta discordância.
Consideramos:
- Que o Plano Funcional apresentado para o futuro Hospital de Todos os Santos é redutor, não só na essência, como nos conteúdos, devendo ser radicalmente alterado, como aliás os seus promotores terão já reconhecido. Pretendendo apresentar-se como um Hospital "de ponta" subverte a continuidade da personalização dos cuidados necessários, da doença aguda até aos cuidados de recuperação e convalescença, podendo assim lesar gravemente a relação afectiva entre Profissional de Saúde/Doente/ Família, já natural e inicialmente estabelecida.
- Que se desconhecem eventuais parcerias a negociar para o financiamento e manutenção funcional das novas estruturas e eventuais condicionamentos com efeitos negativos na Assistência Pediátrica, mas foi positiva a afirmação pública da Sr.ª Ministra da Saúde, de que o actual espaço do Hospital D.ª Estefânia se manterá ao serviço da criança.
- Que será sempre uma mais-valia importante, uma estreita colaboração e uma articulação efectiva e eficaz entre o novo Hospital Pediátrico (Hospital D.ª Estefânia) e o novo Hospital de Adultos (Todos os Santos) e até nada obsta a que existam áreas partilhadas, como Biblioteca, refeitório, etc, desde que sem prejuízo na autonomia do que é específico dos interesses da criança.
Concluíndo:
Os superiores interesse da criança e do adolescente impõem a existência, em Lisboa, de um Hospital Pediátrico Polivalente, conceptual e tecnologicamnete moderno, com verdadeira autonomia técnico-administrativa.
"
Os Promotores da Plataforma.

Quinta-feira, 17 de Julho de 2008

Boletim nº3 - 131 Anos - Comemorar o Aniversario e Defender o Hospital Pediátrico !





Meu caro Hospital (Carta aberta)

A 17 de Julho de 2008 completas 131 anos de assistência às crianças doentes de Lisboa e do País e a
milhares de bebés que ajudaste a nascer. Seria justo motivo de comemoração mais de um século de
relevantes serviços ao País como “Hospital das crianças de Lisboa” e de símbolo de confiança para muitas
gerações de portugueses que te têm como referência de qualidade no cuidados à criança e à grávida e de modelo
de ambiente pediátrico.
Mas se, no actual processo da tua extinção e para glória do tratamento das crianças nas unidades de adultos do
futuro Hospital de Todos os Santos, te amputaram dos órgãos próprios de gestão e agora
aguardas na fila dos adjuntos do Centro Hospitalar de Lisboa-Centro por orientações nos cuidados à criança,
te retiraram autonomia de decidir sobre a forma de cuidar das crianças e já são agora os especialistas de
adultos que têm a última palavra, te desvalorizaram comissões de apoio e controlo técnico do hospital pediátrico e as aboliram ou subordinaram a comissões de adultos, te extinguiram os órgãos de opinião médica,
te destruíram a hierarquia técnica abolindo os Directores dos Serviços clínicos, transformando-os em
“Coordenadores” como se as equipas médicas fossem meras repartições administrativas,
te nomearam directores de serviços de adultos de outros hospitais (que a maioria dos nossos profissionais
não conhece nem sabe onde se encontram) como teus novos directores em quem, naturalmente, se deveria
confiar como vozes experientes e conhecedoras nas decisões médicas sobre doentes pediátricos complexos,
e agora, te vigiam serviços de perfil pediátrico com recurso a delegados disciplinadores vindos do exterior,
te enxotam os dadores benévolos de sangue e extinguem serviços que adquiriram acreditações
internacionais especificas de qualidade pelos seus elevadíssimos padrões de tratamento de crianças e
grávidas, passando a depender de hospitais de adultos sem qualquer acreditação, te mantêm a maternidade na indefinição e os seus profissionais expostos ao despojo por parte de serviços de outras instituições, te colocam em retrocesso evolutivo os profissionais diferenciados, que voltarão a tratar também de adultos e idosos doentes após muitos anos de investimento pessoal e treino técnico especializado na patologia da criança, então, desventurado Hospital de Dona Estefânia, apenas
exorto a Rainha Dona Estefânia pelo seu exemplo, os milhares de médicos, enfermeiros, técnicos, educadores,
administrativos, auxiliares e benfeitores que ao longo dos teus 131 anos ajudaram a criar e desenvolver o que
ainda hoje és e ... sinceramente, este ano não vejo que velas te irão apagar, nem tenho coragem de te iludir com
uma canção de parabéns.
Talvez para o ano!?

PS: quis enviar-te esta carta pessoal, mas como já não tens endereço nem órgãos próprios que te representem, optei por uma
“carta aberta”, esperando que a possas receber algures. Mário Coelho – Pediatra

“A coisa pior não é não ter conseguido; é nunca sequer ter tentado”

Há mais de 130 anos que aplica e desenvolve um modelo assistencial e de cuidados em ambiente
pediátrico próprio que sempre o diferenciou das restantes unidades hospitalares e o colocou no
imaginário colectivo dos cidadãos e das famílias como o “Hospital das crianças de Lisboa”. Aí são anualmente
realizados centenas de milhar de atendimentos, actos clínicos e exames, desde consultas em mais de 60 áreas
diferenciadas na saúde da criança, até actos de complexidade técnica e graus de intervencionismo
elevados, realizados por profissionais integralmente dedicados à saúde do feto, recém-nascido, criança e
adolescente, em condições que tendem a respeitar a natural bio-psico-especificidade desses doentes.
A reforma dos velhos Hospitais Civis de Lisboa, programada há mais de 50 anos e agora iniciada num
contexto económico particularmente desfavorável e numa onda gestionária de forte componente
economicista, tem como dano colateral o encerramento da actividade assistencial do Hospital
de Dona Estefânia e com ele, o fim do modelo de cuidados pediátricos integrais especializados que
constitui, só por si, um patamar civilizacional que deveria orgulhar a nação que o possui e os cidadãos que
dele desfrutam.

Hospital de Todos os Santos: opção redutora
Existem muitas alternativas de reforma do actual parque hospitalar de Lisboa e em particular dos seus velhos
Hospitais Civis. A localização ocidental proposta há décadas para a zona de Chelas, numa altura em que a
grande Lisboa era muito diferente da actual, tal como a configuração do futuro hospital geral de Todos os
Santos num modelo de meados do século passado e típico de hospitais periféricos são muito discutíveis e
vão originar significativos desequilíbrios na cobertura assistencial das populações, não só a pediátrica mas
de todos as idades. Nesse sentido, o novo hospital geral de Todos os Santos, em Chelas, a manterem-se os planos
actuais, será mais um “elefante branco” na negação do que deveria ter sido aprendido em casos anteriores e
uma opção muito questionável quer no seu plano financeiro e gestionário quer nos resultados sobre o
ordenamento da própria Cidade.
Os dirigentes não são donos do País nem das suas instituições, mas sim administradores da coisa pública
por delegação temporária dos cidadãos. Nesse sentido, não deveriam fechar, abrir ou substituir instituições
sem a demonstração cabal das razões e vantagens e sem ter em conta as implicações históricas, de utilidade
e sustentabilidade imediata e futura das suas acções. Uma vez que o Estado não dá sinais de se recordar
destes factos, resta aos cidadãos fazer uso do seu direito cívico de intervir pelas vias ainda possíveis para opinar
sobre o único cenário presente, o do projecto do futuro hospital geral em Chelas, designado por “Hospital de
Todos os Santos”.

Que defende a Plataforma Cívica e os milhares de subscritores da Petição?
De forma sintética, os objectivos da Plataforma Cívica e da filosofia da Petição podem organizar-se em dois eixos
de conceitos e valores ligados entre si: a defesa do património do Hospital de Dona Estefânia e a
concretização de um novo Hospital Pediátrico para Lisboa. Em cada um destes aspectos defendemos que:

1 – Quanto ao património do Hospital de Dona Estefânia:
- se mantenha o espaço do Hospital como um património da criança, da sua dignidade e da sua
condição. Nesse conceito incluiu-se a possibilidade de ai se instalarem instituições e equipamentos de apoio e
defesa da criança, na vertente da saúde (como a doença crónica ou exigindo reabilitação prolongada), ou outras.
- o espaço e os edifícios não sejam alienados aos interesses imobiliários e à pressão do estacionamento
na zona e se mantenha na esfera pública essa herança nacional e intergeracional com mais de 130 anos.
- se preserve o espaço patrimonial religioso único e se respeite gerações de cidadãos que veneram este local
com fé e a memória das crianças videntes de Fátima. - a designação de Dona Estefânia se mantenha em
qualquer estrutura futura a instalar no espaço, tenha ela a forma de Fundação, Instituto público ou outra.

2 – Quanto ao novo espaço hospitalar de Chelas para onde se propõe transferir o que restar do
Hospital de Dona Estefânia:
O que define o Hospital das crianças de Lisboa não são as paredes onde se aloja, sejam elas de moderna
fibra de vidro ou de antiga alvenaria. O seu elemento caracterizador é o serviço ímpar que presta à
população, através do exercício de um modelo único de cuidados prestados em ambiente pediátrico
adequado como tem vindo a ser conseguido ao longo de décadas de desenvolvimento da medicina especializada
do feto, do recém-nascido, da criança e do adolescente.
Nesse sentido, defendemos como mínimo aceitável que:
- sejam consideradas as orientações base do documento técnico elaborado pela Comissão Médica
do Hospital de Dona Estefânia em 2006 (Ver Boletim ”A Estefânia-No1, Maio 2008).
- o Hospital de Dona Estefânia seja transferido na sua totalidade e diferenciação pediátrica, sem mais
perdas, para um edifício autónomo e desenhado exclusivamente para as especificidades da assistência
à criança e que concretize a desejada criação de um novo Hospital Pediátrico de Lisboa. Por todas as razões,
nada vemos que se possa opor a que esse novo hospital se continue a designar por Hospital de Dona Estefânia.
- o novo hospital pediátrico de Lisboa concretize os nossos desejos de modernização e uma verdadeira
diferenciação assistencial que, dentro de expectativas realistas de desenvolvimento dos equipamentos
específicos para a pediatria, tenha a criança doente como elemento central e não como um parceiro
acidental de utilização de equipamentos adquiridos para adultos e “ajeitados” para as características da criança.
Sempre defenderemos que a criança tem identidade e dignidade próprias e não deve ser tratada como
consorte ou titular menor de direitos de cidadania.
- o novo Hospital Pediátrico de Lisboa disponha dos meios de diagnóstico e tratamento próprios para as
crianças e que a regra seja a de usufruir de ambiente e espaço pediátricos enquanto dura a sua estadia e
contacto com o hospital. Essas premissas devem verificar-se em internamento, consulta, urgência,
hospital de dia, intervenções cirúrgicas, técnicas invasivas ou exames especiais. Só evoluindo nesse
sentido e concretizando que o “ambiente pediátrico” envolve profissionais, pais e acompanhantes, se pode dar
lugar à modernidade e se contraria o inexplicável retrocesso que o plano funcional do futuro Hospital
de Todos os Santos encerra ao ignorar a especificidade da criança e das famílias nestes
vectores. Só em casos excepcionais de inexistência de alternativas pediátricas num futuro previsível, será licito
estabelecer a indispensável parceria com as unidades de adultos, tendo em conta que, ainda assim, a regra a
perseguir deve ser a dos técnicos de adultos se deslocarem ao hospital pediátrico e não o contrário.
- o novo Hospital Pediátrico de Lisboa possua uma ligação fácil, interna e exclusiva ao(s) edifício(o) do
hospital de adultos e sejam considerados espaços quer para respostas de segurança a catástrofes locais e às
especificidades de controlo de pânico e evacuação de crianças, quer para o crescimento e desenvolvimento
do Hospital pediátrico nas décadas seguintes. Tal facto não exclui, antes pelo contrário, que existam espaços
comuns no novo pólo hospitalar que congreguem todos os profissionais e produzam economias benéficas de
escala, tais como: biblioteca, refeitório, anfiteatros, áreas de ensino, serviços administrativos, segurança, etc.
desde que as crianças não sejam penalizadas colateralmente.
- os profissionais que irão cuidar das crianças continuem a dispor da preparação técnica
apropriada e estejam imbuídos da indispensável vocação para este grupo etário, não sendo permitido o
“aproveitamento” de quaisquer outros funcionários para cuidar de crianças em escalas episódicas ou de
conveniência. Nesse sentido, o quadro de pessoal próprio do Hospital Pediátrico é uma necessidade de
qualidade e um factor indispensável do envolvimento dos profissionais e da sua dedicação e evolução na
patologia da criança.
- as comissões técnicas que lidam com situações próprias da pediatria e que raramente ou nunca se
encontram na medicina de adultos, sejam compostas por profissionais com formação, treino e experiência
pediátrica comprovada, como são os casos das Comissões de Ética, Farmácia e Terapêutica,
Humanização, etc.. A curta experiência de não aceitação inicial desta lógica pelos dirigentes do actual Centro
Hospitalar de Lisboa, acabou por levar à recente nomeação de subcomissões pediátricas específicas
como, em devido tempo, tinha sido aconselhado pela Comissão Médica do Hospital de Dona Estefânia.

A Plataforma Cívica

Visite o site da Plataforma Cívica em
www.campanhapelohde.blogspot.com

Opinião: “Assistência Pediátrica especializada: Lisboa capital do
3o Mundo?”
O futuro Hospital Geral de Todos os Santos-Chelas, com inauguração prevista para 2012 (?), tem sido
pomposamente apresentado como um grande e moderno hospital que irá “permitir” o encerramento de quatro
hospitais de Lisboa, incluindo o único hospital pediátrico da cidade e da zona sul do país – o
Hospital de Dona Estefânia. No projecto do novo hospital apenas ficará um bloco para a criança
encaixotado numa construção em tudo projectada para adultos e em que as crianças terão de repartir
múltiplos espaços, circuitos, técnicos e aparelhos, com adultos e idosos. O anúncio tem sido repetido e
acompanhado pelo alto som das trombetas, procurando tornar inaudível qualquer reflexão técnica e cívica sobre
os danos concretos que mais um “elefante branco” trará, quer para o País, a cidade de Lisboa e a rede
pública de cuidados de saúde, quer para a assistência e a condição da criança de toda a zona sul do País.
Dada a amplitude dos prejuízos já identificados e rejeitados por dezenas de milhares de cidadãos (ver
Petição com mais de 76.000 assinaturas: Boletim No1-Maio- 2008), vários responsáveis políticos e institucionais
começam a despertar para, pelo menos, ouvir o que se passa sob a espuma propagandística. Esse dado é um
sinal de esperança no melhor funcionamento da nossa democracia com maior participação dos cidadãos e no
primado do interesse da comunidade.

Neste número 3 de “A Estefânia” apenas mencionarei alguns factos que, por excessiva boa fé de uns,
desactualização de conceitos ou linear ignorância de outros, constituem ameaças maiores à condição
futura das nossas crianças.
Ao destruir o único hospital pediátrico especializado da zona sul do País – O Hospital de Dona Estefânia –
reduzindo-o a um espaço diluído, física e funcionalmente, no futuro hospital geral de Chelas,
afirmando a sua adequação à pediatria e ao ambiente pediátrico especializado com base em actos de fé sem
consistência argumentativa validada quer pela experiência, quer pela evolução dos padrões da
assistência à criança a nível do mundo desenvolvido, os decisores colocam Portugal e a cidade de Lisboa ao
nível dos padrões conceptuais do 3o Mundo. Portugal e a sua capital constituirão um novo “caso estudo” de
como um país da Europa e do mundo desenvolvido, ocupando um lugar invejável no ranking mundial da
saúde muito à custa da espectacular melhoria dos índices de saúde infantil, adoptará os conceitos sanitários do
subdesenvolvimento na assistência à criança. Podem transmitir-nos que os males da extinção do
hospital pediátrico de Lisboa serão “compensados” pelo acervo tecnológico do novo hospital geral de Chelas,
mistificando o facto de um edifico novo, eventualmente bem equipado, não ser sinónimo de
um hospital moderno. O que faz a modernidade de um hospital é o exercício de conceitos modernos da
assistência médica especializada, nomeadamente pediátrica e essa terá de ser realizada em ambiente
pediátrico próprio, autónomo e protegido, levada à prática por profissionais com diferenciação e treino
pediátricos e suportada por equipamentos adequados e não “ajeitados” dos adultos. Pode mesmo o Plano
Funcional–“Anexo Pediátrico” prometer que o ambiente pediátrico do novo hospital geral de Chelas vai ser
muito mais que “Patos Donald” ou “Dragon Balls” espalhados generosamente pelas paredes e que também
estão previstas sanitas pequenininhas para atender às especificidades dos pequenininhos doentes. Mas mesmo
que tudo seja fervorosamente explicado sobre a extinção do Hospital Pediátrico de Lisboa, ainda ficará por
explicar porque é que, em termos de opções de saúde pediátrica especializada, Portugal com a sua cidade
capital passam a integrar o grupo de países sem hospitais pediátricos identificados (Quadro 1), boa
parte dos quais pertence ao 3o Mundo em índices de desenvolvimento humano, mortalidade infantil e
materna e, parte deles, têm regimes que ignoram grosseiramente necessidades e a opinião dos seus povos.

