quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

VER PARA CRER - O que disse a Administração do Centro Hospitalar de Lisboa Central?



VER  PARA CRER......





....A ADMINISTRAÇÃO DO CENTRO  HOSPITALAR  DE LISBOA CENTRAL INFORMOU  O PROJECTO  DO FUTURO HOSPITAL DE TODOS OS SANTOS ...SE DESENVOLVE A BOM (?!) RITMO.... 



 Ouviu-se dizer , que numa tarde de 5ª Feira do passado mês de Novembro, houve lugar  na sala de conferências do Hospital D. Estefânia   uma   reunião entre o Conselho de Administração  do Centro Hospitalar de Lisboa Central  e os coordenadores de área e os profissionais,  que  acaso foram informados.



Nesta  reunião,  entre outros assuntos ,  deu-se conta aos presentes  de  que  os trabalhos   para a construção do futuro Hospital de Todos os Santos estão em fase adiantada e correm de boa feição e que o inicio da sua construção seria  já  para breve.  Noticiou-se ainda  que  o respeito pela especificidade  pediátrica , neste novo  projecto ( presume-se, que,  comparativamente ao anterior)   “seria melhor  acautelada”.



  È de conhecimento geral que  o concurso anterior , organizado nas suas fases iniciais  pelo Sr.   Pedro Dias Alves , engenheiro  e gestor,   representando pelas PPP, nomeado por  Manuel Pinho ( ex gerente do BES Angola) ,   foi depois  anulado devido a “irregularidades e vicissitudes processuais”

Recordamos que o prejuízo  ao erário publico , resultante daquele   concurso anulado, e que se admite ,dispendioso,  nunca  foi contabilizado  e ou   apuradas  responsabilidades.



O Plano Funcional  do projecto ilegalizado , tinha sido posto a discussão de forma “ semi publica ” .

Na sua versão inicial  a sua chancela era  da multi nacional Intersalus. (desconhecendo-se se houve  concurso publico que formalizou a concessão  do projecto  aquela multi nacional  e o valor da  factura apresentada) .  

Para a consulta   publica,  do Plano Funcional,   foi apresentada  apenas numa  versão em papel e esta  restringiu-se  a um gabinete do C.A., sujeita a  identificação prévia   e  em horários  coincidentes com os de trabalho no Hospital.
Apesar destas condicionantes ,  vários   profissionais não desistiram e constataram  falhas  grosseiras no  que diz respeito ao  ambiente  e especificidade pediatricas, existindo  promiscuidade  em áreas cruciais no atendimento entre doentes adultos e crianças.

 Naquele plano o  “Ambiente Pediátrico constava como um  apêndice de  ultima hora procurando assim disfarçar as criticas da Plataforma Civica .   
Todo este processo encontra-se  documentado em  artigos  anteriores neste  Blog e no  Jornal da Plataforma Cívica em Defesa do Hospital Pediátrico de Lisboa a “Estefânia”.

Estranhamente, a seguir  criticas  de que foi alvo e da demissão de António Correia de Campos;  eis  que  já  sem a  chancela da InterSalus,  o mesmo plano , surge com um  carimbo desprestigiante de “provisorio” , e agora já  com direito a   consulta  publica no Site do Ministério da Saúde. Este percurso sinuoso sugere " incomodo ” por parte do Ministério da Saúde  relativamente a forma como foi elaborado e  arbitrariamente imposto ,  o que se veio  posteriormente a confirmar com a  anulação do concurso.

Seria  de esperar o  aborto natural daquele "projecto" , pois  nasceu defeituoso e órfão da  contribuição critica e organizada dos  profissionais de D. Estefânia  e a sua  discussão foi  um mero   pró - forma em  cumprimento das  disposições legais .

 O  pressuposto essencial que se realça da leitura atenta ,    e o de  uma  lógica de Hospital Privado , com  indiferenciação de espaços , competências e  equipamentos , de forma a garantir o lucro máximo. um projecto conduzido pelos representantes  e em  acordo com os interesses das PPP. Tal não seria de estranhar devido ao Currículo profissional do seu principal organizador. È peculiar e eticamente  inaceitavel  que em  nosso País,  os governos / politicos / partidos ,  nomeiem os representantes privados  para  a condução dos    projectos  de interesse Publico , e  que os organizam a sua medida , quando deveria ser exactamente  o inverso.


O  Hospital Pediátrico autónomo foi assim sumariamente banido daquele  projecto pois  colidiria  com a contabilidade  futura dos privados , o que  esperamos..... , não se venha a repetir com o próximo.



O  mais desolador de tudo,  é que aquele  projecto , tem  como corolário uma agenda infeliz, que vivenciamos no dia a dia ,  e  que se  concretiza  numa  pré  adaptação  “a força “  ao   futuro projecto redutor de um Hospital Generalista que se projecta no futuro HTS e   em que se procede a   destruição sistematizada com a  diluição dos Serviços do  Hospital Pediátrico de Lisboa no  Centro Hospitalar  de Lisboa Central .

