terça-feira, 19 de Agosto de 2014

Em defesa do Património do Hospital Miguel Bombarda e do património da Colina de Santana





Como temos divulgado , tudo indica que a  denominada  "Reforma da Rede Hospitalar"   e a transferência  para  privados dos património publico dos antigos Hospitais Civis de Lisboa  faz  parte de uma teia bem organizada e com interesses diversos que englobam desde as PPP na saúde para  construção do futuro Hospital de Todos os Santos  que tem com efeito colateral a destruição do Hospital Pediatrico de Lisboa e a transformação em condominios de luxo o espaço fisico, urbano, histórico e artistico  dos antigos Hospitais  que  é de pertença colectiva e da cidade de Lisboa

Contra esta teia neoliberal  haverá  que enaltecer o papel da Associação Art Outsider de que  recebemos a  informação e que abaixo transcrevemos  e igualmente  agradecer
1-  o esforço e papel fundamental da   Arquitecta Helena Roseta  na  Assembleia Municipal de Lisboa  para evitar que as ilegalidades se  se concretizem.
2-  o papel negativo de Manuel Salgado, responsável pelo pelouro do urbanismo que tem tentado implementa-los de forma subterrânea.

Associação Art Outsider 
Caros Amigos

Tem prosseguido a luta em várias frentes pela salvaguarda e valorização do património do Hospital Miguel Bombarda, o hospital que está em maior e imediato risco na Colina de Santana, em Lisboa, além de ser desprezado por muitos pelo preconceito e discriminação face à psiquiatria e aos doentes com perturbação.

Obteve-se em Julho/Agosto alguma divulgação pelos media.

Em anterior informação, enviámos  cópia de artigos no Público e Expresso de 28 de Junho sobre a Petição (com 850 assinaturas de médicos, outros profissionais de saúde e moradores), entregue ao Secretário de Estado da Cultura pela urgente Classificação de vários edifícios do Hospital, proposta por várias entidades e personalidades em Março de 2013, e cujo Parecer dos serviços especializados da própria SEC não só foi favorável, como propôs a classificação de todo o Hospital e da cerca, (dado o seu enorme valor e integridade) mas que, singularmente, não foi tida em consideração pela anterior Diretora-Geral, continuando semelhante situação com o actual Diretor Vassallo e Silva. 
E até hoje, passados 15 meses, não foi dada nenhuma resposta por escrito às entidades nacionais e estrangeiras que propuseram a classificação !

Recentemente, o jornal Público noticiou a tomada de posição da Assembleia Municipal de Lisboa no que toca àurgente necessidade de consolidação e restauro do Balneário D. Maria II (classificado em 2010 juntamente com o Pavilhão de Segurança) que enviamos cópia em Anexo. O Fórum Cidadania Lx já havia solicitado em 30 de Abril essas obras e a reposição urgente das proteções laterais no Balneário, com eventual financiamento pelo programa Piparu, em bem fundamentada carta aos presidentes da CML e da Estamo e ao vereador do urbanismo Manuel Salgado, sem resultados visíveis.

Também se envia em Anexo um oportuno artigo da Revista da Ordem dos Médicos de Julho/Agosto (com uma circulação de mais de 20 000 exemplares) sobre a mencionada Petição ao Secretário de Estado da Cultura e sobre a sujidade, as infiltrações e danos que se estão a verificar no edifício principal e outros, devido à ausência de qualquer limpeza e simples reparação de telhados por parte da Estamo, a empresa "proprietária", pertencente ao Ministério das Finanças, que com a colaboração e aval do Serviço de Urbanismo da CML, apresentou os projetos  de 2013 para a Colina de Santana, rejeitados por largos milhares de cidadãos em consulta, pela opinião pública e pela Assembleia Municipal. 

Também em Anexo enviamos outro artigo do Medi.com, Boletim da Secção Regional do Sul  da Ordem dos Médicos, transcrevendo a carta ao Presidente da C M L, Dr. António Costa, solicitando a urgente  intervenção da edilidade para que a Estamo proceda às reparações de telhados e de rombos em tetos provocados por infiltrações em vários locais no Hospital, carta subscrita pelos presidentes da Sociedade Portuguesa de Psiquiatria e Saúde Mental, Sociedade Portuguesa de Neurologia, Sociedade Portuguesa de Arte Terapia, Associação Portuguesa de Arte Outsider, Forum Cidadania Lx, e pelo Padre Visitador da Congregação da Missão de S. Vicente de Paulo, e pela Associação para a Valorização da Colina de Santana.

Entretanto, recebemos um ofício da Presidente da Assembleia Municipal,  Arq. Helena Roseta, do dia 7 de Agosto, em que dá conta do Relatório da visita em 25 de Junho ao Hospital da Comissão de Acompanhamento para a Colina de Santana que constatou a degradação existente, bem como informa que a Assembleia Municipal enviou ofícios a diversos organismos do Governo e Câmara Municipal de Lisboa, denunciando a situação e solicitando reparações urgentes.

Informamos que apesar do desleixo a que tem estado votado, tem aumentado o número de visitantes (estrangeiros e portugueses) do Museu do Hospital, de Arte Outsider, Psiquiatria, Neurologia e parte do edificado, aberto desde 2004, segundo a recente tendência internacional de combater a discriminação e promover a auto estima, herdeiro de um dos primeiros museus do mundo de arte de doentes, fundado em 1894 pelo Prof. Miguel Bombarda. (sábados das 14 às 18h e quartas das 11 às 13h) 

Agradecemos o apoio de todos e apelamos à divulgação destas informações junto de amigos e conhecidos.