Quadro 1:Países SEM hospitais pediátricos
identificados
Andorra, Antiqua e Barbuda, Argélia, Bahamas, Barbados,
Barém, Belise, Benim, Botswana, Brunei*, Butão, Cabo-Verde, Camarões, Catar, Cazaquistão, Chade, Chipre,
Comoros, Costa do Marfim, Djibuiti, Eritreia, Estónia, Fidji, Gambia, Gana, Grenada, Guatemala*, Guiné, Guiné-Bissau,
Guiné Equatorial, Honduras, Iémen, Ilhas Marshall, Ilhas Salomão, Kiribati, Kuwait*, Laos, Lesoto, Malásia, Malawi,
Maldivas, Malta, Maurícias, Mauritânia*, Micronésia, Moçambique, Namíbia, Nauru, Oman, Palau, Papua Nova-
Guiné, Quirguistão, Republica Centro Africana, Republica Democrática do Congo, Santa Lúcia, São Marino, São Tomé e
Príncipe, São Vicente e Granadinas, Serra Leoa, Sheycheles, Síria, São Cristóvão e Nevis, Somália, Suazilândia, Suriname,
Tailândia, Tajiquistão, Timor Leste, Tonga, Turquemenistão, Tuvalu, Usbequistão, Vanuatu, Zâmbia, Zimbabwe.
*Com hospitais pediátricos em projecto ou construção actual Haverá que explicar também esta particularidade lusa
de divergir dos países desenvolvidos, muitos dos quais são origem de famílias com crianças que procuram o
nosso país como destino seguro e europeu de férias. Não haverá que questionar porque é que países como os
referidos no Quadro 2 têm vários (p.v. dezenas) hospitais pediátricos, uns recentemente reabilitados e
modernizados e outros em actual construção de raiz?

Quadro 2:Países COM hospitais pediátricos Países da Comunidade Europeia (Alemanha, Áustria, Bélgica,
Dinamarca, Eslováquia, Eslovénia, Espanha, Finlândia, França, Grécia, Hungria, Holanda, Irlanda, Itália, Letónia,
Lituânia, Luxemburgo, Polónia, Portugal-Lisboa*, Portugal- Coimbra, Reino-Unido, Republica Checa, Suécia,), países
candidatos à CE (Croácia, Turquia), África do Sul, Albânia,Argentina, Arménia, Austrália, Brasil, Burundi, Canadá, Chile,
China, Cuba, Egipto, EUA, Índia, Indonésia, Israel, Marrocos, México, Nova Zelândia, Panamá, Peru, Porto Rico, República
Dominicana, Roménia, Rússia, Suiça, Tunísia, Ucrânia, Uruguai, Venezuela, Afeganistão, Angola, Arábia Saudita,
Azerbaijão, Bangladesh, Bielorrússia, Bolívia, Bósnia, Burkina Faso, Cambodja, Colômbia, Congo, Coreia do Norte,
Coreia do Sul, Costa Rica, El Salvador, Equador, Etiópia, Gabão, Geórgia, Haiti, Hong-Kong, Irão, Iraque, Jamaica,
Japão, Jordânia, Líbano, Libéria, Líbia, Macedónia, Madagáscar, Mali, México, Moldávia, Myanmar, Nepal,
Nicarágua, Nigéria, Paquistão, Paraguai, Quénia, Ruanda, Samoa Ocidental, Senegal, Singapura, Sudão, Tanzânia, Togo,
Trindade e Tobago, Uganda, Vietname. * Portugal-Lisboa deixará este grupo em 2012 e integra o Quadro 1

Será que tantos países desenvolvidos ainda não tiveram o privilégio de descobrir a premunição portuguesa na
extinção dos hospitais especializados na saúde da criança? Ou será que os seus decisores pensam e actuam
de uma outra forma que consideram mais adequada ao estatuto e necessidades dos seus pequenos cidadãos e
ao seu próprio futuro como país?

Perante esta situação, não haverá que reflectir, que pensar um pouco? Não haverá respostas a dar? Não
haverá que esclarecer quais a verdadeiras razões para se destruir um dos primeiros hospitais pediátricos da
Europa e do Mundo – o Hospital de Dona Estefânia, hospital pediátrico de Lisboa - e os seus conceitos de
assistência à criança, substituindo-o por um sector de um edifício em tudo equiparado a um hospital geral
periférico?. Os responsáveis políticos do País não terão de se esclarecer e de esclarecer sobre estas questões?

Mário Coelho-Pediatra (Apoiante da Plataforma)

Envie-nos as usas opiniões para o e-mail:
estefania.boletim@gmail.com

Ficha Técnica: Edição da Plataforma em Defesa do Património do Hospital
de Dona Estefânia e de um novo Hospital Pediátrico para Lisboa;
Coordenador de edição: Mário Coelho; Formatação: Miguel Félix;
Distribuição gratuita em papel e via Internet

Sexta-feira, 11 de Julho de 2008

Informações sobre a entrega do Abaixo Assinado e da divulgação e apoios a campanha

Muitos apoiantes têm indagado quando será entregue o Abaixo-assinado ao Presidente da Republica Portuguesa.

Esclarecemos que :

O Excelentíssimo Sr. Presidente da República Portuguesa, Professor Aníbal Cavaco Silva fez saber, na pessoa do Prof. António Gentil Martins que representou a plataforma nesta diligência, que:
" O Sr. Presidente terá muito gosto em vos receber e ouvir as vossas razões, solicitando contudo que previamente e por razão de protocolo institucional que antes fizemos chegar o Manifesto a Sra. Ministra da Saúde".
Por termos a mesma sensibilidade e confiarmos na capacidade de dialogo da actual Ministra , solicitamos a sua Secretaria, que fosse agendada uma entrevista com Dra. Ana Jorge , e que será (finalmente e depois de algum tempo de espera ) concretizada no próximo dia 15 de Julho.


Citando o Boletim Estefânia nº 2 (abaixo transcrito na integra):


"Ministra da Saúde recebe a Plataforma Cívica em 15 de Julho"
Por solicitação da Plataforma Cívica em Defesa do Património do Hospital de Dona Estefânia e de um novo Hospital Pediátrico para Lisboa (ver Boletim “A Estefânia” Nº1 Abril 2008), a Senhora Ministra da Saúde vai receber-nos no próximo dia 15 de Julho.
Na audiência procuraremos expor as razões de existência deste movimento resumidas no manifesto publicado No boletim nº1 “A Estefânia”
No próximo Boletim resumiremos o resultado dessa reunião.



Informamos ainda que a Plataforma, tem enviado o Boletim e Manifesto , para os diversos Partidos e grupos e comissões representadas na Assembleia da Republica e Governo na pessoa do Sr. Primeiro Ministro e organizações de apoio e defesa dos direitos da criança, e que a quase totalidade das entidades contactadas e nomeadamente o Sr. Primeiro-ministro, acusaram a recepção dos documentos por nos publicados e formal e atenciosamente, responderam-nos :
"agradecemos e será a dada a devida atenção a informação enviada"
(Este documentos estão no Arquivo da Plataforma e são de livre consulta)



Outras informações importantes:

"Após a entrevista do Grupo Municipal do PEV a elementos representantes da Plataforma de Defesa do património do HDE e de um Novo Hospital Pediátrico para Lisboa, foi apresentada na sessão de Assembleia Municipal de Lisboa, do dia 17 de Junho, uma Recomendação sobre o tema, que poderá ser consultada no URL http://pev.am-lisboa.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=179&Itemid=36

Esta recomendação em Defesa do Hospital Pediatrico, foi aprovada na Assembleia Municipal de Lisboa

A intervenção do Deputado Municipal Sobreda Antunes acerca da recomendação poderá também ser consultada no seguinte URL http://pev.am-lisboa.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=177&Itemid=33


Nota dos editores :
Nota 1:Informa-se ainda que resultados práticos de outras entrevistas concedidas pela Plataforma serão igualmente aqui divulgados.

Nota 2 : Aceitamos apoios em Defesa do Hospital Pediatrico, de todas as forças politicas e organizaçoes culturais ou religiosas.
Nesta plataforma podem coexistir as diversas sensibilidades ideologicas e religiosas. Todas estas divergências estão contudo fora do circulo transparente que nos une na acção e que é a defesa do Hospital Pediatrico de Lisboa.

Terça-feira, 8 de Julho de 2008

Leia e divulgue: Boletim Informativo nº2 " A Estefânia "



LEIA O BOLETIM E DESCUBRA PORQUE :

... nas próprias palavras do CA, os profissionais não devem ter qualquer medo em manifestar as suas opiniões sobre este ou outro assunto...

....Não aceito ser desvalorizada pelo facto dos doentes serem mais pequenos ou em menor número; exijo respeito pela minha diferenciação e quero melhorar, não piorar, a minha prestação profissional. Nos moldes actuais, o futuro é triste e peço que seja considerada a hipótese de criação de um Hospital Pediátrico onde continue a caber a Medicina de Reabilitação, como espaço e filosofia.....

....O meu receio é que as próximas revisões do Plano Funcional revelem igual menosprezo pelos envolvidos, numa lógica de tempo que apenas assiste interesses imediatos, mas pela qual a História nos vai penalizar por cúmplices, ainda que involuntários ou opositores. ....


Um Serviço de Radiologia Pediátrica não se confunde com um Serviço de Radiologia de Adultos

Misturar crianças com adultos doentes num mesmo Serviço de Radiologia desumaniza o atendimento e reduz as capacidades técnicas e profissionais. A imagiologia Pediátrica é muito diferente da do adulto, pois requer conhecimentos específicos no domínio da anatomia, fisiologia, fisiopatologia e patologia pediátrica.

...É à volta desse sorriso que a equipa de radiologia pediátrica se une. É difícil entender?....


NOTA EDITORIAL : " TU FAZES O QUE DEVES, O ESTADO FARÁ O QUE BEM ENTENDER...."

ARTIGOS PUBLICADOS NO BOLETIM Nº 2 :

-REUNIÃO DO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO COM OS PROFISSIONAIS DO HOSPITAL DE DONA ESTEFÂNIA

-"O PLANO FUNCIONAL DO FUTURO HTS E A ( RE) HABILITAÇÃO PEDIÁTRICA"

-UM SERVIÇO DE RADIOLOGIA PEDIÁTRICA NÃO SE CONFUNDE COM UM SERVIÇO DE RADIOLOGIA DE ADULTOS



TRANSCRIÇÃO NA INTEGRA DA EDIÇÃO :

Reunião do Conselho de Administração com os profissionais
do Hospital de Dona Estefânia

O sucesso do futuro Hospital de Todos os Santos, em Chelas, depende do empenho esclarecido dos profissionais que vão viver o complexo período de transição para um equipamento hospitalar que se promete fortemente tecnológico. No dia 4 de Junho, o Conselho de Administração (CA) do Centro Hospitalar de Lisboa-Central (CHL-C) realizou no Hospital de Dona Estefânia uma sessão de esclarecimento sobre o futuro hospital de Chelas. Focaram-se vários aspectos positivos que apraz registar e outros tantos negativos sob assistência pediátrica que não foram esclarecidos nem fundamentados.
Assim ficámos a saber que:
- a presença de mais de 200 profissionais demonstrou a inquietação e o empenho do Hospital nestas questões, realçando-se o ambiente sereno e construtivo da sessão.
- o CA está disponível para qualquer explicação e fará as sessões que forem necessárias para responder às preocupações do Hospital, objectivo expresso da nossa Plataforma e dos Boletim “A Estefânia”. Assim, continuaremos com esta forma de intervenção cívica.
- ficou no ar a afirmação de que “praticamente tudo está em aberto”. À atitude do CA, a Plataforma Cívica retribuirá com igual seriedade e empenho, dando o seu contributo à divulgação dos princípios que reclama sobre o que considera a melhor defesa da criança, juntando os intervenientes num espaço de opinião que permita maior reflexão sobre estes problemas.
- nas próprias palavras do CA, os profissionais não devem ter qualquer medo em manifestar as suas opiniões sobre este ou outro assunto.
- o vídeo computorizado em imagens ficcionadas a três dimensões apresentado no início da sessão sobre a ideia projectiva de um futuro hospital em Chelas procurou transmitir uma imagem de modernidade que não disfarçou a falta de soluções para a indispensável separação física de crianças e adultos doentes. Quem pôde ficar até ao final concluiu que se tratava de um vídeo promocional virtual, sem relação directa coma realidade do futuro edifício de Todos os Santos, pois serão as empresas vencedoras dos concursos que irão propor o traçado arquitectónico de acordo com um Plano funcional ainda em revisão e um parque tecnológico ainda desconhecido.
- o CA reconhece que o Plano Funcional do futuro hospital geral de Chelas está em completa revisão pois tem inúmeros erros e muitos aspectos técnicos questionáveis. Esta situação já tinha sido previamente identificada no editorial do Boletim Nº1 ”A Estefânia” e a desvalorização desse Plano Funcional por parte do próprio CA é um facto potencialmente positivo.
- o CA afirmou que, ao contrário de várias informações iniciais, as crianças teriam um espaço no futuro hospital geral, consubstanciado num bloco próprio. No entanto, continuariam a partilhar com os doentes adultos e idosos a maioria das áreas técnicas. Esta Plataforma continua a discordar que esses espaços sejam apenas o dormitório-hotel das crianças doentes e que, quando as crianças necessitarem de técnicas médicas invasivas, procedimentos operatórios ou outros, tenham de ser transportados de maca ou cadeira de rodas para se misturarem com os doentes adultos. Regista-se que os adultos têm esses “privilégios” ao dispor no espaço que lhes é destinado. Não desistiremos de tentar sensibilizar os decisores para tal incoerência.
- o CA esclareceu que as camas pediátricas passariam a ser cerca de 170, mais de 300% face ao inicialmente previsto no Plano Funcional. Congratulamo-nos com esta evolução da posição dos decisores, que está mais aproximada das necessidades demonstradas e reclamadas pelos profissionais do Hospital. No entanto, a confusão aumentou quando foi afirmado que “algumas” destas camas serão “camas técnicas”, muitas delas situadas em espaços de adultos. Não se percebeu se tal “aumento” de camas iria levar ao aumento total de camas do futuro hospital ou se implicaria uma redução paralela no número de camas de adultos.
- o CA reconhece o erro conceptual do desacreditado Plano Funcional do futuro hospital de Chelas que previa que as crianças com doenças psiquiátricas seriam assistidas e internadas no mesmo local que os adultos com doença mental. O CA ouviu e teve o bom senso de aceitar que as crianças com doença psiquiátrica passariam então a ser assistidas e internadas em “área pediátrica”. Não foi esclarecida a localização das camas pedopsiquiátricas, nem se, compensatoriamente, se iriam reduzir as camas destinadas a outras crianças.
- não existia um centro de desenvolvimento infantil para o futuro hospital de Chelas que pomposamente se auto-apelida de “moderno” e pretende ter a pediatria diluída no seu interior físico em modelo dos anos 60 do século passado. O CA afirmou que afinal haverá um Centro de Desenvolvimento Infantil anexo (?) à pediatria.
- o CA admite que as áreas com comprovada especificação pediátrica (?) ficariam na zona pediátrica do futuro hospital. No caso da Medicina Física e de Reabilitação (MFR), esta ficaria inserida no Centro de Desenvolvimento Infantil. Tal decisão parece-nos demasiado redutora do âmbito da MFR, não tendo ficado esclarecido se estão envolvidas outras áreas da MFR (Ex: reabilitação respiratória, neurológica, ortopédica, queimados, etc.) nem qual a relação física e organizacional com o restante hospital.
- o CA confirmou a opção de que as crianças iriam utilizar um bloco operatório fora da pediatria e em comum com os adultos, cujo plano de gestão de espaços, à semelhança de outros aspectos desta mistura geral, estaria ainda em estudo. Não foi esclarecida a forma de separação dos espaços, circuitos e equipas, nem como será garantido que as crianças continuem a beneficiar do apoio de profissionais especificamente preparados para as atender, por exemplo, nos recobros/salas de técnicas com anestesia.
- o CA insistiu na ideia de planear os espaços de técnicas médicas pediátricas numa utilização mista com os adultos. Acreditamos que é pouco informada a aparente convicção de que os equipamentos imagiológicos e outros não continuarão a evoluir nas especificações técnicas destinadas à criança e que, num hospital que se promete “altamente tecnológico” e até “robotizado”, caberia às crianças um lugar ao nível do século passado. Esta situação, quanto a nós, carece de reflexão urgente, pois antecipa um modelo de parque técnico e funcional baseado em equipamentos médicos cujo processo de selecção e aquisição será mais tardio, após os concursos arquitectónico e de engenharia. O facto é que aparelhos específicos para a criança surgem cada vez mais no mercado e tal tendência não vai parar nos anos que antecedem a abertura do futuro hospital. Sem esta reflexão, em breve teremos os primeiros remendos na obra e maiores custos para os habituais trabalhos acessórios.
- o CA admite que algumas técnicas pediátricas poderiam ter espaços próprios exclusivamente para crianças, dependendo do volume de exames. Não foi respondido que técnicas e número de exames de cada técnica seriam considerados suficientes para que as crianças pudessem continuar a “beneficiar” de espaços e técnicas separados dos doentes adultos.
- o CA afirmou reconhecer que “se a pediatria não quer estar inserida no ambiente dos adultos, também os adultos não querem nem desejam ter as crianças nos seus espaços”. Apesar desta opinião generalizada e da sua afirmação desassombrada pelos próprios dirigentes, o CA continua a insistir no contrário.
- o CA reconheceu que desconhecia a magnitude do mal estar e descontentamento que grassa no Hospital e que se verificou atingir praticamente todos os sectores técnicos e classes profissionais.
- o CA alertou que haverá profissionais que não irão para o futuro hospital geral de Chelas, se assim “quiserem” (?) mas não definiu em que quadro de pessoal se concretizará esta afirmação.
- em breve, um membro do governo virá anunciar a solução para o actual Hospital de Dona Estefânia. A solução é considerada boa pelo CA, sendo há muito comentada nos corredores dos poderes.
- o CA entendia que o elevado nível de desconfiança em relação ao plano do futuro Hospital de Todos os Santos se devia a reacções “normais” de medo e de dor pela mudança e o “compreensível” sentimento de perda. Foi transmitido ao CA que não é o medo da mudança ou outro que assiste ao desagrado quase generalizado, mas sim a frustração de muitos profissionais que não se revêem num projecto que, à partida, gerara tanta expectativa de melhoria das condições de assistência às crianças e adolescentes.
A Plataforma Cívica

Coluna de Opinião (Cartas para publicação)

“O Plano Funcional do futuro HTS e a (Re)Habilitação Pediátrica”