 Fazendo fé de uma opinião pessoal,  mas que  sei que é  partilhada pela maioria dos profissionais  , considero   que esta acção é consequência de  conceito genérico e  abstrato  mal assimilado  e limitado  de  “rentabilização”   e  que serve de  justificação, para  implementar desde  já  a  utilização nos  Serviços  transversais dos  equipamentos  pediatricos por adultos ( ou vice verça) . 

Citamos a titulo   exemplo,  entre outros, a   urodinâmica e  imagiologia  e ainda  a  compra de material não adaptado a pediatria ( como ouve-se de  muitos colegas) .  Agradeço (emos) que nos corrijam se em desacordo.
Rentabilizar, numa visão estratégica, que não a do pequeno "merceiro" significa ao  contrário, diferenciar ,  criar excelência para não se desperdiçarem  recursos.  
Indagamos assim  se não seria mais lógico procurar esta rentabilização  com a  criação de redes de referenciação do doentes pediatricos da zona sul para o Hospital HDE  como  Centro  Terciário de atendimento pediátrico de  / novo Centro Materno Infantil  /Hospital Pediátrico de Lisboa  de acordo com uma  nova carta Hospitalar em que deveram constar os Centros e Redes de Refêrencia , nas quais caberá ao Hospital D. Estefânia assumir o  seu papel histórico, na area Materno Infantil , de acordo com o legislado na  Portaria nº 123-A/2014  de 19 de Junho do Ministério da Saúde.

A justificação da existência de um Hospital Pediátrico na capital do País é  de senso comum como mais uma vez  reitera o Professor Gentil Martins no seu artigo Publicado no Jornal o Publico do dia 6 de Dezembro de 2014 e transcrito na integra no artigo anterior do BLOG 

Em minha  opinião e  como foi já  informado por escrito noutra ocasião  aos responsáveis,  esta   “integração / descaracterização ”  forçada do HDE,  tem decorrido  sem o devido   esforço   preocupação no  respeito   das normas  de Acreditação Internacional que o Conselho de Administração voluntariamente se submeteu  e que  obriga a circuitos de circulação separados entre adultos e crianças.



 Aceitando como valida a justificação da  necessária  rentabilização dos aparelhos de diagnóstico com alto valor acrescentado,  e subtendo-nos   numa lógica de "mal menor" , alertamos para  que pelo menos  não se  des respeite e falte-se a palavra assinada nos compromissos assumidos com Entidade Acreditadora no  cumprimento  as regras internacionais . 






Haverá  que esclarecer que  esta analise  não  tem por pressuposto  qualquer sentimento individualista e isolacionista . Considera-se  uma mais valia adquirida ,  a  colaboração agora  mais próxima  , inter pares  entre os Serviços / Profissionais e  Especialistas que se dedicam aos adultos e as sub especializações pediatricas  respectivas.    Note-se  que   as sub especialidades pediatricas,   são reconhecidas  internacionalmente ( a titulo de exemplo e  entre outras :  cardiologia, psiquiatria , neurologia , a cirurgia e  urolologia , nefrologia, fisiatria e radiologia;  etc.   pediatricas..) e que obrigatoriamente,  se deverão  manter individualizadas nos Serviços.  no contexto de um futuro  Centro Hospitalar com  Hospital Pediátrico autónomo,  como acontece na generalidade das capitais europeias.


Haverá aqui que  abrir um parênteses para enaltecer e agradecer  a atitude de  profissionais do CHLC,  que as criticando e contrariando  , procuram   mitigar os efeitos destas medidas.  Os conhecendo , sabemos que não agiriam  doutra forma,  pois jamais  hipotecariam  a dignidade  e ética da classe médica  que os caracteriza  por  conveniências pessoais, circunstânciais  ou  interesseiras.




Na mesma ordem de ideias não poderiam-nos  deixar de nos   regozijar  com noticia veiculada pela  Administração  do Centro Hospitalar,  que finalmente parece ter prevalecido interesse público e da  assistência pediátrica  terciária (que no mundo civilizado, nos grandes centros populacionais,  se concentra  nos Hospitais Pediátricos).
Fazendo fé neste novo espírito , solicitamos  que se  reformulem  e abandonem de imediato as medidas de descaracterização do HDE  até  a data   implementadas. Esperemos igualmente que esta " pressa" não tenha os mesmos objectivos interesseiros das do concurso anterior  ( nota 1)

Infelizmente,  temos todas as razões desconfiarmos  das   frases desprovidas da  realidade que nos habituaram muitos dos nossos governantes e responsáveis,  e  que já  os  estigmatizou . Para  crer  nestas boas novas ,  aguardamos  que o Ministro da Saúde ,  no  cumprimento  dos preceitos legais que deve  fazer cumprir,  leve  com urgência  a   discussão publica   o novo Plano Funcional e  arquitectonico  com  as referidas alterações  de forma a  recolher a opinião dos  profissionais.