Saudações

Comissão para a Salvaguarda do Património


domingo, 27 de Julho de 2014

PARABÉNS HOSPITAL D. ESTEFÂNIA - 17 de JULHO - 137 ANOS AO SERVIÇO DAS CRIANÇAS PORTUGUESAS...... A "motivação" que esta subjacente ao nascimento de uma "Obra" , o seu valor social e longevidade , se articulam numa função de tipo "causa e efeito"..... Nesta perspectiva, analisar as "motivações " dos gestores que defendem o projecto actual , que prevê um modelo monobloco e generalista para o futuro HTS , nos permitirá a melhor balizar as expectativas sobre aquele projecto em contraponto aquelas que tem sido oficialmente propagandeadas.............








Por outras palavras:


Caso averiguemos  sobre  os motivos que estão na origem de  "Obra ou Instituição de Serviço Publico"  ,  permite-nos  a  avaliar  a  consistência dos seus objectivos e  desta forma melhor  compreender as causas do seu sucesso  e longevidade ou pelo contrario do seu declínio ou revés



Utilizaremos este método ao Hospital Pediátrico de Lisboa  que no Dia 17 de Julho passado  comemorou 137 Anos .  Analisaremos em seguida as motivações que estiveram na origem da criação do Hospital D. Estefânia ,  contrapondo-as  a seguir,  as motivações  que estão  na origem da sua   diluição  no Centro Hospitalar de  Lisboa Central  e  a sua futura  destruição quando da transferência para o futuro  HTS.





1- As motivações que estiveram na origem da construção do Hospital D. Estefânia



A futura Rainha D. Estefânia , dotada de uma personalidade   inteligente e sensível  e com preocupações sociais   ,  beneficiou de uma  educação  que aprimorou as suas qualidades naturais. Foi  influenciada pelo ambiente de   progresso civilizacional  que se vivia então na  Europa  Moderna.   A partir da Revolução Francesa deram-se passos decisivos na compreensão da  especificidade Psico biológica da criança  e dos os  seus direitos.   Estes avanços se  reflectiram em muitos campos e entre eles  , na  criação do Hospitais Pediatricos , que  passados mais de cem anos,  , são ainda  centros de referência  e os principais responsáveis pela criação conhecimento nas múltiplas áreas em que se ramificou a pediatria.   

D. Estefânia , já como Rainha de Portugal veio a beneficiar –nos  com esta sua  visão progressista e culta.  Ao invés de actividades fúteis, dedicava os  seus tempos livres  a visitava dos doentes  hospitalizados.  Ao se deslocar as  enfermarias do H.S.José chocava-se e criticava a falta de condições  e promiscuidade a que estavam votadas as  crianças internadas.

A rejeição daquele ambiente  ainda medieval constituiu  a  motivação  causal  que  a tomar a levou a tomar   iniciativa de   construir um  Hospital Pediátrico para Lisboa.

Para  concretizar esta ideia, não se ficou só  por palavras e decretos de boas intenções ,   despojou-se do seu dote de casamento e  dou-o   para  aquele fim . Só  depois da sua morte ,  D. Pedro V  e D. Luís  conseguiram concluir aquele  sonho

A sua inspiração e obra foram um  sucesso   e que  perdura já há quase um século e meio. O apreço por aquela instituição  dispensa palavras Ainda recentemente cerca de  80.000 portugueses reuniram-se   num abaixo assinado, enviado ao Presidente da Republica  protestando contra a   desactivação e destruição em curso , mas  sem nenhuma consequência. Infelizmente  a inter relação entre as elites politicas e o poder financeiro corrompeu todas as instituições democraticas.



Concluindo ,  sintetizamos    as duas motivações que estão na origem da  concretização e sucesso desta  obra:



-      O amor e dedicação de D. Estefânia a  infância,  caracteristicamente  frágil e desprotegida



-      O  despojo dos seus  próprios   bens materiais  de forma que aquele objectivo se concretizasse.



A titulo de curiosidade  citamos   que as crónicas da época  que opositores ao projecto  argumentavam  que a construção de um Hospital dedicado as crianças  era um luxo injustificado nas condições de pobreza do Pais.  











2- Analisemos agora as  motivações que estão subjacentes  a  sua actual  desarticulação agora e na  origem do actual projecto do HTS.


Os  argumentos  e motivações teóricas daqueles  que se empenham e conduzem a  destruição  do hospital pediátrico de Lisboa sintetizam-se  nas três  preposições que se seguem  :

·          O Pais  é  pobre e que  assim apesar de  desejável  a existência de um Hospital Pediátrico, este   esta   acima das nossas posses.
·         Um Hospital Generalista indiferenciado  é mais económico e funcional pois permite aproveitar espaços, equipamentos e pessoal qualificado.
·         Que os Hospitais Pediatricos  já estão  ultrapassados.