A reunião de esclarecimento do Conselho de Administração (CA) sobre o futuro Hospital de Todos os Santos (HTS) teve o mérito de fundamentar o meu crescente desassossego. Não fiquei nada esclarecida, nem sobre o futuro, nem sobre o interesse da supremacia de um hospital geral contra a ideia, conciliadora, de um hospital pediátrico integrado num campus hospitalar.
A reunião teve dois efeitos: - criar uma nostalgia dos Hospitais Civis de Lisboa (HCL) e fazer sentir-me totalmente inepta para acompanhar o salto qualitativo que representa a passagem do actual Centro Hospitalar de Lisboa Central (CHLC) para o futuro Hospital de Todos os Santos (HTS) de “excelência”.
Conheço os HCL desde a infância, como frequentadora e simpatizante antes de me tornar profissional e sempre fui mantendo algum contacto, de características variáveis consoante os crescimentos recíprocos. Aí fiz os internatos médicos, optando pelo Hospital Dona Estefânia (HDE).
Por razões políticas, que deveriam ser válidas na altura, os HCL foram dissolvidos e viveram separados durante anos, não se sentindo que fossem comprometidos o empenho ou a diferenciação dos seus profissionais. Agora, por capricho ou por razões provavelmente válidas por um período igualmente finito, decidem a nossa inclusão (sem o Hospital de Curry Cabral) no CHLC, criando serviços artificiais e sem qualquer respeito pelo crescimento e diferenciação entretanto ocorridos. Refiro-me, obviamente, à minha especialidade “transversal”, recentemente integrada num Serviço de Medicina Física e de Reabilitação (SMFR) geral, que reúne os dos extintos HCL. Ao longo dos anos, os elementos das várias categorias profissionais do SMFR do Hospital Dona Estefânia adquiriram uma diferenciação específica em crianças e adolescentes. Alguns de nós fizeram grandes investimentos pessoais privilegiando a diferenciação (a “carolice”, herança dos HCL), as nossas referências HCL foram-se perdendo e os contactos passaram a ser a Pediatria e sub-especialidades pediátricas. O fascínio da aprendizagem do movimento e do desenvolvimento num indivíduo em crescimento, a gestão da doença crónica e do que ela implica, a originalidade da intervenção terapêutica.... Subitamente fui integrada num SMFR com hierarquias distantes, decididas por razões não aparentes. Como médica, sei que posso ser parceira de gestão, mas não é minha especialidade ou vocação e defendo que os directores continuem a ser as referências científicas a quem se recorre para obter as opiniões profissionais decisivas. Quando a palavra retrocesso é a que mais ouço para caracterizar a actual unificação, não tenho imaginação suficiente para idealizar o salto para a excelência que representa o futuro HTS. Os serviços são as pessoas que os constituem, no que isso tem de bom e mau, e resultam duma construção diária de conhecimentos científicos e interpessoais, às vezes em equilíbrio instável, mas sempre com o objectivo único de servir os doentes, neste caso crianças e adolescentes. Como querer que esta organização se mantenha em serviços artificiais e toscamente criados sem qualquer respeito pelos diferentes percursos históricos?
Do futuro, que há de concreto? O plano funcional do HTS!
Ninguém consegue elogiar este plano que mais parece um texto apócrifo. Nele, o “ambiente pediátrico” é colocado a posteriori num plano simplista de um qualquer Serviço de Medicina Física e de Reabilitação, como se a Reabilitação Pediátrica representasse, não toda uma filosofia, mas um acréscimo artificialmente conseguido com autocolantes do Noddy. O “ambiente pediátrico” fica situado no meio do serviço de MFR a que se acede por uma entrada comum a crianças e adultos.
Há referência a “boxes” de tratamento!! Este anglicismo não faz parte do meu léxico de Reabilitação Pediátrica; os agentes físicos são raramente utilizados em pediatria e os adolescentes que, actualmente, estão num programa de estimulação eléctrica, fazem-no em conjunto, numa área ampla e promovendo competição/entreajuda. E nem por se designarem boxes “polivalentes” (preciosismo sublime!) fica o “ambiente pediátrico” salvaguardado!
Segundo o Plano haverá uma Sala de Actividades da Vida Diária (AVD). AVD?? É um termo que não tem pertinência em Reabilitação Pediátrica e muito menos justifica uma sala. Quão singelas são as “AVD” de um Recém Nascido! No entanto é ele que tem uma lesão do plexo braquial ou um torticollis congénito e é ele que é preciso diagnosticar e tratar. Até a linguagem técnica é diferente, assim como a patologia e as formas de diagnóstico ou de intervenção terapêutica; mas esta diferenciação não foi contemplada nesta junção de Serviços e muito menos o será, ao manter-se o actual modelo de cuidados previsto para o “excelente” HTS.
Assim, deve entender-se que o meu desassossego não vem da perda de uma situação ou do medo da mudança, mas sim da certeza que a tendência actual é para pior, sem que se consiga fazer vê-lo a quem tem por missão a gestão, o único fim último admitido na nossa sociedade actual.
Não aceito ser desvalorizada pelo facto dos doentes serem mais pequenos ou em menor número; exijo respeito pela minha diferenciação e quero melhorar, não piorar, a minha prestação profissional. Nos moldes actuais, o futuro é triste e peço que seja considerada a hipótese de criação de um Hospital Pediátrico onde continue a caber a Medicina de Reabilitação, como espaço e filosofia. O meu receio é que as próximas revisões do Plano Funcional revelem igual menosprezo pelos envolvidos, numa lógica de tempo que apenas assiste interesses imediatos, mas pela qual a História nos vai penalizar por cúmplices, ainda que involuntários ou opositores.
(Carta enviada por Ana Soudo – Médica Fisiatra)


Um Serviço de Radiologia Pediátrica não se confunde com um Serviço de Radiologia de Adultos


Misturar crianças com adultos doentes num mesmo Serviço de Radiologia desumaniza o atendimento e reduz as capacidades técnicas e profissionais. A imagiologia Pediátrica é muito diferente da do adulto, pois requer conhecimentos específicos no domínio da anatomia, fisiologia, fisiopatologia e patologia pediátrica. A interpretação dos exames de imagem é um desafio contínuo, sendo fundamental a discussão pluridisciplinar com os outros Serviços hospitalares pediátricos médicos e cirúrgicos. Estes conceitos são pedra angular de bom funcionamento dum Serviço de Radiologia Pediátrica.
O primeiro hospital pediátrico, Dispensary for Sick Children, data de 1769, em Londres. Em Portugal, o Hospital de Dona Estefânia dedicado às crianças de Lisboa, data de 1860 e foi um dos pioneiros na Europa. A Pediatria nasce em 1893, em Harvard e em 1910 é publicado o primeiro livro de radiologia pediátrica “The Roentgen Method of Pediatrics”. Entre 1920-1930 vários serviços de radiologia foram criados exclusivamente nos hospitais pediátricos, mas foi depois da II Guerra Mundial que a especialidade de radiologia pediátrica irrompeu e a constante evolução dos equipamentos tornou a radiologia pediátrica actual imprescindível à prática clínica.
Um Serviço de Imagiologia dedicado à criança requer particular atenção: na preparação teórica e prática dos seus profissionais (médicos, técnicos, enfermeiros, auxiliares de acção médica, administrativos); no seu equipamento: radiologia convencional, ecografia, tomografia computorizada (TC) e ressonância magnética (RM); e no atendimento adequado às características das crianças, à sua relação com o meio e com as tecnologias de diagnóstico imagiológico.
Os médicos especialistas nesta área devem ter perfeito domínio das técnicas imagiológicas, das estratégias diagnóstico mais adequadas à criança, da optimização dos métodos menos invasivos, sem radiação ionizante e da sua execução ou orientação de forma segura.
Também os técnicos de radiologia devem ter treino específico para a realização de exames em idade pediátrica, com particular atenção à obtenção de confiança das crianças e às formas particulares de imobilização que variam consoante o exame solicitado, o grupo etário, as doses de radiação mínimas para obter imagens úteis e nível de treino continuado que reduza as repetições de “disparos” ou de outras incidências complementares, poupando estes doentes a doses desnecessárias de radiação e encurtando os tempos dos exames. A colaboração de outros médicos no Serviço de Radiologia Pediátrica, em particular dos Anestesiologistas é favorecida com a dedicação destes à Pediatria. Enfermeiros, Administrativos e Auxiliares de acção médica devem estar também familiarizados com a prática pediátrica e a especificidade das funções no Serviço de Radiologia Pediátrica.
É necessário que os equipamentos imagiológicos de alta gama, acessórios, material anestésico e o carro de emergência que integram um Serviço de Radiologia Pediátrica sejam adaptados à população infantil.
O acolhimento da criança no Serviço de Radiologia é um aspecto primordial. Um exame imagiológico pode correr mal apenas porque não se conseguiu sossegar a criança e obrigar a atitudes mais invasivas como a sedação ou a anestesia. Acalmar a criança passa em primeiro lugar pelos pais que podem estar assustados não só pela forma como irá decorrer o exame como pelo seu resultado. A garantia do bem-estar da criança e uma informação prévia sobre a importância do exame, a necessidade de uma preparação, no que consiste e as várias etapas, pode ajudar a responder à ansiedade dos pais e transformá-los em “preciosos” aliados.
A sala de espera deve ser agradável com ambiente próprio a cada subgrupo etário. Uma área mais carinhosa para lactentes onde podem ser amamentados, limpos e adormecidos. Uma área de brincadeira e jogos para crianças pequenas, televisão e vídeos adequados cativa mais a atenção das crianças em idade pré-escolar. Uma consola com jogos interactivos para crianças em idade escolar. Algumas revistas e jornais para adolescentes e alguns pais… Um ambiente alegre ajuda a superar o tempo de espera.
As salas de exame não podem ser assustadoras. A decoração da sala, muitas vezes a cargo dos Psicólogos, contribui para minimizar o medo do equipamento. Durante a exploração imagiológica a atitude do médico ou do técnico que executa o exame deve adaptar-se não só à gravidade do doente mas à idade da criança para obter o máximo de colaboração. No Recém-Nascido o conforto físico é o principal requisito. Na criança pequena a presença da mãe é fundamental. A criança em idade escolar é receptiva á explicação do exame, demonstra curiosidade em ver as imagens e até vontade em ajudar. O adolescente, em fase de transição e alguma turbulência, reage de forma diferente do adulto e pode querer privacidade sem a presença dos pais na sala. É importante, se forem necessários mais exames, que a criança volte ao Serviço de Radiologia confiante e com um sorriso nos lábios. É à volta desse sorriso que a equipa de radiologia pediátrica se une. É difícil entender?
(Carta enviada por Eugénia Soares - Médica Radiologista)


Ministra da Saúde recebe a Plataforma Cívica em 15 de Julho
Por solicitação da Plataforma Cívica em Defesa do Património do Hospital de Dona Estefânia e de um novo Hospital Pediátrico para Lisboa (ver Boletim “A Estefânia” Nº1 Abril 2008), a Senhora Ministra da Saúde vai receber-nos no próximo dia 15 de Julho. Na audiência procuraremos expor as razões de existência deste movimento. No boletim “A Estefânia” resumiremos o resultado dessa reunião.


Leis outros textos e cartas visitando www.campanhapelohde.blogspot.com

Ficha Técnica: Edição da Plataforma em Defesa do Património do Hospital de Dona Estefânia e de um novo Hospital Pediátrico para Lisboa; Coordenador de edição: Mário Coelho; Formatação: Miguel Félix; Distribuição gratuita em papel e via Internet

Domingo, 6 de Julho de 2008

Em Coimbra ; especialização ,evolução, projecção internacional ! Em Lisboa: retrocesso e indiferenciação, destruição da especialização pediatrica!

Não contribua com a sua indiferença para a destruição do incalculável capital acumulado, cultural , assistencial e científico que é o Hospital Pediátrico de Lisboa.
Pensa conseguir-se fazer esquecer a destruição deste equipamento histórico da assistência pediátrica diferenciada de Lisboa com algumas tecnologias de ponta, que fazem a bandeira do H.T.S. Curiosamente, algumas delas , foram aprendidas com os mestres de Coimbra (que apresentam uma outra qualidade adicional, para além de não se fazerem cobrar tão caro pelos seu trabalho aos contribuintes, não têm um ego tão visível...).



( Clique sobre a imagem para amplia-la )

Devido ao empenho dos seus profis-sionais e população, Coimbra não só continua com o seu Hospital Pediatrico como tem um novo Hospital em vias de finalização. A Saúde e a Ciência servem as populações e projectam o País e é neste ciclo que se gera o progresso e se consolidam laços económicos que fazem girar a economia!
Em Lisboa ganha a lógica do merceeiro e o mercantilismo cego.

Exemplo prático: em Coimbra o Hospital Pediátrico estabelece laços com os países de lingua portuguesa.
E é o que Franceses e Ingleses fazem inteligentemente.

Noticia :
Telemedicina liga hospitais pediátricos de Coimbra e Luanda
O dia 01 de Novembro vai marcar o arranque oficial do projecto PEDITEL, que visa implementar uma solução integrada de telemedicina em Angola, centrada no âmbito da pediatria, mas com capacidade de expansão para outras especialidades clínicas. Desenvolvido em duas fases experimentais, com a duração de seis meses cada, o projecto PEDITEL vai permitir, na fase inicial, a realização de sessões de teleconsulta e telediagnóstico entre o Hospital Pediátrico de Luanda e o Hospital Pediátrico de Coimbra, na área da cardiologia pediátrica. O arranque do projecto vai acontecer no decurso das Jornadas de Medicina Pediátrica, que se iniciam amanhã em Luanda. A coordenação, integração e gestão do projecto é da responsabilidade da PT Inovação, que disponibilizou as plataformas de telemedicina e suporta uma parte dos custos de telecomunicações. O projecto engloba um conjunto de parceiros, nomeadamente a empresa e hospitais pediátricos referidos e também a Angola Telecom, Unitel, Multitel, TMN, Hemo Portugal/Angola, entre outros. Nesta primeira fase, o projecto PEDITEL representa um esforço financeiro de cerca de 150 mil euros, distribuído pelos diferentes parceiros.


Montagem a partir de desenhos de : M.C. Escher

Domingo, 29 de Junho de 2008

A Adaptabilidade e Humanização das Construções Hospitalares




O hábito faz ou não o monge?!!!
O desenho publicitário do futuro Hospital de Todos os Santos divulgado na Internet sugere uma "caixa azul com uma gravata cheia de números".
Qual a adaptabilidade de um edifício monobloco?






Outro paradigma " Hospital Pediátrico de Darmstad "- Edifícios geríveis e humanizados!
Hospitais que servem a população e a criança. Sensibilidades que consideram que ambiente e arquitectura fazem parte do tratamento.







A opção multi modular favorece a adaptabilidade!





Sala de quimioterapia de outro Hospital Pediátrico. Não se trata por certo de um Hospital em que o ambiente pediátrico depende de biombos!







ARTIGO DE OPINIÃO

"A ADAPTABILIDADE E HUMANIZAÇÃO DAS ESTRUTURAS HOSPITALARES"


No filme ficcionado apresentado em 4 de Junho no auditório do H.D.Estefania sobre o futuro H.T.Santos, frisou-se como qualidade intrínseca a sua “ adaptabilidade “.
Sem pretensões a juízos definitivos expomos um ponto de vista crítico sobre a contradição entre “adaptabilidade” e um mega edifício monobloco.
Os equipamentos hospitalares devem dar a melhor resposta não só às necessidades actuais mas também às previsíveis num horizonte temporal de cerca de 20 anos.
Numa época de grandes mudanças em que a evolução tecnológica é exponencial e as variáveis imprevisíveis, é obrigatório incorporar no plano arquitectónico das construções hospitalares uma plasticidade adaptativa que contemple as possibilidades de evolução de forma a procurar contrariar a rápida obsolência.
Este conceito, simples regra de bom senso, referido em todos os manuais modernos, faz parte dos pressupostos do plano funcional do futuro Hospital de Todos os Santos como Hospital Moderno que se ambiciona.
No plano vigente, e que vivamente criticamos, este é apresentado como um mega edifício monobloco, tal qual o antigo Hospital de Todos os Santos em que historicamente se inspiraram (ver artigo no Blog) e mais modernamente nos mega edifícios da era Hospital Tecnológico da décadas entre 20 e 50 do século passado desenvolvidos nos E.U.A.

Com vista a melhor explicar estes conceitos recorremos a literatura especializada e transcrevemos alguns excertos do artigo:


“ Do Hospital Terapêutico ao Hospital Tecnológico”
(fórum sobre arquitectura hospitalar)

-inicio de citação –

“ O advento da antibioterapia e o domínio da tecnologia do concreto armado e a fabricação de elevadores com maior velocidade e capacidade de carga estimulavam a adopção de um partido vertical, capaz de diminuir de forma drástica os longos percursos impostos, principalmente aos médicos e enfermeiras, pelos intermináveis corredores dos hospitais pavilhonares. Construídos na década de 20, organizavam as funções hospitalares em cinco sectores básicos: no subsolo os serviços de apoio, no térreo os consultórios médicos, o pronto atendimento e o serviço de raios X (então chamado de eletromedicina), no primeiro andar o laboratório e os serviços administrativos, nos pavimentos intermediários as áreas de internamento, no último o bloco operatório.
O sótão era usualmente ocupado pelos residentes médicos e de enfermagem (Miquelin, 1992:54).
O novo modelo incorporava duas importantes inovações tecnológicas na construção de
Edificações: o uso do concreto armado e de elevadores (Mumford, 1961; Foucault, 1979
Benchimol, 1990; Gordon, 1993).”

“As tentativas de humanização do atendimento hospitalar podem ser encaradas como uma reacção recente à hegemonia do hospital tecnológico e vêm sendo levadas a efeito com diferentes graus de profundidade e abrangência:

. Inicialmente, pela própria negação do hospital tradicional, em prol dos hospitais dia e da utilização crescente das técnicas de home-care, mediante as quais as facilidades tecnológicas, anteriormente restritas ao ambiente hospitalar, são levadas às residências dos pacientes.