 Não se trata de nenhum procedimento extraordinario, mas corrente no mundo civilizado , e apenas  sugerimos  que  Sr.   Ministro da Saúde, Paulo Macedo ,  se inspire no exemplo dos Governos de  outros países cultos ,  como o ainda recente  da Irlanda, em  que para alem de estar a construir um novo Hospital Pediátrico em Dublin ( ao invés de destrui-lo),  zelou para que os seus  Projectos Arquitetonico e   Plano Funcional  para alem de  públicos fossem enriquecidos com  o contributo dos seus profissionais . O argumento do acrescimo de   "custos", no  contexto do que  tem sido  desviado  dos nossos impostos "para  os bancos falidos, não é aceitável. 
 ( Nota 2)








Agir em contrário,  pensamos que é  processualmente condenável,  e  deixará  um campo em aberto para as  duvidas que ensombraram   o concurso  anterior em que pensamos  prevaleceu em que  conflito de interesses em favor dos grupos financeiros privados ligados a saúde,  em detrimento do Interesse Publico e por maioria de razão o  da Pediatria e das  crianças  portuguesas.


Os impactos sociais são a melhor justificação para o SNS, uma vez que uma população  saudável “ representa o principal  activo  de uma comunidade “
Elogio da razão em tempos difíceis  - autor - Cipriano Justo



Nota 1:
Para a pressa de iniciar o concurso  contribuí  os cerca de 400 milhões de euros emprestados pelo Banco de Investimento  ao consorcio  que ganhar o concurso a juros residuais  e que aos contribuintes custarão encargos de 10% na renda a PPP .  Mas ainda  haverá a contabilizar os lucros   com   apropriação  do património imobiliário dos antigos hospitais e sua  transformação dos seus espaços  em condomínios de luxo como foi  denunciado numa serie de debates sobre a Colina de Santana na Camâra Municipal de Lisboa por  iniciativa da Arquitecta Helena Roseta.  
Em uma opinião pessoal, indago se não seria melhor, como  dizem que sugeriram os  Suecos num  estudo antigo sobre a reorganização da rede hospitalar de Lisboa ,   a opção de  construir o novo Centro Hospitalar de Lisboa Central , ao invés  de no Vale  Chelas , no espaço do actual Hospital de Curry Cabral. Aquele espaço , para  alem de bons acessos tem  relações de   proximidade como o conjunto dos  antigos Hospitais de Lisboa Central.  Aqueles Hospitais, ao invés de vendidos,  deveriam, para alem de outras utilizações, continuar  a prestar Serviços de Saúde complementares ( rectaguarda, serviços continuados, etc)
 Esta opção será  a unica  que permitiria continuar a    dar  vida  e não descaracterizar o Centro Historico de Lisboa  que na  actual opção será transformado num mero dormitório. 
 Um povo  que é culto mantem  a identidade dos espaços e cidades preservando a sua história no presente. Assim procedem os  outros povos europeus que não desbaratam  a  riqueza material e imaterial em troca “de uns tostões” que depois se evaporam nas Off shores.   Esta opção estará  fora do horizonte  do espirito  meramente mercantil  que formata as  actuais opções  e que  tudo indica se encerram num circulo especulativo coerente entre os interesses  os financeiros imobiliarios e os ligados a saúde como foi veiculado naqueles debates




Nota 2
O orçamento para construção do  novo Hospital  Pediátrico de Dublin é de cerca 40 milhões de Euros. O alegado prejuízo ao Estado quando da  Gestão do Hospital Amadora Sintra pelo Grupo Mello  (de que fazia parte o  Engenheiro Pedro Dias Alves  ,  foi dizem alguns   de 45 milhões de Euros.  Na leitura destes números, haverá   quem  possa   afirmar que  não há dinheiro para se  construir de um novo Hospital Pediátrico em  Lisboa?
Infelizmente  ….parece-nos que existem seres humanos capazes de tudo.....




As nossas crianças merecem que acreditemos  no seu direito a terem um  novo Hospital Pediatrico em Lisboa !


Assina : Pedro Paulo  M. A. Mendes / Médico -Cedula Profissional 21489 - SRS - O.M: Iconografia Jornalista Manu



domingo, 30 de novembro de 2014

Em Defesa do Hospital Pediatrico de Lisboa - Professor Gentil Martins - "Jornal o Publico "6/12/2014 em Defesa de um novo Hospital Pediatrico em Lisboa






Hospitais Pediátricos, Autónomos e de Referência: SIM ou Não ?    
    