A primeira constatação é que qualquer destes argumentos reporta-se unicamente  a economia de custos. Não entram considerações sobre os direitos e caracteristicas da infância,  uma estratégia de futuro para a  comunidade , ou mesmo na linha do seu pensamento gestionário,  a economia de meios e eficácia do tratamento quando se concentra massa critica de  doenças mais complexas num único centro de referenciação
 Não poderia ser doutra forma pois arautos da actual reforma hospitalar são gestores e  tem  como principal  oficio os números . O mais  grave de  tudo é que muitos deles exercem os seus cargos em conflito de interesses pois estão ligados ideológica ou profissionalmente ao grupos financeiros ligados a saúde.
Dispensaremos de analisar os  dois últimos argumentos ,  pois já os criticamos  anteriormente.  Não podemos  deixar   de salientar de que a sua  afirmação de  que os Hospitais Pediatricos estão ultrapassados . Esta preposição  esta desvinculada  da verdade e da realidade  e desabona a   honestidade intelectual  dos que a veiculam.
..... Não fosse assim, em todo o mundo  não estariam  a  construir novos  ou  a reformar os Hospitais Pediatricos antigos...Ex:  http://www.rch.org.au/rch/about/Pediatric Hospital Melbourne
Bem analisemos  "as motivações" dos seus defensores
Dando o beneficio da duvida , admitimos como  sincera a sua  preocupação e  argumentação  tivessem  por objectivo impedir  o  desbarato dos  dinheiros públicos devido e assim  poupa-lo para fins que a sociedade  entendesse mais importante ,  no caso a assistência hospitalar especializada as crianças portuguesas.
Na expectativa  da sua honestidade intelectual ,  pressuporiamos   que por coerência,  os seus defensores  tivessem na sua   Folha de Serviços a Nação o registro de  um passado exemplar no  rigor no controlo dos dinheiros públicos e que na sua vida pessoal agissem em conformidade.
Averiguemos  assim  o passado de  apenas  dos   dois  protagonistas  iniciais  do projecto do Futuro HTS . Ao faze-lo  não pretendemos  personalizar o processo, pois  eles representam apenas o  rosto dos projectos financeiros  e serão individualmente   "boas pessoas".
Referimos o Eng. Manuel Pinho  e o Eng. Gestor Pedro Dias Alves.
Os seus nomes estão ligados pois foi , Manuel Pinho  quando  Ministro das Finanças de Sócrates  que escolheu e nomeou  o Engenheiro Pedro Dias Alves  para orientar o concurso da PPP do Futuro Hospital de Todos os Santos.
Pedro Dias Alves,  antes havia ocupado cargos de  Secretario de Estado do então  Ministro  Cavaco Silva e depois foi   gestor pelo grupo Mello Saúde no hospital  Amadora Sintra . Como vemos  "a cor politica" serve apenas para confundir-nos. 
Recordemos que aquela gestão foi controversa  e afirma-se um montante de prejuízo aos contribuentes de 45 milhões de euros devido a sobre facturação de exames.  Este montante  permitiria construir um novo Hospital Pediatrico em Lisboa.
Notamos ainda que todo o Plano Funcional  proposto para o futuro HTS proposto por aqueleSr.  Engenheiro Gestor reflecte uma perspectiva de hospital privado voltado para o lucro máximo.
No conflito de contas do H. Amadora Sintra,  foi elucidativa a tomada de posição de  Correia de Campos, então Ministro  Saúde  em beneficio do grupo Mello pondo em causa os funcionários do M.Saúde que denunciaram as supostas irregularidades , o que mostra  o "acôrdo de regime" que vigora para alem da propaganda eleitoral em dizem defender o SNS.  Este processo  foi abafado num tribunal arbitral criado a medida.

Manuel Pinho, depois de se demitir do Governo de Sócrates para alem de receber um salário da EDP para dar aulas numa Universidade Americana., acumulou funções de  gestor do grupo BES Angola ,  e  apesar do prejuízo de 4,9 bilhões daquela instituição , exige agora   pelos seus “Serviços “ uma “reforma” de  3,5 milhões de Euros .!!!!!!
A titulo de conclusão , apercebemos de que a preocupação destes dois gestores  e outros  que os nomearam , com os  gastos excessivos que acarretaria  a construção  de um Hospital Pediatrico  em  Lisboa  é sincera.
Julgamos, na sequência do acima exposto, de  que  a sua preocupação com  os recursos "desperdiçados"  com as nossas crianças poderiam  vir a se  repercutir negativamente   nos lucros  que  previamente   contabilizados ,  nos  salários milionários e  luvas  que reservam  para si ou para os s ex  ministros  e  gestores envolvidos nas negociatas das PPP para a  construção dos novos Hospitais. Caso em erro  desde já nos desculpamos.
Acresce a esta motivação, uma outra , a  de apropriação dos espaços dos antigos Hospitais  pela Estamo e que depois serão alienados a construção de condominios de luxo. ( ver artigo anterior no Blog : http://campanhapelohde.blogspot.pt/2013/11/a-reforma-da-rede-hospitalar-de-lisboa.html) . 
E já agora seria interessante ouvir  a opinião que teriam  destes senhores , caso  tivessem consciência desta realidade pantanosa ,   algumas das nossas futuras mães, aquelas que estão  obrigadas  devido a crise  a recorrer a internamentos  nos Hospitais para alimentarem a sua gestação ou das mães ou mesmo das mães e  crianças de Angola que vivem em condições infra humanas   ( 5 biliões de Euros de prejuízo do BES em Angola onde Manuel  Pinho foi Gestor )
 Tudo indica  de  que a conflitualidade existente no concurso da PPP do futuro Hospital  de Todos os Santos reflicta apenas a disputa  entre  o Grupo Mello Saúde e o BES. 
Os lucros contratos das PPP , recheados de clausulas secretas ,  será  em  ultima instância a motivação principal  que esta  origem do actual projecto  de organização da rede hospitalar  e que  tem como  um dos efeitos colaterais   a destruição do Hospital Pediatrico de Lisboa .

Neste momento outro Gestor ligado que esteve  ligado a  finança,  Luis Filipe Pereira, reavaliou o concurso pois o anterior foi considerado ilegal. 
O nosso dinheiro é desperdiçado em concursos viciados e  todos estão  impunes. 


Toda a "não verdade "  para poder vingar tem que ter uma parte de "verdade" . 
A "verdade" com que estes   gestores encobrem  as suas motivações  reais é a   necessidade  real de reorganização da rede Hospitalar e Materno Infantil. 
 Esta reforma para ser idonea   deveria   ser conduzida    por profissionais com  reconhecida competência  dedicados a criança não sendo permitida nos grupos de trabalho, participantes com  conflitos de interesses,  nomeadamente com  qualquer  ligação ao  grupos financeiros ligados a saúde como deliberadamente  aconteceu neste concurso. 
Só um concurso com "outras" motivações mereceria a confiança da população e profissionais.