. Mais recentemente com o surgimento de diversos movimentos que propõem a humanização do ambiente hospitalar, melhorando as condições de conforto para pacientes e acompanhantes, ora através de uma maior atenção às áreas de espera, consultórios, enfermarias e descanso de funcionários, ora pela adopção de tratamentos arquitectónicos diferenciados, inclusive no que se refere ao uso das cores, especialmente nos hospitais infantis, maternidades e hospitais geriátricos, nos quais os espaços começam a ser tratados de forma a reproduzir, sempre que possível, o ambiente familiar.

Finalmente, em um outro patamar, mais evoluído, estão outras propostas recentes que defendem para a edificação hospitalar um papel mais relevante no processo de cura de seus pacientes, buscando uma maior integração entre as práticas e procedimentos médicos e os espaços que lhes são reservados. “
Fim de citação

(Sublinhado nosso)



Para além de todos os inconvenientes (dificuldade na gestão administrativa, dificuldade no combate de catástrofes, desumanização dos grandes espaços etc.), estes grandes edifícios couraçados estão intrinsecamente desprovidos de capacidade de adaptativa.

É intuitivo que apenas uma concepção arquitectónica que contemple edifícios diferenciados e multi módulos pode comportar intrinsecamente esta leveza e adaptabilidade, humanidade e o ambiente pediátrico.

Tal predicado atribuído ao HTS,de acordo com plano funcional em vigor que o caracterizou como um Hospital Tecnológico e Monobloco,não é exequível.
Para além desta lógica intuitiva salienta-se que esta concepção multi modular é a única que permitirá a existência de um Hospital Pediátrico plenamente diferenciado em Lisboa, pela qual 76.000 portugueses já se mostraram inequivocamente a favor.

Esta nossa percepção foi analisada por uma apoiante com conhecimentos técnicos e que, não se referindo especificamente ao futuro HTS, escreveu:


“Ressalvando o facto de não me dedicar a este tipo de projectos e portanto com carácter genérico e eventualmente desajustada a situação particular, a questão da flexibilidade e adaptabilidade serão sempre melhores, num esquema multi-módulos de menor altura do que num monobloco mais alto, pelas maiores possibilidades de aumentar o número de edifícios nos interstícios, desde que essa expansão eventual esteja pensada e programada num plano que preveja, no mínimo, espaços verdes
entre edifícios onde se possa ter área suficiente para num primeiro momento usufruir de alguma paz e num segundo momento se possa construir um edifício com área suficiente para justificar o investimento.
De outra forma, todas as intervenções de acrescentos acabam por ser anexos ou apêndices, geralmente com carácter "provisório" pois é visível que não poderão apresentar as melhores condições, mas que acabam por se prolongar no tempo”


Fim de citação

Ao sermos frontais assumimos a possibilidade de incorrermos em erro. Sem turbulência não há mudança!

Enviem outras opiniões, corrijam-nos!




Antigo Plano funcional!






Nota final: Temos informações que o plano funcional actual foi substituído por outro em que serão construídos vários edifícios de oito andares.
Indaga-se, caso verdade, porque estes planos não são divulgados?

Terça-feira, 24 de Junho de 2008

Artigo de Opinião : O Porque dos Serviços de Imagiologia Pediatricos

INTRODUÇÃO PRÉVIA :
Na reunião de 4 de Junho, convocada pelo C.A. do Centro Hospitalar, para apresentação do futuro Hospital de Todos os Santos, fizeram constar que:
"O SERVIÇO DE IMAGIOLOGIA PEDIATRICO SERÁ PARTILHADO COM O DE ADULTOS".



Uma Ressonância Magnética de Campo Aberto, apropriada a criança, num Hospital Pediátrico Terciário Moderno e que faça parte da capital de um País, já não do 1º, pelo menos do.. 2º ou 3º mundo!















Enviaram-nos um artigo de opinião crítico ao conceito de Serviço de Radiologia transversal a adultos e crianças, defendido pelos criadores do plano funcional do H.T.S. na reunião de 4 de Junho, que agradecemos e publicamos na íntegra: -

TITULO


" PORQUE DEFENDEMOS UM SERVIÇO DE RADIOLOGIA PEDIÁTRICO"

O bem-estar da criança e o seu valor na sociedade dependem da cultura e do clima económico que a rodeia.
O primeiro hospital pediátrico “Dispensary for sick children “ data de 1769, em Londres e dirigia-se a crianças órfãs ou abandonadas. Encerra doze anos depois por falta de suporte financeiro. Nos Estados Unidos, o primeiro hospital pediátrico surge em 1855 em Philadelphia, seguido pela abertura de outros hospitais pediátricos como o de Chicago em 1865 e o de Boston em 1869. Em Portugal o hospital de Dona Estefânia, dedicado às crianças de Lisboa, data de 1860 e foi um dos pioneiros na Europa. A especialidade médica de pediatria nasce em 1893 na escola Médica de Harvard com o professor Thomas Morgan Rotch, o mesmo, que em 1910, publica o primeiro livro de radiologia pediátrica «The Roentgen Method of Pediatrics». A radiologia pediátrica evoluiu lentamente devido a aparelhagem de RX inadequada à população pediátrica sendo necessário um tempo de exposição muito longo para obter uma radiografia. Na década 1920-1930 vários serviços de radiologia foram criados exclusivamente para hospitais pediátricos. Mas é depois da segunda guerra mundial que a especialidade de radiologia pediátrica irrompe. Em 1945 J.Caffey publica o segundo livro de radiologia pediátrica. No final do século XX com o aperfeiçoamento dos equipamentos de RX, a computorização e a explosão de novas técnicas de imagem médica, não utilizando radiação ionizante e sem efeitos biológicos conhecidos, a investigação imagiológica torna-se adequada à criança, sendo hoje a radiologia pediátrica uma ferramenta imprescindível à prática clínica.
O Serviço de Radiologia Pediátrica deve adaptar-se ao meio hospitalar em que está inserido, respondendo com qualidade e prontidão aos exames solicitadas pelas especialidades médicas e cirúrgicas, em doentes internados, externos, ou provindo do Serviço de Urgência.
Um Serviço de Imagiologia dedicado à população pediátrica requer particular atenção:
- Na preparação teórica e prática dos seus profissionais (médicos, técnicos, enfermeiros, auxiliares de acção médica, administrativos).
- No seu equipamento: radiologia convencional, ecografia, tomografia computorizada (TC) e ressonância magnética (RM).
- No atendimento.

A imagiologia Pediátrica requer conhecimentos específicos no domínio da anatomia, fisiologia, fisiopatologia, e patologia pediátrica em muito diferente da do adulto e que se estende desde a idade pré natal ao adolescente; os médicos especialistas nesta área devem também ter um perfeito domínio das técnicas imagiológicas permitindo escolher as estratégias de diagnóstico mais adequadas à criança, optimizar os métodos menos invasivos, sem radiação ionizante e efectuar ou orientar a sua execução de forma consciente e segura. A interpretação desses exames é um desafio contínuo sendo de grande importância a discussão pluridisciplinar com os outros Serviços hospitalares pediátricos médicos e cirúrgicos.
Os técnicos de radiologia, tal como os médicos devem ter treino específico para a realização de exames em idade pediátrica com particular atenção às formas de imobilização da criança, que variam consoante o exame solicitado e o grupo etário e às doses de radiação, respeitando a menor dose de radiação necessária para obter uma imagem com leitura. O trabalho exclusivamente dedicado a este grupo etário permite-lhes uma facilidade de actuação, tornando desnecessárias repetições de “disparos”, de películas ou de outras incidências complementares, beneficiando largamente a criança, poupando-a a doses desnecessárias de radiação e encurtando o tempo do exame.
A colaboração de outros médicos no Serviço de Radiologia Pediátrica, em particular dos Anestesiologistas também é amplamente favorecida com a dedicação destes à Pediatria.
Os procedimentos de enfermagem devem ser manipulados por enfermeiros familiarizados com a prática pediátrica, de forma a decorrerem com maior tranquilidade e de modo menos traumatizante para esses jovens pacientes. Administrativos e auxiliares de acção médica devem também estar adaptados às especificidades das suas funções no Serviço de Radiologia Pediátrica.
A imagiologia médica está dependente dos equipamentos que dispõe. É necessário que os vários equipamentos imagiológicos que integram um Serviço de Radiologia Pediátrica sejam de alta gama e adaptados à população pediátrica com os diversos acessórios. Todo o material médico presente nesse Serviço obrigatoriamente obedece aos requisitos pediátricos tais como o material anestésico ou o carro de emergência médica.
O acolhimento da criança no Serviço de Radiologia é outro aspecto importante a privilegiar. Um exame imagiológico pode correr mal apenas porque não se conseguiu sossegar a criança e obrigar a atitudes mais invasivas como a sedação ou a anestesia. Acalmar a criança passa em primeiro lugar pelos pais que podem estar assustados não só pela forma como irá decorrer o exame como pelo resultado. Uma informação prévia aos pais explicando a importância do exame, a necessidade de uma preparação (jejum, bexiga cheia, etc.), no que consiste e as várias etapas, pode ajudar a responder à ansiedade dos pais e transformá-los em “preciosos” aliados. O bem-estar da criança permite reduzir o medo. A sala de espera deve ser um local agradável e de descontracção com ambientes próprios a cada subgrupo. Uma área mais carinhosa para os lactentes onde podem ser amamentados, limpos e adormecidos. Uma área de brincadeira com múltiplos jogos para crianças pequenas, uma televisão com vídeos passando desenhos animados com heróis conhecidos cativando mais a atenção das crianças em idade pré-escolar. Uma consola com jogos interactivos para crianças em idade escolar. Algumas revistas de moda e jornais desportivos para adolescentes e alguns pais…A distribuição de guloseimas ou a promessa de uma recompensa no final do exame são outras formas de cativar a simpatia dos nossos pequenos utentes. Um ambiente alegre ajuda a superar o tempo de espera.
As salas de exame não podem ser assustadoras. A decoração da sala, muitas vezes a cargo dos Psicólogos, contribui para minimizar o medo do equipamento. Durante a exploração imagiológica a atitude do médico ou do técnico que executa o exame deve adaptar-se não só à gravidade do doente mas à idade da criança para obter o máximo de colaboração. No Recém-Nascido o conforto físico é o principal requisito. Na criança pequena a presença da mãe é fundamental. A criança em idade escolar é receptiva á explicação do exame, demonstra curiosidade em ver as imagens e até vontade em ajudar. O adolescente apesar por vezes do seu grande tamanho reage de forma diferente do adulto. É um período de transição, de afirmação e por vezes de grande turbulência. Deve se respeitar ao máximo a sua personalidade. Pode já ter uma vida sexual activa. Pode querer privacidade e optar pela não presença dos pais na sala.
Estes conceitos são pedra angular de bom funcionamento dum Serviço de Radiologia Pediátrica. Misturar crianças com adultos doentes num mesmo Serviço de Radiologia, desumaniza o atendimento e reduz as capacidades técnicas e profissionais. É importante, se forem necessários mais exames, que a criança volte ao Serviço de Radiologia com um sorriso nos lábios.
É à volta dessa sorriso que a equipa de radiologia pediátrica se une.

Assina: E.S.




Alguns comentários relativamente ao artigo supracitado :

Obviamente existem opiniões divergentes entre pares.
Desafiamos os colegas que não concordam com o acima exposto que expliquem porque a quase totalidade dos autores dos artigos e dos livros de radiologia pediátrica são médicos que exercem em Serviços de Radiologia de Hospitais Pediátricos e não em Hospitais Generalistas, como se propõe ser o futuro Hospital de Todos os Santos. O facto da produção científica ser quase exclusivamente proveniente dos Serviços de Radiologia de Hospitais Pediátricos especializados e não dos Generalistas, prova que é esta dedicação e especialização que permitem atingir a excelência e a criação de ciência.Justificamos assim porque a diluição das sub especialidades em serviços transversais é, no que diz respeito à Pediatria, um retrocesso redutor à era da pré-especialização.

Se tem dúvidas, pesquise na Net : "Radiology childrens Hospitals" e confirme conosco que a era dos exames radiológicos infantis realizados em equipamentos para adultos está ultrapassada há mais de 20 anos!

O Hospital de Todos os Santos que se diz "de ponta", eventualmente aniquilará o Serviço de Radiologia Pediátrico especializado, resumindo-o, segundo algumas opiniões, apenas á ecografia e á radiologia, sem possuir quadro técnico diferenciado e "esquecendo", inclusive, a obrigatoriedade da sala pediátrica com intensificador de imagem para exames contrastados.

O tempo de ocupação da sala que implica o exame pediátrico, a especificidade e o número de RNMs e TCs hoje realizados na Zona Sul, justificam per si , equipamentos dedicados( com uma eventual rentabilização marginal para ginecologia - obstetricia, mas nunca para as outras patologias do adulto e geronte.)
Trata-se assim de um projecto ultrapassado ( procurem imaginar como os julgaria o Prof. Dr. J. Caffey caso se apresentassem como defensores de um Serviço de Radiologia Transversal e indiferenciado...)

Exemplificamos o que afirmamos sem qualquer esforço, transcrevendo um artigo obtido através duma pesquisa rápida na Net:-

Radiology Services at The Children’s HospitalThe Mae Boettcher Center for Pediatric Imaging at The Children’s Hospital is recognized for their expertise in imaging and evaluating a broad spectrum of childhood diseases and conditions use state-of-the-art diagnostic equipment with special pediatric features. The Radiology team at The Children’s Hospital has special equipment designed just for children, making tests more comfortable for kids and also producing more accurate information for our specialists. The Radiology team at The Children’s Hospital consists of board-certified and fellowship-trained pediatric radiologists. Our team works with kids, and only kids, every day. This means they are comfortable dealing with kids and making them feel safe in the test environment. When necessary, conscious sedation is frequently substituted for general anesthesia depending on patient age and type of procedure.

Conditions Treated
Imaging services are performed for all childhood diseases or conditions, including:

Cardiovascular conditions
Chest and respiratory conditions
Gastrointestinal conditions
Neonatal conditions
Neurological conditions
Oncology conditions
Orthopedic conditions
Skeletal conditions
Traumatic injury
Urologic conditions
Imaging Technologies Provided at The Children’s Hospital
Radiography and X-rays
Ultrasound
Magnetic Resonance Imaging (MRI)
MRI is particularly useful in evaluating neurologic, orthopedic and oncologic disorders. The technology's unprecedented image accuracy can mean the early detection and treatment of many diseases. Magnetic resonance angiography (MRA) allows for non-invasive visualization of veins and arteries without intravenous contrast administration. Maximum patient comfort and security including:

Noise cancelling technology and music to help children relax
Two-way audio system so child and clinician can communicate throughout the exam
Constant closed-circuit TV supervision for complete patient safety
Computerized Tomography (CT or CAT Scan)
A CT, or CAT, scan enables specialists at The Children’s Hospital to look at ‘slices’ of a patient’s body. The use of contrast agents, administered through an IV, can be used, depending on the tissues that need to be seen. High-speed, high-resolution technology with spiral scan capability permits an entire abdominal exam to be performed in less than 10 minutes. Fluoroscopic CT with real time imaging is used for CT guided intervention. Scanning and programmable sub-second imaging can eliminate the need for sedation with most children.


No futuro Hospital de Todos Santos o Servico de Radiologia será comum com o de adultos !
Como afirmar, então, tratar-se do plano funcional de um Hospital Moderno!?

Apoia a plataforma! Defende um Hospital Pediátrico Especializado para Lisboa!



Segunda-feira, 16 de Junho de 2008

Reflexões sobre o alegado “problema sentimental” que imputam como sendo a motivação preponderante na Campanha em Defesa do HDE.

Continuamos aqui a critica sobre "o dito" na reunião de 4 de Junho com o C.A. do Centro Hospitalar

Reflexões sobre o alegado “problema sentimental ” que imputam como sendo a motivação preponderante na Campanha em Defesa do HDE.




Alguém ,conscientemente, poderá confundir o Hospital D. Estefânia com o Hospital do Desterro?

Alguém poderá deixar de perceber o significado histórico, científico e cultural que é pactuar com a destruição do HDE, berço da Pediatria Portuguesa, tomando a titulo de exemplo de integração a comparação do HDE com a dum Hospital como o do Desterro, que dispunha na ocasião do seu encerramento de apenas duas valências de referência,já pré-existentes noutros hospitais do grupo !!?

Quando se afirma que as mudanças e transições custam, mas que fazem parte da vida e são um ónus a pagar em favor duma real melhoria na prestação de cuidados de saúde das populações, quem não concorda???.

Utilizando com exemplo o Hospital do Desterro, compreendemos que os seus funcionários tenham sentido pena, mas era imprescindível uma reorganização da carta Hospitalar. Uma eventual cedência ao compreensível sentimentalismo, nessa situação, teria sido inaceitável.

Confundir, contudo, esta integração com a destruição irreversível e a diluição do único Hospital Pediátrico de Lisboa e Zona Sul, e o único do grupo com creditação internacional, descaracterizando-o agora no Centro Hospitalar para o fazer depois desaparecer no futuro HTS, será, a consumar-se, um acto de Lesa Pátria,e reflecte, no mínimo, insensibilidade e desconhecimento da matéria em estudo.

Ns reunião realizada em ( 4/06/2008) no HDE, um dos defensores do actual projecto, respondendo á indagação feita por um dos presentes, sobre o destino do HDE, disse em tom "compreensivo" que entendia as objecções e sentimentos das pessoas em relação aos planos que se pretendem aplicar ao HDE pois já tinha passado por processo similar no seu extinto Hospital…

Ressalta-se o fato de, nesta reunião, ter ficado patente no silêncio presente, o repúdio á política prevista para o centenário Hospital D.Estefânia, tão considerado pelos portugueses (A petição em sua defesa já com mais de 76000 assinaturas, assim o comprova!).

Não se pode imaginar e fica-se sem palavras ante o fato de terem descartado e nem "trazido á baila" algum estudo prevendo opções para a requalificação e melhoria do HDE ou para a criação de um novo hospital pediátrico para Lisboa !

Para nós é inconcebível a política que se intenta para o HDE. È difícil perceber o alcance e as consequências destas medidas que nos impõe!