   Ao contrário do que alguns dizem, é bem sabido que continuam a construir-se em todo o mundo novos Hospitais Pediátricos, em locais tão distintos como a África do Sul ou a Alemanha, de onde veio a nossa Rainha D. Estefânia que deu o nome ao actual Hospital , em Lisboa,  ( na sequência da doação da Quinta da Bemposta por D. Pedro V )   
          Nas 27 Capitais dos Países da União Europeia (excepção feita pela Islândia, que só tem cerca de 300.000 habitantes), existem Hospitais Pediátricos ( para além dos muitos outros existentes nas principais cidades da maioria daqueles ) Damos o caso da Inglaterra, por exemplo (onde nos especializámos ) e em que, além de em Londres, existem Hospitais exclusivamente pediátricos ( e até alguns novos…. ), em Liverpool, Edimburgo, Glasgow, Newcastle, Bristol, etc. etc.. 
Assim florescem em todo o mundo os Hospitais Pediátricos como um sinal de civilização. Portugal é também exemplo, tendo inaugurado há poucos anos um novo Hospital Pediátrico em Coimbra e discutindo-se um ou dois para o Porto: o Joãozinho, ligado ao Hospital de S. João e o Maria Pia ligado ao Hospital de Santo António e ao Centro Materno Infantil do Norte.
   A Irlanda, que atravessa como nós um momento difícil, anunciou a construção de um novo Hospital autónomo, exclusivamente Pediátrico, na sua capital, Dublin, considerado pelo Primeiro-Ministro irlandês como uma inadiável prioridade nacional…. ! Será que seremos nós os iluminados vanguardistas que irão mostrar o bom caminho aos outros ? Não nos parece aconselhável……
               Na legislatura anterior, quer a Assembleia Municipal de Lisboa, quer a Comissão de Saúde da Assembleia da República, aprovaram por unanimidade a existência de um Hospital Pediátrico na Capital.  Mais tarde, ( e pela 3ª vez ) a Assembleia Municipal de Lisboa, numa nova moção votada também por unanimidade,  procurou garantir a existência de terreno (no novo PDM de Lisboa) para um  Hospital Pediátrico independente.
              É evidente que um novo Hospital Pediátrico deverá ser parte de um Centro Hospitalar, assim tendo proximidade a um Hospital de Adultos ( o Futuro Hospital Oriental de Lisboa ), devendo ser ambos autónomos, mas com colaboração mútua e partilha de experiência e saberes.
              Num Hospital Pediátrico moderno, a tecnologia é importante, mas muito mais importante é sobretudo o “Ambiente Pediátrico” e a humanização, bem como a dedicação plena e a experiência naturalmente maior dos Especialistas Pediátricos e de múltiplos profissionais, preparados em todos os pontos do circuito, para o atendimento de acordo com as características da idade pediátrica e para a relação indispensável com as famílias. Tudo isto são aspectos indispensáveis, e não facilmente reprodutíveis num hospital com adultos.
               Por outro lado, o espaço do actual Hospital de D. Estefânia, expressamente doado pelo Rei, nunca poderá deixar de ser preservado e será certamente da maior utilidade ao serviço da Criança, na convalescença, na reabilitação, nos cuidados continuados etc., etc., para assim não se defraudar a intenção Real e as necessidades da população infantil mais frágil.
                O mais importante, e mesmo fundamental, é que nunca deverá ser o dinheiro, mesmo em tempos de crise financeira, a precipitar uma opção profundamente errada e retrógrada que se irá reprecutir negativamente durante múltiplas gerações, em custos humanos e materiais .
                Assim, a prazo, os ganhos obtidos, sobretudo pela qualidade (que hoje todos defendem como prioritária), compensarão certamente eventuais custos acrescidos   ( se é que existem ?), de uma nova construção, autónoma, moderna e com perspectivas de futuro.
                Afinal não se defendem os Centros de Referência ?
                E não se pense que a Plataforma Cívica, que defende a existência, em Lisboa, de um Hospital Pediátrico autónomo, é contra a construção de um Moderno Hospital de Todos os Santos: bem pelo contrário! Mas regredir, técnica e civilizacionalmente, isso, como portugueses,  não estamos dispostos a deixar passar na ignorância da realidade.
                Acreditamos, e tudo leva a crer, que o bom senso finalmente prevalecerá, e que as  Crianças portuguesas não serão "esquecidas", até porque delas dependerá o futuro do País. E mais uma vez se refere: vale certamente a pena reflectir, ponderadamente, sobre o panorama mundial e, em particular, sobre o  exemplo da Irlanda e da sua Capital.
               As crianças, como dizia Pessoa, são os seres mais importantes, e Portugal, para sobreviver, necessita delas. Como poderá pensar-se então que deixe de existir um Hospital Pediátrico de Referência, em Lisboa, e servindo todo o sul do País,  os Açores, a Madeira e mesmos alguns países lusófonos ?
                Que há melhor para as Crianças doentes e as suas famílias, do que ter "um Hospital só para elas": um verdadeiro Hospital Pediátrico ? Não seria este o seu melhor presente de Natal  e de Ano Novo, para  2015 ?
  
                                   Prof. Dr. António Gentil Martins 
      Cirurgia Pediátrica e Cirurgia Plástica, Reconstrutiva e Estética
Ex-Presidente da Ordem dos Médicos e da Associação Médica Mundial 

                                                                                                                   Lisboa 29 de Novembro de 2014        



domingo, 28 de setembro de 2014

.........................SINAIS PREMONITÓRIOS....................