Finalizando, resta-nos indagar : como inverter este processo  impedir  que instituições históricas  sejam  destruídas pela voracidade dos  interesses especulativos ? Não temos a resposta cabal, mas existe uma certeza:
O nosso animo e coragem são determinantes.
  


Assina:  Jornalista Nanu .  Responsabilza-se Pedro Paulo Mendes 










domingo, 22 de Junho de 2014

Uma comunidade só se projecta no futuro caso oriente as suas politícas para a protecção da maternidade e da infância.....

A mentalidade mercantilista dos nossos governantes em que  factor trabalho é um  mero consumivel .... começou a dar os seus frutos... aprendizes de feiticeiro,  correm agora a  apagar os fogos.......  A  programada destruição  do Hospital D. Estefânia é outro  exemplo desta mentalidade e  sobre o qual Comissão para a Natalidade , se deveria pronunciar,   exigindo  a sua revogação  imediata.......





O desapoio as famílias com crianças deficientes é uma vergonha para o Pais.




INDAGAMOS SE EXISTIRÁ ALGUM LOGICA NO PAGAMENTO DE TAXAS MODERADORAS AS CRIANÇAS COM MAIS DE 12 ANOS, ALTURA EM QUE   OS ENCARGOS PARA OS PAIS,  É MAIS SIGNIFICATIVO????




Sim , uma questão de mentalidades.....Ao invés de construir campos de  futebol que estão agora  as moscas ....poderiam ,  como os autralianos ter construido  um novo hospital pediatrico.....
E os milhares de euros gastos em concursos depois considerados ilegais ( o ultimo concurso da PPP  para o futuro HTS), permitiriam dar  melhor acolhimento nas salas de espera aos nossos pequenos doentes  .....
....As nossas  mães e crianças merecem melhor.....


http://www.rch.org.au/rch/about/
Pediatric Hospital Melbourne




domingo, 1 de Junho de 2014

"A lei da Rolha" já é antiga e tem silenciado a reevindicação de Lisboa contra o encerramento do seu Hospital Pediátrico?!!! O silêncio da comunicação social , salvo honrosas excepções é um exemplo vivo e de que todos somos testemunha do condicionamento da informação a que estamos sujeitos.

Silêncio é morte
e tu se te calas .......
morres, e nós também
e se falas ........
morres e nós também
então  diz e morre. E nós também
 Tahar Djaout 
( citado por Lídia Jorge em " Os Memoráveis")

"Defini-te e queima-te"
Padre António Vieira





Não será já  a "lei da rolha" a auto censura  à  que  muitos profissionais de informação, admitimos que  inconscientemente , se  submetem e  que os impele a calar  sobre o encerramento  do Hospital Pediátrico  e as manifestações  população de  de Lisboa  em defesa do interesse das suas crianças ?!!!  


Depois de dominar os meios de comunicação social pretendem agora fechar o cerco e  calar os profissionais ?!!!!


Os profissionais  de saúde tem a obrigação ética de repudiar  sobre  todas a legislação  que os impeçam de denunciar publicamente a des articulação do SNS e no caso particular a desarticulação do Hospital D. Estefânia

Este é o exemplo ao  que conduziram as politicas dos  que nos tem governado....










E qual a origem deste descalabro ? A interpretação que se segue é a  mais verossímel.
"
"
                                                                                                       



Apesar de neste Blog restringir-mos a  intervenção politica  na defesa do Hospital Pediátrico de Lisboa resolvemos  transcrever este artigo do historiador e histórico do PSD ,  José Pacheco Pereira no Jornal Publico de 31/05/2014 ,  por quem  não temos qualquer  simpatia ou antipatia particular e a publicamos  por considerarmos  uma  analise lúcida e de um profundo conhecedor dos meandros da política e governação em Portugal.  
No que nos diz respeito consideramos que   causa principal da desarticulação do Hospital Pediátrico de Lisboa tem a sua ultima  origem  numa "elite" politica impreparada (por exemplo ministros com cursos feitos nos fins semana que singraram nas "jotas" ) e  que controlam as  suas  maquinas partidárias .Estas  elites na sua generalidade são subservientes  aos grandes grupos económicos (  no nosso caso, aos responsáveis pelas  PPP, para quem a "Reforma Hospitalar"  não será  senão um  pretexto  para os lucros que irão arrecadar  com  a construção do futuro HTS,  por um lado,  e por outro favorecer os  seus amigos  da  especulação imobiliária  que estão inquietos e ávidos  em lucrar  com  construção condomínios privados  , no acervo dos antigos Hospitais Civis de Lisboa e   que é pertença de toda a comunidade.
Discordo contudo de Pacheco Pereira quanto ao inicio destas politicas. No 1ª governo do Professor Cavaco Silva em 1995 acentuou-se  a destruição do aparelho produtivo, inaugura-se a ruinosa  PPP da Luso Ponte e o Ministério da Saúde foi entregue a gestores de bancos privados Os  Engenheiros Guterres , Durão Barroso e  Socrates foram os seus continuadores No que diz respeito a Guterres e  Sócrates  entregaram o  M. da Saúde a  Correia de Campos , neo liberal  convertido no Banco Mundial e disfarçado de Socialista.   Ao contrario do fumo lançado ao ar  e o "teatro" nas épocas eleitorais   existe  continuidade  e acordo tácito nas politicas do Bloco Central .
Esta exposição veicula exclusivamente  a opinião pessoal  de  Pedro Paulo Machado Alves  Mendes ( um arrependido pois votou em alguns destes senhores....) 
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"alheado ao sons seco  dos corpos re acomodando-se  já cansados de ouvi-lo, o  discurso continuava a fluir vivo indiferente , como um   elemento natural  da paisagem : 