Face a isto é fácil compreender porque as manifestações de repúdio muitas vezes não são expressas, o nível do desagrado é de tal ordem que sua resposta poderá não ser compatível com a civilidade necessária na interacção ao vivo!

Senhores, não se confundam nem esperem confundir-nos! O que se passa é que vocês, talvez inconscientemente, estão objectivamenete a destruir o berço da pediatria portuguesa e o único Hospital que lhe é dedicado da Zona Sul do País !

Domingo, 8 de Junho de 2008

Sobre a Reunião para Apresentação do Hospital de Todos os Santos pelo Conselho de Administração do Centro Hospitalar





























































No dia 4 de Junho de 2008 , realizou-se no auditório do Hospital de D. Estefania uma reunião organizada pelo Conselho de Administração do Centro Hospitalar. Rica em ilações procuraremos analisa-la de forma sistematizada ao longo de vários textos que publicaremos no Blog e Boletim .

Nesta reunião o primeiro ponto da ordem de trabalhos foi :

Apresentação do Hospital de Todos os Santos ( filme)


A esta apresentação se reportara primeiro texto que aqui publicaremos onde faremos uma critica a apresentação ficcionada e projectiva do Hospital, apresentada em vídeo que inaugurou a reunião e procurou estabelecer a relação e semelhanca de objectivos do novo hospital com o primeiro Hospital de Todos os Santos, mandado erigir pelo rei D. João II em 15 de Maio de 1492 e inaugurado pelo Rei D. Manuel em 1501.

Apresentação do Hospital de Todos os Santos (filme) •


Em primeiro lugar saudamos o facto de ter sido realizada uma Sessão Pública sobre o Plano Funcional do futuro Hospital de Todos os Santos.
Até o presente todas os factos eram dados com adquiridos e os funcionários estavam afastados de qualquer opinião.

Folgamos ainda em saber que se trata de um plano ainda em aberto a reformulações e que o antigo (que vivamente aqui criticamos) esta a ser alvo de completa reformulação, admitindo-se agora individualização do edifício pediátrico. (positivo, mas que quanto à nós por si insuficiente de acordo com documento da antiga Comissão médica)

Julgamos que assim implicitamente concordam que as opiniões que temos emitido são construtivas e nossa luta benéfica para a criança.

Pensamos contudo que não será em reuniões daquele tipo que poderão se chegar a consensos esclarecedores.

È imprescindivel criar comissões de consultadoria com representividade cientifica , clínica e técnica para acompanhamento para o novo plano funcional. Há que dar divulgação na Internet e publica do novo plano director e das propostas para sua melhoria . Há que solicitar as Direcções e Serviços pareceres e propostas .

Só desta forma se evitam lapsos amadores (como por exemplo a o do equipamento da neonatologia em que se provou que o numero de camas proposto foi feita ao acaso sem aconselhamento ou mera opinião da Direcção do Serviço).
È obrigatório envolver o corpo clinico do HDE no projecto se o quizermos coerente e fundamentado.

Sem a criação de estruturas de consultadoria para criação de um plano funcional , qualquer discussão é formal e sem efeitos praticos e estas sessões de esclarecimento " serviram apenas para iludir a inexistência de um plano fundamentado e serão propagandisticas.

Pretendemos assim de forma sistematizada e acompanhando a agenda da reunião analisar alguns dos temas abordados.

Neste artigo, principiaremos pelo enquadramento histórico do projecto que nos foi proporcionado através de um filme publicitário que inaugurou a referida sessão informativa.

Nesta apresentação ficcionada e projectiva do Hospital, os criadores do projecto procuraram estabelecer-se a relação e semelhança de objectivos com a história do primeiro Hospital de Todos os Santos, mandado erigir pelo rei D. João II em 15 de Maio de 1492 e inaugurado pelo Rei D. Manuel em 1501.

O antigo Hospital foi, como é patente na gravura em epigrafe, de um belo e grandioso Hospital monobloco que foi sucessivamente reconstruído e finalmente destruído após três grandes incêndios, o último dos quais na sequência do grande Terramoto de Lisboa, em 1755.
Interessa assim saber se a longa mas triste história do antigo H.T.S., trás algum ensinamento a reter e aproveitar no novo projecto em que referiram como paradigma. Quanto a nos sim, mas esta não parece ter sido assimilada pelos defensores actuais que persistem no mesmo erro que facilitou a destruição do antigo.
Antes de discorrer sobre o tema a titulo de preambulo, chamamos a atenção nas figuras em epigrafe para a bela arquitectura do antigo HTS e que contrasta com a maqueta do novo Hospital de Chelas, de acordo com publicado na Internet. Nesta ultima se propagandeiam apenas números em grandes parangonas afixados em um quadrado de betão colorido á azul .
Valorizam-se as “estatísticas “ mas o….moderno conceito de conceito de que “o ambiente também cura” esta esquecido.

Bem vamos ao que interessa: O que há apreender com o antigo malogrado HTS e incorporar na construção do novo HTS?


Para tal e fundamental que se compreenda a real dimensão da tragedia da História do “Hospital Real Todos o Santos”
Esta descrita de forma sumaria mas elucidativa e não ficcionada nos excertos da crónica de referência do Padre João Bautista de Castro (Após duplo clique em cima da imagem obtém-se ampliação e melhor leitura)
O referido autor foi um historiador da época, e este seu livro é considerado de referência e foi editado três anos (1758) após o Terramoto, chamado de Lisboa (1755).

Não nos cabe aqui, inclusive por falta de conhecimentos avaliar se os preceitos da construção anti sísmica serão respeitados no futuro HTS (como o foram no palácio da Caixa Geral de Depósitos considerado como grande referencia pelos especialistas por ter sido construído sob esferas de betão)
Não nos cabe igualmente avaliar se a geologia dos terrenos de Chelas foi avaliada (lembremos o sucedido no Hospital Pediátrico de Coimbra cuja construção tem-se atrasado por estar a ser construído em um terreno alagadiço….).
Caberá assim aos conhecedores de que a Zona Oriental de Lisboa e o Vale de Chelas de risco sísmico,( ainda maior da actual topografia do HDE) avaliar sua geologia particular e definir todas as condicionantes do projecto.

Mas se não nos reportamos ao risco sísmico já podemos tecer algumas considerações sobre a maior morbilidade dos incêndios que os acompanham ou existem por si sós.

Pensamos ser intuitivo que os grandes edifícios monobloco, como o que pretendem construir e foi o antigo H.T.S são impeditivos não só na circunscrição dos incêndios mas o que é mais grave, na evacuação dos doentes

Disse-nos uma arquitecta de que solicitamos um parecer que ressalvando não tecer qualquer comentário sobre o H. de Todos os Santos que desconhece escreveu-nos que:

“Menores distâncias entre os compartimentos e o solo, terraços acessíveis a escadas/helicópteros, e menos pisos a percorrer são fundamentais todas as evacuações eficazes. E tal só se torna possível em projecto multi módulos com edifícios não muito altos, separados entre si por espaços largos que permitam livre circulação.
Estas asserções são particularmente verdadeiras quando reportamo-nos a crianças com capacidades cognitivas e motoras imaturas, doentes, acamadas, ventiladas).”

ou

" I. Breitman, falando sobre a evolução da arquitetura hospitalar durante palestra realizada Congresso de Administração Hospitalar, em 1997, chamou a atenção para o surgimento de uma nova proposta, caracterizada por hospitais horizontais, de no máximo dois pavimentos, em que os diferentes setores hospitalares se
distribuiriam em pisos intercalados, ligados por meio de rampas.
O novo modelo teria, entre outras vantagens, o fato de dispensar o uso de elevadores e facilitar a evacuação dos pacientes, no caso da ocorrência de incêndio"

Concluindo quanto a nós, para além da óbvia justificação de um Hospital Pediátrico especializado Terciário em Lisboa, argumento que se basta a si próprio , afirmamos que:

A diferenciação arquitectónica física do conjunto materno infantil em um edifício separado com altura aceitável e amplos acessos envolventes de modo a circunscrever catástrofes ou minorar a sua morbilidade poderá por si só justificar um edifício materno infantil individualizado no futuro HTS.

Pensamos assim que tão ou mais importante do que citar a história é apreender as sua lições!

Domingo, 1 de Junho de 2008

A campanha amadurece e ganha impeto - No Dia Mundial da Criança é publicado o primeiro numero do Boletim ..................





















Hoje dia 1de Junho de 2008, Dia Mundial da Criança, sai a público na Internet a versão digital do primeiro numero do Boletim da Plataforma De defesa do Património do Hospital de Dona Estefânia e de um Novo Hospital Pediátrico para Lisboa.

Amanhã Segunda Feira , será distribuído na sua forma impressa.
Lê e Divulga!

EDITORIAL


BOLETIM A ESTEFÂNIA
Colegas, amigos, profissionais de saúde, cidadãos atentos
à condição da criança,

Dentre promotores e apoiantes, somos apenas alguns dos muitos profissionais do Hospital de Dona Estefânia e cidadãos de Lisboa e do País preocupados com a situação criada pelo projecto de extinção do único Hospital Pediátrico do Sul do País e a sua substituição por um departamento de pediatria encaixado na torre do futuro Hospital Geral de Todos os Santos, em Chelas, copiando os modelos dos hospitais generalistas próprios da periferia das metrópoles, neste caso, de Lisboa.
Porque decisões desta dimensão e gravidade para a condição e assistência à criança vão muito para além do horizonte temporal da vigência dos poderes que as tomam e nem sempre são baseadas em critérios claros e opiniões de entidades com reconhecido conhecimento técnico, seria de elementar prudência informar e ouvir as reflexões de cidadãos e a experiência de profissionais directamente implicados nestes problemas.
O processo de extinção do Hospital de Dona Estefânia, o plano funcional do futuro Hospital de Chelas e as orientações que emanam do actual Centro Hospitalar, são um verdadeiro “toque a finados” para assistência especializada à criança no ambiente pediátrico que lhe é próprio e paradigmático das cidades dos países desenvolvidos. O inconformismo perante estes factos levou um pequeno grupo de médicos do Hospital a criar o blogue www.campanha.pelo.hde blogspot.com como primeiro contributo a um exercício de cidadania que tornasse possível a discussão sobre este tema, em contraponto à metodologia das decisões de gabinete que, e ainda se está no principio, se mostraram já tão desastrosas para a unidade institucional do nosso Hospital e expectativas quanto ao futuro. O impacto do blogue alargou o interesse dos profissionais, deu a conhecer a várias entidades a delicada situação criada e, a vários níveis da sociedade, gerou um movimento de adesões que carecia de expressão e concretização. A fórmula encontrada foi o lançamento de uma petição na Internet (ver adiante) onde se solicita ao poder politico uma discussão adequada das decisões anunciadas e a sua eventual revisão, fundamentada nas preocupações próprias, nas que foram chegando através do blogue e dos contactos pessoais com profissionais e cidadãos, uns optando pelo anonimato, outros expondo-se, que consideram em risco os legítimos interesses
da criança. De forma a dar resposta às inúmeras pessoas interessadas neste movimento cívico e proporcionar um veículo de divulgação de factos e opiniões sobre a extinção do Hospital pediátrico e a sua substituição projectada num
“Anexo pediátrico” (tal como consta no Plano funcional do Hospital de Todos os Santos), iniciamos a publicação deste boletim, de circulação alargada mas essencialmente dirigido aos profissionais do Hospital de Dona Estefânia.
Nestas folhas A4 – “A Estefânia” – edição não-regular, cabem todos os que pretendam contribuir para este movimento cívico, debatendo ideias e projectos, comentando decisões e afirmações dos intervenientes no processo mas, em nenhum caso, tecendo referências gratuitas a pessoas ou instituições estranhas ao objecto do movimento e à defesa da condição da criança.
Esperamos que “A Estefânia” seja um contributo para o debate e maior consciencialização sobre as consequências que o projecto do futuro Hospital de Todos os Santos- Chelas terá sobre a assistência às crianças da Grande Lisboa, Sul do Pais e Regiões autónomas. Esperamos que sejam devidamente consideradas as necessidades das crianças portadoras de doença crónica e maior morbilidade, a sua condição na sociedade e os seus direitos à distinção positiva, nos quais se incluem a assistência em estruturas desenhadas, equipadas e funcionalmente adequadas, quer à sua individualidade biopsíquica, quer ao imperativo social e ético de lhes proporcionar as melhores condições técnicas possíveis sob procedimentos e circuitos humanizados, logo, no melhor ambiente dos seus hospitais pediátricos.
Mário Coelho (Pediatra do HDE, Apoiante)




CARTA A ENTREGAR À TUTELA PELOS
PROMOTORES DA PETIÇÃO EM DEFESA
DO HOSPITAL PEDIÁTRICO DE LISBOA


Construímos esta Plataforma Cívica porque:
SOMOS DEFENSORES:
– Do direito de Lisboa (e do Sul do País) a um Hospital Pediátrico
Especializado, conceptualmente e tecnologicamente moderno e
avançado, de acordo com os superiores interesses da criança, como
vem sucedendo na esmagadora maioria das grandes cidades da Europa
e da América, no espírito que levou à criação do Hospital de D.
Estefânia por D. Pedro IV de acordo com os desejos de sua mulher,
a Rainha D. Estefânia.
– Do Direito das crianças a terem um espaço próprio, com ambiente
hospitalar adequado, construído e organizado de forma a propiciar
o respeito integral pelas suas particularidades, físicas e psicológicas.
Isso implica a concentração de meios, a nível transversal e vertical,
de todas as áreas de assistência e apoio necessárias à criança e ao
adolescente, mas sem que transversalidade possa significar partilha
com adultos, como sugere o plano funcional do futuro Centro Hospitalar Oriental de Lisboa.
– De que os planos para a saúde materno-Infantil devem nortear-se
por directrizes que contemplem o presente, mas sobretudo o futuro e, nesse aspecto, também um Hospital Pediátrico é prioritário num País que necessita, justa e realisticamente, de promover a natalidade.
– De que o actual espaço do Hospital de D. Estefânia é património cultural e afectivo da criança, da Cidade e do País há 128 anos (sendo um dos mais antigos da Europa) e à criança deverá manter-se dedicado.
DISCORDAMOS:
– Que o Hospital de D. Estefânia seja transformado em mais um
Serviço de Pediatria Médico-Cirúrgica, agregado ao futuro Hospital
de Todos os Santos, com a condição da criança afastada dos núcleos
de decisão. O abaixo-assinado, já com mais de 76.000 assinaturas,
vem certamente dar razão a esta discordância.
– Que a opinião, documentada, da Comissão Médica do Hospital
D. Estefânia, pareça ter sido ignorada. Acresce, por outro lado, que
a agora projectada integração do Hospital de D.Estefânia no Centro
Hospitalar Oriental de Lisboa, nem sequer era inicialmente contemplada, o que parece dever-se a razões conjunturais e não de princípio.
CONSIDERAMOS:
– Que o Plano funcional apresentado para o futuro Hospital de Todos
os Santos é redutor, não só na essência como nos conteúdos (camas,
gabinetes de Consulta, Especialidades disponíveis, etc.). Pretendendo
apresentar-se como um Hospital “de ponta”, subverte a
continuidade da personalização dos cuidados necessários, da doença
aguda até aos cuidados da recuperação e convalescença, podendo
lesar gravemente a relação afectiva entre Profissional de Saúde/Doente/Família, já natural e inicialmente estabelecida.
– Que se desconhecem eventuais parcerias e prioridades a negociar
para o financiamento e manutenção das novas estruturas e eventuais
condicionamentos que possam ter efeito negativo na Assistência Pediátrica.
Isto sem esquecer os planos (com mais de duas dezenas de
anos) para construir um novo edifício nos terrenos do Hospital.
– Que foi muito positiva a afirmação pública da SrªMinistra da Saúde,
de que o actual espaço/Hospital D. Estefânia (se este vier a ser integrado
no Hospital de Todos os Santos) se manterá ao serviço da Pediatria.
Concluindo: Os superiores interesses da criança e do adolescente,
impõem a existência, em Lisboa, de um Hospital Pediátrico Polivalente,
conceptualmente e tecnologicamente moderno, com verdadeira
autonomia técnico-administrativa.

Promotores da Plataforma (Ordem alfabética): Ana Paula Soudo
(Fisiatra), António Gentil Martins (Cirurgião Pediatra), Carlos Azevedo
(Capelão), Fátima Alves (Cirurgiã Pediatra), José Pedro Vieira (Neuropediatra), Pedro Paulo Machado Alves Mendes (Radiologista), Teresa Rocha (Anestesista)
MAIO 2008

Sexta-feira, 30 de Maio de 2008

Plano do futuro HTS, uma das possiveis analises e critica aos pressupostos dos que o defendem

Análise dos pressupostos implícitos na concepção do Plano funcional do futuro Hospital de Todos os Santos (HTS) e na desactivação do Hospital de D. Estefânia (HDE).