SINAIS PREMONITÓRIOS




Preâmbulo


Pressentir  sinais que   precedem as catástrofes  é um dom  reservado a   alguns  seres vivos  possuidores de um sexto sentido.


 Dizem que as grandes tempestades na sua   aproximação  ionizam    as moléculas da  atmosfera , a  distância do seu epicentro.   Quando ainda  nada  as permite adivinhar  , algumas espécies  ( de que fazem parte   alguns humanos),  sensíveis   àquela alteração físico - química ,   pressentem-na  e   resguardam-se a tempo, antes de  as folhas amputadas virem a  encorpar os redemoinhos na  sua derradeira dança .   



É  referido , pelos sobreviventes, o  estado de ansiedade dos animais que antecipa as catástrofes tectónicas ,  quando ainda reina a bonança e os outros prosseguem distraídos na sua faina; um   impulso  de  força sobrenatural   permite que alguns se libertem de  correntes solidamente  fixadas,   que os condenariam como aos demais à morte.





As  sociedades humanas  são afectadas  frequentemente por catástrofes político-  económicas  incomparavelmente mais  devastadoras do  que as naturais.  Indagamos o destino dos homens  que   pressentiram  e se opuseram à  organização política  subterrânea  que conduziu ao    nazismo  e   se saldou  num redemoinho sinistro que durante 6 anos ceifou entre  50 e 70 milhões de vidas inocentes…..



Infelizmente,  os sinais premonitórios que indiciam as mudanças de regime, na maior parte das vezes  não são  identificados  pelas sociedades  adormecidas  no  embalo dos  média alienados e  manipulados e  que actuam como   cavalos de Tróia de  interesses políticos e financeiros. Esta manipulação traduz-se não só pelo  que se publica ou transmite,  mas igualmente pelo que não se publica  e omite ou a que  não se dá relevo.

  Quando acordamos   é tarde  e já nos  encontramos  subjugados pela  teia tecida  por aqueles em que confiamos , mas que  deliberadamente nos  enganaram   ou simplesmente se  mostraram débeis e se deixaram  seduzir pelos poderes fácticos .

-É o que tem sucedido com a privatização do SNS, que  em artigo anterior neste Blog  já  analisámos.
http://campanhapelohde.blogspot.pt/2013/11/a-reforma-da-rede-hospitalar-de-lisboa.html

- Esta é também a  causa primeira da destruição em curso do único hospital pediátrico de Lisboa. 

“ Melhor negócio  do que a saúde só 
o das armas”  ( declaração  de Isabel Vaz,  gestora do Grupo BES  Saúde e da qual se diz, e acreditamos, ter sido a primeira escolha de Passos Coelho para Ministra da Saúde. https://www.youtube.com/watch?v=tZYdk2emu48   

 Esta frase casual foi proferida ( assim o julgamos) sem a  preocupação ou consciência da substância cruel dos seus termos. Seria confortante  que assim fosse, pois a hipótese contrária, do ponto de vista teórico  e ético,  seria    incompatível com a sua função de  prestação de serviços com  cariz  humanitário como são os da saúde. Dissemos "teórico",  pois de acordo  com artigos recentes do Jornal de Negócios  as “qualidades” exigidas actualmente aos gestores aproximam-se de forma assustadora das do carácter dos   psicopatas perigosos. 
. "Dentro da cabeça dos poderosos", Susana Moreira Marques, Jornal de Negócios de 19/09/2014; “A revolução altruista esta a caminho” Mathieu Ricard citando o livro de Robert Hare “Snakes in Suits . When Psychopaths Go do Work” Jornal de Negócios de 17/010/2014  

Independentemente das suas  intenções, consideramos que a   formulação empregue  pela Dra. Isabel Vaz, por um lado,  não  é explícita  sobre   a razão  do “seu interesse” quanto à saúde dos seus "clientes" e, por outro, quanto às razões  que obrigam  o paciente   a procurar os  serviços de saúde  do grupo financeiro que representa.
O que a (os) motiva não  é a saúde do próximo mas sim e simplesmente o lucro. Não fosse assim e não se dedicaria a esta área.
 Este comércio não é de tipo convencional e  não resulta da compra da “mercadoria saúde”,   num acto de  livre  escolha / arbítrio pelo  cliente / ser humano livre; mas, ao contrário , da impossibilidade de escolha e arbítrio de  um individuo que se encontra involuntáriamente  ferido,  diminuído,  em  sofrimento, quer  por  deficiência  física ou  psíquica: o que o  coloca, sem opção,  em estado de dependência absoluta perante o prestador e eventualmente  sem alternativa de escolha.  Desta forma, não  se trata de um comércio entre iguais, antes se aproximando  do conceito de “chantagem” por parte do prestador. Mais  próxima ainda  de um acto de  chantagem quanto  envolve factores emocionais como acontece na população pediátrica. ( ver artigo no Blog dos Médicos Canadenses . “ A Saúde das nossas mães e crianças é demasiado importante para ficar na dependência dos privados)
Desculpe, Madame...mas  seu cartão de crédito não autorizou a despesa.......