Uns agem  quando podem...
"Outros porque  é preciso...".
A estes,  para quem a  vida e a  dignidade se confundem  e uma de nada vale sem a outra, 
quando a  luz da  verdade  os encandeia e os leva a caminhos desconhecidos e   a 
queda  sem  amparo   por  precipicios insondaveis ,
Enviarei o Vento  como emissário  que dirá :
-Não hesitai ,   pois reza a lenda,  que ainda  na vertigem da  queda , 
Deus  vos dará  asas e vos  transformará em  passaros de  fogo. "
(Interpretação   livre de  " Passaro de Fogo "  pagina 29  Edições Ficticias, ,1ª edição 1949)

sábado, 10 de Maio de 2014

Todas as Fotos da 3ª Corrida D. Estefânia em Defesa do Hospital Pediatrico de Lisboa foi um sucesso ! 4 Diaporamas da 3ª Corrida D. Estefânia - Reportagem da TVI - 24





Videos da Corrida (devem ser vistos sequencialmente)

Vídeo  nº 1 :


Video nº 2


Video nª  3



Diaporama da fotografa Manuela Viola : 





Um corrida das familias em homenagem as mães portuguesas e contra o encerramento do Hospital Pediatrico de Lisboa.




Como as  duas anteriores a 3ª Corrida D. Estefânia foi um sucesso.


Diaporama da fotografa Manuela Viola : 


https://www.youtube.com/watch?v=lIm6baei_y8



Quem corre por gosto não.......Em favor das nossas mães e crianças......

Este ano com a participação na organização da APOI (Associação Portuguesa de Osteogenese Imperfeita)
....e do Catavento......



Em relação a cobertura Televisiva......Um silêncio  à que infelizmente  já estamos habituados . O futebol é mais importante  que a assistência  hospitalar das nossas crianças .
Mas  tem existido honrosas excepções ao longo do processo : A  TVI tem sido uma delas Obrigado TVI 24 por cumprirem a obrigação cívica  divulgando   causas  de interesse público .
Segue o Video  apresentado no Jornal " TVI 24".
( somos  absolutamente alheios a publicidade comercial veiculada neste  video )

http://www.tvi24.iol.pt/videos/video/14133676/1



domingo, 20 de Abril de 2014

Defende o Hospital Pediatrico de Lisboa ! Inscreve-te na 3ª Corrida/ Caminhada D. Estefânia. Este ano com a APOI - e...Outras noticias sobre a "REFORMA DA REDE HOSPITALAR" Diário da República, 1.a série—N.o 71—10 de abril de 2014Portaria n.o 82/2014 de 10 de abril.



3ª CORRIDA/MARCHA D ESTEFÂNIA - DIA DA MÃE


VEJA O VIDEO :
video



INCREVA-SE E TRAGA OS SEUS AMIGOS

Basta enviar o comprovativo de pagamento com o seu nome, NIF e tamanho de T-shirt para:apoi.marketing@gmail.com

NIB: 0035 0709 00000364530 52 

Preços até ao dia 22 Abril - Corrida 10 km - 8,5€
                                                       
Caminhada Ludica - 3 km - 5€



 Ou inscreva-se  pela  XISTARCA


 http://www.xistarca.pt/pt-PT/eventos.aspx?cntx=aa493b10-ec01-4a69-b26a-1baa86f5a37b.




4 de Maio, às 10H00, no Passeio Marítimo de Alcântara-Belém,
com Rosa Mota e Carlos Lopes como padrinhos

3ª Corrida/Caminhada Solidária Dª Estefânia-Dia da Mãe
em defesa de um hospital pediátrico em Lisboa

Correr, ou caminhar, pelo hospital das crianças, é o desafio lançado aos lisboetas pela Plataforma Cívica em Defesa de um Hospital Pediátrico para Lisboa que, em parceria com a APOI-Associação Portuguesa de Osteogénese Imperfeita, com o apoio técnico da Xistarca - Promoções e Publicações Desportivas, Lda., e com o apoio à organização do Catavento (Mães voluntárias), promove no próximo dia 4 de Maio a 3ª Corrida/Caminhada Dª Estefânia-Dia da Mãe.

Chamar a atenção dos decisores políticos e da opinião pública em geral, para a necessidade de Lisboa, tal como acontece em todo o mundo civilizado, continuar a dispor de um Hospital Pediátrico autónomo, sem a mistura de crianças e adultos doentes como previsto no futuro Hospital de Todos os Santos-Chelas, é o principal objectivo desta Corrida/Caminhada que celebra também o Dia Internacional da Osteogénese Imperfeita. A receita apurada com as inscrições e patrocínios reverterá integralmente a favor da APOI.

Está prometida uma manhã solidária, de festa e sensibilização, apadrinhada pelos ex-atletas olímpicos Rosa Mota e Carlos Lopes e com Leonor Poeiras na apresentação de um espectáculo final, que contará com a presença de Gonçalo da Câmara Pereira.