O princípio utilizado para justificar a implantação do HTS "Fomentar a centralização e partilha de recursos", é um conceito genérico abstracto apropriado a qualquer gestão de meios parcimoniosa e inteligente. Este princípio contudo quando é hiper valorizado e descontextualizado de uma visão de uma carta de serviços hospitalares, pode, como se prevê no HTS, transformar-se num instrumento de retrocesso cientifico e assistencial.
Consideramos que a visão que presidiu a criação do plano do futuro HTS nomeadamente no que diz respeito a prestação de cuidados em Pediatria ser extremamente redutora. O HTS foi constrangido na sua idealização por uma concepção puramente economicista que justifica a centralização de todos os recursos humanos, equipamentos e físicos com vista para alcançar a sua exploração intensiva e não com o intuito mais nobre de aprofundar a excelência na prestação de cuidados que ao contrario implica diferenciação de competências. A opção por este tipo de concepção retira ao cidadão comum um serviço que tem naturalmente tem direito, ao mesmo tempo que implica num favorecimento da parceria privada através de lucros directos ou indirectos.
A aplicação do conceito de centralização de meios humanos , físicos e técnicos justifica-se apenas até o patamar dos hospitais distritais tornando-se acima deste patamar absurda
Os Hospitais Pediátricos surgiram naturalmente com a evolução na diferenciação de cuidados pediátricos especializados e são hoje parte necessária e imprescindível dos equipamentos das grandes centros e capitais que recebem a massa critica assistencial das regiões envolventes. Estes hospitais são imprescindíveis não só ao nível assistencial, mas igualmente como formadores de competências em todas as especialidades que hoje fazem parte da pediatria. O Hospital D. Estefânia exemplifica este papel pois tem sido uma grande escola e é criador de competências medico cirúrgicas em pediatria para o todo o Pais.
Reiteremos que este conceito quando aplicado como filosofia estruturante aos Hospitais Centrais terciários torna-se absurda, pois simplifica ao mínimo denominador comum, a era da pré diferenciação profissional na área da saúde do século XIX.
A perspectiva centralizadora do futuro HTS e suas consequências devastadoras na qualidade da assistência médica infantil estão escandalosamente á manifesto, pois entre as especializações pediátricas previstas, resumem-se as do inicio século passado: apenas a cirúrgica e a médica . Todas as outras criadas e desenvolvidas no hospital H.D.E. ao longo de sua existência estarão diluídas e integradas nos Serviços de adultos.
O projecto HDS aparentemente com capa de moderno é essencialmente ultrapassado e retrógrado, pois se aliena propositadamente do progresso necessário que constitui um Hospital Pediátrico especializado.
O plano funcional do HDS idealizado por gestores insensíveis para a importância e conhecimento da diferenciação em todas as áreas do conhecimento em pediatria, parece ignorar em particular que a qualidade da assistência médica infantil tem um importante papel como criadora de riqueza e motor de progresso pois de si depende o que é mais precioso á nação, o futuro de suas crianças.
Esta visão infelizmente apenas adopta a óptica de obtenção do lucro máximo com a maior economia de meios possível. Concebe os Hospitais apenas como fabricas de tratar doentes. Ignoram o conceito actual de que "Os hospitais devem ser construídos para servir os Cidadãos e não para rentabilizar a sua actividade e dar lucro através da saúde dos cidadãos"
Não é portanto difícil intuir, face a percepção de tais factos, deduzir porque o Sector privado emergente está interessado e activamente aplicado na destruição do sector publico.
Seria útil que estes senhores se apercebessem que sem a excelência no Serviço Publico não pode existir excelência no sector privado. Nos países do 1º mundo a evolução tecnológica decorre da interacção inteligente entre eles estes dois espaços. Os Hospitais Pediátricos investigam e distribuem conhecimento passível de comercialização em várias áreas do saber. A percepção de tais factos levam-nos a concluir que sem a existência de um Serviço Hospitalar Publico, não é viável a formação de competências técnicas, adaptadas ao nosso contexto, para suprirem com qualidade, os quadros técnicos do Serviço Médico no Sector privado.
Os defensores do plano funcional do HTS de forma abstracta, acenam com a super especialização em áreas cirúrgicas especificas e com a implementação de alta tecnologia . Esquecem-se que os Serviços e as respectivas especialidades que justificam estas técnicas fornecendo-lhes substrato e possibilidade de seguimento, foram destruídos ou destituídos de sua autonomia. A capacidade de criação e avanço cientifico, que um Hospital Pediátrico com enfoque diversificado e integrado pode propiciar esvane-se com a destruição de sua autonomia.
Propalam dentro de uma visão economicista, que esquece o doente e demais realidades tratar-se dum Hospital de Ponta, orientado para a cirurgia, ambulatório e a doença aguda, com uma rotação rápida de camas. Preocupam-se exclusivamente com o tempo de internamento (um mal a evitar mas ainda incontornável) pois é este que encarece o orçamento hospitalar. Assim em função custo, os cuidados continuados e a doença crónica não são considerados. Esta atitude implicitamente desfavorece a fracção de nossa população com menor nível cultural ou económico, pois não tem possibilidade de prestarem estes cuidados em suas casas.
Sem serviço publico, não esta garantida em igualdade de condições, a equidade da prestação de Serviço Médico a todas as crianças. Esta condição implica em fracturas sociais que põe em causa a existência da própria comunidade e em ultima instância até o sector privado.
Enfatizamos as acções em que transparecem ser sua política apenas de fundo económico :
•Definem para o HTS uma actuação indiferenciada. Reservam em particular para os Serviços Pediátricos, um espaço de acção amplo, intercomunicável apoiado numa multidisciplinaridade versátil, com isto intentam rentabilizar o espaço, os equipamentos e os funcionários. Desconsideram assim todos os óbices supra-citados.
•Aligeiram este plano redutor no que diz respeito a pediatria com criações de circuitos distintos para os utentes pediátricos mas que são arquitectonicamente irrealizáveis e dão o nome de "ambiente pediátrico" as meias paredes de separação ou biombos.
Infelizmente, não pensam na economia para criar riqueza mas apenas para arrecadar. Não estão realmente preocupados com nossas crianças, o seu objectivo é rentabilização, centralização e a partilha dos recursos humanos e técnicos a qualquer custo com vista a apresentarem números.
Ao destruir de forma activa e planeada o histórico Hospital Pediátrico de Lisboa (HDE), não se apercebem do total da perda em valor social. Na pior conjectura os indícios sejam que talvez apenas pensem em capitalizar estes valores em beneficio próprio.

Assina Pedro Paulo Mendes

Nota editorial >
Este texto reflecte apenas a opinião pessoal do signatário . Relembramos assim que dentro dos pressupostos do Manifesto da Plataforma para defesa do HDE existe espaço para interpretações e opiniões variadas Consideramos importante a sua publicação ainda por o considerarmos passível de gerar polémica e assim esclarecimento.

Quinta-feira, 29 de Maio de 2008

Entrevista no Jornal "Meia Hora" - A imprensa de Lisboa divulga a nossa campanha !


Como já aconteceu em quase toda a imprensa de prestigio agora o "Meia Hora" jornal da cidade Lisboa publicou uma entrevista dos promotores da" Campanha em defesa do Hospital das crianças de Lisboa" como carinhosamente a população trata o Hospital de D. Estefânia.
Agradecemos o apoio a nossa luta que por maioria de razão também da cidade de Lisboa que não admite que a alienem do seu equipamento histórico.

Terça-feira, 20 de Maio de 2008

Ao viajar pelo mundo civilizado se lhe indagarem a causa da destruição um dos H. Pediatricos mais antigos do mundo.. assobie...ou ponha um capuz..

                                                                                     

O que aconteceu ao Hospital Pediatrico de Lisboa !!! 
Eu de Portugal?!!!... deve se ter enganado...Desconheço por completo aquela periferia irredutivel em que segundo dizem o Ministro da Saude parece ter tido a coragem de afirmar que o Hospital D. Estefânia era para acabar! ....



Eis a diferença de como la fora encaram os Hospitais PediatricosAmigos, façam um pesquisa na Google em imagens sobre Childrens Hospitals e indaguem se estas não serão  politicas deliberadas com o fim de  nos envergonhar de sermos portugueses..  Permiteremos que Lisboa perca o seu Hospital Pediatrico?!!!!Eis  apenas alguns exemplos aleatorios  de Hospitais Pediatricos recem construidos no mundo civilizado....Web Imagens Notícias Grupos Calendário Gmail mais ▼ Fotografias Docs Google      Pesquisa Avançada de Imagens  Preferências   Resultados 235 - 252 de cerca de 255.000 para childrens hospitals . (0,08 segundos)        ... Children's Hospital of Orange ...250 x 305 - 25k - jpgwww.uihealthcare.com Children's Hospital Boston Complex320 x 240 - 54kboston.povo.com All university hospitals, children's ...400 x 240 - 42k - jpgwww.jsps.gr.jp ... children in children's hospitals ...468 x 312 - 41k - jpgwww.dailyiowan.com (Courtesy Of Children's Hospital)228 x 339 - 56k - jpgwww.washingtonpost.com ... the children's hospital, ...252 x 385 - 25k - jpgwww.thisoldtoy.com       BC Children's Hospital300 x 225 - 113kwww.radiology.ubc.ca Texas Children's Hospital Announces ...280 x 243 - 17k - jpgwww.texaschildrenshospital.org Children's Hospitals400 x 265 - 29k - jpgwww.mersey-gateway.org Royal Aberdeen Children's Hospital.250 x 383 - 19k - jpgwww.publicartonline.org.uk Blythedale Children's Hospital?333 x 250 - 13k - jpgwww.caretheworld.com ... children's hospitals is evident ...252 x 326 - 7k - jpgwww.karlsberger.com       ETC, etc, etc.........................

Convidamos aos Senhores executores do projecto do HTS reformularem a sua decisão de aniquilarem o unico Hospital Pediatrico da Zona Sul !



Senhores das parcerias !Os julgamos possuidores  ainda de algum senso critico.
Agradecemos que façam um pesquisa na Internet sobre Hospitais Pediatricos. Questionem  a  seguir se a existência de 850,000 referências diz  respeito a algo que esta em vias de extinção ou vivo e pujante.... Obviamente que na WEB e não nas Paginas de Portugal.
Nestas iriam encontrar apenas noticias de três Hospitais Pediatricos permanentemente em dificuldades de sobrevivência ou mesmo em luta contra tentativas de destruição pelos  nossos Ministérios! Web Imagens Notícias Grupos Calendário Gmail mais ▼ Fotografias Docs Google     Pesquisa Avançada  Preferências Pesquisar:  a web  páginas escritas em Português  páginas de Portugal    Web  Resultados 31 - 40 de cerca de 814.000 para childrens hospitals . (0,26 segundos) The Children's Hospital of Philadelphia - About Children's Hospital- [ Traduzir esta página ]Since its start in 1855 as the nation's first hospital devoted exclusively to caring for children, The Children's Hospital of Philadelphia has been the ...www.chop.edu/about_chop/index.shtml - 31k - Em cache - Páginas semelhantes Introducing Virtual Hospital: University of Iowa Hospitals and Clinics- [ Traduzir esta página ]Quality health information has been the hallmark of Virtual Hospital® and Virtual Children's Hospital® since the early 1990s when www.vh.org was among the ...www.uihealthcare.com/vh/ - 10k - Em cache - Páginas semelhantes U-M C.S.

Agradecemos que estendam os seus horizontes para alem da Intersalus e que estranhamente ignora o que se faz de melhor no pais onde parece inspirar o seu projecto .

Alterem os vossos planos para que não se confirmem as suspeitas dos muitos que afirmam que os senhores querem destruir o Hospital Pediatrico Publico não porque sejam contra os Hospitais Pediatricos mas apenas para destruir a concorrência aos Hospitais Pediatricos Privados que as parcerias que representam já tem em carteira e querem sem concorrência.

Sábado, 17 de Maio de 2008

Mais "emails" de apoio que nos chegaram....

Pedimos desculpas pelo atraso na sua publicação. Aqui estão eles :


Caríssimos amigos,

Sou do Porto. Tenho quatro filhos e sete netos, dos dois aos quinze anos, e nesta altura de desprezo por quem trata bem das crianças e da proliferação de abusadores e maltratantes, tomo para mim todas essas causas.

Desejo-vos todo o sucesso.
Manuela Sousa


Quero agradecer-lhe pessoalmente por ter iniciado esta petição.

Já verificamos que os governos sucessivos fazem o que querem graças à apatia e permissividade dos Portugueses, que esquecem igualmente os danos causados e as promessas quebradas.

Também já tivemos mostras que encaram com desagrado e medo qualquer intervenção dos seus eleitores.

É pena que não exista um pequeno estádio de futebol no hospital, pois então certamente que não se atreviam a tocar-lhe.

Vinha sugerir-lhe que talvez valha a pena comprar uma pequena baliza e colocar à entrada do hospital, à vista de quem entra, com o comentário apropriado. Isto certamente que atrairia as atenções, talvez mesmo da comunicação social.
Caso se resolva fazer algo do género, estarei disposto a colaborar.

Esperemos que este absurdo não seja concretizado.

Um abraço,
Exmos. Srs.

Somos um grupo informal de crianças, jovens, pais, familiares, médicos, enfermeiros, outros profissionais de saúde e amigos que, directa ou indirectamente, convivem com as doenças renais. Nesse sentido, criámos um blog, que pode visitar em http://blogcriancaerim.blogspot.com . Temos como objectivo que este blog cresça e, para tal, contamos com a sua participação e apoio na divulgação.

Vimos por este meio informar que hoje publicámos um post relativo à petição contra o encerramento do Hospital D. Estefânia. Particularmente, sou mãe de um menino que é seguido no HDE e custa-me muito perder todo o acompanhamento de que o meu filho tem beneficiado desde antes mesmo do seu nascimento, pelo que considerei fundamental assinar a vossa petição
Se assim o entenderem, agradecemos um comentário ao post efectuado.

Com os melhores cumprimentos,






Arranjar paredes É MUITO DIFERENTE da necessidade de tecnologia.
1. O HDE tem sido deixado sem as obras necessárias e profundas de conservação e de valorização, por má gestão deliberada dos administradores nomeados pelo Ministério da Saúde.
2. Acresce que o HDE tem sido mal equipado e deixado sem equipamentos novos e sem recursos, não só por falta de financiamento previsto em Orçamento de Estado para o sector mas também devido a má gestão dos vários (des)Governos que conhecemos de há 33 anos para cá.

Quer as obras de conservação quer o equipamento são imensamente necessários. É, designadamente, para isto que eu e os outros contribuintes pagamos impostos.

Abraço a todas e todos.
Nota:
Chegam-nos vários emails com teor idêntico ao do acima publicado. Deste discordamos apenas da cronologia , pois ao invés de há 33 anos, acrescentaria a casa das centenas e ressalvaria a Criação do S.N.S fruto do 25 de Abril e que consistiu um enorme progresso.

Quinta-feira, 8 de Maio de 2008

"Hospital Generalista " versus "Hospital Pediatrico" Eis a Questão "
























ESTA PARECE-NOS A MELHOR OPÇÃO .
QUAL É A SUA ?

Sexta-feira, 18 de Abril de 2008

A Cronologia imaginaria da "Requalificação " do valiosos terrenos do Hospital Pediatrico D. Estefânia.



Capitulo I- O Hospital D. Estefânia inicialmente não entraria no projecto do Centro Hospitalar, mas as evidências apontam que seu terreno valioso passou á ser considerado, como moeda de troca , no decorrer das negociações. Apesar destas informações advirem de fontes fidedignas,
poderíamos considerar serem apenas conjecturas inspiradas no que aconteceu á outros espaços, outrora pertencentes á Cidade de Lisboa.

Amplie para saber da verdade....




1º Ato: Preparar o terreno

O antigo Ministro Correia de Campos tornou-se impopular pela sua postura impositiva e pela forma como actuou endossando claramente uma politica de destruição dos Serviços de Saúde. O desmantelamento deste sector inicia-se, não se deixando espaço para propostas alternativas que contemplassem a viabilidade, continuidade e aprimoramento destes serviços.
É nesta terra tornada propícia, que se instalam de imediato e como por magia, serviços de saúde ligados a grupos financeiros.
Queremos ressaltar o facto de não termos objecções contra o sector privado mas consideramos imprescindível que a área de saúde como um todo e especialmente a hospitalar e pediátrica precisam ser protegidas da contingência ilógica da medicina baseada exclusivamente no lucro. Esta perspectiva torna-se imperativa para uma comunidade que se projecta na nação visando o futuro.

2º Ato: Eleições á vista

É plausível que a hipótese da substituição do ministro já estava prevista face a proximidade das eleições, pois entre o intervalo de duas vergastadas, com algum açucar, pode contar-se neste espaço com o esquecimento dos eleitores.
O Ministro, conhecedor do "timing" e responsável pelo Guião da peça, apressadamente entra em acordo com a Câmara de Lisboa "fecha o negócio" com os terrenos em Chelas por 13.000.000 de Euros para construção do novo Hospital de Todos os Santos. Cogita-se ainda da possibilidade do novo Hospital dar argumentos para o encerramento do Aeroporto da Portela e outro aproveitamento para os seus terrenos.

Após isto o ministro demite-se mas não sem antes garantir que o projecto tomasse um caminho aparentemente irreversível. Esta decisão envolve também a extinção do Hospital Pediátrico.


3º Ato: Um anexo ou uma anedota triste para a Pediatria Portuguesa ?

O Hospital D. Estefânia por passe de mágica desaparece como nome e identidade e resume-se a um anexo que aparece no plano funcional do novo hospital com o título pomposo de "Ambiente Pediátrico”.

Torna-se patente a omissão da necessidade do enquadramento do projecto em uma Carta de Cuidados Hospitalares em Pediatria.

Este “modus operandi” leva-nos a deduzir que tratou-se dum projecto de gabinete acordado entre parcerias e ignorando sumariamente, num desrespeito arrogante ao parecer da antiga comissão médica e o da sociedade civil que se manifesta veementemente num abaixo assinado com mais de 75 000 assinaturas!

Em síntese : o plano funcional do futuro HTS , no que diz respeito ao "Ambiente Pediátrico " resultou da perspectiva para a Saúde, da Intersalus e demais parcerias privadas, ignorando acintosamente a opinião do corpo clínico do Hospital D. Estefânia.
Deste modo este plano foi levado avante sem divulgação, impedindo uma análise mais aprofundada. Acresce curiosamente a omissão do nome "D.Estefânia".
Os responsáveis supõe desta forma poder risca-lo da memória colectiva e assim posteriormente do patrimônio publico.
Caso assim não pensaram, pela sua actuação deixam margens para esta dúvida pois casos similares já ocorreram. Fundamentados nestes factos precedentes é que nossa acção se norteia: pois é mais prudente tentar prevenir do que não se poder remediar .

4º Ato: Consolidação

No dia 12 de Abril, após o suposto e provável percurso acima descrito no corredor dos gabinetes interessados, é instituído rapidamente um Concurso Internacional para a realização do projecto arquitetônico do HDS.

A ponta do “Iceberg” já delineada nos planos pré traçados e endossados pelo ex Ministro Correia de Campos, antes da sua saída da cena, torna-se agora perceptível no que tinha de submerso.