Nesta  perspectiva o ser humano deu lugar ao “cliente”; caso não disponha ele de meios de pagamento , “a sua saúde” deixa de interessar e    restar-lhe-á  a saída pela porta traseira, por onde se escoam os   dejectos do vistoso  hospital privado e/ ou a  sua eventual  transferência para o serviço público,  intencionalmente descapitalizado  e desprestigiado por  ministros  estrategicamente  escolhidos pelos grupos financeiros que financiaram as campanhas eleitorais.  
O artigo abaixo é exemplar no que diz respeito as ligações do  BES aos  politícos do arco do  poder.  Outras ligações serão  mais subterrâneas e envolvem interesses  internacionais.
http://www.sabado.pt/Special-Pages/Print.aspx?printpath=/Multimedia/FOTOS/Dinheiro/Salgado-ligado-a-tudo&classname=Article.Media

Sobre o outro tópico  da comparação da Dra. Isabel Vaz; o paralelo que estabelece entre a  mercantilização da  doença e a da ultra-  lucrativa indústria de armamento, consideramos  que é consentâneo com o acima exposto,  pois  ambas se alimentam do sofrimento humano e apenas diferem em grau,  que na  segunda  se eleva ao   absurdo apocalíptico.

   é o garante o atendimento com a  qualidade de qualquer indivíduo  independentemente da sua situação financeira,  é um dos  fundamentos  da existência de uma sociedade digna.  

Em síntese,  consideramos que deve ser assumido um  limite ético quanto ao que  pode ser objecto de comércio não regulamentado . Julgamos que  este  limite coincide com prestações / serviços que, caso não venham a ser  satisfeitos,  possam  vir a pôr em causa a nossa capacidade de   sobrevivência como indivíduos autónomos; sendo que  o seu monopólio privado, colocando  a  decisão de os tratar sujeita à disponibilidade  financeira dos cidadãos poderá   configurar  uma forma objectiva de   chantagem.  



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A titulo de exemplo, citamos o ocorrido com uma pessoa conhecida
 que recorreu a um Hospital Privado de Lisboa mas que que  devido
 ao pressuposto de o seu familiar  necessitar de cuidados intensivos foram-lhe
 exigidos 3000 euros como sinal, sem oque não poderia seria admitida....





























Dubai Dubai: Casal com filha prematura e sem dinheiro parahospital

Notícias ao Minuto‎ - 31 Out 2014
A história do casal Genny e Gonçalo Queiroz gerou uma onda solidariedade, tendo sido criada uma página no Facebook na qual é feito um ...



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"(...) que romantismo pensar que a economia não pode transformar os homens em bestas”.  Salman Rushdie,  1989




A serenidade  (que chega a ser cativante)  de  Isabel Vaz nesta entrevista tem uma dupla interpretação. A menos óbvia  é a   de ser mais  um  “sinal de alerta” de que uma ideologia  fria e desumana, que subiu à ribalta na sociedade portuguesa  e  que já  se  consolidou   como  cultura  oficializada   e  assumida  com   naturalidade pelas  “elites”  financeiras e  os seus quadros intelectuais e  técnicos  nomeados para  organismos estratégicos.


Não se trata de um ataque pessoal à  Dra. Isabel Vaz, que apenas representa  uma das faces da ambígua natureza humana de que  fazemos parte e  que  compartilha o  capital genético de  predadores porventura inteligentes mas profundamente  egocêntricos.  De forma titubeante a humanidade tem tentado   ultrapassar com sucessos e insucessos,  através dos preceitos humanisticos  de algumas religiões,  da filosofia, da economia política,   que  mais recentemente inspiraram as revoluções democráticas; pior ou melhor, ou mesmo mal  sucedidas,  mas   cujo  pressuposto genérico  assume  que  todos   nascemos com direitos iguais.  Trata-se de um processo longo, com inegáveis progressos mas também com retrocessos temporários .
A titulo de exemplo no século XVIII ainda existiam  escravos em Lisboa, hoje impensável (Os  Escravos na Lisboa Joanina - Delminda Rijo CML)
A ideologia  que a Dra Isabel Vaz consciente ou inconscientemente  professa  (em comunhão  com parte da  nossa classe politica)   e  a que agora se chama  “neoliberal”,   teve a sua origem ,  segundo Paul Krugman, num movimento de cariz racista no Sul dos Estados Unidos na década de 1930- 1940  do século passado e evoluiu para o “conservadorismo de movimento”. O seu primeiro sucesso politico  foi o de  conseguir  eleger Ronald Reagan para a presidência dos Estados Unidos da América; e subsequentemente,  numa  estratégia transnacional,  através da "Escola de Chicago", do chamado “compromisso  de Washington" e do Banco Mundial,   globalizou-se e manipula em  proveito próprio  a riqueza gerada socialmente em grande parte do mundo.( “ A consciência de um Liberal”, Paul Krugman, premio Nobel da Economia )
 Em Portugal, alguns dos seus membros   estão conotados com o chamado  “Compromisso Portugal” ,   que, inclusivamente,   teve  alguns elementos  representados na actual reforma hospitalar de Lisboa Central.   Em texto de  apoio do programa daquela associação que se  diz " revolucionária " ( acessivel  na NET ) poder  ler-se  que  "as instituições  privadas por serem  mais eficazes devem assumir  os cuidados de saúde infantis"……. 
O desastre que esta ideologia importada  e a que se converteu parte da  nossa classe politica  tem levado ( felizmente) a deserções de alguns dos  seus próprios implementadores e ideologos. 
Não se trata de ser de esquerda ou de direita, mas apenas de ser-se ( ou não) honesto.
Desta honestidade deu prova Carlos Abreu Amorim (PSD)
                                                                 