Percurso
A Corrida de 10km desenrolar-se-á no seguinte itinerário: PARTIDA na Av. Brasília em frente ao Centro de Congressos de Lisboa (Antiga FIL - lado rio), continuando até ao Café IN, onde vira à direita em direcção à ponte metálica de Alcântara fazendo aqui o retorno e seguindo novamente pela Av. Brasília até as Bombas da BP, onde estará instalado um novo retorno, retornando pelo mesmo percurso até ao local de Partida onde estará instalada a META.
A Caminhada-Festa, na extensão de aproximadamente 3km, decorre parcialmente no percurso da "Corrida" fazendo o primeiro retorno e depois virando à esquerda no Café IN em direcção à META.
Inscrições
- Inscrição online através da APOI para o seguinte endereço de e-mail apoi.marketing@gmail.com ou através da Xistarca em http://www.xistarca.pt/pt-PT/eventos.aspx?cntx=aa493b10-ec01-4a69-b26a-1baa86f5a37b.
- Inscrição presencial junto dos membros da Plataforma Cívica (para profissionais do Hospital de Dona Estefânia).
 - O custo de cada inscrição é de 8,50€ por atleta para a Corrida e de 5,00€ para a Caminhada, até 22 de Abril. A partir desta data será de 10,00€ e de 7,50€ respectivamente.
- Todos os participantes receberão camisola da prova.

Todos a correr pelo hospital das crianças!

Para mais informações pf contacte:
Plataforma Cívica em Defesa de um Novo Hospital Pediátrico para Lisboa: www.facebook.com/plataformadefesaHPL
Mário Coelho: 913450989 / coelhom@sapo.pt
Pedro Mendes: 967006022 / 
pedrpaulmend@netcabo.pt
António Gentil Martins: 939555162 / 
agentilmartins@gmail.com
APOI:Mª Céu Barreiros: 938260877 / a.p.osteogeneseimperfeita@gmail.com


Para melhor compreender a importância  dos Hospitais Pediatricos no apoio  as  crianças com  doenças  graves leia este livro.  Refere-se a  "osteogenese  imperfeita"  representadas pela APOI . 


Lê o livro "a menina dos ossos de cristal" para melhor compreenderes a necessidade da existência dos Hospitais Pediatricos

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12ª Conferência Internacional sôbre  "OSTEOGENESIS IMPERFECTA" - ou a  "IMPORTÂNCIA DOS HOSPITAIS PEDIATRICOS"




Apesar desta noticia dizer respeito  principalmente aos profissionais, consideramos importante divulga-la ,  pois permite que melhor  compreendamos  a importância dos Hospitais Pediatricos . São estes equipamentos , que  concentrando  massa critica,  que permitem  melhor adquirir experiência em  tratar patologias complexas  e raras e assim  estabelecerem-se  as linhas de orientação e formação para as  outras unidades menos abrangentes  . Salientamos ainda que por estes hospitais  estarem  vocacionados arquitecturalmente,  humana  e administrativamente  para acolher as crianças  são aqueles que permitem    facultar  cuidados de excelência num "ambiente amigo" e é assim que se  procede no mundo civilizado. 
 Sugerirmos , para melhor compreender esta perspectiva ,  que acedam ao Site do Hospital Pediatrico ,  Alfred L. Dupont  e que promove  a  conferência  sôbre osteogenese imperfeita.  http://www.nemours.org/content/nemours/wwwv2/locations/nemours-dupont.html
Infelizmente os nossos governantes e gestores são insensíveis a estes factos quase  intuitivos e de senso comum .....
Restará  indagar à que objectivos e interesses serão êles a ser  sensíveis.........

http://www.nemours.org/content/nemours/wwwv2/locations/nemours-dupont.html


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OUTRAS NOTICIAS :
MINISTÉRIO DA SAÚDE
Na ultima semana  surgiram outra vez noticias sôbre  A "REFORMA" DA REDE HOSPITALAR........Dizem respeito  a Legislação  publcada Diário da República, 1.a série—N.o 71—10 de abril de 2014 
Portaria n.o 82/2014 de 10 de abril , 
que abaixo  transcrevemos na integra.

Este documento surge,  como  resposta as criticas que se tem feito a reforma em curso  cuja legitimidade e objectivos tem sido contestados por considerar-se poderem  vir a  ferir  interesse publico. (o que é obvio no que diz respeito a destruição do Hospital Pediatrico de Lisboa )

Notamos que  não se refere a organização da rede de cuidados hospitalares materno infantis.

Em próximo artigo procederemos a  uma analise deste documento que contudo deve ser considerado de forma positiva pois  consiste uma base solida para uma discussão que se quer publica fundamentada.