No acto público com orgulho verbalizam: “Finalmente poderão se requalificar os actuais terrenos dos antigos Hospitais de Lisboa Central, inclusive o Hospital D. Estefânia, maior e muitíssimo mais valioso do que o recém comprado.”

Gostaríamos de deixar aqui este recado aos governantes por nós eleitos:

1. Os terrenos do Hospital D. Estefânia e seu edifício, foram e são um Patrimonio Histórico, doado com a finalidade precípua de servir apenas a Saúde das Crianças de Portugal!

2. Informamos ainda, que assumimos a defesa intransigente da finalidade a qual se destinou o HDE na sua origem, não compactuando com o desvirtuamento do intento original camuflado em eventuais “re qualificações” que o desviariam do seu campo de actuação.

3. Ao adotar com alarme esta perspectiva fundamentamo-nos na finalidade das obras que que pretendem executar em terrenos recentemente alienados na cidade de Lisboa: cassinos, condôminos, parques de estacionamento, centros comerciais, fundações privadas ou de uso público restrito. Estas obras que do seu ponto de vista são mais rentáveis, para nós não passam de construções assépticas, massificadas, livres do povo e sua cultura popular. Despojam assim a população de Lisboa dos seus espaços mais identificativos e históricos. Os indícios que apontamos neste último tópico, levam-nos á uma indagação mais abrangente sobre as causas e consequências desta tendência de descaracterização das cidades do mundo actual, desvinculando as populações de suas tradições e do território sobre o qual suas cidades se assentam. Estamos talvez a presenciar uma trama consertada nos bastidores, impondo projectos globalizados que contribuem para a perda da identificação cultural.


5º Ato: Epílogo

Resquício de luz no fundo do túnel ou apenas areia pré eleições?

Gostaríamos de supor uma vitória da razão e ascensão duma perspectiva mais lúcida e sensível no Ministério , pois agora já se diz : “Está fora de questão a alienação deste Hospital e esquecimento do seu nome".

Aguardamos assim um posicionamento oficial escrito, pois só assim poderemos crer, face aos antecedentes já ocorridos com outros bens públicos.

Solicitamos veemente que aproveitem esta última oportunidade! Façam-no antes da próximas eleições, não se resignando ao papel de meros figurantes…

Este Guião importado que planejaram implantar está em contradição com a actual opção de outras Capitais Europeias. Estas últimas mantém os seus antigos Hospitais Pediátricos nos seus Centros Históricos! Estas cidades acarinham os seus Hospitais Pediátricos ao invés de relega-los ao desprezo e decadência para depois justificarem a necessidade de sua destruição.

Lutemos contra a desertificação do Centro Histórico de Lisboa com o afastamento dos seus Serviços e Equipamentos, e da população fixa e flutuante e seu comércio que alimenta e trás vida a cidade!

Por um novo Hospital Pediátrico para Lisboa !
Requalificar Lisboa é requalificar o Hospital D. Estefânia e não destrui-lo!

Leiam no Blog o exemplo do Hospital Eveline em Londres !


Assina Pedro Paulo Mendes

Sexta-feira, 11 de Abril de 2008

Uma mensagem recebida , com expectativa ...e que esperamos fundamentada e com repercussões práticas!

Marta Campos disse...
Está disponível para consulta e discussão pública a Carta Hospitalar de Pediatria.

O documento foi elaborado pela Comissão Nacional de Saúde da Criança e do Adolescente e pretende traçar as linhas orientadoras da concepção de serviços hospitalares para crianças e adolescentes, centrados na família e na garantia da segurança e qualidade dos cuidados prestados.

http://www.acs.min-saude.pt/2008/04/04/cartahospitalarpediatria

Espero que ajude!

10 de Abril de 2008 23:52


Em primeira abordagem acreditamos que o Documento cumpre o papel a que se propõe:

Contribuir para planificação e sistematização projectiva da rede de cuidados Hospitalares Pediátricos no nosso Pais.
No que diz respeito a conjuntura actual, pensamos que por inerência e competência de funções esta Comissão deverá avaliar o Plano Funcional do Hospital de Todos os Santos a Luz dos pressupostos aqui assumidos, não sendo assim suposto admitir que estes não sejam modificados se não os respeitarem pois na ultima consequencia estes implicam a criação de hospitais pediatricos especializados e o HTS assume-se como um Hospital Generalista em que por exemplo na pedopsiaquiatria não existe separação de espaço fisico com os adultos.

Para aceder a sua totalidade do deve-se ir ao Site onde este se encontra na versão PDF
Procedimento: copie o endereço acima e "cola-lo" na barra de direcções onde agora esta escrita a direcção deste Blog, e que deve ser previamente apagada. A seguir basta teclar "enter" .
Publicamos apenas pequena parte do documento , que nos diz mais respeito e a titulo exemplificativo:




Comissão Nacional de Saúde da Criança e Adolescente - Documento em discussão



6.1.2 Serviços de Pediatria Especializado (SPE): Deve existir um SPE para 300.000 a 350.000 crianças e adolescentes com idade inferior a 18 anos, o que corresponde sensivelmente a uma base populacional de 1.500.000 habitantes. O SPE é médico-cirúrgico.
6.2 Todos os serviços SPE ou SPG devem cumprir as orientações gerais para um serviço de pediatria hospitalar e a articulação entre cuidados primários e secundários (pontos 3 e 4).
7. Hospitais que não integram a Carta Hospitalar de Pediatria
Nalguns hospitais que actualmente têm especialistas em Pediatria, mas que não integram a carta hospitalar de pediatria, pode justificar-se assistência pediátrica em regime de Ambulatório.
Estes pediatras articular-se-ão com o serviço de Pediatria mais próximo e os lugares são a extinguir quando vagarem. Após a extinção, a eventual deslocação regular de pediatras a partir do serviço mais próximo a este hospital deverá constar de protocolo a celebrar entre os dois hospitais. O hospital que recebe deverá ter as condições consideradas adequadas para a prestação de cuidados às crianças e adolescentes, em ambulatório
13
Comissão Nacional de Saúde da Criança e Adolescente - Documento em discussão
8. Bases de um Serviço de Pediatria Geral (SPG)
8.1 Recursos Humanos mínimos:
8.1.1 Pediatras:
SPG sem Maternidade, 7 com idade inferior a 55 anos;
SPG com Maternidade: 14 com idade inferior a 55 anos.
8.1.2 Enfermeiros9:
Enfermaria – 1 Enfermeiro/turno para 6 crianças;
Cuidados Intermédios - 1 Enfermeiro/turno para 4 crianças.
Tendencialmente em cada turno deve ser considerada a existência de um especialista em saúde infantil e pediátrica.
8.1.3 Para além destes recursos humanos mínimos, o Director do Serviço em conjunto com a Direcção Clínica e de Enfermagem, e de acordo com a politica, missão e âmbito de intervenção do Serviço de Pediatria, definirão o plano de recursos necessários.
8.2 Lotação em Internamento:
Enfermaria – 1 cama para 3000 crianças e adolescentes (mínimo 12 camas); 30% destas, devem ser em quartos individuais para isolamento e/ou internamento de adolescentes.
UICD – 1 cama para 12000 crianças e adolescentes (mínimo 4 camas);
HDP - 2 a 3 camas /postos.
8.3 Urgência Pediátrica: deve ser dotada de espaço físico próprio e estar integrada no Serviço ou Departamento de Pediatria. Todas as crianças e adolescentes até aos 18 anos de idade, que necessitem de recorrer a uma urgência hospitalar, devem ser observadas nesta unidade (excepto se problemas relacionados com gravidez). Por se tratar de uma unidade ainda inexistente em muitos hospitais particularizam-se alguns aspectos.
11. Serviços de Pediatria para Portugal-Continente, por Região
De acordo com os rácios definidos no ponto 6.1, propõem-se para Portugal Continente, um mínimo de 33 e um máximo de 37 Serviços de Pediatria Geral e 6 Serviços de Pediatria Especializados, com a distribuição seguinte, por Região (Quadro
10 a 11
14. Outras Especialidades
Em outras Especialidades, como a Pedopsiquiatria22 e a Cardiologia Pediátrica23 e Medicina Física e Reabilitação24, Oncologia25 e Genética26, há Redes de Referenciação Hospitalar aprovadas pela Direcção –Geral de Saúde. Essas redes devem reger-se pelas normas de cuidados à Criança e Adolescente deste documento.
Nas Especialidades não pediátricas, deve haver sensibilização e formação específica dos profissionais que se dediquem à criança e adolescente e tal como definido anteriormente todo o atendimento dos 0 aos 18 anos deverá ser realizado em serviços de pediatria.
Nota especial para as Unidades de Pedopsiquiatria
Os cuidados de Saúde Mental são o exemplo paradigmático da necessidade de atendimento em estrutura física apropriada ao período etário, das necessidades especiais (p.e.as alterações comportamentais), e da necessidades de observação e intervenção não só da criança/adolescente mas também da família em que está integrada.
Será por isso essencial que todas as estruturas de Saúde MentaL Infantil estejam integradas em termos físicos e funcionais nas Unidades de Saúde Pediátricas.
Pela Comissão Nacional de Saúde da Criança e Adolescente: M Céu Machado, João Estrada, Rui Rosado, M
José Araújo, J Bilhota Xavier, J Arelo Manso, M Júlia Guimarães
Pelos Colégios de Subespecialidade e Sociedades Portuguesa de Pediatria e Cirurgia Pediátrica: Cuidados
Intensivos Pediátricos: Francisco cunha, Alexandra Seabra; Gastroenterologia: Jorge Amil, Fernando
Pereira; Nefrologia: Helena Jardim, F Coelho Rosa; Oncologia: Lucília Norton; Infecciologia: José Gonçalo
Marques; Desenvolvimento: Rosa Gouveia; Alergologia: Libério
22 Organização dos Serviços de Saúde Mental da Infância e Adolescência, Circular Normativa da DGS, de 17/06/05
23 Rede de Referenciação de Intervenção Cardiológica da DGS 2004. p.63
24 Rede de Referenciação Hospitalar de Oncologia da DGS 2004
25 Rede de Referenciação Hospitalar de MFR, DGS 2004
26 Rede de Referenciação Hospitalar de Genética, DGS 2004

Quinta-feira, 10 de Abril de 2008

Uma mensagem de uma apoiante ...As opiniões são livres e enriquecem o debate...

Recebi esta mensagem em resposta à minha assinatura da petição online.
Aproveito a oportunidade para reafirmar toda a solidariedade com este gesto. Ou com esta tomada de posição.
Aproveito também para manifestar a vergonha que sinto ao ler a ocorrência deste tipo de situações. Não sei se é vergonha de ser portuguesa. É vergonha pelas decisões governamentais a que tenho (temos) vindo a assistir, nomeadamente no que refere à área da saúde. Vergonha pelos debates, palestras, entrevistas com os respectivos responsáveis, que se desdobram a justificar, argumentar, explicar a este povo que pretendem estúpido, que a saúde é artigo de luxo, é para quem pode e não para quem precisa, é secundário, é terciário. É uma grande maçada. Sobretudo para quem está doente. E na grande maioria das vezes para os familiares do doente. É um artigo que não tem brilho. Não tem características de Grande Produção. Não tem visibilidade internacional, não atrai turistas, não promove recepções, inaugurações, não fica bem na fotografia, não tem pistas de aterragem, nem sequer um freeshop. A área da saúde em Portugal mexe com doentes. É deprimente, triste. É um filme pobre. Há países em que a área da saúde promove a saúde. Em Portugal promove a doença, o arrastar da doença, a complicação da doença e consequentemente torna a doença cada vez mais cara. Talvez a forma como a saúde/doença é encarada, aliás desencarada, tenha efeitos a nível laboral. Talvez a saúde/doença crie dificuldades e demoras que impliquem ausências ao trabalho. Penalizadas. Penalizado o doente, penalizada a empresa, penalizado o país. País de doentes que só anda para a frente se tiver um TGV. Então compensa-se o país com um comboio, um estádio, uma ponte. É assim como um pai que tem um filho doente em casa, não o leva ao médico para não gastar dinheiro e depois compensa-o com uma playstation ou uns ténis de marca. Depois tira-lhe uma fotografia (doente - a doença não se vê na fotografia) e faz circular pelos amigos na Net, para todos verem que o miúdo se veste bem. Portugal é um país que trabalha a sua imagem internacional de País Que Se Veste Bem. Artigos de marca. Admitir que existe um problema de Saúde implica investir dinheiro na Saúde e Portugal tem outras prioridades. Nada de pieguices à Madre Teresa de Calcutá. Para isso existe a Misericórdia, mas essa, vá lá, tem o Euromilhões. Em Portugal os primeiros ministros correm e estão de saúde. É uma mensagem subliminar mas com o tempo os portugueses chegam lá. Se querem saúde - corram. Desatem todos a correr que a saúde vem por si. Ou alguém ainda não percebeu porque é que se fecham urgências? Porque obriga os doentes a correr até à urgência mais próxima e o mais certo é curarem-se pelo caminho. Quanto mais urgente fôr a doença, mais corre o doente. Está até bem visto e de facto poupa-se uma data de dinheiro, que sempre pode ser aplicado em mais uma IP, melhorando assim a circulação das ambulâncias, actualmente maternidades com rodas. É uma forma de pôr as crianças a nascer sobre rodas e assim já nascem a correr. Chegada aqui apercebi-me da essência da minha vergonha. Somos governados por dementes. E aqui temos um duplo problema. É que uma das características da demência é que o próprio não reconhece. Como não reconhece não se trata. E ninguém se atreve a dizer-lhe. Se esta campanha recolher MUITAS assinaturas acham que é uma achega? É uma indirecta? Pois! Não resolve! Então fica aqui uma sugestão : façam constar, que é desejo do povo, que de ora em diante, todos os governantes e respectiva parafrenália envolvente, deverão dar o exemplo e utilizar exclusivamente o Serviço Nacional de Saúde que oferecem ao dito povo. Nada de privados, clínicas, ou qualquer outro privilégio a que o povo também não tem acesso. Estes serviços deverão ser para uso exclusivo das empresas que produzem, e dos particulares que podem. Quem furasse este esquema deveria ser apontado, criticado, devidamente mediatizado pela negativa. Porque é haveriam de ter um tratamento preferencial ? Para sofrerem menos? Porquê? Ou para durarem mais? E quem é que lhes disse que nós queremos? Vão-se embora de vez. Vão correr para outro lado. Comprem uma passadeira e corram em casa. Deixem-nos em paz. É que estamos a correr para trás quanto ao que interessa e esta correria está a pôr o país de rastos.
M. David





Obrigado M. David pelo seu email.
Escreva-nos. Só com a critica que podemos nos reconstruir.

Sexta-feira, 4 de Abril de 2008

Enquanto é tempo lutemos para reformulação do P Funcional para o futuro H. T. os Santos que aniquila o único Hosp. Pediatrico do sul do País !

Obtivemos informações provenientes de diversas fontes que ainda neste mês Abril
“ O Plano Funcional do futuro Hospital de Todos os Santos” entrará em concurso internacional para elaboração do projecto arquitectónico.
O referido plano, no que diz respeito ao "Ambiente Pediátrico" que consta como “anexo” disseram ser contestado veementemente inclusive pelos interlocutores nomeados pela comissão ministerial e que melhor do que ninguém conhecem os seus meandros:
- Ouve-se assim dizer pelos corredores com conhecimento de causa que: é incompreensível que o representante da Intersalus (que se diz Pediatra) queira impor este plano!
- Ouve-se dizer que "as firmas de arquitectura consultadas sobre o actual projecto indagam se não seria mais lógico construir um edifício à parte mas funcionalmente integrado, respeitando a especificidade da individualidade da pediatria face à medicina de adultos ao invés de dispersar a assistência pediátrica e assim descaracteriza-la".

A empresa Intersalus está sedeada em Barcelona e foi nomeada pelo Ministério por critérios não explicitados. Nesta época de globalização, não temos nada contra o facto da Intersalus não ser portuguesa, trata-se apenas de um problema de competência, pois é obvio que os pediatras do Hospital D. Estefânia representados pela Comissão Médica e outros especialistas portugueses terem melhor conhecimento da nossa realidade para faze-lo! O seu afastamento intencional pode ser eventualmente interpretado como uma forma de excluir dos objectivos do Ministério qualquer planeamento na Rede de Cuidados Materno-infantis Hospitalares.( dizemos do antigo, pois queremos acreditar que a Nova Ministra como Pediatra , modifique esta politica)
Que lógica ou melhor ilógica querem impor a Saúde Materno-infantil?
Porque querem impor um Hospital Generalista, orientado para a doença aguda e mesmo para esta condição está sub – dimensionado, alienando-se dos cuidados continuados e crónicos?
Este plano segundo alguns é premeditado ou apenas descuidando da defesa da criança, reduz a saúde Materno-infantil apenas à lógica cega do lucro de eventuais parcerias, canalizando as crianças mais afortunadas para os novos hospitais privados criando um fosso com as carenciadas pelo tratamento diferenciado.
Estes hospitais geridos por grandes grupos financeiros capitalizarão também nossos impostos advindos das comparticipações pagas pelo estado, dinheiro duplamente extraído em última análise de nossos bolsos e que deveria ser gasto no bem-estar de nossas crianças a garantia do nosso futuro como comunidade e história (educação e Investigação na área materno infantil por exemplo). Note-se referimo-nos essencialmente a saúde materno - infantil.
Oxalá consiga-se deter esta tendência. Espera-se que a cegueira temporária de alguns ou propositada de outros que ignora a obrigação moral de amparar a criança (independente da classe social á que pertence) em todas as contingências.

Oxalá a recente alteração do regime de parcerias anunciadas pelo governo tenha repercussão sobre o actual plano funcional!

Nosso abaixo-assinado, já conta com mais de 75000 assinaturas!

Assim se antes apenas solicitávamos à Presidência da Republica
Que intercedesse pelo HDE, agora vamos mais longe, solicitando igualmente a todos os Partidos e ao Governo da Nação, que não permitam que a actual legislatura transforme-se em uma página negra pelo retrocesso em dois séculos da Saúde Materno Infantil em Portugal!