“Pobres de nós”

O facto da pobreza ser fundamentalmente relacional implica que todos os pobres sejam, em certo sentido, pobres de nós ( Alexandre Abreu)



Em contra posição ao darwinismo  social , neoliberal , que  considera  que a  riqueza das sociedades deve-se ao sucesso de uma elite movida pelo interesse individual (ideologia esta  como acima dissemos representada  e exportada pelo Banco Mundial e FMI  e onde fizeram escola alguns dos responsaveis pelo actual  plano de  privatização da saúde  em Portugal  Correia de Campos entre outros ;  destacam-se  em contra ciclo , entre outros,  os  países nórdicos tem resistido a este  ataque organizado . Aquelas   comunidades  que fizeram-se  representar por uma classe politica séria , não  alieando o seu  direito em auto governar-se e  desenvolvendo um  projecto inclusivo e que entre outros  assume o valor da  igualdade em direito  de  todos os seus membros terem a mesma oportunidade  em aceder o  bem estar e ao sucesso desde que se esforcem naquele sentido.

Pensamos que ao contrario do que dizem os neoliberais que a pobreza é o resultado de uma conduta negligiente  mas  que o “estado de  pobreza”, tem causas culturais e desigualdades ancestrais e que  assim tem  origem  relacional  e  que a   sua  definição  ultrapassa “a mera  privação material”    rebaixando no seu conjunto a  sociedade que a tolera   a um estatuto de indignidade e  de que  são faces da mesma moeda os beneficiados, os excluídos  ou simplesmente indiferentes. Por outras palavras uma criança que nasceu pobre deve ter a mesma possibilidade que as outras ao sucesso.

De forma a alcançar estes  objectivos , aqueles  países ( Nórdicos por exemplo)  não alienam o  controlo dos meios estratégicos  que permitem que as suas  instituições democráticas tenham condições  para  concretiza-lo e nomeadamente estabelecer uma estrategia de desenvolvimento.   Em sentido oposto a estes paises   vide  em Portugal em assistimos  privatização de bens públicos pelos partidos do governo e que seriam estratégicos para um crescimento sustentável como foi a Energia e agora a  Saúde, etc.......
 Nesta linha de pensamento  realçamos  a já assumida  alienação do Hospital Publico de Loures, antes do grupo Espirito  Santo , aos Chineses  que detém o capital da seguradora  "Fidelidade", ou ao  Americanos como  já fora antes o de Cascais,  (adquirido por  grupo pelo grupo Amil que diz  Brasileiro no nome,  mas Norte Americano de facto ;  UnitedHealth Group  e o de Vila Franca pelo Grupo Mello.

Os nossos recursos públicos, ao invés de serem dirigidos para o nosso  desenvolvimento económico e humano, estão a ser  canalizados  para pagar aos prestadores privados,  as PPP e bancos falidos. 




No Orçamento de Estado   de 2015 para a Saúde 2015 ,
 840 milhões de euros estão  destinados as PP

No Orçamento de Estado para Saúde de 2015 ,  cerca de 10% já  estão a ser  destinados  para os "compromissos" com os grupos privados e isto  sem contabilizarmos com os custos com as  indevidas  transferências de  doentes e a realização de   exames de diagnóstico regime de PPP que controlam ( Cascais, Vila Franca, Loures e Braga )   para os seus Hospitais privados ( Hospitais da Luz, CUF Descobertas e Lusíada).  
Com esta politca  alcançam o  seu  outro objectivo que é o  esvaziar  de doentes os  Hospitais Públicos que constituem as   áreas de referência terciaria  natural   daqueles Hospitais, que são os Centros Hospitalares de Lisboa Central.  Forjam-se assim   as   justificações para a  desactivação e encerramento  daqueles Hospitais  e inclusive o  D. Estefânia .
“Sem dó nem piedade”-  
Como de vergastadas se tratassem , ferem-nos a face as primeiras borrascas da   tempestade que não  soubemos prever e evitar .....