Diário da República, 1.a série—N.o 71—10 de abril de 2014

Secretaria-Geral

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 MINISTÉRIO DA SAÚDE
Portaria n.o 82/2014 de 10 de abril
A Lei n.o 2011, de 2 de abril de 1946, veio estabelecer a organização dos serviços prestadores de cuidados de saúde então existentes, tendo recorrido ao critério geográfico - área geográfica de influência - para determinar a definição da tipologia de cada unidade hospitalar e o tipo de assistência hospitalar a assegurar em cada um dos níveis de hospitais.
Posteriormente, o Estatuto Hospitalar, aprovado pelo Decreto n.o 48357, de 27 de abril de 1968, estabelece os princípios orientadores da organização hospitalar, tendo-lhe conferido uma diferente categorização face ao diploma de 1946. Em concreto, o artigo 5.o do Estatuto Hospitalar previa a existência de i) hospitais gerais e especializados, ii) centros médicos especializados, iii) centros de reabilitação, iv) hospitais de convalescentes e de internamento prolongado e v) postos de consulta e de socorro. Já o artigo 7.o do mesmo diploma, referia que tais estabelecimentos e serviços poderiam ser centrais, regionais ou sub-regionais, conforme a área territorial em cuja assistência médica assumiriam a responsabilidade da prestação de cuidados.
Juntamente com o Estatuto Hospitalar foi aprovado pelo Decreto n.o 48358, de 27 de abril de 1968, o Regulamento Geral dos Hospitais, que veio estabelecer a organização e o funcionamento dos hospitais gerais e, nos casos expressamente previstos, os hospitais especializados. Estes diplomas estabeleciam uma classificação dos hospitais assente numa estrutura hierárquica, definida com base num critério geográfico, ainda que atendesse igualmente a dimensão do hospital, em termos de capacidade de internamento, e com três níveis diferentes de prestação de cuidados hospitalares.
Após a criação do Serviço Nacional de Saúde (SNS), pela Lei n.o 56/79, de 15 de setembro, mais concretamente em 1986, assistiu-se a uma evolução na organização hospitalar com a publicação dos Despachos da Ministra da Saúde n.o 10/86, de 5 de maio, n.o 23/86, de 16 de julho, n.o 32/86, de 5 de setembro, e n.o 36/86, de 5 de setembro, que anunciavam o estabelecimento de uma Carta Hospitalar Portuguesa e os seus princípios orientadores.
A Carta Hospitalar nunca veio a ser integralmente implementada, contudo, os conceitos então desenvolvidos foram seguidos no Estatuto do SNS (de 1993), que determina que as instituições e os serviços integrados no SNS «[...] classificam-se segundo a natureza das suas responsabilidades e o quadro das valências efetivamente exercidas».
Já na primeira década deste século, o Despacho n.o 727/2007, de 15 de janeiro, que alterou o Despacho n.o 18459/2006, de 12 de setembro, e o Despacho n.o 5414/2008, de 28 de janeiro, definem e classificam os serviços de urgência que constituem os pontos da Rede de Referenciação de Urgência/Emergência, estabelecendo a existência de uma rede articulada de serviços de urgência com três níveis de hierarquização (urgência polivalente, urgência médico-cirúrgica, urgência básica) correspondentes a capacidades diferenciadas de resposta para necessidades distintas, evitando, assim, encaminhamentos sucessivos do doente urgente/emergente.
A necessidade de garantir a obtenção de resultados em saúde exige uma qualificação do parque hospitalar e o seu planeamento estratégico. Neste contexto, a categorização dos diferentes hospitais e a definição da respetiva carteira de valências afirmam-se como instrumentais ao alinhamento dos diferentes atores no planeamento e operacionalização da oferta de cuidados de saúde hospitalares, devendo, pois, obedecer a um sistema de classificação compreensível, assentar numa base populacional, em linha com a área de influência direta e indireta, e ter em consi- deração as necessidades em saúde, garantindo-se, assim, a proximidade, complementaridade e hierarquização da rede hospitalar.
Neste sentido, e refletindo os diversos contributos dos estudos e trabalhos realizados entre 2011 e 2013, pela Administração Central do Sistema de Saúde, IP, Grupo Técnico para a Reforma Hospitalar, Entidade Reguladora da Saúde e Administrações Regionais de Saúde, a presente portaria visa classificar as instituições hospitalares e serviços do SNS. Importa dar nota que a presente portaria assenta, primordialmente, em critérios de base populacional e complementaridade da rede hospitalar para a prestação de cuidados de saúde de elevada qualidade e proximidade. Neste sentido, os diferentes grupos de hospitais distinguem-se entre si pela complexidade da resposta oferecida à população servida, garantindo proximidade e hierarquização da prestação de cuidados. As instituições classificadas no Grupo I apresentam exclusivamente uma área influência direta. As instituições pertencentes ao Grupo II apresentam uma área de influência direta e uma área de influência indireta, correspondente à área de influência direta das instituições do Grupo I. Por sua vez, as instituições classificadas no Grupo III apresentam uma área de influência direta, oferecendo cuidados às populações pertencentes às áreas de influência direta dos estabelecimentos classificados nos Grupos I e II. Os hospitais do Grupo IV correspondem a hospitais especializados. Paralelamente, serão desenvolvidos mecanismos de liberdade de escolha informada de acordo com critérios de acesso e qualidade, sem contudo colocar em causa a presente categorização da oferta de cuidados hospitalares.