Quarta-feira, 26 de Março de 2008

.... Este é um espaço de discussão..

Enviaram-nos um texto com autor identificado.
Agradecemos e o publicamos, pois consideramos que só a exposição clara e franca de pontos de vista diversos e mesmo eventualmente contraditórios aos nossos, levarão a sínteses mais abrangentes.
Acreditamos assim na necessidade de uma informação plena e na capacidade de cada um em formar a sua opinião em livre arbítrio sem qualquer condicionamento de informação.
Leiam-no com atenção e enviem as vossas considerações!




Qual o futuro de um Hospital Materno-Infantil no mundo dos “grandes”?

É consensual que o objectivo de qualquer Hospital Público consiste em garantir a equidade do acesso a cuidados especializados de qualidade, humanizados e inovadores, numa lógica de investimento racional, e que esse objectivo encontra-se claramente expresso na missão do Hospital materno infantil de Dona Estefânia, que integra o recém criado CHLC.
A sua Missão é : “Prestar cuidados de saúde diferenciados e de elevada qualidade à Criança e à Mulher, assegurando a formação pré-graduada e pós-graduada de acordo com padrões da mais elevada qualidade e promovendo a investigação, … facilitando a acessibilidade aos seus recursos e o desenvolvimento de complementaridades e parecerias no interesse dos Doentes”.
Se os objectivos estão definidos, a procura da qualidade e da inovação devem hoje passar pelo estabelecimento de parecerias e complementaridades de modo a potenciar quer o desenvolvimento de novas metodologias e tecnologias, quer a partilha de experiências, no interesse último dos próprios Doentes.
A longa história do HDE que desde a sua fundação em 1877 o vocacionou para o tratamento da Criança e da Mãe, tornou-o num dos primeiros hospitais materno-infantis a ser construído na Europa, permitindo que ali se desenvolvessem varias inovações quer organizacionais, como a separação clara do modelo de cuidados pediátricos entre cuidados médicos e cirúrgicos (ocorrida em 1918), quer tecnológicos como seja a criação pioneira de unidades de cuidados intensivos neonatais e pediátricas, a criação da primeira unidade de queimados pediátricos do País, ou ainda investindo em métodos e técnicas adequadas a cada grupo etário que permitiram o desenvolvimento de sub-especialidades na área da Pediatria, tornando este Hospital um centro de formação pós-graduada de referência nacional e internacional.
Este longo caminho percorrido durante 130 anos, caracterizado por um ambiente multidisciplinar dedicado aos cuidados materno-infantis, traduziu-se sempre numa melhoria significativa dos ganhos em saúde para as crianças portuguesas, produzindo entre outros indicadores de todos conhecidos, uma mortalidade igual ou inferior à observada em outros centros europeus para os doentes recém nascidos portadores de malformações graves ou de extrema prematuridade ou nos grandes queimados pediátricos.
A experiência acumulada foi sendo partilhada, numa lógica hipocrática de ensino, promovendo a formação de inúmeros Especialistas que criaram novos Serviços em todo o País, colocando Portugal num dos lugares cimeiros no ranking mundial dos cuidados materno-infantis.
Para se manter esta qualidade nos resultados foi necessário criar uma “massa crítica” de profissionais e de casos que, como vários estudos demonstraram, leva a uma relação directa entre o volume de actividade e a qualidade dos resultados obtidos, especialmente no campo dos doentes mais graves ou de patologia mais complexa.
A recente reestruturação da malha hospitalar de Lisboa, com a constituição do CHLC no qual o HDE foi integrado, levará a breve prazo à construção do Hospital de Todos os Santos que, nas palavras do Dr. Correia de Campos, deverá “...substituir e racionalizar uma oferta de cuidados que actualmente é assegurada por um conjunto de velhos hospitais, por uma oferta moderna e eficiente, de excelência, que dignifique ainda mais o nosso SNS, tornando-o moderno, flexível e ajustado às necessidades de cuidados de saúde dos cidadãos da cidade e da sua área de atracção secundária e terciária.”
Por quanto foi dito acima a questão de fundo do debate que percorre transversalmente os profissionais de saúde do HDE é, se com esta concentração de hospitais num único espaço será possível manter a autonomia e as especificidades dos cuidados materno-infantiis ou, se pelo contrário, vai haver uma adulteração deste modelo de cuidados.
Pessoalmente, acredito que esta racionalização / concentração de meios irá certamente conduzir ao ”…estabelecimento de parcerias e complementaridades…” permitindo elevar em muito o patamar tecnológico e a oferta de cuidados altamente diferenciados com que todos os nossos Doentes vão beneficiar.
A qualidade do actual modelo de cuidados só será mantida e amplificada se mantivermos a “massa crítica” de Doentes graves e complexos que ao HDE acorrem, quer espontaneamente, quer por referência de outros centros. Este facto torna assim importante e urgente, a definição clara pela tutela de uma verdadeira rede de referência secundária e terciária, que leve a que esses Doentes devam apenas ser tratados onde existem os meios mais adequados e os profissionais treinados para garantir o melhor resultado ajustado ao risco.
Acredito também que o que faz um Hospital Materno-Infantil não são os bonecos mais ou menos coloridos que se pintam nas paredes e nas batas, mas antes um modo “especial” de cuidar e de estar na prática clínica. A evolução recente dos conceitos de arquitectura hospitalar e design de hospitais pode certamente responder à necessidade de manutenção de um “ambiente” pediátrico específico e autónomo, protegendo devidamente a “contaminação” dos cuidados a prestar às crianças e às mães, por parte daqueles que, para tal não se sentem vocacionados ou não estejam habilitados.
Assim atrevo-me a enunciar os valores que devem presidir à integração funcional, que não apenas física “strictu-senso”, de um hospital materno-infantil num centro hospitalar moderno e de elevada concentração tecnológica como se prevê ser o HTS :
1. O primado do Doente e da sua Família, que não poderá ser posto em causa por quaisquer outros interesses.
2. O primado do tratamento do Doente sobre o tratamento das doenças, em ambiente adequado às suas necessidades, promovendo a concentração de recursos e competências numa lógica de processos adequados às necessidades de cada grupo etário.
3. A procura permanente de colaboração e coordenação com os restantes Departamentos e Unidades do CHLC de modo a oferecer o melhor e mais adequado modelo de cuidados a cada Doente.
Salvaguardados estes valores, a manutenção do modelo de cuidados que ao longo dos anos foi desenvolvido e aperfeiçoado no HDE, estará certamente assegurado, tornando suficientemente explícito a todos que este modelo não poderá ser “adaptado” sem o desvirtuar, devendo manter a sua autonomia nas decisões técnicas, influenciando positivamente as decisões de gestão.
Assinado

Quinta-feira, 6 de Março de 2008

Hospital de Todos o Santos - Opiniões sobre o Plano Funcional


Uma primeira impressão do Plano Funcional do futuro Hospital de Todos os Santos:


Era minha hora do almoço, e decidi aproveitá-la para analisar o Plano Funcional do futuro Hospital de todos os Santos.
Antes telefono à Secretaria do C.A. para saber da oportunidade, pois julgava que o Conselho de Administração ainda se reunia lá às 4ªs feiras. Informam-me delicadamente que não haveria problema, pois agora as reuniões eram todas no Hospital de São José!
O Hospital de D. Estefânia de facto já deixou de ser um Hospital Pediátrico dedicado para certos sectores administrativos... A sua Direcção já se localiza no Hospital de Adultos, e é de lá que emanam as “ordens”...
Pouco depois, já no C.A, entregam-me os dois Dossiers com cerca de 200 páginas cada um.
Inicialmente, procuro inteirar-me dos autores do projecto e da metodologia da sua selecção. Encontro como explicação e pista a palavra "InterSalus", empresa que soube através da Net, estar sedeada em Barcelona.
Indago-me por qualquer indício dos planos terem sido realizados segundo pareceres de entidades competentes na área da saúde materno infantil em Portugal. Mas se o foram, nada é referido no documento.
Seria cínico da minha parte indagar se algum médico do Hospital D. Estefânia, ou mesmo dos outros Hospitais do Centro Hospitalar, chegou a ser ao menos consultado?
O projecto é assim omisso a qualquer concurso que justificou e a sua selecção... A palavra "Pediatrico" encontra-se “perdida” em vários paragrafos do indice de um Hospital Generalista.....
Invade-me a sensação de perda de tempo e enovelamento em inúmeras páginas administrativas feitas provavelmente por encomenda a uma empresa “especializada” em projectos hospitalares.
Após uma hora, reserva-me uma surpresa desoladora, pois apenas ao final do livro aparece um capítulo que não constava do índice! Este denomina-se “O ambiente Pediátrico”, e é uma adenda evidentemente ali “colada” a posteriori, como que por necessidade de uma justificação. Um complemento “sem jeito”, que lembra um auto-convidado para uma festa em que não era esperado, e sua entrada é permitido apenas pela porta traseira, sendo avergonhadamente escondido, não merecendo referência alguma no índice principal...
Cansado e desiludido pouso os dossiers sobre a mesa. Estive a perder tempo infrutiferamente...
Despeço-me com a sensação de frustração único tema que me interessava analisar fora e remetido a um anexo “sem eira nem beira”, que eu encontrara por mero acaso ao, inadvertidamente, ter eu resolvido ir até as traseiras do livro!
Já no caminho de volta ao meu Serviço, ressoam-me as frias palavras do ex-Ministro à TVI, algumas horas antes de se demitir:
- Tenho muita pena, mas o Hospital Dona Estefânia é mesmo para se fechar...
Associação de palavras e sensações, pois as do ex-Ministro estavam em perfeita sintonia com o frio e desabitado ambiente da Sala do Conselho de a Administração às 4ªs feiras. Mas, nem tudo é desolação, pois como vimos o então Ministro enganou-se... Quem aparentemente “Fechou” foi o Ex-Ministro, e apenas algumas horas depois de te-lo afirmado! Coincidência?!!!
Dissemos aparentemente pois segundo consta os "actuais planos " ou planos obscuros " pois no que diz respeito a Pediatria não estão publicados, e são para continuar...
O 1º round já está ganho pelas Crianças de Portugal e a sua “Arca de Noé” que já carrega 75.000 assinaturas ao Presidente da Republica Portuguesa!

E a Arca de Noé apenas começou a navegar!


Transcrevemos abaixo outro artigo de opinião, já publicado no Blog, sobre o Plano Funcional, para permitir aos leitores uma perspectiva de conjunto.
Se estiveres em desacordo com estas perspectivas envia a tua opinião que a publicaremos.

Sobre o Plano Funcional para o futuro Hosp. de Todos os Santos :

em>"Preocupa-nos" que:

-A assistência à criança passe a ser feita, regressando ao passado, por profissionais sem formação especifica no atendimento e tratamento de bebes e crianças.

- Este documento retrate um Hospital Geral de Adultos, tendo sido colocados como anexos, ou em parágrafos acrescentados, apenas algumas referências à assistência à criança ( em espaços que sobram nas unidades de adultos)

- As reflexões e indicações previamente enviadas aos decisores, por parte do corpo técnico do Hospital, na sua maioria voltadas à criança, tenham sido ignoradas e substituídas por conceitos gestionários, que não contemplam a condição da criança doente nem de suas famílias.

- As áreas fundamentais de tratamento da criança estejam programadas para ser integradas em enfermarias de adultos, nomeadamente com doenças psiquiátricas. Mais estranho é quando, actualmente, hospitais com bons serviços de psiquiatria de adultos, enviam as suas crianças e adolescentes para internamento psiquiátrico em espaço próprio no Hospital de Dona Estefânia.

- Se queira destruir um hospital pediátrico de 200 camas, e reduzi-lo a um piso, ou andar num edifício basicamente preparado para doentes adultos.

- O modelo de assistência pediátrica do hospital pediátrico especializado e de apoio perinatal de Dona Estefânia, desenvolvido ao longo de mais de 130 anos, vá se assemelhar ao modelo de um andar destinado à pediatria, tal qual o que existe nos hospitais gerais das zonas mais afastadas como o da Amadora, Almada ou Vila Franca.

- Em outros países os grandes hospitais universitários que foram construídos nesse modelo dos anos 70 (o mesmo que agora querem nos impor em Portugal) estejam já reconsiderando a evidente vantagem de sua separação física em edifícios diferentes para as áreas de assistência à criança, ao adolescente e à mulher grávida."



Sobre o Internamento:

"Preocupa-nos que:

- Toda a pediatria médica e cirúrgica que no actual HDE tem cerca de 144 camas, passe a ser espremida em 44 camas "multi-especialidades", colocadas em quartos duplos.

- Recobros pós-cirúrgicos sejam feitos em conjunto com adultos, separados apenas por divisórias removíveis, acrescentadas ao plano de arquitectura base do novo hospital geral."



Sobre a Consulta externa:

"Preocupa-nos que:

- Estejam previstos apenas 10 gabinetes de pediatria, menos de 1/3 dos actuais.

- Não estejam previstos quaisquer gabinetes de consulta para as mais de 15 especialidades dedicadas à criança, que já hoje existem no Hospital D.Estefânia.

- Não esteja prevista a autonomia e especificação pediátrica de unidades diferenciadas no tratamento da criança como endocrinologia, nefrologia, desenvolvimento da criança, pneumologia, hematologia, ortopedia, neurocirurgia, urologia, oftalmologia, cirurgia plástica, estomatologia, entre outras. Ficando estas unidades como meros apêndices das unidades de adultos, subordinadas às técnicas e chefia de técnicos de adultos do futuro hospital de Todos os Santos. Retroceder-se-á com isso por décadas na qualidade do atendimento hospitalar da saúde infantil.


- As salas de técnicas diagnosticas sejam mistas com crianças e adultos, alguns muitos idosos e com situações susceptíveis de impressionar as crianças.

- Não existam instalações dedicadas às doenças infecciosas das criança, desconhecendo-se se irão partilhar com adultos as salas de isolamento, uma vez que apenas 4 camas estarão dedicadas para as crianças.


- As especialidades chamadas verticais, como a alergologia, genética, fisiatria, ORL, audiologia, etc, (que no actual hospital pediátrico de Dona Estefânia tem a sua actividade mais de 90% dedicada à criança), não tenham programados espaços para a criança, e regridam à mesma condição dos anos 50 do século passado, com a observação das crianças em espaços partilhados com adultos, numa lógica de "rentabilização" comercial de espaços e equipamentos.

- Nos casos em que o documento em análise ressalva a condição da criança no novo hospital, praticamente só seja feita referência à existência de sanitários para crianças e algumas separações dos adultos através de instalação de tabiques ou divisórias removíveis. Esta é, na essência, a forma como a arquitectura do novo Hospital de Todos os Santos se prepara para garantir a criação de um "ambiente pediátrico" protector e adaptado à criança.
"


Sobre a Fisiatria:

"Preocupa-nos que:

- A Fisiatria e reabilitação das crianças com deficiência passe a ser feita em 1/3 dos postos-gabinetes actuais.

- Os bebes e crianças portadores de anomalias físicas e do desenvolvimento passarão a fazer a sua reabilitação e em áreas e ginásios mistos com adultos
."


Sobre o Quadro Pessoal:

"Preocupa-nos que:

- O quadro de pessoal seja dimensionada para 1/3 das camas actuais, e que muitas unidades com capacidade de tratamento de crianças tenham que encerrar, ou não mais se possam desenvolver, por ausência de pessoal que faça a sua aprendizagem demorada na aplicação de novos métodos terapêuticos, e que sejam os médicos de adultos que tenham de estender a sua acção ao atendimento das crianças, por falta objectiva de profissionais preparados para o atendimento dos grupos etários mais jovens.


-As camas dedicadas à criança possam ser aumentadas até ao dobro em época de crise - situação mais que previsível - e à custa da montagem de mais camas em cada quarto com redução das condições de acompanhamento dos pais, com maior risco de infecção hospitalar e com sobrecarga imposta aos profissionais, contabilizando ratios de atendimento e risco intoleráveis."

Segunda-feira, 25 de Fevereiro de 2008

Diálogo e Esclarecimento: essas são as armas de quem esta convicto das suas razões!

Através de fontes variadas, fomos informados que o Conselho de Administração planeia para breve uma secção de esclarecimento alargada a todos os funcionários do Hospital.

Se confirmada essa intenção, felicitamos a abertura ao diálogo, que imaginamos estar relacionada com a recente alteração dos Responsáveis pela Pasta da Saúde...

Para que o envolvimento de todos, nesta secção de esclarecimento, possa acontecer de forma verdadeiramente participativa, propomos a divulgação prévia do Plano Director do Hospital de Todos os Santos;
Isso poderia acontecer via Intranet, ou então através de CD-Rooms (com licença de cópia e divulgação para os interessados) que seriam distribuidos às direcções dos Serviços, com prazos razoáveis para que todos os interessados possam analisar e discutir seu conteúdo.

Sábado, 16 de Fevereiro de 2008

Vitória: A discussão sôbre os planos da Assistência Hospitalar Materno Infantil é agora de âmbito Público!

LEIA NA REVISTA VISÃO DESTA SEMANA !Antes da criação deste espaço de discussão, a divulgação dos actuais planos para a Saúde Materno-Infantil em Portugal era desconhecida de quase todos.Se existem duvidas, há sempre que esclarecê-las! E as duvidas não são de exclusividade nossa!Partilhamos da opinião de que são as dúvidas que levam ao progresso, e não as certezas.Este artigo da Revista Visão, preenche estes requisitos de suscitar dúvidas e esclarecimentos, pressuposto partilhado pelos criadores e propositores deste Blog e Petição (que já recolheu 74.000 assinaturas) e que acredita na necessidade da existência de Hospitais Pediátricos dedicados.
 Agradecemos a "Revista Visão" , mas se caso fossemos nós a redigi-lo alterariamos o Titulo do Artigo para:"COM O APOIO DE TODOS, CONSEGUIREMOS SALVAR O HOSPITAL D. ESTEFÂNIA!" ASSINA E DIVULGA O ABAIXO ASSINADO AO PRESIDENTE DA REPUBLICA!