Algumas  noticias  "perdidas"  nas entrelinhas dos  jornais diários,   que apenas relevamos por  acaso, são   por  vezes a   janela  que deixa passar  um raio de luz  que   ilumina por breves  segundos  a nossa  consciência para  a tragédia em direcção à qual nos vão encaminhando .

Transcrevemos  abaixo duas   noticias interligadas . Delas  eflui   um odor  não recomendável    da filosofia que  impregna a actual  “reforma de saúde” e  que visa de facto  a sua privatização a prazo.



1- A primeira refere-se  à  cobrança coerciva das taxas moderadoras pelo Hospital de Leiria. 


Esta noticia  informa-nos que os gestores do Hospital Público de Leiria recusaram a  assistência a uma doente com incapacidade fisíca enquanto não saldasse as suas dívidas para com o hospital.
 
2- A segunda refere-se à directiva governamental  que justificou esta medida e estabelece que a   cobrança das taxas           moderadoras  venha a  ser  feita através das Finanças , assumindo-se  assim   um carácter claramente coercivo. A nova filosofia é  bem ilustrada pelas declaração  da  Dra. Marta Temido, presidente da Associação Portuguesa de Gestores Hospitalares

 - “Marta Temido, presidente da Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares, entende que “por a dívida estar prescrita não deixa de poder ser exigida”. “Essa dívida foi contraída no âmbito de um serviço prestado. Se eu tenho uma dívida que não paguei, está na minha consciência regularizá-la”, justificou.
- www.rtp.pt/noticias/index.php?article=760503&tm=2...‎
18 ago. 2014 ... A presidente da Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares, Marta Temido, aplaude o novo sistema de cobrança coerciva das taxas moderadoras

Em relação às taxas moderadoras haverá  a considerar que a sua introdução  teve como (pseudo) justificação  uma  função    disciplinadora do acesso.  A disciplina do acesso deve fazer-se  através da educação dos utentes e cidadãos numa persperspectiva de poupança dos bens e recursos públicos .
      

 O  objectivo estratégico  dos  seus impulsionadores   foi o de substituir o princípio da gratuitidade   pelo do   “ utilizador- pagador”. 


Esta adulteração do  princípio da universalidade do acesso   teve vários  objectivos, entre os quais o de  interiorizar  culturalmente  nas populações  o fim da gratuitidade dos serviços;  e, por outro,   impedir  aquilo que consideram a  “concorrência desleal  do Estado face às unidades privadas.  A transformação das unidades hospitalares  em EPE  e a instituição das taxas moderadores fazem parte do pacote de medidas institucionais com vista  a  facilitar a entrega aos privados da sua  gestão clínica ( como já acontece em Braga, Cascais e Loures e Vila Franca ). Notamos que hoje em dia algumas taxas moderadoras do SNS estão mais elevadas que nos hospitais privados, traduzindo uma intencionalidade na acção política  dos ministérios em descredibilizar e  esvaziar o SNS.

Alguns gestores hospitalares reflectem e defendem  estes interesses  representando uma nova   classe administrativa,     formada de forma a servir estes   objectivos.



O que aconteceu em Leira,   em que foi  negada assistência a uma doente por não dispor de meios para fazê-lo, não se tratou de um caso isolado  mas foi  apenas um exemplo  da ideologia fria, sequiosa, impiedosa, dos que agora nos governam.



Em contraponto afirmamos que 



1- Em acordo com o fundador do SNS,  António Arnaud, que 


“O SNS deve ser financiado segundo o  princípio de solidariedade social, através  dos nossos impostos e consignado através do   Orçamento de Estado”



 2- Negar a prestação de cuidados  médicos  a um utente que não disponha de meios financeiros  quer  no serviço público ou privado , como se procedeu no Hospital de Leiria,  consiste numa  violação grosseira e inadmissível da nossa Constituição e    dos Princípios do Juramento de  Hipócrates; e que deve assim  merecer a  repulsa  e o  seu incumprimento pelos    profissionais de saúde.

 António Arnaud tem  nos alertado  para os  “Sinais Premonitórios” da “ Nova Ordem Mundial   que  se tem  infiltrado   na sociedade e já  causa  danos  irrecuperáveis no  tecido social.

Cabe-nos como fizeram  os médicos Canadenses,  resistir  a destruição do SNS  e nomeadamente , no que nos diz respeito, a um dos seus  pilares que é  Hospital Pediátrico de Lisboa.



Poderá a alguns parecer excessiva a equiparação desta  in/evolução  com a ascensão do  regime nazista ....sim .....indagamos  se acaso se  poderá negar que as medidas em curso reflectem  a mesma  índole  insensivel de um  calculismo   e petreo??? 

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A sugestão do FMI é «subversão» do regime, diz António Arnaud ...dinheirodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=193036‎
9 jan. 2013 ... Sugestão do FMI é «subversão» do regime, diz António Arnaud ... o aumento das taxas moderadoras e a redução do leque de cuidados ..
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 Assina :  Pedro Paulo Machado Alves Mendes - Ilustrações da  Jornalista Manu