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Assim:
Ao abrigo do artigo 12.o do Estatuto do Serviço Nacional de Saúde, aprovado pelo Decreto-Lei n.o 11/93, de 15 de janeiro, manda o Governo, pelo Secretário de Estado da Saúde, o seguinte:
Artigo 1º
Objeto
A presente portaria tem por objeto estabelecer os critérios que permitem categorizar os serviços e estabelecimentos do Serviço Nacional de Saúde (SNS), de acordo com a natureza das suas responsabilidades e quadro de valências exercidas, e o seu posicionamento da rede hospitalar e proceder à sua classificação.
Artigo 2.o
Classificação das instituições e serviços
1 —   Os hospitais, centros hospitalares e unidades locais de saúde classificam-se hierarquicamente segundo a natureza das suas responsabilidades e o quadro das valências efetivamente exercidas em quatro grupos, nos termos das alíneas seguintes:
a)       O Grupo I obedece às seguintes características:
i.     Área de influência direta para as valências existentes entre 75.000 e 500.000 habitantes, sem área de influência indireta;
ii.     Valências médicas e cirúrgicas de, medicina interna, neurologia, pediatria médica, psiquiatria, cirurgia geral, ginecologia, ortopedia, anestesiologia, radiologia, patologia clínica, imunohemoterapia e medicina física e de reabilitação;
iii.     Outras valências, nomeadamente, oftalmologia, otorrinolaringologia, pneumologia, cardiologia gastronterologia, hematologia clínica, oncologia médica, radioterapia, infecciologia, nefrologia, reumatologia e medicina nuclear são incluídas no Grupo I, de acordo com um mínimo de população servida e em função de mapas nacionais de referenciação e distribuição de especialidades médicas e cirúrgicas
iv.     Não exerce as valências de genética médica, farmacologia clínica, imuno-alergologia, cardiologia pediátrica, cirurgia vascular, neurocirurgia, cirurgia plástica, reconstrutiva e estética, cirurgia cardiotorácica, cirurgia maxilo- facial, cirurgia pediátrica, e neuroradiologia.
b)      O Grupo II obedece às seguintes características:
i.     Área de influência direta e indireta para as suas valências;
ii.     Valências médicas e cirúrgicas do Grupo I, acrescido das valências de oftalmologia, pneumologia, cardiologia, reumatologia, gastrenterologia, nefrologia, hematologia clínica, infecciologia, oncologia médica, neonatologia, imuno-alergologia, ginecologia/obstetrícia, dermato-vene- rologia, otorrinolaringologia, urologia, cirurgia vascular, neurocirurgia, anatomia patológica, medicina nuclear e neurorradiologia;
iii.     Restantes valências são definidas de acordo com um mínimo de população servida e em função de mapas nacionais de referenciação e distribuição de especialidades médicas e cirúrgicas;
iv.     Não exerce as valências de farmacologia clínica, genética médica, cardiologia pediátrica, cirurgia cardio- torácica e cirurgia pediátrica;
c)       O Grupo III obedece às seguintes características:
i.     Área de influência direta e indireta para as suas valências;
ii.     Abrange todas as especialidades médicas e cirúrgicas, sendo que as áreas de maior diferenciação e subespecialização estão sujeitas a autorização do membro do Governo responsável pela área da saúde, sob proposta da Administração Central do Sistema de Saúde, IP.;
d)     O Grupo IV corresponde aos hospitais especializados, nas áreas de:
i.     Oncologia, Grupo IV- a; ii. Medicina Física e Reabilitação, Grupo IV -b; iii. Psiquiatria e Saúde Mental, Grupo IV -c.
2 —   A lista de instituições por grupo de classificação consta no Anexo à presente Portaria e dela faz parte in- tegrante.
3 —   Para efeitos do disposto no n.o 1, a área de influência indireta considera a área de influência direta dos hospitais que referenciam utentes para o hospital em causa.
4 —   Para efeitos do disposto nos pontos iii das alí- neas a) e b) do n.o 1, a relação mínima entre população e oferta de valências é proposta pela Administração Central do Sistema de Saúde, IP. e submetida para aprovação do membro do Governo responsável pela área da saúde, até 30 de setembro de 2014.
5 —   Para as valências que vierem a ser definidas de acordo com o previsto nos pontos ii das alíneas a) e b) e nos pontos iii das alíneas b) e c) do no 1, as instituições deverão prosseguir um modelo de organização em que haja a preferência para a agregação de especialidades em serviços ou departamentos de medicina interna ou cirurgia geral.
6 —   Por despacho do membro do governo responsável pela área da saúde, sob proposta da Administração Central do Sistema de Saúde, IP., as valências de cada instituição podem assumir áreas de influência direta e indiretas superiores ou inferiores às da própria instituição.
7 —   Atendendo às especificidades dos hospitais em regime de Parceria Público-Privada (PPP), a carteira de valências é definida através dos respetivos contratos de gestão.
8 —   As instituições do SNS que não constam da lista em anexo à presente portaria e os estabelecimentos de saúde em regime de Acordo de Cooperação com o SNS, podem ser classificados num dos grupos previsto no n.o 1 ou, pelas suas características, ser qualificadas singularmente, mediante despacho do membro do governo responsável pela área da saúde, sob proposta da Administração Central do Sistema de Saúde, IP.
Artigo 3.o
Partilha e complementaridade de recursos da rede hospitalar
1 —       As instituições do grupo I estabelecem relações de referenciação com instituições do grupo II e grupo III para as áreas em que não tenham capacidade técnica ou recursos disponíveis.

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2 —       As instituições do grupo II estabelecem relações de referenciação com instituições do grupo III para as áreas em que não tenham capacidade técnica ou recursos disponíveis.
3 —       Para garantir a complementaridade e proximidade de cuidados, as instituições do grupo I e II podem propor a celebração de acordos com instituições de outros grupos mais diferenciados para a prestação de cuidados de saúde no âmbito das valências não disponíveis, com recurso aos mecanismos de mobilidade legalmente previstos, mediante prévia autorização da Administração Central do Sistema de Saúde, IP. e após parecer da Administração Regional de Saúde respetiva.
4 —       Cada instituição estabelece com os prestadores de cuidados de saúde primários e cuidados continuados integrados da sua área de influência direta mecanismos para a efetiva coordenação e continuidade das prestações de cuidados de saúde à população servida.
Artigo 4.o
Disposições finais e transitórias
1 —As instituições hospitalares e as respetivas Administrações Regionais de Saúde operacionalizam o cumpri- mento da presente portaria, até 31 de dezembro de 2015.
2 — Para efeitos do disposto no número anterior: a) A abertura de valências a que se referem os pontos iii das alíneas a) e b) do n.o 1 ausentes da carteira de cada instituição ocorrerá sempre que exista disponibilidade de recursos humanos e desde que seja garantido o equilíbrio económico e financeiro da instituição;
b)       O ajustamento de valências ocorre de uma forma faseada, com recurso aos mecanismos de mobilidade legalmente previstos, salvaguardando-se o acesso equitativo aos cuidados de saúde hospitalares do SNS.
c)       Caso se verifique a existência de instituições hospitalares ou serviços do SNS com áreas de influência direta superiores a 500.000 habitantes, a respetiva Administração Regional de Saúde propõe a revisão das áreas de influência da respetiva região ao membro do governo responsável pela área da saúde, até 30 dias após a publicação da pre- sente portaria.
O Secretário de Estado da Saúde, Manuel Ferreira Teixeira, em 28 de março de 2014.
Região

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Indagamos se no momento actual de crise em que existem inclusive crianças  em que se deslocam as escolas com fome   será correcto desactivar os centros materno infantis públicos e os nossos impostos serem desviados para serviços não transacionáveis.